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Elias Natal Lima de Menezes.pdf

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O recorte temporal foi justificado pelo objetivo de compreender as principais razões do atraso relativo de Minas Gerais em seus ciclos e choques econômicos. 2 PRIMEIRA MUDANÇA DO CENTRO ECONÔMICO DINÂMICO EM MINAS GERAIS: DO CICLO DOURADO À ECONOMIA SEXO-COMERCIAL.

A incipiente e rudimentar experiência industrial mineira no século X IX

Embora longe de ser uma solução barata, foi a única que os investidores estrangeiros encontraram para colmatar o problema laboral. Paula (2001, p. 61) descreve que “o próprio processo de fundição do ferro exigia um trabalho que ultrapassava os limites da oficina do artesão”.

Tabela  2  -   Participação  de  vários  empreendimentos  na  produção  aurífera  da  Província  de  Minas Gerais entre  1820/1860
Tabela 2 - Participação de vários empreendimentos na produção aurífera da Província de Minas Gerais entre 1820/1860

Introdução

Por fim, a fragilidade de Minas Gerais ainda não pode ser atribuída ao processo de concentração industrial paulista. Durante a maior parte do século XIX, o Rio de Janeiro foi o líder nacional na produção de café, seguido por Minas e logo depois por São Paulo.

Tabela  5 -   Participação  da  produção  cafeeira  da  Zona  da  Mata  na  produção  do  estado  de  Minas Gerais  1847/1962
Tabela 5 - Participação da produção cafeeira da Zona da Mata na produção do estado de Minas Gerais 1847/1962

O ciclo do café na Zona da M ata

Quanto à segunda variável, nos primeiros anos do século XX, a Zona da Mata concentrava 64,7% da produção cafeeira mineira. Acima de tudo, tais fontes seriam primárias, incapazes de assimilar a variedade e a complexidade da estrutura produtiva do café e do processo de industrialização da Zona da Mata.

Tabela 7 -  Crescimento demográfico na Zona da Mata  1822/1872/1890
Tabela 7 - Crescimento demográfico na Zona da Mata 1822/1872/1890

O surto industrial de Juiz de Fora

Contudo, voltando à perspectiva adotada por Cano (1975), o desenvolvimento do Setor do Mercado Externo (produção e exportação de café) não consegue explicar o boom industrial em Juiz de Fora. Continuando com os fatores explicativos do processo industrial em Juiz de Fora, analisamos o fator trabalho. O quarto e último fator que nos orienta para compreender o processo de industrialização em Juiz de Fora é o mercado de trabalho.

Focando especificamente no desenvolvimento do mercado consumidor em Juiz de Fora, na implantação da Companhia União e Indústria na cidade e na construção da Colônia D. Esse crescimento do mercado consumidor em Juiz de Fora pode ser medido pela variável disponível. Tabela 3 - Mercado consumidor de alguns produtos industriais em Juiz de Fora em 1914 Nome da empresa Produtos.

Tabela  17 -  O total de café produzido por Minas Gerais e o volume de café transportado pela Companhia União e Indústria (C.U.I) -  1858 a  1868.
Tabela 17 - O total de café produzido por Minas Gerais e o volume de café transportado pela Companhia União e Indústria (C.U.I) - 1858 a 1868.

Considerações acerca da constituição do atraso relativo de Minas Gerais a partir

Primeiro, os recursos foram esgotados pela relação comercial entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro. A questão da reorganização da economia nacional refere-se aos efeitos negativos do desenvolvimento da cafeicultura no oeste paulista, vinculado ao movimento de integração da economia nacional no início do século XX, em direção à Zona da Mata e Juiz. os Fóruns. Contudo, seu impacto mais significativo na compreensão do atraso relativo da indústria de Juiz de Fora foi sentido durante o início do século XX.

Posteriormente, houve a inauguração da rodovia Rio-Bahia, que igualmente atuou para mitigar a relevância regional de Juiz de Fora como pólo atacadista (CASCA, 1979, p. 110). Novamente, isso ocorreu em detrimento de outras regiões do estado, incluindo a Zona da Mata e o parque industrial concentrado na cidade de Juiz de Fora. Por fim, ainda que sejam fatores principalmente locais para o fracasso do parque industrial de Juiz de Fora, Casca (1979, p. 121) cita as condições de.

Tabela 26 -  Indústrias criadas em Juiz de  Fora,  por ramos de atividade,  1915-1930
Tabela 26 - Indústrias criadas em Juiz de Fora, por ramos de atividade, 1915-1930

Introdução

4 O NOVO MOVIMENTO DO CENTRO DINÂMICO DE MINERAÇÃO E A ESTRATÉGIA DO ESTADO PARA A RECUPERAÇÃO ECONÔMICA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX. Entre outras consequências, esses aspectos impediram a formação de um “complexo econômico”, no sentido utilizado por Wilson Cano. Segundo Paula (2001, p. 59), existia uma espécie de produção rudimentar no início do século XIX, na região central de Minas, na área mineira.

Segundo Diniz (1978), os motivos da não formação do complexo regional neste período são semelhantes aos citados por Paula (2001). O objetivo deste capítulo é analisar as estratégias de desenvolvimento regional implementadas pelo governo do estado de Minas Gerais na primeira metade do século XX. Os próximos dois pontos tratam das estratégias de desenvolvimento regional que mudaram no governo nacional na primeira metade do século XX.

Transferência da capital estadual

Nesse sentido, a percepção pré-existente de desarticulação interna da economia e da sociedade mineira levou à compreensão da necessidade de transferência do centro administrativo para polarizar os complexos intrarregionais e o fluxo comercial estadual. Por outro lado, a transferência da capital para Belo Horizonte envolveu uma intensa intervenção estatal, via investimento público e intervenção no mercado com o objetivo de promover um novo centro polarizador para Minas Gerais. Sobre os resultados dessa política, Dulci (1999, p. 42) observa que somente na década de 1920 Belo Horizonte começou a funcionar de forma limitada como centro polarizador da economia mineira.

Afastando-se do projeto inicial de integração da economia mineira, o salto de modernização da capital deve ser atribuído ao progresso da siderurgia, consequência da forma particular de inserção da economia mineira na industrialização nacional, que se tornou mais intensa. acentuada a partir de 1940. A concepção de um sistema econômico regional mais ou menos autárquico, que se buscava criar no momento da mudança da capital, estava de acordo com a realidade da economia brasileira do início do século. Quando Belo Horizonte finalmente alcançou certa centralidade econômica, o rumo da economia brasileira já era outro.

Origens do projeto de diversificação econômica

Do ponto de vista regional, o consenso estabelecido foi que a dissociação interna da economia mineira limitaria a produção. O objetivo central perseguido naquela época era reduzir o peso relativo do café, melhorando a qualidade da produção agrícola com a ajuda da tecnologia. Tratava-se de diversificar o sistema produtivo, sem descurar o café, e de melhorar a qualidade da produção através de inovações tecnológicas.

Em sua análise da política econômica de diversificação, Dulci (1999, p. 48) a caracteriza como um híbrido entre a teoria econômica clássica e o desenvolvimento. O conceito que embasou a estratégia que prevaleceu até a década de 1940 foi, portanto, o crescimento interno da produção mineira nos seus diversos setores, que acabou acompanhando a substituição de importações. Contudo, esse papel de destaque não surgiu por acaso, pois foi resultado de uma estratégia de diversificação da produção econômica mineira, com destaque para o setor agrícola.

Tabela 28 - Minas Gerais:  evolução das exportações de  laticínios (em toneladas)
Tabela 28 - Minas Gerais: evolução das exportações de laticínios (em toneladas)

Origens do projeto de especialização industrial

Com base nas observações da Escola de Ouro Preto, a estratégia de desenvolvimento econômico regional foi mudando na década de 1930, resultando em uma especialização mineiro-metalúrgica que coloca Minas no contexto do desenvolvimento de setores dinâmicos nas décadas de 1940 e 1950. , empresa comprometida com o beneficiamento de parte do minério de ferro extraído no território mineiro. Em essência, porém, houve uma opção estratégica de limitar a exportação de minério de ferro, a fim de facilitar a sua possível utilização industrial na região.

A Ferro Brasileiro passou a produzir tubos de ferro fundido e em 1940 a Belgo passou a produzir fios. Segundo o autor, foi a partir desse momento, com a reorientação da estratégia de desenvolvimento da economia mineira, que a perda de relevância econômica e política de Juiz de Fora ficou mais evidente. Pelo contrário, a exploração do potencial mineiro e metalúrgico de Minas Gerais não contrastou inicialmente com a estratégia de diversificação.

Tabela 29 -  Participação (absoluta)  por setor na produção  industrial mineira,  1907/1919/1920
Tabela 29 - Participação (absoluta) por setor na produção industrial mineira, 1907/1919/1920

Governo Benedito Valadares (1933-1945): antecedentes e ruptura com a

Neste momento, em 1933, o presidente Getúlio Vargas nomeou Benedito Valadares para mediar em Minas Gerais. Grosso modo, dificultou as importações e, claro, incentivou o processo de diversificação já em curso em Minas Gerais – efeito semelhante ao da Primeira Guerra Mundial. 48 Dulci (1999, p. 69) atribui esse crescimento acentuado ao estabelecimento de siderúrgicas em Minas Gerais na década de 1920, como a Belgo Mineira e a Ferro Brasileiro.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, as relações comerciais estabelecidas entre Minas Gerais e os países desenvolvidos foram profundamente afetadas. A forte centralização das decisões políticas no nível federal opunha-se conceitualmente a um projeto regionalista em Minas Gerais. Observe a ação atual do estado, no caso do governo federal, para executar o projeto em Minas Gerais.

Tabela 31  -  Distribuição do valor da produção industrial  brasileira pelos  principais  produtores  (%):  1907,  1920 e  1937
Tabela 31 - Distribuição do valor da produção industrial brasileira pelos principais produtores (%): 1907, 1920 e 1937

Governo Milton Campos (1947-1951): Plano de Recuperação Econômica e

Contudo, o Plano de 1947 deu especial atenção ao papel do Estado no processo de industrialização de Minas Gerais. O plano de 1947 trazia um capítulo próprio sobre a questão energética, apontada como um dos entraves ao desenvolvimento industrial de Minas Gerais. Na primeira fase do plano de eletrificação, dada a impossibilidade de construção de grandes usinas elétricas, o estado de Minas Gerais foi dividido em sete regiões energéticas, com sistemas elétricos próprios.

Para prosseguir a industrialização da região central de Minas, outro projeto de destaque no plano de 1947 foi a construção do distrito industrial de Santa Luzia. A fábrica de Santo Antônio e o Distrito Industrial de Santa Luzia representaram, como mostrado, os dois projetos centrais do plano de recuperação econômica e de fomento à produção. Contudo, vale a pena repetir que a distinção entre o plano de 1947 e a estratégia de diversificação se deve à presença central de uma política industrial.

Governo Juscelino Kubitschek (1951-1955): Binômio Energia e Transportes

Apesar dos esforços de planejamento e arrecadação de impostos, os resultados econômicos concretos do governo Milton Campos ficaram significativamente aquém das expectativas. A avaliação realizada na seção 4.6 sobre o governo Milton Campos observou que o principal legado do governo sucessor foi o progresso institucional. Contudo, isso não foi objeto de devolução por parte do governo estadual, nem mesmo de melhorias administrativas (DINIZ, 1978, p. 76).

Para se ter uma ideia melhor do salto quantitativo da área, basta observar que entre 1944 e 1950 apenas 18,6% do equivalente foi construído no período juscelinista sob a direção do governo do estado de Minas Gerais. No mesmo período, em 1956, foi inaugurada a usina de Salto Grande, projeto do governo Milton Campos. Novamente, observa-se a preocupação do governo estadual em impedir a exportação de gado em pé, sem atividades que agreguem valor.

Tabela 34 -  Minas  Gerais:  Extensão das  Estradas Construídas e Volume de Terra  Escavado  1951-1955
Tabela 34 - Minas Gerais: Extensão das Estradas Construídas e Volume de Terra Escavado 1951-1955

Considerações sobre as políticas de recuperação econômica na primeira metade

Tais dados contribuem para explicar que a política econômica do estado de Minas Gerais foi relativamente bem-sucedida na primeira metade do século XX. Estas atividades requerem uma tecnologia muito complexa para serem implementadas, ainda mais na primeira metade do século XX. A percepção desse atraso na virada do século XX levou à intervenção do governo estadual, que iniciou estratégias para o desenvolvimento e recuperação da economia mineira na primeira metade do século XX.

O debate que permeou a transferência da capital do estado nos últimos anos do século XIX notou o atraso econômico de Minas Gerais, especialmente se comparado a São Paulo. Em termos concretos e imediatos, a iniciativa estatal de promover a industrialização em Minas Gerais na primeira metade do século XX não conseguiu ampliar sua participação no produto industrial nacional e aproximá-lo de São Paulo. No campo institucional, a criação do DER e da Cemig ocorreu na primeira metade do século XX, tornando-se esta última referência nacional.

Imagem

Tabela  2  -   Participação  de  vários  empreendimentos  na  produção  aurífera  da  Província  de  Minas Gerais entre  1820/1860
Tabela 3 -  Número estimado de fundições de ferro em  Minas Gerais  1821-1893
Tabela 4 -  Fábricas têxteis fundadas em  Minas Gerais  1872/1876-1887
Tabela  5 -   Participação  da  produção  cafeeira  da  Zona  da  Mata  na  produção  do  estado  de  Minas Gerais  1847/1962
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Referências

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