22 A PERSPECTIVA SOCIAL NA NECESSIDADE DE LINGUAGENS DE SINAIS: A COMPREENSÃO DE “COMUNIDADE DE DISCURSO” E IDEOLECTO SEGUNDO O MODELO TEÓRICO LABOVIANO. 50 MECANISMO DE COESÃO TEXTUAL VISUAL EM UMA HISTÓRIA ASSINADA: A LÍNGUA DE SINAIS BRASILEIRA EM FOCO.
Introdução
Segundo WlH (1968, p. 34), a gramática de uma comunidade de fala é objeto da linguística, ou seja, o sistema de comunicação utilizado na interação social. Enquanto para Saussure a língua é um sistema abstrato (individual) e um fato social, a liberdade condicional é o uso (coletivo) desse sistema.
Variação sociolinguística nas línguas de Sinais emergentes
Em 1991, foi aprovada na Assembleia Nacional a Lei Fábio, que priorizou o uso da língua de sinais francesa na educação de crianças surdas. Esta se desenvolveu nos séculos 17 e 18 e foi chamada de Linguagem de Sinais Chilmark.
Entendemos, portanto, que para a percepção dos enunciados na linguagem de sinais é necessário o canal da visão; Esta é também a ferramenta básica para a sua produção, que se constitui através da articulação das mãos no espaço de sinalização e de expressões ou signos linguísticos não manuais. Se recuarmos um pouco às bases dos estudos da fonologia das línguas de sinais, perceberemos que essa sincronia ocorre não apenas entre signos manuais e não manuais, dêiticos ou anafóricos, mas sobretudo na organização das unidades menores que compõem os sinais na linguagem.
Mecanismos de coesão textual
Estas são características particulares das línguas de sinais que permitem combiná-las para codificar informações sobre dois ou mais referentes simultaneamente. Isso porque as línguas de sinais também exigem estratégias de memorização visual, ordenação espacial dos elementos, entre outros mecanismos.
Metodologia: a narrativa escolhida e os participantes envolvidos
Esta situação também se reflete nas traduções, onde o referente de terceira pessoa aparece pela primeira vez através do discurso indireto dos signatários. Essa estratégia discursiva é natural para a gramática da Língua de Sinais, na qual o corpo não é apenas um lugar onde os signos se articulam.
2 acadêmico na disciplina “Seminário de Língua de Sinais” no curso de pós-graduação da ufSc e intérprete de língua de sinais na mesma instituição. Também traz algumas observações sobre o uso de fontes de referência dêitico-anafóricas, indicativos e transferências na Língua Brasileira de Sinais. Sabemos que as mãos são articuladoras ativas na língua de sinais e concentram a maior parte da carga de informação contida nos sinais.
Justificativa
Quando o caminho de interpretação é o oposto, ou seja, o sinal vocálico, temos mais “pistas” que facilitam a identificação do sujeito gramatical em português, já que palavras de diferentes classes gramaticais apresentam inflexões e/ou concordâncias, que você pode sugerir quem é o assunto da declaração. Essa hipótese pode ser comprovada no caso de adjetivos que apresentam, em uma mesma unidade lexical, diversos elementos que facilitam a percepção do sujeito, como no caso do significante. Em outras palavras, precisamos saber o que não é sujeito para descartar alternativas erradas, principalmente quando o mesmo signo pode pertencer a classes gramaticais diferentes.
Sander (2002) afirma em seu escrito sobre a formação de Intérpretes de Língua de Sinais que, além do curso de Intérprete de Língua de Sinais, eles devem ter, no mínimo, formação superior, preferencialmente na área em que atuam. Trata-se de um profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e está habilitado para exercer a função de intérprete. Isto é necessário porque o intérprete tem o compromisso de interpretar as duas línguas envolvidas, ou seja, da língua oral para a língua de sinais, e da língua de sinais para a língua oral.
1º afirma que: “A Língua Brasileira de Sinais – Libra – e demais fontes de expressão a ela relacionadas são reconhecidas como meio legal de comunicação e expressão”. Porém, com o reconhecimento da língua de sinais como tal, abre-se um amplo leque de oportunidades para estudos e pesquisas em diversas áreas do conhecimento, incluindo a área da linguística e da tradução. Sabemos que a língua de sinais é uma língua organizada no espaço, ou seja, visual-espacial, que apresenta parâmetros fonológicos, tais como: localização (ponto de articulação), movimento, orientação e disposição das mãos, além de não parâmetros.
Exemplos desse problema, para diferenciar o sujeito pronominal “você” de “ele”, em “você”, o olhar e o ponteiro são direcionados ao mesmo interlocutor.
Meir (2006), em seu artigo intitulado “realização morfológica de campos semânticos”, destaca que a localização inicial é de fundamental importância para a demarcação de dois sujeitos no espaço. Como as formas locativas expressam relações espaciais, quando dois sujeitos locativos são colocados, pressupõe-se necessariamente que existe um espaço entre eles. Quando você indica um novo local, existem duas possibilidades: ou o novo ponto é entendido como um dos assuntos já existentes, ou é entendido como a introdução de um terceiro assunto.
Embora os verbos de concordância não sejam o foco deste trabalho, vale ressaltar que eles farão parte da análise porque apresentam uma trajetória, que por sua vez informa no ponto de partida quem é o sujeito.
Esses dois elementos fazem parte da Língua Brasileira de Sinais e serviram para remeter ao sujeito e reforçar a ideia de quem executou a ação na frase. É importante ressaltar que as pesquisas sobre a estrutura da Língua Brasileira de Sinais ainda estão em andamento. I Seminário Intérprete de Língua de Sinais: o intérprete em sala de aula, a prática da diferença.
114p. que faremos nossas considerações são retiradas das atividades desenvolvidas em sala de aula com uma turma de crianças de 6 a 7 anos em momentos de interação com a professora ouvinte e a professora surda. Foram feitas gravações periódicas ao longo de um ano, com duração de trinta minutos cada. 115p. de uma parte do corpo), local, semântico, instrumental (do corpo, plural, elementos e letras e números). Ou seja, os diferentes usos do classificador são resultados do trabalho social e histórico de produção da fala, cristalizado pelos diferentes usos que a comunidade surda faz da língua de sinais.
Este dado mostra as diferenças entre a Língua de Sinais e o Português, pois o classificador é “uma especificidade das Línguas de Sinais, de difícil aprendizagem para os ouvintes”. Este trabalho obviamente não pretendeu esgotar essas questões, mas sim levantar pesquisas que pudessem contribuir para uma melhor compreensão do uso da Língua de Sinais e sua gramática. Em última análise, ainda é necessário realizar pesquisas mais aprofundadas sobre o estudo da Língua de Sinais, partindo de uma concepção discursiva da língua.
Segundo Collison (1982), os árabes também organizaram dicionários de acordo com radicais, às vezes combinando classificação radical com classificação alfabética, como kitab al-'ayn de al-Khalil Ibn Ahmad (786 DC). Ibn Duraydi (837-934) organizou o Jamharat al-Lugah em ordem alfabética de acordo com o terceiro, segundo e primeiro radicais, assim como Abu al-Qasim al-Zamakhshari.
Em Capovilla e Raphael (2001), atualmente o maior dicionário impresso de Libras, a ordem escolhida também é a ordem alfabética do português e os autores utilizaram fontes descritivas escritas em Sign Writing – sistema de escrita da língua americana criado por Sutton em 1981 – definição em Português e Inglês, design de personagens e design ilustrativo. 130f. amplamente divulgado. no entanto, ainda não é oficialmente reconhecido como um sistema de escrita para qualquer linguagem de sinais. A organização que aqui propomos para os dicionários de língua de sinais é baseada no EliS, sigla para Sign Language Writing, sistema que criei e que está em fase de divulgação. A experiência EliS decorreu em dois momentos e espaços, com públicos-alvo distintos: a) no centro de investigação nEpES, no cEfEtSJ, em Santa Catarina, inserido nas actividades pedagógicas do ano lectivo de 2006, na turma do programa EJa (Jovens e Educação de Adultos), com cerca de 20 surdos com idade média de 15 anos, que estudavam do 5º ao 8º ano; b) no Centro de Comunicação e Expressão da ufSc, como curso de extensão de 30 horas, para 22 alunos do curso de graduação em Libras da ufSc, todos alunos adultos fluentes em Libras.
³ perpendicular à frente da palma. fica paralelo à frente da palma. estendido paralelamente ao lado da palma Ø estendido perpendicularmente ao lado da palma. 2 – as combinações de dedos separados são anteriores às de dedos unidos e estas, às de dedos cruzados. ou seja, uma palavra que começa com o visógrafo .°°. ponteiro especial e média) precederá aquele que começa com .}. indicador e média conjunta) e este, antes daquele que inicia (indicador cruzado e média). 3 – as combinações de configurações dos dedos são dispostas estritamente em ordem alfabética seguindo a sequência do polegar, e de cada dedo separadamente, até o dedo mínimo, e a sequência do mais fechado para o mais aberto, na ordem mostrada nas duas tabelas. seções anteriores deste artigo.
Resumindo, as palavras iniciadas pelo mesmo visógrafo serão hierarquizadas da seguinte forma: as primeiras serão as palavras formadas pelos quatro parâmetros (ou três, na ausência de movimento) – estes organizados de acordo com os critérios já apresentados –, seguidos por as palavras formadas por grafia rítmica, finalizando com palavras digitadas com o tipo alfabeto. verbalmente, ou por ordem alfabética e em línguas gestuais, que se trata verdadeiramente de uma escolha e não de uma falta de escolha. Oferecemos aqui a primeira possibilidade no mundo de organizar um dicionário de língua de sinais com uma ordem estritamente “alfabética”, a ordem Visográfica. Este capítulo examina a aquisição da linguagem em crianças surdas que adquirem línguas de sinais. Serão apresentadas algumas pesquisas que consideram estudos em línguas de sinais, como pesquisas sobre as etapas de aquisição da linguagem em crianças que adquirem língua de sinais e os efeitos da modalidade e estudos sobre a aquisição de sintaxe em línguas de sinais relacionadas à morfologia verbal.
Meier (1980) observou que, como o japonês e o croata, nem todos os verbos da linguagem de sinais americana podem ser flexionados para marcar relações gramaticais em uma frase. Em relação à imitação e compreensão de argumentos nulos pelas crianças na Língua de Sinais Americana, Lillo-Martin observou diferentes aspectos. Quadros, Cruz e Pizzio (2007) e Quadros e Cruz (2009) realizaram um estudo experimental para avaliar o desenvolvimento de crianças/adolescentes surdos de diferentes idades com acesso à língua de sinais (entrada); analisar o desenvolvimento linguístico destas crianças surdas tendo em conta o contexto de aquisição da língua gestual; e verificar se os resultados desta pesquisa apoiam a hipótese de “insumo ruim” e a hipótese de “período crítico/sensível”.
Quadros e Lillo-Martin (2007, no prelo) observaram que a aquisição dessas línguas de sinais apresenta características de línguas pró-queda e línguas não-pró-queda, com verbos de concordância e verbos simples, respectivamente. Em relação aos gestos, as crianças utilizam gestos para indicar coisas que já possuem sinais (SENTA/ “SENTA”; dá/ “Eu- dou”); use gestos para substituir todos os tipos de verbos. Em termos de produtividade, os tipos e sinais foram semelhantes tanto na Língua Brasileira de Sinais quanto na Língua Americana de Sinais.
Aquisição do parâmetro de configuração manual da língua de sinais da Língua Brasileira de Sinais: um estudo com quatro crianças surdas filhas de pais surdos. Variabilidade da ordem das palavras na aquisição da Língua Brasileira de Sinais: Uma construção com tema e foco. O objetivo deste artigo é apresentar alguns dos resultados obtidos em minha dissertação de mestrado, especificamente aqueles relacionados à variabilidade encontrada na aquisição da ordem das palavras na Língua Brasileira de Sinais (LSB).
Contudo, esse resultado não significa necessariamente que o parâmetro de ordem de palavras não tenha sido ajustado; pelo contrário, indica que as crianças utilizam uma ordem gramatical de palavras variada que resulta da ordem canônica. Essa variação é consistente com o padrão gramatical adulto, que permite flexibilidade na ordem das palavras com diferentes verbos espaciais e manuais. Tabela 2.2: Distribuição da ordem das sentenças em ISB Como mencionado acima, os marcadores não manuais associados às construções de concordância estão relacionados à flexibilidade da ordem das palavras.
Metodologia
Quanto à transcrição, “deve ser feita por utilizadores de língua gestual, preferencialmente surdos. Quanto à análise dos dados, primeiramente foi feito um levantamento de todas as produções infantis que representavam verbos, e foi realizada uma análise quantitativa: qual foi o número total de verbos, quantos foram realizados de forma isolada, com argumentos expressivos, quantos tiveram. pelo menos um argumento, em que ordem apareceram os elementos da frase e quantas ocorrências dessas ordens, quais verbos a criança mais utilizou, etc.
Sabe-se que o objeto em posição pré-verbal ocorre com verbos com concordância e marcadores não manuais. De acordo com a ordem das palavras na frase, como pode ser observado na Tabela 4.5, a ordem Vo e oV apareceram em todas as faixas etárias, mas a ordem Vo foi mais frequente na maioria delas. Esse fato deveria explicar a baixa ocorrência de verbos consonantais na produção de lÉo, o que mostra que ainda faz pouco uso desse tipo de verbo com argumentos expressivos.