• Nenhum resultado encontrado

faculdade doctum de joão monlevade

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "faculdade doctum de joão monlevade"

Copied!
39
0
0

Texto

RESOLUÇÃO N.2013/2013 DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA - PROIBIÇÃO DA REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA EM MULHERES COM MAIS DE 50 ANOS. 2013/2013, com foco na limitação da idade de reprodução assistida (RA), que não pode ser realizada em mulheres com mais de 50 anos no período de 2013 a setembro de 2015, violando flagrantemente a dignidade da pessoa violada. planeamento familiar, no que diz respeito à autonomia privada.

Breve histórico da Reprodução Humana

REPRODUÇÃO ASSISTIDA

Conceito de Reprodução Assistida

Como este trabalho tem como objetivo discutir a resolução do Conselho Federal de Medicina 2013/2013 nº 2013/2013 que proibiu a reprodução assistida em mulheres acima de 50 anos até 22 de setembro de 2015, faz-se necessário conceituar esse procedimento. A Reprodução Humana Assistida, segundo Duarte, “nada mais é do que a intervenção humana no processo reprodutivo, ora facilitando, ora realizando a própria concepção, quando esta não acontece de forma espontânea”. Segundo França, “é um conjunto de operações que vão desde a introdução de gametas masculinos no trato genital feminino por diversos meios, desde a cópula corporal até as mais sofisticadas técnicas de fertilização in vitro”.

Nesse sentido, entende-se que é um alívio, ou o meio certo e único, que possibilita a maternidade para algumas mulheres.

Entendendo a Reprodução Assistida e suas variadas técnicas

Segundo Genival Veloso, da França, reprodução humana assistida é: conjunto de procedimentos que visam contribuir para a solução dos problemas de infertilidade humana, facilitando o processo reprodutivo quando outras terapias ou procedimentos não foram eficazes na resolução e obtenção da gravidez desejada. A reprodução humana assistida, segundo Duarte, “nada mais é do que a intervenção do homem no processo reprodutivo, ora facilitando, ora realizando a concepção quando esta não ocorre de forma espontânea”. Nas palavras de França: “trata-se de uma série de operações que vão desde a introdução de gametas masculinos nos órgãos genitais femininos por outros meios que não a cópula carnal até as mais avançadas técnicas de fertilização in vitro”. Pode-se então entender que a RA é a utilização de diversas técnicas médicas que permitem a reprodução humana mesmo nos casos em que existe verdadeira infertilidade. Em segundo lugar, as mais modernas técnicas de AR, onde a fertilização ocorre fora do corpo da mulher que se submete ao procedimento de fertilização in vitro (FIV). Acredita-se que as técnicas de RA visam superar o desejo de gerar filhos biológicos, mas criados em laboratórios.

Portanto, o principal objetivo da reprodução assistida é ajudar a concretizar o desejo de ter filhos biológicos entre pessoas que sofrem de infertilidade. No entanto, deve-se notar que as técnicas reprodutivas só devem ser utilizadas se for determinado que não há outra forma de produzir filhos naturalmente. As técnicas de AR podem ser usadas desde que haja uma chance efetiva de sucesso e nenhum risco sério à saúde do paciente ou de qualquer filho, e a idade máxima das candidatas à gravidez com AR seja 50 anos.

Considerações Sobre As Mudanças De Hábitos X Vida E Saúde Nos

Assim, o CFM decidiu legislar sobre o assunto, limitando aos 50 anos a idade máxima para as mulheres realizarem tratamento de reprodução assistida. Parece que hoje as mulheres estão se tornando mães cada vez mais tarde, alguns fatores que levam a esse fenômeno é que essas mulheres estão colocando a carreira profissional como objetivo principal, querem ter estabilidade para começar uma vida de mãe. E utilizam métodos anticoncepcionais que lhes permitem evitar a gravidez em um momento inesperado, podendo escolher o melhor momento para ser mãe.

Os dados reflectem duas grandes revoluções do século passado: a revolução feminina, quando as mulheres começaram a escolher a sua idade reprodutiva; e expectativa de vida, com aumento da expectativa de vida - comentou Laura Machado, da ONG HelpAge Internacional. Assim, como consequência, segundo palavras do referido autor, “esse atraso no parto resulta no envelhecimento dos ovários, acompanhado de infertilidade”. (DZIK, . 2012, p.19). Nesse sentido, ele confirma suas palavras dizendo que a RA está mais presente quando há envelhecimento do óvulo e, portanto, mais dificuldades para conceber, portanto as mulheres precisam de ajuda para realizar esse sonho da maternidade.

DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Dignidade Da Pessoa Humana e Direitos Constitucionais (INDIVIDUAIS

Nesta direção, a dignidade da pessoa humana inclui todos os contextos de qualidade e modo de vida, tanto as escolhas pessoais como a garantia de acesso aos serviços de que necessita, incluindo os cuidados de saúde. Sabemos que o princípio da dignidade da pessoa humana, enumerado como direito fundamental no inciso III do artigo 1º da Constituição Federal, é, no sentido mais amplo da palavra, um valor moral, inerente à pessoa e à sociedade deve dar forma em sua totalidade. evoluções e retrocessos, onde tentamos onde o Estado dá o melhor aos cidadãos, garantindo-lhes condições de vida saudáveis ​​e tornando-os activos na sociedade. Nota-se que a dignidade da pessoa humana está ligada a cada pessoa na sua individualidade, cada um com as suas necessidades, e que nenhuma outra pessoa pode decidir o que é melhor para ela.

Lôbo (2011, p. 60) afirma que, “a dignidade da pessoa humana é o núcleo existencial essencialmente comum a todas as pessoas humanas, como membros iguais da raça humana, que têm o dever geral de respeitar, proteger e impor intocabilidade‖ . O princípio da dignidade da pessoa humana abrange ao mesmo tempo a igualdade e a diversidade humanas tridimensionais, pois exige que o ser humano seja cuidado como ser humano, e não mais do que uma parte regulada pelo mundo genético, onde ele se transforma em objeto, em coisa, em moeda, em mercadoria. Pode-se dizer, portanto, que a dignidade da pessoa humana é tudo o que envolve a moral e os bons costumes na vida de uma pessoa, é tudo o que lhe confere direitos e garantias de igualdade dentro de uma sociedade, que protege cada pessoa para 'uma vida digna

A Constitucionalização do Princípio da Autonomia Privada Familiar

A autonomia privada perdeu a sua conotação exclusivamente patrimonial com o aparecimento de direitos fundamentais nas relações privadas, os quais foram igualmente aplicados nas relações não sucessórias, como as do âmbito do Direito da Família. Ainda Branco (2011, p. 131) e Moreiras (2011, p. 131) explicam que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu elementos normativos para permitir que a família se tornasse uma instituição “democrática”, com maior preocupação com a felicidade pessoal daqueles seus membros, bem como a sua dignidade e a concretização dos seus direitos fundamentais, o que permite à família ser uma entidade estatal e ganhar força como entidade social, circunstância que foi essencial para ampliar o debate sobre os novos limites e formas de autonomia. sector privado como fonte reguladora das relações familiares. Pode-se dizer que a “autonomia privada” é uma evolução da “autonomia da vontade”, ou seja, a simples declaração da vontade não é suficiente para estabelecer um negócio jurídico, é necessário analisar se a vontade própria foi expressa em de acordo com do sistema jurídico, como legitimidade e capacidade, a autonomia privada é uma visão de um Estado liberal que, depois da CR/88, não é mais possível, pois o Estado que agora governa é o Estado Democrático de Direito, que portanto dá espaço para a autonomia privada , por outras palavras, o Estado permite que os indivíduos, dentro dos limites constitucionais, administrem as suas vidas privadas como acharem adequado.

O Brasil com a CR/88, constituindo um Estado Democrático de Direito, consagrou princípios como a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III da CF) e a solidariedade social (art. 3º, I da CF), tornando-se o principal limite da autonomia privada, quando passaram a exigir uma funcionalização deste instituto a todos esses princípios constitucionais, ou seja, passa por uma constituição, baseia-se na irradiação de valores eminentemente constitucionais para o âmbito das relações privadas , como a previsão da função social, não só I. Branco (2011, p. 135) e Moreiras (2011, p. 135) explicam que o conceito de autonomia da vontade sempre esteve exclusivamente associado aos interesses comerciais, económicos e patrimoniais. âmbito das relações jurídicas. Praticamente não era permitido o tratamento da autonomia privada em situações subjetivas fora da herança, como as relações de direito de família, tema que será discutido neste trabalho.

A Dignidade da Pessoa Humana X Resolução n° 2013/2013 do

Ao editar esta norma, o Conselho Federal de Medicina ultrapassa os limites do seu poder disciplinar normativo e ético, pois, ao impedir que mulheres com mais de 50 anos sejam privadas de técnicas de reprodução assistida, não só é contrária ao direito à dignidade da mulher . pessoa humana e, além disso, criaram um padrão que cabia ao poder exclusivo do Estado estabelecer. Estudo apresentado nos Estados Unidos mostra que metade das pacientes que aguardam doação de óvulos tem mais de 50 anos. Lilian Seldin, 53 anos, também se beneficiou da técnica de fertilização in vitro aos 53 anos, confessando: “É ruim você proibir uma mulher de realizar um sonho”.

A resolução já contém em seu corpo o fator essencial de que a RA pode ocorrer desde que haja probabilidade efetiva de sucesso e não haja risco grave à saúde do paciente ou de possíveis descendentes, caso já tenha sido feito o suficiente. A segunda parte é completamente desnecessária e contrária ao princípio da dignidade humana, que limita a idade máxima das candidatas à gravidez com AR aos 50 anos. Porém, esse raciocínio não era plausível, não foram apresentados dados estatísticos de que seria um risco generalizado, outro fator é que se houver possibilidade, mesmo que seja mínima, e não envolva grandes riscos à saúde da mulher ou a criança, não há necessidade de falar em proibições, pois elas escolheriam a opção pelas mulheres simplesmente por terem mais de 50 anos.

DO LIVRE PLANEJAMENTO FAMILIAR

O referido artigo orienta o planejamento familiar gratuito como decisão livre do casal e proíbe qualquer tipo de restrição ou imposição por parte de instituições privadas ou mesmo públicas. Com base nos princípios da dignidade humana e da paternidade responsável, o planeamento familiar é uma decisão livre do casal, cabendo ao Estado a disponibilização de recursos educativos e científicos para o exercício deste direito, o que exclui qualquer forma de coação por parte de agentes oficiais ou privado proibido. instituições. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por planejamento familiar o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garantam direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal.

Não será tolerada a interferência de terceiros – tanto particulares como do Estado – na determinação ou imposição do modo de vida, das actividades, do tipo de trabalho e da cultura que a família decidiu adoptar. 1565: “O planejamento familiar é decisão livre do casal, cabendo ao Estado fornecer recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedada qualquer forma de coação por parte de instituições privadas ou públicas”. Considerando o conceito de planejamento familiar, fica claro que se trata de proteger o direito de constituir família, seja ele qual for.

DO DIREITO À SAÚDE REPRODUTIVA

O direito à saúde reprodutiva e o livre planejamento familiar frente ao

O princípio em questão está certamente diretamente ligado ao princípio da autonomia privada da família. É claro então que no que diz respeito à autonomia familiar privada, a família é livre para se estabelecer e nenhuma entidade privada ou mesmo o Estado pode interferir nela. Quando o CFM propõe regulamentar o limite de idade para as mulheres realizarem tratamento reprodutivo assistido, interfere diretamente na autonomia privada familiar, vedada pelo art.

O princípio da dignidade humana tornou-se restritivo em todas as relações jurídicas, incluindo o direito da família como “autonomia familiar privada”, protegendo instituições como o planeamento familiar gratuito e o direito à saúde reprodutiva. É evidente que a CMF, ao proibir a AR em mulheres com mais de 50 anos, viola o respeito pela dignidade da pessoa humana, que se consubstancia na autonomia da família privada, autonomia esta protegida por princípios constitucionais que limitam as relações familiares. . Estas questões dizem respeito à autonomia da família privada; é a pessoa quem deve decidir o que considera melhor para sua vida.

A autonomia familiar privada protege as relações interpessoais de uma pessoa dentro dos limites da constituição e intervém sempre que os seus fundamentos violam o Estado democrático de direito e a família como núcleo da sociedade. O mínimo do direito da família: a possibilidade de aplicação e o alcance da autonomia privada no direito da família.

Referências

Documentos relacionados

Assim sendo, o juiz de direito Rodrigues 2013 expõe que a Lei Maria da Penha não determina precisamente a idade do agressor, logo, um adolescente pode ser o sujeito ativo da violência