O objetivo deste trabalho é apresentar de forma clara e objetiva a utilização do instituto jus postulandi na justiça do trabalho e o acesso à justiça. A contribuição visa apresentar de forma clara e objetiva a utilização do instituto jus postulandi na Justiça do Trabalho e o acesso à Justiça.
INTRODUÇÃO
NOÇÕES GERAIS SOBRE O INSTITUTO DO JUS POSTULANDI
- CONCEITO
- HISTÓRIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO
- HISTORIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO NO BRASIL
- SÍNTESE HISTÓRICA DO SURGIMENTO DO JUS POSTULANDI
O direito trabalhista no Brasil surgiu quando, ainda no século XIX, na Europa, diversas mudanças ocorriam na economia e na política. Em 1934, Getúlio Vargas, já como presidente e junto com um poder legislativo eleito democraticamente, instituiu a Constituição de 1934, que em seu artigo 122 previa a criação da lei trabalhista:. A Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, a partir de 1943, surgiu com o objetivo de trazer maior proteção aos trabalhadores.
Embora a Justiça do Trabalho seja um órgão judiciário, ela foi efetivamente incluída, conforme a letra da lei, apenas com o advento da Constituição. 45/04, com o artigo 114 da CFB de 1988, a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as ações oriundas do vínculo empregatício e não mais apenas as ações oriundas do vínculo empregatício. Assim, os trabalhadores que não estavam empregados passaram a ter direito de acesso à Justiça do Trabalho como forma de resolver seus conflitos trabalhistas.
O jus postulandi teve origem na Justiça do Trabalho quando ainda pertencia à esfera administrativa, que era composta pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. A Justiça do Trabalho foi instalada em 1941, ainda na esfera administrativa, como já mencionado, caracterizava-se pela celeridade, praticidade e informalidade.
O INSTITUTO DO JUS POSTULANDI E A INVIABILIDADE NO PLANO
O JUS POSTULANDI E O CONFLITO COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE
Após a Constituição de 1988 estabelecer que “o advogado é indispensável à administração da justiça”, sem excluir a Justiça do Trabalho desta norma, o cliente não poderá mais ingressar com ação judicial e defender-se pessoalmente. Não se pode entender que “o advogado é indispensável na administração da justiça, exceto na justiça do trabalho”, quando a Constituição afirma simplesmente, genericamente: “O advogado é indispensável na administração da justiça”. O ius postulandi do processo laboral não entra em conflito com o artigo 133.º da Constituição de 1988, uma vez que apenas reconheceu o carácter de direito público da função do advogado, sem causar qualquer incompatibilidade com as excepções legais que permitem ao cliente apresentar reclamações pessoalmente. perante as autoridades judiciais.
Pela primeira vez na história jurídica brasileira, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito fundamental ao advogado no artigo 133. Por outro lado, argumenta-se que a polêmica revogação do artigo 791 da CLT, caso não aconteça por meio do Estatuto da OAB, ocorreu com a publicação do novo Código de Processo Civil em seu artigo 36, que dispõe sobre a representação de cliente em juízo por “advogado legalmente habilitado”, com excepção das quatro hipóteses aí mencionadas, nenhuma das quais respeitante primariamente a questões laborais. O autor Menegatti (2011) em sua obra “O jus postulandi e o direito fundamental de acesso à Justiça” descreve a importante contribuição dos autores Cappelletti e Garth sobre este tema.
ATUAÇÕES DOS MAGISTRADOS DIRETAMENTE COM AS PARTES E AS
Neste caso emergencial, o juiz negou o pedido de um trabalhador rural, alegando que seus direitos já haviam sido prescritos. Quanto à dificuldade que a parte tem em derivar seus direitos judicialmente, segundo os autores André Cardoso Vasques e Otávio Augusto Xavier (2001), o jus postulandi foi admitido para julgamento simples, ou seja, conforme mencionado anteriormente no tópico 2.2 (síntese histórica ), o ius postulandi surgiu na justiça do trabalho quando pertencia à esfera administrativa, e a principal base para a adoção dessa instituição foi a simplicidade processual, que se caracterizava pela oralidade, pela informalidade e pela inutilidade. Como parâmetro para demonstrar o que se afirma, procura atentar para o que os autores relatam sobre o jus postulandi no campo do trabalho (MENEGATTI, 2011, p. 73).
Diante dessa situação podemos perceber que é muito complicado exigir de um leigo o que é feito por um profissional da área, como preparar uma petição, recorrer corretamente e cumprir prazos, são requisitos que tornam o processo complexo, é difícil para a parte contar os fatos sem transformar a disputa em uma explosão pessoal. O interessante é que há momentos em que o próprio profissional fica em dúvida sobre qual medida será adotada em determinadas situações, então podemos imaginar o problema enfrentado por um leigo. Dessa forma, caso a parte utilize o jus postulandi, corre o risco de ser responsabilizada por suas palavras, gestos e atitudes, comprometendo assim a defesa de seus direitos, podendo até se envolver em condutas que desafiem o decoro perante o tribunal, e pode prejudicar a honra das partes e correr o risco de ser punido (MENEGATTI, 2011).
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 1.127-8
1.127-8 da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do Supremo Tribunal Federal, que tem como base legal o Segundo o autor Menegatti, a ADI suspendeu de imediato, precipitadamente, o inciso I do artigo 1º da Lei 8.906/94, pois estabelece que postular perante qualquer foro é atividade exclusiva do advogado. Portanto, o STF reconheceu a constitucionalidade desta entidade, mas, por outro lado, exclui a sua aplicação aos juizados de pequenas causas, ao Tribunal do Trabalho e ao Juiz de Paz, e portanto permite que estes órgãos postulem o partido.
Também caiu a Lei 7.244, de 7 de novembro de 1984, que regulamentou a criação e o funcionamento do Juizado Especial de Pequenas Causas, dos atuais tribunais cíveis e criminais do Estado do JESP, dos órgãos acima mencionados, do Tribunal do Trabalho e do Juiz de Paz. sob sua jurisdição. 98 da Constituição Federal, que exclui a aplicação do dispositivo, até a decisão final do caso, referente aos Juizados Especiais Cíveis, ao Tribunal do Trabalho e ao Juiz de Paz, que foram parcialmente derrotados pelos Ministros Sepúlveda Pertence, Sydney Sanches e Moreira Alves, que interpretou o dispositivo no sentido de que a execução estava suspensa apenas em relação ao Juizado Especial Cível, e o ministro Marco Aurélio, que rejeitou o pedido de liminar. Clair, o objetivo deste projeto é alterar os dispositivos da CLT, estabelecer a indispensabilidade do advogado em matéria trabalhista e prescrever critérios para determinação de honorários nos tribunais do trabalho.
O JUS POSTULANDI E O ACESSO A JUSTIÇA DO TRABALHO
ACESSO À JUSTIÇA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
E, por fim, o problema especial dos interesses difusos, para os autores já mencionados, são os interesses fragmentados ou coletivos, como o direito a um ambiente saudável. Depois de apontar os obstáculos acima, ou seja, aqueles que dificultam o acesso à justiça, os autores Cappelletti e Garth apresentam algumas soluções, chamadas “ondas”, três no total. E, finalmente, a terceira onda trata do acesso à representação em tribunal e de uma compreensão mais ampla do acesso à justiça.
Para ser mais preciso, será necessário que autores ocupados façam alterações nos procedimentos, alterem a estrutura dos tribunais ou mesmo criem novos. A garantia do “acesso à justiça” é um direito fundamental, um elemento essencial para o pleno exercício da cidadania, uma vez que procurar a justiça e implementá-la é a forma como os cidadãos podem verdadeiramente implementar a democracia no seu Estado. Para tal, a procura do “acesso à justiça” no paradigma do Estado democrático de direito não pressupõe apenas o acesso ao direito formal da parte lesada de propor ou contestar um caso, nem envolve apenas a superação dos custos do litígio, das capacidades das partes, e pelos problemas particulares de interesses difusos, mas sobretudo pela garantia efetiva de participação conflituosa e de paridade simétrica aos interessados na decisão (SOARES, 2004. p. 131).
HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA DAS PARTES
É importante sublinhar que a hipossuficiência económica, como o nome indica, ocorre quando a parte não pode permitir-se a imparcialidade de um julgamento e precisa da ajuda do Estado. A inadequação jurídica coloca a parte em risco de ser atendida por profissional pouco qualificado, prestando mau atendimento e distorcendo o resultado do sinistro. O Estado deve disponibilizar um profissional competente para atender a parte da melhor forma possível e ajudá-la a atingir seus objetivos no caso.
Portanto, a parte não possui conhecimento técnico suficiente para defender seus direitos, por isso precisa de um profissional. Além disso, mesmo quando acompanhado, existe o risco de ser atendido por um profissional pouco qualificado, prestando um serviço precário que atrapalha o atendimento da demanda. Por fim, a solução que o legislador constitucional encontrou no que diz respeito à insuficiência técnica foi reconhecer a vulnerabilidade do trabalhador na relação laboral, estabelecendo assim direitos fundamentais, incluindo o direito à assistência jurídica gratuita, inversão do ónus da prova a seu favor. entre outras coisas, mas como bem sabemos, estas medidas são actualmente insuficientes.
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA E DEFENSORIA PÚBLICA
Apenas para fins didáticos, a assistência jurídica gratuita foi garantida pela primeira vez com a Constituição de 1934, em seu artigo 113 com a seguinte redação: “[..] a União e os Estados concederão assistência jurídica aos necessitados, criarão, por para esse fim, órgãos especiais, e a garantia de isenção de taxas, encargos, taxas e selos” (BRASIL, 1934). Com a Constituição de 1988, o termo “assistência judiciária” ganhou nova designação, passando a ser “assistência judiciária integral e gratuita”. A assistência jurídica está prevista no artigo 5º, LXXIV da CR/88, que dispõe que: “O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita àqueles que comprovarem insuficiência de recursos”.
A Defensoria Pública é regulamentada pelo artigo 134 da nossa Constituição Federal de 1988, que dispõe que: “A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, responsável por prestar orientação jurídica e defesa. 14 estabelece que: “A Defensoria Pública da União atuará nos Estados, no Distrito Federal e nos Territórios, em conjunto com os Tribunais Federais, Trabalhistas, Eleitorais, Militares, Superiores e órgãos administrativos da União” (BRASIL, 1994) . Por fim, podemos constatar que uma das soluções para reduzir os prejuízos dos trabalhadores por falta de defesa técnica é a implantação de uma Protecção Pública na Justiça do Trabalho, uma vez que já existe um dispositivo legal que assim 'autoriza um ato'.
CONCLUSÃO
Também foi importante para nós conhecermos melhor o instituto jus postulandi, pois na prática as pessoas o utilizam sem sequer saberem sua origem e como funciona. Como já se sabe, o Estado criou este instituto com o objectivo de facilitar o acesso à justiça, mas na prática isso não aconteceu, causando prejuízos aos cidadãos que não dispõem de meios financeiros para pagar as despesas de um advogado qualificado. Por fim, diante de tudo o que já foi exposto, entendo que as consequências de entrar em um processo desacompanhado de um profissional podem ser desastrosas, pois a pessoa não possui conhecimento técnico e isso significa uma desvantagem para quem acredita que está sendo beneficiado . do instituto jus postulandi.