O objetivo deste trabalho monográfico é “discutir citações e intimações na esfera do Poder Judiciário, com ênfase na atuação do Oficial de Justiça”. Em que sentido o Oficial de Justiça pode ajudar a acelerar e implementar a prestação judicial nestes casos?
CONCEITO E ASPECTOS GERAIS
Para que o autor exerça o seu direito de ação, é necessário que ele tenha proteção jurídica e também regulamentação legal. Rocha (1996, p. 56) aponta para o fato de que “a elevação do direito de ação à categoria de direito fundamental, que está estabelecida no art.
TEORIAS DA AÇÃO
Teoria Concretista
Segundo esta corrente doutrinária, o direito à ação consistiria no direito à decisão judicial favorável (NERY, 2006). Embora autónoma, a acção está dependente da existência de direito material, o que significa que o exercício do direito de acção só é possível se dela resultar pena favorável.
Teoria do Direito Abstrato de Agir
Assim, somente a decisão que reconhecesse ao autor o direito material que afirmava ter em sua pretensão denunciaria o exercício legítimo do direito de ação (NERY, 2006). Consequentemente, somente terá direito de ação quem afirma acreditar (de boa-fé) na existência do direito a que tem direito (SILVA e GOMES, 2002).
Teoria Eclética
Ao analisar as teses até aqui desenvolvidas, o referido autor observa que as divergências doutrinárias que cercam a ação se distribuem em duas direções básicas: uma que a estuda na perspectiva do autor, a saber, a Teoria do Direito Concreto, errada em si . o legítimo autor, além de outras preocupações; a outra, de direito abstrato, é vista sob a ótica do juiz e ainda não identifica a ação, mas o seu fundamento, ou o pressuposto do direito constitucional (SILVA e GOMES, 2002). Liebman entende jurisdição como a atividade do judiciário que possibilita, na prática, a concretização da ordem jurídica, por meio da aplicação do direito objetivo nas relações humanas intersubjetivas.
ELEMENTOS DA AÇÃO
Das Partes
Isso significa que o oficial de justiça deverá cumprir a ordem estritamente conforme previsto no despacho (PIRES, 1994). Por fim, foi discutido o terceiro capítulo, sobre o papel do oficial de justiça na comunicação dos atos processuais.
Causa de Pedir
Do Pedido
O objeto da ação (CPC, art. 282, IV)10, ou seja, o que ele busca é garantido pelo juízo. A exigência imediata é o benefício que se pretende alcançar pela pena, ou pela medida jurisdicional, ou seja, o bem material ou imaterial pretendido pelo autor. Nas chamadas ações puramente declaratórias (CPC, art. 4º), o pedido imediato confunde-se com o pedido imediato porque a simples declaração da existência ou inexistência da relação jurídica esgota a pretensão do autor e a finalidade do Ação. SANTOS, 2002).
CONDIÇÕES DA AÇÃO
Possibilidade Jurídica do Pedido
A possibilidade jurídica de uma reclamação existe quando a reclamação é classificada abstratamente entre aquelas regidas pelo direito objetivo. A doutrina costuma considerar a possibilidade jurídica de uma reclamação como uma das nuances do interesse na ação. Não obstante, a sentença que reconhece a “impossibilidade jurídica da pretensão” é a sentença definitiva que analisa o mérito da pretensão e constitui a coisa julgada material (NERY, 2006).
Legitimidade de Parte
Os titulares de interesses conflitantes são legitimados para a atuação ativa e passiva; o titular do interesse reivindicado na reclamação terá legitimação ativa; Às vezes, porém, a lei concede o direito de processar alguém que não é o proprietário da parcela de propriedade, mas sim alguém que pretende defender o interesse de outrem. No caso da legitimação ordinária, ela é exigida por qualquer pessoa que seja portadora de uma relação jurídica, ou seja, titular de um direito contra o titular direto de uma obrigação (SCHLICHTING, 2002).
Interesse de Agir
O direito de agir, direito de ação, conforme ensina Santos (2004), é distinto do direito substantivo que visa proteger. Diz-se, portanto, que o interesse de agir é um interesse secundário, instrumental, subsidiário, de natureza processual, consistindo no interesse ou necessidade de obter medida jurisdicional em relação ao interesse substancial contido na pretensão (SANTOS, 2002). É também uma relação de suficiência, pois de nada adianta provocar a tutela jurisdicional se esta não for capaz de proporcionar inicialmente a reparação do dano alegado (SCHLICHTING, 2002).
DAS CITAÇÕES
Tanto a ausência de citação como a sua execução sem o cumprimento dos requisitos legais tornam, portanto, o procedimento irreparavelmente nulo e sem efeito, tornando ineficaz a pena nele pronunciada, conforme previsto no art.
HISTÓRICO DA CITAÇÃO
Até a era clássica do direito romano, os procedimentos de citação eram de natureza puramente privada, cabendo ao autor promover o in jus vocatio18 e levar seu oponente à presença do juiz (LEITE, 2007). Posteriormente, a autoridade judiciária passou a intervir por meio da litis denuntiatio, que veio substituir as normas do in jus vocatio e do vandimonium (que deixava o chamado do réu à justiça para a esfera privada) (LEITE, 2007). Atualmente, o regime de mediação está em vigor na legislação portuguesa, onde a citação depende de ordem prévia do juiz que ordena a sua realização (art. 229.º CPC) (LEITE, 2007).
FORMAS DE CITAÇÃO
- Citação postal
- Citação por Oficial de Justiça
- Citação com hora certa
- Citação por edital
- Citação por meio eletrônico
A citação por oficial de justiça far-se-á nas ações do Estado, quando o arguido for pessoa singular ou coletiva de direito público, nos processos de execução, quando o arguido residir em local não servido por entrega domiciliária de correspondência, ou, ainda, quando o serviço postal é frustrado (CPC, art. 224) (NÓBREGA, 1998). De acordo com esta lei, os atos processuais por meios eletrónicos consideram-se realizados no dia e hora da sua submissão ao Tribunal, altura em que será disponibilizado protocolo eletrónico (art. 3º35). Art 1º É permitida a utilização de meios eletrônicos no processamento de processos judiciais, na comunicação de atos e na transmissão de peças processuais, nos termos desta Lei.
EFEITOS DA CITAÇÃO
- Prevenção do juízo
- Litispendência
- Litigiosidade da coisa
- Mora
- Interromper a prescrição
Havendo citação válida em um dos processos, o outro prescreverá por litispendência, sem julgamento de mérito (art. 267, IV e V WVV). Tão logo apresentada a reclamação, inicia-se o processo, de modo que, por exemplo, a coisa objeto da reclamação não possa mais ser vendida ou alterada após a execução da citação válida, sob pena de fraude na execução ( art. 593, CPC). A exigência válida coloca o devedor em incumprimento se esta ainda não tiver expirado o prazo único de vencimento da obrigação (artigo 960.º do Código Civil).
DAS INTIMAÇÕES
Formas de Intimações
- Intimação pelo Escrivão ou Oficial de Justiça
- Intimação em audiência
- Intimação por edital ou com hora certa
Contudo, não existem benefícios semelhantes para advogados ou procuradores da Fazenda do Estado, exceto no caso de execução fiscal (artigo 25 da Lei nº 25). As partes e seus representantes legais também poderão ser convidados pelo escrivão ou chefe da secretaria, desde que presentes no cartório (artigo 238, alterado pela Lei n THEODORO MLADIH, 2003). Não sendo possível o convite pessoal do funcionário ou se a tentativa por correspondência não for bem-sucedida, o Tribunal deverá realizá-lo conforme despacho (art. 239, no texto atual) (THEODORO JÚNIOR, 2003). ).
Efeitos da intimação
Após essas considerações para a comunicação dos atos processuais, o capítulo seguinte tratará do oficial de justiça, analisando primeiramente sua condição de funcionário com função pública, sua origem histórica, direitos e deveres, obrigações, responsabilidades, etc. Antes de nos aprofundarmos na questão do próprio escrivão, é necessário discutir o servidor público de uma forma geral, para chegarmos ao entendimento da responsabilidade deste escrivão perante o Poder Judiciário. Portanto, o subcapítulo a seguir trata do tema de forma geral, para que você possa entendê-lo melhor.
CONCEITO DE SERVIDOR PÚBLICO
Assim, os melhores nomes para auxiliares de Justiça seriam “Jantares de Justiça” e “Servidores de Justiça”. O servidor é a pessoa que exerce o cargo de órgão auxiliar da justiça e recebe custas e honorários, enquanto o empregado é a pessoa que exerce a função de órgão auxiliar da justiça, mas recebe os seus rendimentos do erário público. Os assistentes judiciais geralmente gozam da confiança pública, o que os diferencia de outros funcionários do governo.
ASPECTOS HISTÓRICOS DO OFICIAL DE JUSTIÇA
Pires (1994) afirma que a antiga lei francesa dividia os assistentes judiciais da época em duas categorias: oficiais de justiça e hussiers. Porém, no Brasil, os deveres dos oficiais de justiça estão ligados às leis portuguesas, que se originaram a partir do estabelecimento da monarquia portuguesa, no século XII. Nessa época, os xerifes tinham a confiança estrita dos juízes, que podiam nomeá-los e demiti-los.
CONCEITO DE OFICIAL DE JUSTIÇA
Desse desenvolvimento legislativo pode-se resumir que hoje o oficial de justiça é o responsável pela execução de ordens e ordens judiciais (MEIRELES, 1996). Em suma, são os oficiais de justiça, “mensageiros e executores de ordens judiciais” (THEODORO JÚNIOR, 2003). Contudo, as ações que ocorrem fora da Secretaria de Justiça, por ordem do juiz, são executadas pelo Tribunal.
DAS INCUMBÊNCIAS DO OFICIAL DE JUSTIÇA
Além disso, Nary (2000) afirma que os predicados obrigatórios do escrivão são: dedicação, prudência, energia, espírito de cooperação, estabilidade emocional, pontualidade, prudência, sentido de responsabilidade e honestidade. 577 do CPC que, salvo disposição em contrário da lei, o juiz determinará os atos executivos e os funcionários judiciais os executarão (MEIRELES, 1996). Ressalte-se ainda que o escrivão não pode questionar a ordem recebida e muito menos protestar contra o seu cumprimento, sob pena de ser responsabilizado pelos prejuízos que causar.
SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTOS DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
Segundo Meireles (1996), em suma, cabe ao oficial de justiça cumprir fielmente as ordens que lhe são atribuídas e o cumprimento destas deve estar de acordo com os parâmetros previstos no art. A suspeita também constitui obstáculo à atuação do Oficial de Justiça relacionada a aspectos pessoais. Assim como o juiz, o oficial de justiça está impedido de atuar nos processos, Meireles (1996) enfatiza que o oficial de justiça também pode ser rejeitado pelas partes por suspeita.
DA RESPONSABILIDADE CIVIL, PENAL E ADMINISTRATIVA DO OFICIAL DE
Nary (2000) argumenta que o oficial ou oficial de justiça enquadrado em qualquer dos incisos do artigo 144 do CPC é responsável civilmente pelas perdas e danos, além da pena imposta pelo artigo 2.948 da mesma lei, que obriga o escrivão a pagar os custos das ações que foram adiadas ou tiveram que ser repetidas, se não houver motivo válido para o adiamento ou repetição. O artigo define de forma muito clara a responsabilidade do registrador e do registrador, o que estabelece o princípio: quem provoca o atraso ou repetição de ações sem motivo válido é responsável pelo pagamento dos custos incorridos, sendo também responsável pelas perdas e danos (NARY, 2000). A responsabilidade civil do servidor por danos causados a terceiros no exercício de sua atividade oficial depende da comprovação de sua culpa em ação de regresso proposta por pessoa jurídica pública após ter sido condenado a indenização (CRFB/88, art. 37, § 6).
O OFICIAL DE JUSTIÇA COMO INSTRUMENTO DE AGILIZAÇÃO DO
Pela legislação brasileira, o oficial de justiça é o executor judicial do testamento e é responsável pela execução de todas as diligências determinadas pelos magistrados. Lopes da Costa (apud Nary, 2000) alude ao fato de o oficial de justiça ser um simples delegado, um mensageiro, um executor de ordens. Ao executar um mandado de prisão, o Ministério Público equivale à autoridade policial, podendo até portar arma (PIRES, 1994).