Esta pesquisa apresenta como objetivo geral, compreender a formação inicial do pedagogo sobre a percepção dos conceitos de gênero no âmbito da Educação Infantil, bem como contribuir para a melhor prática de sua docência por meio de uma proposta de intervenção. Completamente relacionados com o conceito de Sexualidade, deparamo-nos com as questões das relações de género.
Metodologia
Segundo Louro (1997), os gêneros são construídos por meio das relações sociais. Nesse contexto, os estudos começam a priorizar não só as mulheres, mas também os homens. Por meio de pesquisas (Crociari & Perez, 2018) relatamos a lacuna na formação docente em relação ao tema imposto.
Caracterização dos estudos
O género como possibilidade ou constrangimento da acção social: um olhar sobre a perspectiva das crianças pequenas no contexto da educação pré-escolar. Ao finalizarmos a pesquisa proposta, nos deparamos com o artigo 12 de Claudia Vianna e Daniela Finco, “Meninas e meninos na educação infantil: uma questão de gênero e poder”.
Atuação e Formação Docente
É necessário enfatizar o trabalho da educação sexual no combate à discriminação, aos preconceitos e às atitudes, além da desconstrução das hierarquias de gênero que se refletem na sociedade e quiçá reforçadas no ambiente escolar. A imprescindibilidade de compreender como a educação em sexualidade e as questões de gênero são abordadas e destacadas no nível universitário, e a necessidade de investir na formação inicial para oferecer melhor preparação teórica e prática ao novo profissional, levaram ao início da atual pesquisa.
Projeto Aquarela e Pesquisa - Ação: a escrita dos participantes
Diurno
Quando questionados sobre o contato que tiveram com a educação sexual durante a vida pessoal ou escolar, conforme Gráfico 5, 37% indicaram que o primeiro contato ocorreu na escola; 30% indicaram que tal conhecimento foi repassado ao mesmo tempo que a escola e a família; 11% indicam que este contacto ocorre no seio familiar; 7% indicaram que esse contato ocorreu em outros ambientes, especificando que só souberam disso por meio de panfletos de saúde e, por fim, 15% dos entrevistados indicaram não ter tido contato com o tema abordado. A educação sexual foi mencionada por 7% dos estudantes, que enfatizaram que a existência de dúvidas, “o tabu em falar de sexualidade, assim como de educação sexual” (citação dos estudantes, 2018) e a segregação de género existiam e ainda persistem na actualidade. infância. A questão seguinte foi escrita via alternativas, solicitando a opinião dos estudantes de pedagogia sobre os temas de Educação Sexual e Gênero que a Educação Básica está trabalhando.
Em seguida, a questão seguinte foi registrar o conhecimento sobre quando os entrevistados consideraram a relevância de iniciar a educação sexual no ambiente escolar. A predominância das respostas, 63%, conforme gráfico 9, foi a importância da educação sexual começar desde já na educação infantil. O nível de ensino secundário e nenhum nível de escolaridade manteve-se em 0%, demonstrando o quão importante é que os inquiridos considerem importante que o início da educação sexual seja discutido/discutido cada vez mais cedo no ambiente escolar.
A última questão da referida categoria tratava da formação específica dos educadores nas disciplinas universitárias de Sexualidade e Educação de Gênero.
Noturno
Partindo da categoria de questões pessoais e formativas, os alunos foram questionados se/como tiveram contato com a Educação Sexual. A maioria dos alunos, 32%, indicou ter tido contacto com a Educação Sexual na escola, mas a mesma percentagem também indicou não ter tido contacto com a disciplina em questão. Já a educação sexual foi mencionada em 8% das respostas, o que destacou a (ainda) existência de dúvidas e divisão de gênero, pois “anos depois ainda há divisão de coisas para meninos e coisas para meninas” (citação do aluno , 2018). .
A maioria, 96%, conforme observado no gráfico 23, indicou que a educação em sexualidade e género deveria fazer parte da educação básica, enquanto 4% não achava que a educação básica não deveria incluir tais disciplinas. Os alunos então opinaram sobre qual nível de escola deveria iniciar a educação sexual. Para encerrar a categoria, os estudantes responderam se o curso de graduação oferecia formação específica sobre educação em sexualidade e gênero.
Depois, com 8%, deparamo-nos com a preocupação de ter um melhor conhecimento sobre educação sexual e género.
Projeto Aquarela e Pesquisa – Ação: a formação a partir das demandas
Tecendo saberes
De acordo com as perguntas e respostas encontradas, os temas discutidos foram previamente pensados para apresentar os principais temas da educação de gênero e sexualidade com foco na educação pré-escolar. De acordo com o conceito moderno de infância e a posição que a criança passa a ocupar nesse cenário, tais brincadeiras passam a incomodar, a atrapalhar. Em meados do século XX, segundo Postman (1999), enfrentamos grandes mudanças tecnológicas e culturais.
D'Amorin (1997) enfatiza que os estereótipos envolvem um conjunto de crenças estabelecidas de acordo com as características pessoais consideradas adequadas para homens e mulheres. Seus significados podem variar de acordo com a época, a classe social, o gênero, a cultura em que as crianças estão inseridas”. Segundo Maia e Ribeiro (2011), os comportamentos relacionados à sexualidade permeiam as pessoas desde o nascimento e acabam por formar elementos que constroem a Educação Sexual por meio da combinação de diferentes atitudes e valores.
Ainda segundo a autora citada, a luta das mulheres em 1960 se manifestou através de um direcionamento teórico, que em seus estudos trouxe a problematização do conceito de gênero. Ainda segundo Silveira (2006), "na sociedade moderna, as mulheres não estão mais limitadas à esfera doméstica. Segundo Guerra (s.d), os estereótipos são reproduções culturais e acabam rompendo os laços sociais.
Compartilhando Práticas
Materiais como folhas, revistas, tesouras, lápis, borrachas, marcadores serão necessários para a realização da atividade. A realização da atividade consiste na utilização de figuras, desenhos ou objetos para exemplificar e ilustrar como meninos e meninas devem organizar suas mochilas escolares. A pergunta inicial para a realização da atividade é: O que eles têm na mochila?/ O que eles têm na mochila?
Duas mochilas são desenhadas e recortadas em material EVA, um bolso é fixado na frente da mochila para guardar os materiais utilizados na realização da atividade. A realização da atividade baseia-se principalmente em um gráfico executado na lousa e composto por três colunas: jogos das meninas; jogos para meninos e, finalmente, jogos para meninos e meninas. De acordo com a foto tirada de dentro da caixa surpresa, os alunos responderam o que as crianças responderiam, ilustrando o andamento da atividade.
Os materiais utilizados para a confecção da atividade são: bonecos e bonecos feitos de papel e roupas de papel representando o uniforme de diversas profissões.
Diurno – Tecendo saberes
A aplicação do curso forneceu elementos e conceitualizou temas importantes, abrindo as portas do conhecimento e construindo uma base sólida para todo conhecimento futuro sobre Educação Sexual. As resoluções proferidas pelos 18 alunos, que enfatizaram maior segurança no tratamento do tema Educação Sexual no ambiente escolar, assumiram diferentes posicionamentos e complementos que enriqueceram suas opiniões. Dentre todos os detalhes, a grande maioria enfatizou a importância de confrontar as atitudes opostas dos pais e/ou dirigentes escolares através do embasamento teórico, demonstrando a extensão e o poder do conhecimento, isso, segundo os alunos, foi de extrema importância e culminou. em elogio a todo conteúdo trabalhado.
O acompanhamento especializado dos professores é acompanhado de palestras enriquecedoras que trazem conteúdos técnicos sobre a importância do trabalho de educação sexual com as crianças em sala de aula. Alguns estudantes referiram-se aos benefícios que trazem para a vida das crianças, de acordo com o conhecimento proporcionado sobre o tema em questão, mostrando que "a importância da educação sexual no desenvolvimento da sexualidade, no tratamento da saúde e no autocuidado e na formação da identidade do sujeito” (citação do aluno, 2019), além de servir como um rico trabalho de sensibilização para alunos, pais e profissionais da educação. A atividade e apresentação de conteúdos relacionados à Educação em Sexualidade são de grande importância, principalmente no contexto atual em que as questões de género e a sua violência criam um cenário tenso na luta das mulheres por condições mais igualitárias.
Educação sexual e mesmo seguindo um curso de qualidade ainda não me sinto melhor preparado para enfrentar a situação proposta.
Noturno – Tecendo saberes
Conforme demonstrado, 81,5% dos estudantes enfatizaram melhor preparo e melhor orientação para lidar com possíveis contradições relacionadas ao trabalho de Educação em Sexualidade na Educação Infantil. Os estudantes acrescentaram ainda que as pessoas que se opõem à posição profissional o fazem por desconhecimento da importância do trabalho da Educação Sexual no campo da educação e do seu contributo para o desenvolvimento e educação das crianças. Continuando com as descrições, a partir dos alunos que responderam negativamente quanto ao preparo para enfrentar as objeções alheias quanto ao trabalho profissional em Educação Sexual na educação infantil, 18% sinalizaram, mesmo com os esclarecimentos prestados na intervenção. , falta de conhecimento sobre o assunto.
A recapitulação abrangeu os conceitos de educação de infância, de gênero e de sexualidade, a fim de fornecer elementos que fortaleçam a internalização do conhecimento. Com base nos estudos apresentados (ou na falta deles), identificamos lacunas existentes no que diz respeito ao trabalho de educação sexual e educação de gênero no ambiente escolar. Como estudante finalista do curso de pedagogia, você acredita que a educação sexual e de gênero devem fazer parte dos conteúdos escolares da educação básica.
Como universitária, você recebeu formação específica dentro das disciplinas do curso Pedagógico sobre educação sexual e gênero.
Diurno – Compartilhando práticas
Noturno – Compartilhando práticas
Questionário
Como estudante finalista do curso de Pedagogia, quais as diferenças entre a sua infância e a sua infância atual? Como estudante finalista do curso de Pedagogia, qual(is) a(s) semelhança(s) entre a sua infância e a sua infância atual? Sendo a orientação sexual um dos conteúdos transversais já indicados nos Parâmetros Curriculares Nacionais, consideramos importante o início da educação sexual no ambiente escolar.
Um de seus alunos, um menino, opta por vestir a fantasia de Cinderela, enquanto uma menina decide se tornar o Homem-Aranha, qual será sua intervenção? Uma menina se aproxima da brincadeira e pede para participar, enquanto um menino demonstra interesse pelos bonecos. A partir da sua atitude em relação às situações anteriores, qual seria a sua atitude quando enfrentaria a atitude oposta dos seus pais.
Com base na sua posição em relação às situações anteriores, qual seria a sua atitude diante da posição oposta da coordenação/direção da escola.
Termo de consentimento e autorização
Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil / Ministério da Educação e Desportos, Ministério da Educação Fundamental. Obtido em 20 de dezembro de . http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_c ondeporaneos.pdf. Recuperado em 2 de setembro de 2019 em http://www.ensaiospedagogicos.ufscar.br/index.php/ENP/article/view/60/89.
Infância e erotização na sociedade de consumo: análise da campanha publicitária da marca Couro Fino cearense. Recuperado em 10 de janeiro de 2018 em http://turmadamonica.uol.com.br/characteragem/monica/. Homens na educação infantil: suspeitas e tentativas de segregação. Recuperado em 19 de dezembro de 2019 em http://wwws.fclar.unesp.br/agenda-pos/educacao_sexuality/3691.pdf.
Diversidade de gênero e diferenças e semelhanças na hierarquia dos valores do trabalho de homens e mulheres no chão de fábrica.