• Nenhum resultado encontrado

da indústria brasileira

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "da indústria brasileira"

Copied!
131
0
0

Texto

INSTITUTO DE ESTUDOS DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - IEDI CENTRO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - NACIT/UFBA.

TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS DA COMPETITIVIDADE

Evolução Recente do Mercado Mundial

Estratégias Empresariais

O princípio central da política industrial deveria ser a modernização, a melhoria do mix de produtos instalados, e não possíveis expansões da produção de aço bruto. Desde meados da década de 1970, a indústria siderúrgica global manteve um nível estável de produção de aço bruto de aproximadamente 700 milhões de toneladas (Tabela 1). O ano de 1989 marcou o fim de um período de recuperação desta indústria, quando a produção atingiu 786 milhões de toneladas de aço bruto.

Em 1992, o Japão e a Alemanha apresentaram resultados muito insatisfatórios, que culminaram na redução da produção de aço bruto, respectivamente, em 11,7%. Nestes países houve uma redução muito acentuada da produção e principalmente do consumo aparente de aço. A Tabela 2 apresenta dois cenários, elaborados pela revista norte-americana World Steel Dynamics, de novembro de 1991, relativos à capacidade instalada de produção de aço bruto.

6 A METALDATA alega que a redução da capacidade de produção de aço deveria afetar principalmente o Japão e a Alemanha. Assim, os investimentos tendem a modernizar e otimizar plantas já instaladas em detrimento da ampliação da capacidade produtiva (greenfields) e da melhoria do mix produtivo, como a ampliação da produção de laminados, ainda que mantendo a capacidade de produção de aço bruto.

Formas de Concorrência

O mercado global de produtos siderúrgicos pode ser amplamente dividido em dois pólos competitivos. Concorrência por preços: as vantagens competitivas decorrem do baixo custo da mão de obra e dos materiais (especialmente minério de ferro) e da utilização de equipamentos relativamente modernos para a produção de aços básicos – esta é a forma de comercializar a indústria siderúrgica brasileira; Competição pela qualidade: As vantagens competitivas baseiam-se na intensidade da investigação e desenvolvimento, na elevada capacidade de inovação tecnológica e na produção de aços preciosos – é a forma como as indústrias japonesa e alemã se unem.

Devido à falta das principais matérias-primas para a produção de aço (minério de ferro e carvão mineral), a indústria japonesa é líder de mercado devido à repetida incorporação de novas tecnologias. Os dados da pesquisa de campo do estudo de competitividade da indústria brasileira confirmam essa situação: entre as treze empresas do setor siderúrgico, oito delas enfatizaram que o padrão tecnológico dos produtos comercializados era da penúltima geração, enquanto apenas duas consideraram que sua oferta seria de última geração. Além disso, como a integração da indústria no mercado internacional se dá nos produtos básicos (bens) e o impacto da modernização tecnológica é menos intenso nestes, a lentidão na integração das tecnologias é menos dramática.

Resumidamente, o mercado siderúrgico internacional pode ser dividido em dois: produtos básicos e produtos diferenciados14. Essa divisão corresponde inclusive às etapas do processo produtivo: quanto mais atua no mercado de produtos básicos, maior é o peso dado aos insumos, aos custos de energia, aos custos salariais e à etapa de redução (transformação do minério de ferro em ferro-gusa ou ferro esponja); .. quanto mais atuamos no mercado de produtos diferenciados, maior ênfase deve ser dada ao controle automatizado da produção, à inclusão de novas tecnologias e à fase de laminação.

COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA BRASILEIRA

Diagnóstico da Competitividade - Custos da Siderurgia Brasileira

  • Custos totais de produção
  • Salários e produtividade
  • Custos de materiais
  • Custos financeiros
  • Custos de produção por instalação
  • Custos portuários
  • Aços longos e especiais

Diagnóstico da Competitividade - Desempenho Exportador

Diagnóstico da Competitividade - Tecnologia, Gestão Empresarial e Relações

  • Capacitação Tecnológica
  • Gestão de Qualidade
  • Relações Trabalhistas

Diagnóstico da Competitividade - Fatores Sistêmicos

  • Privatização
  • Liberalização
  • Tributação

Oportunidades e Obstáculos à Competitividade da Siderurgia Brasileira

  • Tendências tecnológicas e de mercado
  • A crise da siderurgia a carvão vegetal
  • Desenvolvimento tecnológico
  • Mercosul
  • Barreiras tarifárias e não-tarifárias

PROPOSIÇÃO DE POLÍTICAS

Política de Reestruturação Setorial

No que diz respeito à estrutura industrial, três questões parecem relevantes: a indústria do ferro gusa, a situação da CST e da Açominas e o poder de mercado dos grupos nacionais. A indústria do ferro gusa caracteriza-se por ser muito fragmentada e apresentar resultados muito insatisfatórios em termos de consumo de energia. Os ferros de arroz poderão sobreviver se os grandes produtores de aço a carvão converterem seus altos-fornos em coque.

Porém, para promover essa centralização de capital, o segmento deveria planejar sua reestruturação, incluindo o acesso ao financiamento do sistema BNDES. Por outro lado, as recorrentes tentativas de construção de novas instalações devem ser fortemente rejeitadas. Uma última questão é o aumento do poder de mercado dos grupos nacionais, como resultado do processo de reprivatização, que é na verdade o ponto decisivo na venda da Açominas.

Políticas de Modernização Produtiva

Políticas Relacionadas aos Fatores Sistêmicos

Para evitar que a tendência de concentração se torne uma fonte de ineficiência, é necessário aumentar a contestabilidade dos mercados, através de políticas de protecção da concorrência e da fixação de tarifas aduaneiras muito baixas para mercados concentrados e de baixo valor acrescentado. Para garantir uma rentabilidade mínima ao sector, é também necessário que o sector não enfrente, como no passado, controlos de preços sob o argumento da importância do aço na formação de preços na economia. Por último, é necessário aumentar a eficiência das infra-estruturas de transportes, especialmente dos portos, através da implementação de legislação recentemente adoptada.

INDICADORES DE COMPETITIVIDADE

Alguns autores (ver Anexo 2) destacam o baixo custo da energia elétrica como uma vantagem competitiva da indústria siderúrgica brasileira. A explicação para o alto custo financeiro da indústria siderúrgica brasileira se deve ao alto custo de investimento do setor em expansão/modernização (BNDES, 1987: 19). O país também apresenta o menor custo de produção de aço bruto (coluna C), embora sua vantagem competitiva seja menor, pois o custo na etapa de refino é o mais elevado da amostra (coluna B).

A produtividade relativamente baixa da indústria siderúrgica brasileira é mais sentida na laminação de aços longos em comparação com os produtores latino-americanos. Os dados disponíveis referem-se aos altos-fornos a carvão, uma vez que os altos-fornos a carvão são uma característica distintiva da siderurgia brasileira. Em 1988, foi desativado o último forno Siemens Martin da siderurgia brasileira (o da Siderúrgica Barra Mansa, Grupo Votorantim).

Nesse sentido, torna-se importante a introdução (ou maior difusão) da automação industrial baseada na microeletrônica, que deverá ser cada vez mais integrada à siderurgia brasileira. Nesse sentido, TORRES comenta que aproximadamente metade da capacidade instalada de produção de ferro-gusa a partir do carvão corre o risco de desaparecer, o que se tornará o desafio energético mais importante para a indústria siderúrgica brasileira no curto prazo. O Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL) ganhou recentemente uma importância dominante em termos da agenda de exportações da indústria siderúrgica brasileira.

A análise da competitividade da siderurgia brasileira destacou que a automação e a melhoria dos produtos deveriam ser as palavras principais da política setorial da siderurgia brasileira. Inicialmente, a automação fortalece os pontos positivos da siderurgia brasileira (baixos custos na produção de aços primários) e elimina os pontos fracos (baixa produtividade). A melhoria da produtividade da siderurgia brasileira e a modernização empresarial e tecnológica dependem do crescimento do mercado interno.

TABELA 16 PROJETO AÇOMINAS
TABELA 16 PROJETO AÇOMINAS

Imagem

TABELA 16 PROJETO AÇOMINAS

Referências

Documentos relacionados

Para os valores de Mi na camada de 0,10 a 0,20 m o campo nativo pastejado foi superior à área de milho/azevém, não diferindo estatisticamente da pastagem de azevém Tabela 3.. Esse maior