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FEDERALISMO FISCAL

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Academic year: 2023

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M672f Federalismo fiscal: transferências voluntárias do Estado de Minas Gerais para seus municípios / Caroliny Aparecida Silva de Miranda – Belo Horizonte, 2015. IDENE – Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.

A história do federalismo brasileiro

Entre estas variáveis, este trabalho dará maior relevância às questões de distribuição de competências e distribuição de recursos fiscais e fiscais. As transferências de recursos tentaram reduzir os desequilíbrios verticais2, mas consistiram em dividir o valor total a ser transferido pelo número total de municípios, que, portanto, não continha nenhum mecanismo.

O federalismo brasileiro na atualidade

No que diz respeito aos impostos, nota-se que a Constituição de 1988 previu a possibilidade de tributação nos três níveis de governo. Somente a Constituição de 1988 aumentou os recursos estaduais e municipais e reduziu os recursos da União.

As transferências voluntárias

Os municípios recebem recursos provenientes de transferências voluntárias dos estados e da União; O ente subnacional recebe a maior parte desses recursos. Cerca de 70% das transferências voluntárias da União são destinadas aos municípios (PORTAL BRASIL, 2012) e praticamente todas as transferências voluntárias dos países são destinadas aos municípios.

As transferências voluntárias para os municípios

Vale ressaltar aqui que o Estado não pode ser visto simplesmente como uma mera maximização de interesses pessoais quando utiliza transferências voluntárias para negociar apoio político, mas também deve ser visto como o principal solucionador de problemas no complexo contexto democrático em que o Estado se encontra. em si. Brasil atualmente. Do exposto fica claro que as transferências voluntárias são muito importantes tanto para a entidade adjudicante como para a entidade contratante. Portanto, as transferências voluntárias constituem recursos extras, importantes tanto para o órgão adjudicante, que pode ser objeto de negociação, quanto para o órgão contratante, sendo um recurso adicional para aumentar sua capacidade de execução de políticas públicas, num contexto de rigidez orçamentária.

Com base nesse cenário, o próximo capítulo analisará como ocorrem as realocações voluntárias do estado de Minas Gerais para os municípios mineiros. Antes de analisar as transferências voluntárias do estado de Minas Gerais para seus municípios, é de extrema importância conhecer algo sobre o perfil desses municípios.

Perfil dos municípios mineiros

Produto Interno Bruto (PIB) per capita e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos municípios mineiros por porte. Os municípios mineiros também apresentam diferenças regionais ao considerar outros indicadores como a taxa de analfabetismo, o rendimento médio mensal domiciliar per capita e a proporção de idosos na população total dos municípios. Segundo o Tesouro Nacional (2010), aproximadamente 75% das receitas municipais de Minas Gerais provêm de transferências estaduais e da União.

Outro aspecto, principalmente nos municípios de pequeno porte, estaria relacionado à baixa arrecadação do Imposto Territorial e Imobiliário (IPTU) e do Imposto sobre Serviços (ISS), que possuem características urbanas e também fatores políticos, já que o prefeito está muito próximo da população e pode prejudicar seu mandato com aumento de impostos (REZENDE; LEITE; ARAÚJO, 2008). Entre outras coisas, essas características fazem com que a maioria dos municípios mineiros não gere muitas receitas e seja altamente dependente de recursos estaduais e da União.

Legislação estadual sobre as transferências voluntárias

As transferências voluntárias recebidas pelos municípios mineiros que serão examinadas neste trabalho são aquelas provenientes do governo do estado de Minas Gerais. As diretrizes gerais para esses recursos já foram discutidas no capítulo anterior. Agora será discutida a legislação, os procedimentos, a organização, a distribuição, enfim, grande parte do processo de transferência desses recursos do estado de Minas Gerais para seus municípios. O segundo decreto que regulamenta a celebração de acordos em Minas Gerais é o número 44.424 de 2006, que se refere à criação e utilização do Sistema de Gestão de Acordos, Regulamentos e Contratos no Estado de Minas Gerais (SIGCON-MG), que deve finalidade de monitorar, coordenar e controlar instrumentos jurídicos.

Assim, poderão celebrar acordos com o Estado os municípios que: a) estejam em dia com o pagamento dos impostos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente repassador, bem como com a responsabilidade pelos recursos anteriormente recebidos deles. de Minas Gerais; b) observar as restrições constitucionais relativas à educação e à saúde; Os recursos que os municípios mineiros recebem do estado com base em convênios somente poderão ser utilizados para os fins a que se destinam.

O orçamento mineiro e as emendas parlamentares

Esta seção estabelece que as emendas parlamentares só poderão ser aprovadas se forem compatíveis com o PPAG e a LDO e se resultarem do cancelamento de despesas (excluindo despesas com pessoal, serviço da dívida, transferência constitucional de impostos para o município e relativas a omissões e projetos de lei que não pode ser cancelada). Na maioria dos casos, os deputados indicam mudanças parlamentares para acordos a serem realizados em seus círculos eleitorais, ou seja, nos municípios que os elegeram, para seu apoio no governo com vistas à reeleição (BITTENCOURT, 2012). No entanto, esta proposta foi arquivada em 2014 e ainda não foi trazida de volta para votação em 2015, pelo que o conselho executivo ainda tem total poder discricionário para executar ou não alterações parlamentares.

É neste ponto que as emendas parlamentares tornam-se fundamentais para a formação destas alianças e podem ser vistas como “moeda de troca”. As emendas parlamentares não podem ser simplesmente moeda de troca, devem respeitar determinados critérios de igualdade entre os membros do poder legislativo, sem que se tornem reféns do poder executivo” (VESPÚCIO, 2010, p.33).

Distribuição das transferências voluntárias do Estado de Minas Gerais

Valor total dos convênios pactuados entre o Estado de Minas Gerais e seus municípios, em valores reais – Minas Gerais, 2000-2012. Também é possível analisar as verbas de transferência voluntária firmadas entre o Estado de Minas Gerais e os Municípios mineiros, de acordo com o número de habitantes ali existentes. Valor total pactuado entre o Estado de Minas Gerais e seus municípios por meio de convênios, pelo partido político do prefeito municipal, em valores reais - Minas Gerais, 2000-2002.

Valor total pactuado entre o estado de Minas Gerais e seus municípios por meio de convênios, por partido político do prefeito, em valores reais – Minas Gerais, 2002-2012. 4 COMPONENTES DO PARTIDO POLÍTICO, REDISTRIBUIÇÃO E CONDIÇÕES TÉCNICAS NA DISTRIBUIÇÃO DE TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS PARA SEUS MUNICÍPIOS.

Fatores político-partidários

Desse ponto de vista, é razoável supor que o governador de Minas Gerais possa beneficiar municípios com prefeitos de seu partido ou coligação, com o objetivo de fortalecer sua base partidária em nível local. Analisando variáveis ​​político-partidárias no universo das transferências sindicais voluntárias (TVUs) para todos os municípios brasileiros de 1995 a 2010, Soares (2012) constatou que municípios com prefeitos do mesmo partido do presidente recebem mais recursos. Mesmo neste caso, aplica-se a hipótese de que municípios mais populosos receberão mais transferências voluntárias.

A primeira é que os municípios que dão maior apoio político ao governo, ou seja, os municípios onde o deputado teve mais votos, obtenham mais recursos, pois o governo quer fortalecer a sua base eleitoral. Durante os períodos de eleições estaduais, o governador pode destinar mais recursos aos municípios a fim de obter votos para a reeleição de seu sucessor (SOARES, 2012; ARRETCHE; . RODDEN, 2004).

Fatores redistributivos

Para examinar se o estado atua como redistribuidor quando se trata de transferências voluntárias, diversos estudos (COSTA et al, 2011; SOARES, 2012;. No estudo elaborado por Costa et al. 2011) listaram os estados brasileiros menos desenvolvidos. (Norte, Nordeste e Centro-Oeste), foram os que mais receberam recursos provenientes de transferências voluntárias da União, e por isso deixaram clara a intenção de utilizar essas transferências para reduzir as disparidades sociais e econômicas. Soares (2012) também identificou resultados semelhantes ao analisar a relação entre transferências voluntárias e PIB e FPM.

Ela identificou uma relação positiva entre o valor transferido pelo Governo Federal por meio de transferências voluntárias e do PIB e o valor de TVU recebido pelos municípios, e concluiu que os municípios com maior renda (da atividade econômica) e maior TVU recebem mais recursos. Xavier (2010) também procurou analisar o aspecto redistributivo das transferências voluntárias da União para os Estados e destacou que as entidades que mais se beneficiam desses recursos não são necessariamente aquelas com menor PIB per capita e IDH, portanto não tem sido identificado. no uso de transferências esforços voluntários para reduzir as desigualdades regionais Costa et al (2011) também não encontraram relação em seu estudo entre o valor transferido e o PIB per capita da região.

Fatores técnicos

Hipóteses e Variáveis

H3: Os municípios mineiros que possuem um corpo técnico mais qualificado, com maior capacidade de responder às demandas e demandas do governo mineiro, podem obter mais recursos com transferências voluntárias. Essa capacidade técnica do município pode ser mensurada pela receita própria que recebe, uma vez que esta receita independe de transferências e demais esferas federais, ou seja, reporta com precisão a capacidade financeira dos municípios. No que diz respeito às hipóteses, é importante destacar que pode ser questionável relacionar rendimentos próprios com capacidade técnica, uma vez que a medição objetiva da capacidade técnica com dados observáveis ​​não é fácil de implementar; Além disso, e mais seriamente, é impossível separar o efeito do PIB per capita mais baixo no estado redistributivo do efeito do PIB per capita mais elevado no estado técnico.

Estas considerações implicam que um coeficiente positivo estatisticamente significativo para a variável PIB per capita não pode ser tomado como evidência de que a hipótese do efeito distributivo deve ser rejeitada, ao mesmo tempo que reforça a falta de uma relação estatisticamente significativa entre o rendimento e as transferências voluntárias. . como prova de que a hipótese do efeito técnico não pode ser rejeitada.

Especificação do modelo para análise quantitativa

A Dummie25 foi construída utilizando os seguintes valores: “um” para comprovar a situação e “zero” para negá-la. Por exemplo, em relação à dummy para saber se a coligação do prefeito é a mesma do governador, foi atribuído “um” aos municípios que tinham prefeito da coligação do governador e “zero” aos que não tinham. Um modelo de regressão de dados em painel é caracterizado por combinar diferentes observações ao longo do tempo, que contém duas dimensões: uma temporal e outra espacial.

Um modelo de efeitos aleatórios considera efeitos específicos e individuais com outras variáveis ​​sob a suposição de que não há correlação entre elas. Conclui-se, portanto, que o método de efeitos aleatórios é o mais adequado para o estudo em questão, pelo que este método foi adotado por representar um estimador mais consistente e eficiente.

Resultados

As variáveis ​​relativas aos anos de eleições estaduais e municipais também explicam o valor transferido do estado de Minas Gerais para seus municípios, apresentando um “p-valor” inferior a 1%. Embora existam mecanismos legais para impedir o governador de comprometer recursos em anos eleitorais, por exemplo a LRF, esses períodos impactam positivamente nas transferências voluntárias do estado de Minas Gerais para seus municípios. No estudo de Arretche e Rodden (2004), o coeficiente encontrado foi de 0,194, valor superior ao encontrado neste estudo, o que significa que de acordo com o trabalho que realizam, o percentual de votos para governador afeta mais as transferências voluntárias. da União aos Estados e do Estado de Minas Gerais aos seus municípios.

Xavier (2010) e Soares (2012), ao analisarem a relação entre as transferências voluntárias da União para estados e municípios respectivamente, identificaram uma correlação positiva entre a receita tributária por população e o montante transferido. Portanto, pode-se concluir que as transferências voluntárias do estado de Minas Gerais para seus municípios visam tanto reduzir as desigualdades sociais quanto negociar apoios políticos, além de serem dependentes da capacidade técnica das prefeituras. As decisões sobre a destinação de transferências voluntárias da União aos estados e municípios brasileiros correspondem em parte às decisões do governo do estado de Minas Gerais.

Federalismo fiscal e estado distributivo: o impacto do aspecto distributivo-social nas transferências voluntárias da união para os estados brasileiros.

Referências

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O Gráfico 2 diz respeito a quantidade total de relatórios divididas em relatórios com gráficos de resultados e relatórios sem gráficos de resultado, essa estatística