Agradeço à minha esposa Ana Paula e aos meus filhos (Rayssa e Matheus) pelo incentivo durante os meses de pandemia para a conclusão deste livro. Agradeço a Diana Guimarães, pela correção gramatical deste livrinho, a Damião de Lima pelo prefácio, pelas várias conversas com meu irmão Padre Edson Barros, que procurou compreender certas situações da vida em Barra de Santa Rosa nas últimas décadas.
PREFÁCIO
O quinto capítulo, intitulado Espaços públicos da Barra de Santa Rosa, é dedicado ao patrimônio histórico que está sendo construído no bairro e que será herdado pelo futuro município. O texto apresenta os detalhes desse cenário e conduz o leitor pelo jogo que culminou em 8 de maio de 1959 com a emancipação política e a criação do município de Barra de Santa Rosa.
CONVERSA INICIAL
ANTIGO TERRITÓRIO DOS ÍNDIOS
Ruth de Almeida revela que teve contato com achados arqueológicos e escritos inéditos do padre Luiz Santiago, durante visitas a diversos sítios de pedra ao longo do rio Curimataú e seus afluentes, além dos municípios de Cuité, Picuí e Barra de Saint roza. Tembetá: espécimes encontrados no sopé oeste da Serra da Caxex, município de Barra de Santa Rosa, região de Inhais.
AS PRIMEIRAS SESMARIAS
Porcos que vão de leste a oeste; e por isso pediram a concessão de três léguas de comprimento e uma de largura a cada um na parte que pediam, sem prejuízo das previstas no Riacho dos Porcos. Para se ter uma ideia do desenvolvimento do município, entre 1706 e 1816, colocamos essas propriedades ou “possessões de vagos” no atual mapa geográfico do município de Barra de Santa Rosa, para mostrar como se deu seu desenvolvimento econômico lugar.
A FLORESCENTE BARRA DE SANTA ROSA
Além disso, o Distrito da Paz de Barra de Santa Rosa foi criado em 14 de outubro de 1906 pela Lei Municipal nº 06, anexa ao município de Picuhy. Barra de Santa Rosa, 9 de Janeiro de 1909 Francisco José dos Santos (Justiço de Paz) Alvaro Bibiano de Sousa (Secretário de Paz).
ESPAÇOS PÚBLICOS DE BARRA DE SANTA ROSA
A escolha do local para o atual cemitério da Barra de Santa Rosa foi uma decisão do Padre Ibiapina (Ignácio Ibiapina da Silva Sobral), então pároco de Picuí (1904 a 1907), juntamente com alguns proprietários, notadamente Fortunato Rufino de Maria, que havia comprado Poço Doce. Antônio Joaquim Casado, que por sua vez nomeou dois professores públicos ou de "Instrução Pública" para o distrito de Barra de Santa Rosa: Sebastião Mendes, indicado para a alfabetização masculina, enquanto Dona Benedicta Alves da Silva lecionava para o feminino. Em 12 de agosto de 1904, nesta vila da Barra de Santa Rosa, éramos moradores da nova Freguesia de N.
A imagem da figura anterior ocorreu durante a visita do Irmão Martinho (segundo da direita para a esquerda) no bairro Barra de Santa Rosa, antes da construção da matriz. Após a celebração, todos foram recebidos na residência de Manoel Adelino de Barro, onde ocorreu uma reunião em prol da construção da igreja em Barra de Santa Rosa, com a presença de algumas pessoas da comunidade, principalmente o casal que ofereceu para doar o terreno. , onde a matriz está localizada atualmente. José Agostinho Ribeiro34 que morou em Cupira e por muitos anos cuidou dos bens e bens da capela Santa Rosa.
Em 23 de março de 1968, chegamos pela primeira vez à cidade de Barra de Santa Rosa. Somente em novembro do mesmo ano nos mudamos definitivamente para a Barra de Santa Rosa. Porém, em 9 de dezembro de 1973, Barra de Santa Rosa deixou de ser freguesia de Nossa Senhora das Mercês, e passou a freguesia, sob o patrocínio de Nossa Senhora da Conceição, tornando-me o primeiro pároco.
Logo após a missa, os santos foram distribuídos entre o povo, lembrando a elevação à paróquia de Nossa Senhora da Conceição na Barra de Santa Rosa.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO POVOADO NAS
Não temos ideia sobre a arrecadação de impostos e vendas/compras no distrito naquela época (1915), pois os valores apresentados pela "Mesa de Rendas", conforme tabela a seguir, representavam todo o município de Picuí com suas aldeias, incluindo Barro. O pacato bairro de Barra de Santa Rosa aparece no levantamento de campo feito pela prefeitura de Picuí em 1920 como um grande latifúndio, o que significa que existiam vários lotes ou pequenos sítios que juntos formavam a geografia do distrito arredores. O censo brasileiro de 1920 lista "proprietários rurais recenseados no Estado da Parahyba".
A importância dessa relação, na qual está inserido o distrito de Barra de Santa Rosa, com suas respectivas propriedades rurais, delineia a geografia de nossa região à época, além de indicar a pujança da produção rural com seus mais de 200 proprietários , que de certa forma visitavam o distrito para vender os seus produtos agrícolas e animais, mas também para comprar outros produtos básicos para as necessidades humanas. Associado a essas propriedades, o desenvolvimento econômico do distrito foi notório na década de 1920, quando verificamos o número de “algodoeiras”, ou seja, comerciantes de algodão. Por meio dessa relação, temos uma ideia do tamanho dos impostos arrecadados pelo município de Picuí com seu maior distrito.
Este fato passou a ter uma forte atração política além da econômica, pois uma grande representação de fazendeiros e comerciantes aqui se estabeleceu, estimulando a economia do município de Picuhy. Aliás, esse foi o principal motivo pelo qual o Major Sousa Lima se candidatou à Prefeitura de Picuhy com o apoio do ex-governador Sólon de Lucena, eleito em 1925.
O SURGIMENTO DE UM LÍDER POLÍTICO
Então, em 28 de setembro do mesmo ano, outra carta foi publicada por uma pessoa anônima, com o pseudônimo de "caixeiro viajante", dignificando a honestidade de Sousa Lima como grande administrador, comerciante e político honesto. Lima e Abílio Cesar de Oliveira (autor do livro Comuna do Picuí: Esboço Histórico, 1963) eram amigos, chegando a ser nomeado professor da Escola Rudimentar Mista, em 1927, durante a gestão de Sousa Lima à frente. do Município de Picuí. Manoel de Sousa Lima, conhecido na época como Major Sousa Lima ou Major Nené, nasceu em Picuí no dia 14 de junho de 1887.
Segundo o historiador Heleno Henrique de Araújo46, o Major Sousa Lima tinha parentesco ou ramos genealógicos com Joaquim da Volta, um dos grandes proprietários de terras do município de Picuí. O que fez Sousa Lima renunciar foram algumas decepções políticas, além de alguns contratempos ocorridos durante seu mandato, protagonizados por um de seus assessores. Sousa Lima não concordava que a arrecadação dos impostos arrecadados no distrito ficasse inteiramente em Picuí, já que nem sempre esses recursos eram utilizados aqui.
O Major Sousa Lima passou a apoiar os candidatos perrepistas e em 1930 não participou das indicações para prefeito de Picuí, pois foi indicado outro cidadão da turma de João Pessoa, o Sr. Para apoiar os candidatos de Júlio Prestes e Vital Soares, Sousa Lima vende sua propriedade em Ubaia para o pai Luiz Santiago e investe parte do dinheiro no comércio.
DÉCADA DE 40
A "planta de luz" ficava numa casinha ao lado do sr. Operação de padaria Vicente Martins. Em 1929, o Padre Luiz Santiago adquiriu alguns bulbos de agave (num total de 200 bulbos) e os plantou em caráter experimental em sua propriedade "Gamelas", em Cuité, pois o tipo de solo favorável necessário para tal planta deveria conter arenitos e óxido de ferro, pois só havia esse tipo de minério naquela fazenda. Em uma das entrevistas realizadas por um grupo de alunos do Colégio Barra de Santa Rosa, o padre Luiz Santiago disse que foi convidado pelo interventor estadual Dr.
Todos os dias, exatamente às 10 horas, o Sr. Manoel Correia ligava seu rádio Zenith, sentava-se numa mesinha da sala, sob um grande crucifixo, "dava corda" no grande relógio de campainha54 (alemão) e sentava-se em sua cadeira de balanço. enquanto dona Chiquinha varria o quarto. Os associados de Manoel estão concentrados na vila de Zefa, enquanto os associados de Major estão concentrados na torre da igreja. No início da década de 1940, um estrangeiro de origem alemã instalou-se no povoado de Barra de Santa Rosa e começou a comercializar.
Recém-casado, passou pouco tempo neste serviço, devido ao agravamento do seu estado de saúde, devido a problemas cardíacos, voltou para Barra de Santa Rosa, onde abriu uma farmácia, que se tornou muito popular, pois a prática que exerce - como enfermeira do Exército. Durante a gestão do prefeito José Luiz Neto, em 1978, foi inaugurado na Praça Frei Martinho um obelisco em homenagem aos soldados e ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, especialmente alguns companheiros e amigos de Zé Lula, vindos de Picuí. , Cuité , Nova Floresta, Barra de Santa Rosa, entre outras cidades.
A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE BARRA DE SANTA ROSA
Só por exemplo, em 1954 Antônio Floriano se casa com Terezinho Barros (filha de Davin Barros) e em 1955 o filho único de Manuel Correia (Severino Correia) se casa com Maria das Mercês Barros, outra filha de Davin Barros. Davin Barros gostou especialmente dessa foto pelo simples fato de só ter usado a jaqueta duas vezes na vida, no casamento (1924) e na posse. Durante a posse, após o discurso do governador, o prefeito indicado Davino Barros pediu ao jovem advogado Reginaldo Luna que falasse algumas palavras em seu nome, já que ele não estava presente.
Após a posse, Davino Barros, acompanhado do governador e demais autoridades, visitou o grupo escolar de José Coelho, onde foram recebidos e saudados por alunos e professores, com a participação da diretora e professora Nevinha Martins. Davino Barros a administrou por seis meses, organizando a administração, a Secretaria de Educação, Finanças e funcionários da Prefeitura. Com incentivo financeiro inicial de 200 mil CR investidos pelo governador da Paraíba, uma das primeiras obras que Davino Barros realizou foi a construção de uma praça em homenagem a Frei Martinho, aproveitando todo o terreno pertencente à Matriz de Naše Nossa Senhora da Conceição.
Com pouco dinheiro, Davino Barros construiu banquinhos de cimento ao redor da praça, calçadas, árvores plantadas, plantas ornamentais, banheiros e uma fonte (tanques) que serviam para o duplo propósito de fornecer água para regar as plantas e para ser usada para ser lavada pelas pessoas. . sapatos e sandálias, quando se destinavam à igreja, na época das chuvas, pois a estrada ainda não estava asfaltada. Nomeado prefeito Severino Davino Barros faleceu em outubro de 1963, seu corpo foi sepultado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde foi celebrada missa pelo Venerável Padre Barros, seu primo, na presença de diversas autoridades e prefeitos da Barra. de Santa Rosa, Picuí e Cuité, além da presença do Cel.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA