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Enio Francisco Demoly Neto.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Este trabalho trata da lei da prescrição nas ações por danos morais em decorrência de acidente de trabalho. Qual o prazo prescricional a ser utilizado nas ações de danos morais decorrentes de acidente de trabalho, submetidas à Justiça do Trabalho.

PRESCRIÇÃO

CONCEITO DE PRESCRIÇÃO

REQUISITOS DA PRESCRIÇÃO

94 BITTAR, Carlos; apud OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de; Indemnização por acidentes de trabalho ou doenças profissionais, secção 2004, extraído de OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de; Indemnização por acidentes de trabalho ou doenças profissionais, secção

ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO

  • Aquisitiva
  • Extintiva

MARCO INICIAL DO PRAZO

Não nos parece racional aceitar que o prazo prescricional comece a correr sem o conhecimento da violação do titular do direito violado. Contudo, não se presume o desconhecimento, pelo que cabe ao titular comprovar o momento em que tomou conhecimento da violação, para que possa beneficiar desta circunstância para que a prescrição decorra a partir do momento do conhecimento e não do momento da violação.

MOMENTO PARA SE ALEGAR A PRESCRIÇÃO

98 CAVALIERI FILHO, Sérgio; apud OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de; Vergoeding vir werkongelukke of beroepsiektes, bl. OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de; Vergoeding vir werkongelukke of beroepsiektes, 3de uitgawe, São Paulo: LTr, 2007.

LEGITIMIDADE PARA SE ARGÜIR A PRESCRIÇÃO

  • Quanto ao Magistrado
  • Quanto ao Ministério Público

RENÚNCIA DA PRESCRIÇÃO

CAUSAS QUE IMPEDEM E SUSPENDEM A PRESCRIÇÃO

  • Artigo 197 do Código Civil de 2002
  • Artigo 198 do Código Civil de 2002
    • Inciso I
    • Inciso II e Inciso III
  • Artigo 199 do Código Civil de 2002
  • Artigo 200 e artigo 201 do Código Civil de 2002
  • Outros fatores atenuantes

198, II, do Código Civil de 2002: “contra os ausentes do país no serviço público da União, dos estados e dos municípios”. 198, III, do Código Civil de 2002: “contra aqueles que se encontrem nas forças militares em tempo de guerra”.

CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO

  • Artigo 202 do Código Civil de 2002
    • Inciso I
    • Inciso II , Inciso III e Inciso IV
    • Inciso V
    • Inciso VI
  • Artigo 203 e Artigo 204 do Código Civil de 2002

O artigo 202 do Código Civil considera a ordem do juiz, ainda que incapacitado, ordenando a citação, desde que instigada pelo interessado, no prazo e nos termos da lei processual, como causa interrompente do estátua de limitações. 202, I, do Código Civil de 2002: “por ordem do juiz, ainda que incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e nos termos da lei processual”. 202, IV, do Código Civil de 2002: “apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concorrência de credores”.

Nesta seção, o Código Civil de 2002 trata de quando qualquer ato jurídico em que se constitua inadimplência do devedor terá o prazo de prescrição interrompido, por exemplo, pela interposição de medidas de segurança (avisos e interpelações)82. Portanto, embora a doutrina entenda que isso é redundante em lei, quando o devedor inadimplente em razão de ação judicial, a prescrição terá sua duração interrompida nos termos do artigo 202, inciso V do Código Civil de 2002. 202, VI , do Código Civil de 2002: “para qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que implique o reconhecimento do direito pelo devedor”.

204, do Código Civil de 2002: “A interrupção da prescrição do credor não beneficia outrem; semelhante à interrupção que se opera contra o codevedor ou cujo herdeiro prejudica os demais codevedores.

DANO MORAL E O ACIDENTE DE TRABALHO

DANO MORAL

  • Conceito
  • Responsabilidade de indenizar
    • Teoria Positivista e Teoria Negativista
    • Nexo Causal
    • Ônus da Prova
  • Fixação do quantum indenizatório

Para a indenização indenizatória de dano moral não é imprescindível a apresentação de comprovação das consequências causadas pelo acidente de trabalho; Somente a aplicação do dano injusto é suficiente para criar a presunção de efeitos negativos na órbita subjetiva do lesado(..). Portanto, fica claro que não é necessário comprovar a consequência do dano sofrido, mas sim a ligação entre o dano moral sofrido e a ação praticada pelo suposto causador do dano (nexo causal), para que ele (o causador) assume a responsabilidade pela ação que é prejudicial. Como a reparação do dano moral sempre foi um assunto muito discutido, foram criadas teorias a respeito deste tema, de acordo com a doutrina especializada neste tema existem 2 teorias, uma é a Negativista e a outra é a Positivista.

95 SILVA, Floriano Corrêa Vaz apud WESTPHAL, Roberta Schneider; Danos Morais e Direito do Trabalho, 1ª edição, Florianópolis: Momento Atual, 2003, p. Miguel Reale, que reconhecem a reparação integral do dano imaterial com base no caráter compensatório do valor monetário e no caráter punitivo da causa da lesão. Os positivistas afirmam que o dano moral deve e pode ser indenizado, e embora após a promulgação do novo Código Civil de 2002 não haja dúvidas de que quem causou o dano deve ser processado e, se comprovada a culpa, deve indenizar quem causou o dano. dano97.

281, que estipula que “a indemnização por danos imateriais não está sujeita aos preços previstos na Lei de Imprensa” 106.

ACIDENTE DE TRABALHO

  • Conceito
  • Espécies de Acidente de trabalho
    • Acidente Típico
    • Doenças Ocupacionais
    • Concausas
    • Acidentes de Trajeto (acidente in itinere)
    • Outras hipóteses que se equiparam ao Acidente de Trabalho
  • Prestações Relativas ao Acidente de trabalho
    • Auxílio-doença
    • Aposentadoria por invalidez
    • Pensão por morte
    • Auxílio-acidente
    • Outros valores relacionados ao acidente de trabalho

2. Considera-se acidente de trabalho aquele que ocorre durante a execução do trabalho, ao serviço da empresa, e de que resulta lesão física, incapacidade funcional ou doença que provoque a morte ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. 19. Acidente de trabalho é aquele ocorrido durante a execução de trabalho a serviço da empresa ou durante a execução de trabalho dos segurados de VII. Percebe-se que o conceito de acidente de trabalho tem recebido diversos aprimoramentos nas legislações recentes.

Além do motivo funcional, é necessário completar o conceito de acidente de trabalho, de que o evento causa morte ou perda ou Essas outras situações, que equivalem a acidentes de trabalho, estão definidas na Lei 8.213/91, mais precisamente no art. 21, em seus parágrafos, alíneas e alíneas [com exceção de concussão (alínea I) e acidente de trânsito (alínea IV, alínea ‘d’)].

44, caput, da lei 8.213/91 – A aposentadoria por invalidez, inclusive a pensão por acidente de trabalho, consistirá em uma renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do salário de benefício, de acordo com o o disposto no inciso II, especialmente nos arts. No primeiro, é o valor pago pelos danos totais ocorridos em decorrência de acidente de trabalho. 86 da Lei 8.213, que o acidente seja de qualquer natureza, que é bastante amplo, deixa de ser mencionado apenas como acidente de trabalho ou doença ocupacional e doença ocupacional.

PRESCRIÇÃO NAS AÇÕES DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL DECORRENTE

JUSTIÇA COMPETENTE

Da mesma forma, o projeto original da constituição de 1967 não excluía os litígios decorrentes de acidentes de trabalho quando tratavam da competência do tribunal do trabalho (..). Assim, a constituição de 1967 e a emenda constitucional de 1969 mantiveram a mesma reserva da constituição de 1946. Ficou acordado que a competência para julgar os casos relativos à indenização por responsabilidade civil decorrente de acidente de trabalho seria do juízo solidário estadual, uma vez que o art. 2., com o seguinte conteúdo: “Para os litígios relativos a acidentes de trabalho são competentes os tribunais regulares dos estados federais, do distrito federal e dos territórios, ressalvadas as exceções previstas na lei orgânica do poder judiciário nacional”. .

7.204-1, ocorrida em 29 de junho de 2005, quando o Supremo Tribunal Federal tranquilizou de vez que a Justiça do Trabalho era competente para avaliar tais processos indenizatórios173. As duas Constituições (1946 e 1967) excluíram a jurisdição do Tribunal do Trabalho em relação aos acidentes de trabalho e atribuíram a jurisdição ao Tribunal da Commonwealth. Considerando que não existe na Constituição Atual nenhuma norma que preserve esta exclusão da competência laboral para dirimir litígios envolvendo acidentes de trabalho, parece-nos indubitável que esta deverá ser apreciada pelos órgãos da Justiça do Trabalho, em harmonia com a regra geral e competência natural devido ao assunto.

Portanto, o problema da competência já está mais que esclarecido e fica mais que claro que cabe à Justiça do Trabalho e não ao Juízo Conjunto, pois conforme dispõe o artigo 114, inciso VI, da Constituição, é competência do Justiça do Trabalho para ações de indenização por danos morais decorrentes de relação entre empregado e empregador.

QUAL A PRESCRIÇÃO A SE USAR NAS AÇÕES INDENIZATÓRIAS POR

  • Código Civil de 2002
    • Artigo 205
    • Artigo 206, § 3º, inciso V
    • Artigo 2.028
  • Constituição Federal de 1988
    • Artigo 7º, XXIX

QUAL A PRESCRIÇÃO A USAR NAS AÇÕES DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS RESULTANTES DE ACIDENTES DE TRABALHO. Há um grupo que entende que o prazo mais exato para aplicar na ação judicial por dano moral causado por acidente de trabalho é os 10 (dez) anos previstos no artigo 205, pois quando não há previsão legal para determinada situação. utiliza-se o período geral, ou seja, 10 (dez) anos. 179 DAL COL, Martinez apud OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de; Indenização por acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais, 3ª edição, São Paulo: LTr, 2007, p.

Com a entrada em vigor do Código Civil de 2002, quando se entender que a lei prescricional é a prevista no Código Civil, deverá ser observada a regra transitória do art. Acidentes ocorridos antes de 12 de janeiro de 1993 - Será observado o prazo prescricional de 20 anos previsto no artigo 177.183 do Código Civil de 1916, pois na data de entrada em vigor do novo Código Civil já se passaram mais de dez anos desde o início da prescrição do prazo (art. 2.028 do código de 2002). Acidentes ocorridos entre 12 de janeiro de 1993 e 11 de janeiro de 2003 – É certo que será aplicada a prescrição do novo Código Civil (art. 2.028), mas o texto legal não estabelece a regra de contagem.

Se a relação entre trabalhador e empregador surgir relativamente a créditos que resultem da relação laboral, o prazo de prescrição é de dois anos a contar do termo do contrato de trabalho.

ANÁLISE DAS POSIÇÕES JURISPRUDENCIAIS DAS TURMAS DO TRIBUNAL

  • Prescrição Trienal (artigo 206, §3º, inciso V, do Código Civil de 2002)
  • Prescrição Qüinqüenal (art. 7º, inciso XXIX da Constituição Federal de 1988)
  • Prescrição decenal (Artigo 205 do Código Civil de 2002)

Torna-se, portanto, mais do que claro que, para este período actual, o período correcto a utilizar para indemnização resultante de acidente de trabalho é o previsto de cinco anos, até ao máximo de dois anos após o termo do contrato de trabalho (art. 7.º). °, XXIX, da Constituição Federal), porque para eles o acidente decorreu de relação de trabalho (empregado e empregador), o prazo correto seria, portanto, aquele previsto na Constituição. Consequentemente, a prescrição começa a correr a partir da rescisão do contrato, que neste caso ocorreu no dia e a ação foi proposta apenas nesse dia, e o resultado é que, como entende o relator, a regra a ser utilizada é a da o novo Código de Direito Civil (art. 206, §3°, inciso V), ficaria, portanto, sujeito às medidas prescritas, pois não há possibilidade de utilização do prazo previsto na Constituição Federal (art. 7° XXIX), pois o Editor designado entende que o caso analisado é uma ação de danos cíveis e não uma cobrança de créditos trabalhistas e muito menos a regra transitória do art. Contudo, o juiz emérito entendeu aplicar-se o prazo de prescrição de três anos do Código Civil de 2002, e não o prazo de cinco anos, que, como já foi demonstrado nos demais acórdãos anteriores, assim como os demais juízes, o relator em questão no questão entende que estes não são créditos de emprego, mas sim um crédito de emprego.

Em princípio, seria possível compreender que a remuneração pretendida consiste em um direito de natureza trabalhista, uma vez que sua base fática decorre da relação de direito trabalhista, o que implicaria que o prazo de prescrição seja aquele estabelecido no dispositivo constitucional acima mencionado ( art. 7e, inc. XXIX). A presente situação diz respeito a um recurso ordinário interposto face à decisão proferida contra o recorrente (Antonio Cezar Guedes) e aparentemente a favor da arguida (Marely Moveis), que decidiu encerrar o processo sem encontrar solução. quanto ao mérito, pois o prazo de prescrição já expirou. Diante disso, o magistrado que julgou o recurso em questão discordou parcialmente da decisão do Tribunal de Primeira Instância, entendendo que era incorreta a aplicação do prazo de prescrição previsto no artigo 11 da Consolidação das Leis do Trabalho. , mas sim o prazo previsto no Código Civil de 2002, de três anos (art. 206, §3º, inciso V).

Ao contrário do que aplicou o juiz de primeira instância (três anos do art. 206, §3º, inciso V do Código Civil de 2002), o tribunal de instrução entende que a prescrição deve ser aplicada nos pedidos de indenização por danos morais em decorrência de do acidente de trabalho, a competência do Tribunal para julgar - aí, ou seja, neste caso a Justiça do Trabalho, é portanto o prazo previsto no art. Cível (art. 206, §3º, inciso V), mas para o juiz relator entende que o prazo correto para aplicar é o estabelecido pela Constituição Federal de 1988. Este trabalho promoveu uma análise do que é a prescrição. em ação de indenização por danos morais em decorrência de acidente de trabalho.

Referências

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