• Nenhum resultado encontrado

DO TERCEIRO SETOR

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "DO TERCEIRO SETOR "

Copied!
41
0
0

Texto

Um estudo de caso no Centro de Integração Empresarial Escolar do Estado de Santa Catarina – CIEE/SC. Acredita-se que este estudo seja capaz de responder à questão de pesquisa estabelecida: - Quais os indicadores de desempenho mais adequados para a gestão de projetos sociais no CIEE/SC.

P ERGUNTA DE PESQUISA

O monitoramento dos dados quantitativos e qualitativos é realizado pela equipe gestora da ONG com apoio de assessoria de imprensa contratada. A informação sobre o andamento dos projetos é publicada anualmente numa publicação intitulada Balanço Social – Relatório de Atividades. Este documento contém dados sobre projetos sociais, como descrições de projetos e alguns indicadores de desempenho.

Precisamente neste ponto há espaço para levantar algumas questões que estão no processo de gestão de projetos sociais na organização e informá-la como são medidos os indicadores de desempenho, se são os mais adequados e se há oportunidade de fazer melhorias. . Atualmente, a ONG não utiliza nenhum método para saber se os indicadores de desempenho publicados são os mais adequados para gerir os seus projetos sociais ou se satisfazem os stakeholders1, o que torna este estudo relevante.

O BJETIVOS

Objetivo geral

Objetivos específicos

J USTIFICATIVA

As particularidades das organizações do terceiro setor, como a busca pela solidariedade, pela identidade, pela estruturação de redes sociais e pela produção de sentido, devem ser levadas em conta em uma proposta de melhoria de sua gestão (TENÓRIO, 2002). Segundo Andion (1998), os trabalhos existentes sobre gestão no terceiro setor não levam em conta suas especificidades, adotando uma abordagem funcionalista baseada nos mesmos conceitos e instrumentos utilizados no estudo das organizações empresariais, discordando em alguns pontos da maioria. dos autores considerados. neste estudo, que segue a visão americana do terceiro setor. Este estudo de caso realizado no CIEE/SC tem como foco dois projetos sociais administrados por uma organização rotulada como organização não governamental, uma organização privada de fins públicos.

Atualmente, o CIEE/SC divulga suas atividades por meio de uma publicação anual intitulada Balanço Social – Relatório de Atividades, que é o instrumento analisado por este estudo, a fim de avaliar as informações publicadas para a percepção de valor por todos os envolvidos nos projetos desenvolvidos. Esta afirmação também é aceita pela organização, que não recebe feedback com respostas satisfatórias sobre o valor criado pelos seus projetos para os stakeholders. Este estudo justifica-se por promover a análise dos indicadores de desempenho aprovados pelo CIEE/SC e por sugerir melhorias que promovam a percepção de valor por todos os envolvidos no processo de desenvolvimento e informações sobre os resultados obtidos, tornando-se uma importante ferramenta na elaboração de estratégias para criando alianças e parcerias.

O desenvolvimento de indicadores pode beneficiar o CIEE/SC de diversas maneiras, mas o mais importante é o aprimoramento do sistema de gestão, gerando informações valiosas para os stakeholders por meio da publicação de indicadores de projetos.

A PRESENTAÇÃO GERAL DO TRABALHO

O Termo Terceiro Setor e Sua Evolução

Economia Social: Termo muito utilizado pelos franceses como representante de organizações sem fins lucrativos, porém, não deve ser confundido com a economia solidária, na qual se discutem formações como o cooperativismo e modalidades de autogestão, que fogem das características. do terceiro setor (SINGER, 2002). Organizações Não Governamentais e suas especificidades: o termo Organização Não Governamental (ONG) merece destaque dentre os tantos que são utilizados como equivalentes, ou quase como sinônimos do “Terceiro Setor” (ALVES, 2002). Ainda no contexto histórico, ele destaca que a ajuda oferecida pela igreja, o surgimento das ONGs, o vácuo deixado pelo Estado no seu papel de promover o bem-estar da população, apenas contribuíram para o surgimento do Terceiro Setor e do seu próprio . consolidação.

As atividades desenvolvidas pelo Terceiro Setor no Brasil são fundamentais para a redução dos desequilíbrios sociais, agravados pelos modelos de redemocratização adotados pelo governo, que priorizam a estabilidade e a modernização da economia (FISCHER e FALCONER, 1998). Alves (2002) constata o pouco desenvolvimento do aspecto profissional do terceiro setor no Brasil e a forte cultura do voluntarismo, características que indicam a baixa sustentabilidade das organizações e dos projetos que administram. Frasson (2001) descreve que o terceiro setor no Brasil representa hoje uma alternativa na busca pelo desenvolvimento sustentável e equitativo.

A crescente representatividade do setor já não inclui todos os fortes esforços comunitários que compõem o terceiro setor no Brasil (MELO NETO e FROES, 1999), abrindo caminho para o surgimento de ONGs e organizações sociais reconhecidas pelo Código Civil Brasileiro.

D ESAFIOS P ARA G ESTÃO DAS O RGANIZAÇÕES DO T ERCEIRO S ETOR

O desafio da cooperação: neste ponto destaca-se a necessidade de parcerias entre os três setores e entre os sujeitos do próprio Terceiro Setor. Teodósio e Resende (1999, p. 08) completam as ideias acima afirmando que os problemas enfrentados pelas organizações do terceiro setor vão desde: “garantir recursos financeiros, legalizar essas instituições, tomar suas sedes, o cenário macroeconômico. e gestão do trabalho voluntário”. Pode-se dizer que as empresas do terceiro setor pertencem à categoria isonômica caracterizada pela esfera pública, desde a auto-satisfação das atividades realizadas por iniciativa voluntária até a discussão de autoridade e do espaço sociocomportamental (RAMOS, 1989).

Vale ressaltar que as características e complexidades observadas nas organizações do terceiro setor precisam ser estudadas para trabalharmos em direção a uma melhor integração entre os três setores em busca do desenvolvimento social. A compreensão das atividades de mercado e do terceiro setor pode levar à redução dos atritos, levando a uma mudança gradual e a uma mescla entre esses dois mundos, visando um maior cuidado com a sociedade por meio das atividades de mercado e contribuindo para a profissionalização das ações promovidas pelo terceiro setor. Ao estudar os processos de gestão no terceiro setor, é importante enfatizar que as teorias de gestão desenvolvidas até o momento priorizaram organizações com fins lucrativos ou estatais.

Apesar da ênfase de Serva (1997), Tenório (2001) alerta que o processo de gestão envolve também funções gerenciais do terceiro setor, que na administração são essencialmente: planejamento, organização, direção e controle.

D EFINIÇÃO DE P ROJETOS

Projetos Sociais

Armani (2000) apoia os conceitos e características de projetos já estudados, conceituando projeto social como uma ação social planejada e estruturada em objetivos, resultados e atividades, baseada em uma quantidade limitada de recursos (humanos, financeiros e materiais) e de tempo. . O objetivo dos projetos sociais é destinar recursos para ações que intervenham em diferentes esferas, mudem cenários, criem sentimentos de esperança e realizem sonhos. Contador (1997) apresenta ferramentas como TIR2, Payback 3 e VPL4 para avaliação de projetos sociais, mas enfatiza a importância de uma visão pluralista, pois essas ferramentas de avaliação financeira podem apresentar deficiências na avaliação de projetos sociais.

As metodologias de avaliação de projetos sociais pretendem atender em grande parte às necessidades dos agentes gestores e financiadores, mas apesar de geralmente não pagarem pelos benefícios recebidos, um método alternativo deve ser pensado para que a sociedade civil social possa ter sua avaliação considerada (AFFHOLTER, KEE , CLARKE e FRASSON, 2001). Critérios de eficiência, eficiência e eficácia podem ser utilizados na avaliação de projetos sociais como referenciais que avaliam o desempenho desses projetos. Quando se trata de avaliar projetos sociais, é necessário “escolher um conjunto de critérios e utilizar uma lista de indicadores (ou outras formas de medição) consistentes com os critérios escolhidos” (COSTA e CASTANHAR, 1998, p. 5).

A partir da contextualização dos projetos sociais e das necessidades de avaliação, o tópico a seguir explora os indicadores, objeto de estudo deste trabalho.

C ONTEXTUALIZANDO I NDICADORES

Gestão de Indicadores

O autor também aconselha uma abordagem pluralista ao definir uma forma de avaliação, combinando conceitos para criar um sistema de indicadores que inclua todos os objetivos do projeto. A definição de indicadores requer uma fonte confiável de informações e análise de todas as variáveis ​​envolvidas no processo. Vários factores intervêm nestas decisões, por isso falamos de um sistema de indicadores.

Para Valarelli (1999), o desenho de um sistema de indicadores requer diálogo entre os diversos sujeitos envolvidos, onde se adaptem os interesses e abordagens das organizações. Os indicadores de um projeto devem destacar condições específicas de uma realidade, portanto deve ser construído um sistema de indicadores para cada projeto, mesmo que as variáveis ​​sejam semelhantes. Para organizar um sistema de indicadores para avaliação de projetos sociais, Aguilar e Ander-Egg (1995) elencam quatro requisitos que devem ser levados em consideração no desenvolvimento de indicadores: independência (utilizar cada indicador para um único propósito), verificabilidade (permitir evidências empíricas das mudanças que ocorrem com o projeto), validade (servem para medir cada um dos efeitos que o projeto persegue) e acessibilidade (deve ser relativamente fácil e barato de obter).

O conceito de indicadores adotado pela ONU para avaliação de projetos sociais inclui critérios de eficiência, eficácia e efetividade, onde “os indicadores servem como padrão para medir, avaliar ou mostrar o progresso de uma atividade, em relação às metas estabelecidas, no sentido de fornecer seus insumos (indicadores de insumos), obtendo seus produtos (indicadores de produtos) e atingindo seus objetivos (indicadores de impacto)” (ONU apud AGUILAR e ANDER-EGG, 1995, p.124).

C ONTEXTO E PARTICIPANTES

P ROCEDIMENTOS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Os dados documentais foram pesquisados ​​na sede do CIEE/SC, ambiente profissional do pesquisador, com fácil acesso aos documentos necessários, como descrição dos projetos sociais, balanço social e formulários de controle administrativo. A análise dos dados bibliográficos foi realizada de forma que justifique as práticas de gestão mais adequadas ao terceiro setor, que possam justificar ou orientar a atuação do CIEE/SC principalmente em relação à utilização de indicadores na gestão de seus projetos sociais. . Para compreender a visão sobre gestão de projetos sociais, dos funcionários do CIEE/SC envolvidos nesse processo, optou-se pela realização de uma entrevista, aplicada por meio de um questionário semiestruturado composto por 5 questões.

Para Mattar (2001), questionário semiestruturado é aquele em que as perguntas são fixas e as respostas obtidas através das próprias palavras do respondente. Os dados qualitativos obtidos nas entrevistas, além de orientarem a definição dos indicadores mais adequados para o estudo de caso, servem para nortear as conclusões que o pesquisador tira e minimizar o comprometimento com a pesquisa na fase que utiliza a técnica de observação. As entrevistas foram realizadas em setembro de 2006, na sede do CIEE/SC, em Florianópolis, onde o questionário foi respondido de próprio punho pelos colaboradores selecionados, que responderam em momentos diversos e individualmente.

O critério de seleção foi a busca de compreender a visão de todos os colaboradores envolvidos na gestão de projetos.

T RATAMENTO E ANÁLISE DOS DADOS

Programa de Iniciação ao Trabalho – PIT

O primeiro projeto social analisado é o Programa de Iniciação ao Trabalho – PIT, que tem como objetivo capacitar os alunos para o primeiro contato com o mundo do trabalho. As turmas são compostas por 25 a 30 alunos selecionados por meio de questionário socioeconômico e cultural analisado pelo Departamento de Projetos Sociais do CIEE/SC. O CIEE/SC também incentiva a participação de empresários no projeto, envolvendo os alunos que passam pelo programa em suas empresas para que possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos e aprender ainda mais.

Este programa é mantido com recursos próprios do CIEE/SC e pode ser adaptado às solicitações dos parceiros. A Figura 3 mostra como o Programa de Iniciação ao Trabalho é reportado no Relatório de Atividades – Balanço Social. O Relatório de Atividades – Balanço Social 2005 publicado pelo CIEE/SC informa apenas o número de jovens beneficiados e descreve dados sobre os projetos e alguns parceiros.

Fonte: Relatório de Atividades - Balanço Social 2005 - Centro de Integração Empresa Escolar de Santa Catarina - CIEE.

Figura 3 - Programa de Iniciação ao Trabalho
Figura 3 - Programa de Iniciação ao Trabalho

Adolescente Aprendiz

R ESULTADO E A NÁLISE DAS E NTREVISTAS

P ROPOSTA DE I NDICADORES

Programa de Iniciação ao Trabalho

Imagem

Figura 1 - Definindo os Setores Sociais e Seus Integrantes
Figura 2 - Principais características dos projetos
Figura 3 - Programa de Iniciação ao Trabalho

Referências

Documentos relacionados

Indicadores Não Financeiros de Avaliação de Desempenho: Análise de Conteúdo em Relatórios de Administração de Empresas do Setor Bancário.. Brasília