INSTITUTO DE ESTUDOS DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - IEDI CENTRO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - NACIT/UFBA.
TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS DA COMPETITIVIDADE
Evolução Recente da Indústria de Informática a Nível Internacional
As vendas na indústria electrónica dos EUA estão estimadas em 287 milhões de dólares em 1992 (205 milhões de dólares no caso da indústria automóvel) e em 322 milhões de dólares em 1993 (318 milhões de dólares no caso da indústria química). . A diminuição do crescimento das vendas e a queda dos lucros na indústria de informática são acompanhadas por quedas significativas de preços, especialmente nas classes mais altas.
Características Estruturais do Setor de Informática
Necessário reinvestimento dos lucros das empresas na área de I&D; importância da disponibilidade de mão de obra qualificada e de uma infra-estrutura científica e tecnológica adequada. Da mesma forma, do ponto de vista das empresas de TI, a facilidade de acesso e interação com fornecedores de componentes tecnologicamente atualizados é condição fundamental para o aprimoramento de seus produtos, cujo ciclo de vida, fortemente ligado ao desses insumos , é cada vez mais curto 26.
Tendências de Mudança Estrutural no Setor de Informática
Esta tendência reflecte-se no elevado dinamismo do segmento de fornecedores de serviços de produção para a indústria electrónica, que apresentou, entre 1986 e 1991, um crescimento médio anual de 19% nos EUA. 37 De acordo com o presidente do quarto maior fornecedor mundial de serviços de fabricação de eletrônicos – Jabil Circuits Inc.
Segmentação da Indústria e Estratégias das Empresas Líderes
Este processo reflecte-se, entre outras coisas, no lançamento de linhas de produtos “baratos” por empresas que se concentram exclusivamente no segmento superior do mercado. Custos de produção reduzidos, graças ao uso de mão de obra e componentes baratos (incluindo "clonagem de chipset") - Extensas "bibliotecas" de software desenvolvidas por terceiros. 3) Oferecer produtos com arquiteturas proprietárias (preferencialmente transferidos a terceiros mediante pagamento de “taxas de licença”).
Fatores de Competitividade
No caso dos fabricantes verticais, investimentos significativos em I&D, beneficiando de sinergias com a produção para outros setores (fotografia, reprografia, eletrónica de consumo, etc.). Nos segmentos de periféricos e pequenos computadores, a validade deste raciocínio limita-se a situações em que a estratégia escolhida é oferecer produtos com tecnologias emergentes ou arquiteturas proprietárias, respectivamente. Contudo, se a opção escolhida for fabricar produtos em larga escala com tecnologias maduras e/ou arquiteturas padronizadas – estratégias III-2 e IV-1 na Tabela 3 – o espaço para atuação independente das empresas nacionais pode ser muito maior. .
O desenvolvimento deste último, no entanto, exige a existência de elevados e crescentes ritmos de produção, o que confere importância decisiva à dimensão e ao dinamismo do mercado interno, bem como ao grau da sua concentração - na ausência de exportações significativas, o o crescimento desta última é condição para aumentar os índices de produção de qualquer empresa. Da mesma forma, a competitividade dos fabricantes em questão é reforçada pela presença de uma eficiente rede de fornecedores especializados de peças, peças e componentes, bem como pela possível utilização, no caso de empresas diversificadas, da experiência acumulada em outros segmentos. . do complexo eletrônico - especialmente no setor voltado para bens de consumo, caracterizado também pela produção em massa de produtos relativamente padronizados. No entanto, o sucesso dos respetivos projetos depende, em maior medida do que noutros segmentos, da sofisticação dos utilizadores-alvo, da sua preferência por arquiteturas abertas, das suas oportunidades de estabelecer interações sistemáticas com os fabricantes e, principalmente, da aceitação pelo mercado local. para o uso de sistemas de processamento distribuído.
Grau de Verticalização em Microeletrônica (pelo menos no nível MI MI PI I. de design ASICS) Fatores Sistêmicos.
As Políticas Governamentais para o Setor de Informática
- Estados Unidos
- Japão
- Europa
- Coréia e Taiwan
- México
Contudo, vale a pena notar que o papel das patentes na indústria informática foi diminuído pelo facto de, desde a década de 1950 até ao início da década de 1980, os Estados Unidos terem seguido uma vigorosa política antitrust. A partir da segunda metade da década de 1970, o compromisso financeiro do governo japonês com a I&D caiu para níveis inferiores aos encontrados nos EUA e na Europa65. A política dos países europeus mais importantes em relação ao sector das TI surgiu, como no Japão, no início dos anos sessenta.
Neste sentido, a participação do Estado nas despesas de I&D na indústria informática europeia rondava os 35% na primeira metade da década de 1970, e nos anos seguintes caiu para menos de 20%, representando uma percentagem comparável à alcançada pelo governo. mercado no seu próprio mercado e maior do que a respectiva quota do governo japonês75. Em ambos os casos, as autoridades governamentais aplicaram políticas activas para promover o sector da electrónica profissional desde o início dos anos setenta. As empresas japonesas, note-se, têm demonstrado maior relutância em celebrar acordos com empresas coreanas, tendo a maioria delas deixado o país na década de 1970, quando ainda eram maioritariamente.
Ressalta-se que não houve iniciativa de participação direta do Estado na realização de atividades de P&D na área de tecnologia da informação.
COMPETITIVIDADE DO SETOR DE INFORMÁTICA
Diagnóstico da Competitividade da Indústria Brasileira
- Perfil da indústria constituída sob a vigência da Política Nacional de
- Os efeitos das mudanças na política governamental
Oportunidades e Obstáculos à Competitividade
Disponibilidade de mão de obra qualificada para atividades de marketing e suporte (antigo pessoal de P&D) - Participação significativa de grupos econômicos em empresas líderes do setor. Dessa forma, as perspectivas de aumento da competitividade internacional da indústria brasileira nos segmentos de informática de médio e grande porte ficam sujeitas à decisão das empresas estrangeiras.
PROPOSIÇÃO DE POLÍTICAS
Políticas de Reestruturação Setorial
- Atração de investimentos estrangeiros
- Estímulo à oferta de serviços de manufatura
- Estímulo ao desenvolvimento das atividades de integração de sistemas sem
- Regulamentação do artigo 3º da lei 8248-91, referente ao uso do poder de
- Intensificar a cooperação entre as empresas do setor e os centros de ensino
- Ampliação das linhas de financiamento da FINEP para promover o
- Ampliação do papel representado pelo BNDES no apoio à capitalização das
Fundamental para a competitividade das empresas brasileiras de TI é a sua capacidade de acessar serviços de produção tecnologicamente atualizados oferecidos por empresas externas. Incentivar o desenvolvimento de atividades de integração de sistemas sem prejudicar os segmentos industriais do setor de tecnologia da informação. Assim, mesmo que as empresas prestadoras destes serviços não exerçam atividades industriais, propõe-se que beneficiem dos incentivos que esta legislação prevê para “empresas produtoras de bens e serviços de TI”113.
Reforçar a cooperação entre empresas do setor e centros de ensino e investigação na área das TI. Propõe-se a adoção de medidas que visem ampliar a integração entre os esforços de desenvolvimento tecnológico realizados no setor privado e em instituições de ensino e pesquisa que atuam na área de TI. Ampliação das linhas de financiamento da FINEP para promover o desenvolvimento tecnológico no setor de TI.
Contudo, para tornar esta proposta viável, as suas linhas de financiamento para o setor de TI precisam ser ampliadas.
Políticas de Modernização Produtiva
- Incorporação de equipamentos de automação nos processos produtivos das
- Incorporação de modernas técnicas de gestão da produção
- Estímulo às atividades de pesquisa e desenvolvimento
A capitalização das empresas do sector é condição indispensável para a realização dos investimentos necessários à evolução para níveis mais elevados de competitividade internacional. Por outro lado, é fundamental que a aplicação dos incentivos previstos no artigo 4º da Lei nº 8.248/91 seja feita de forma a limitar a isenção do IPI apenas aos produtos cuja produção atenda ao PPB instituído pelo Despacho nº 101. de MICT com MCT. Nesse sentido, propõe-se que, no faturamento da venda de sistemas que incluam subconjuntos que possam ser vendidos separadamente, seja exigida a discriminação do valor destes últimos, aplicando-se a isenção de IPI apenas àqueles cuja produção tenha atendido ao referido PPB. .
Além disso, a Portaria nº. A Portaria 101, para ter acesso ao incentivo que permite a isenção do IPI, introduziu a exigência de que as respectivas empresas obtenham certificado de conformidade com as normas ABNT Série 19.000. No entanto, importa referir que a operacionalidade do respectivo incentivo está associada à existência de lucros nas respectivas empresas, o que significa que a sua eficácia em termos de estímulo ao investimento em I&D deve ser reduzida enquanto as empresas do sector não faça isso. superar seus problemas atuais. Nesse sentido, propõe-se que a regulamentação do artigo 6º da Lei 8.248/91 seja revista para permitir que empresas que atendam a todos os requisitos estabelecidos possam receber o incentivo em questão, mas que, em decorrência de não obterem lucros no exercício oferecido não realizou, não pode se beneficiar dele, está autorizado a deduzir o seu.
Dessa forma, o estímulo às atividades de P&D instituído pela lei 8.248/91 tornar-se-ia independente dos lucros correntes das empresas, sendo funcional mesmo em períodos de “crise”.
Políticas Relacionadas aos Fatores Sistêmicos
- Políticas de financiamento governamental para empresas com reduzidas
- Aprimoramento da infra-estrutura de telecomunicações
- Generalizar o cumprimento do PPB como condição de acesso a incentivos
- Criar mecanismos de controle de fraudes nas operações de importação ou
- Harmonizar os acordos alcançados no âmbito do Mercosul com a política
- Fomento às exportações
- Combate às importações ilegais
- Restabelecer a isonomia entre os produtos fabricados no país e os
- Estimular o direcionamento das compras de componentes microeletrônicos
INDICADORES DE COMPETITIVIDADE
Assim, entre 1984 e 1988, as suas receitas globais no sector das TI cresceram a uma taxa anual acumulada de 45%, bem acima da taxa de 10% das empresas norte-americanas6. No entanto, até recentemente, as empresas estrangeiras tinham de respeitar quotas de exportação e níveis mínimos de nacionalização dos seus produtos84. RECEITA BRUTA DE EMPRESAS DO MERCADO DE INFORMAÇÃO (INDUSTRIAL) E DA ÁREA DE TRATAMENTO DE DADOS.
Contudo, no âmbito específico dos sistemas de média dimensão, o desempenho das empresas nacionais tem sido relativamente baixo. TRATAMENTO DE DADOS: PARTICIPAÇÃO DAS MAIORES EMPRESAS NO LUCRO LÍQUIDO TOTAL DAS EMPRESAS NACIONAIS. Nesse sentido, podemos levantar a hipótese de que o fenômeno descrito é resultado de um aumento na eficiência produtiva das empresas.
Na investigação e desenvolvimento, em particular, a maior parte das empresas nacionais realizava o design dos seus produtos internamente, quer com base nas suas próprias especificações, quer através de processos de engenharia inversa baseados no exame de produtos de concorrentes nacionais e estrangeiros. Os segmentos onde o desenvolvimento local foi menos afetado pela reformulação das estratégias competitivas das empresas nacionais são os da automação bancária e comercial. Este aspecto da reformulação estratégica das empresas do sector afectou significativamente os respectivos produtores de insumos.
Nacional – Possibilidade de desenvolver a capacidade produtiva das empresas nacionais ao nível de excelência internacional. Um indicador adicional que deve ser utilizado para avaliar a competitividade das empresas brasileiras de TI é a diferença entre os preços dos produtos nacionais e os preços dos seus produtos importados.
CONCLUSÕES
No segundo item, foi demonstrado que o parque industrial estabelecido no Brasil no âmbito da Política Nacional de Tecnologia da Informação (PNI) caracterizou-se por um alto grau de diversificação e apresentou taxas de crescimento superiores às do mercado global. Durante a década de 1980, o número de fabricantes nacionais na indústria brasileira de TI cresceu exponencialmente, enquanto o número de subsidiárias estrangeiras permaneceu pequeno. Como resultado desses eventos, a já reduzida competitividade das empresas brasileiras de TI foi prejudicada pela redução do valor agregado local dos produtos vendidos, que, no entanto, sofreram uma grande redução na sua relação preço-desempenho.
34; Impactos da nova política industrial nas estratégias competitivas das empresas líderes da indústria brasileira de TI: a falsa modernidade e os limites da competitividade internacional", Anais do XX Congresso Nacional de Economia, Campos de Jordão. 34; Perspectivas Tecnologia da Informação da TI setor no contexto da nova política industrial”, Processo XVIII. do Encontro Econômico Nacional, Brasília. Política Nacional de Tecnologia da Informação: Intervenção do Estado, Resultados e Desafios, Dissertação de mestrado apresentada no IEI/UFRJ, Rio de Janeiro.
AS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DE MUDANÇAS ESTRUTURAIS NO SETOR DE TI E SEU DESENVOLVIMENTO NÃO.