• Nenhum resultado encontrado

Fernando Michels Barbosa - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "Fernando Michels Barbosa - Univali"

Copied!
76
0
0

Texto

Dessa discussão surgiu o interesse pelo tema “pena de morte: um fracasso criminal”. A pena de morte ainda hoje provoca muito debate, especialmente no que diz respeito à sua legitimidade.

  • HISTÓRICOS DAS PENAS
  • PUNIÇÃO – JUSTA MEDIDA
  • TIPO DE PENA APLICADA NO BRASIL
  • SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL

O mesmo se pode dizer da Grã-Bretanha e da abolição da pena de morte por enforcamento. Algumas estatísticas têm demonstrado ao longo do tempo a ineficácia da aplicação da pena de morte na prevenção de crimes.

CIÊNCIA DA CRIMINOLOGIA

A conjugação de uma série de acontecimentos criou as condições adequadas para o surgimento desta ciência, que não pode deixar de estar ligada ao desenvolvimento do próprio sistema capitalista e considerada como expressão da ideologia do momento histórico em que surge. Em resumo, o mais importante era o método científico que a ciência "positiva" proclamava e que, "ao trabalhar sobre factos objectivos e determinados, ligados por relações rígidas de causa e efeito, e por 'leis' gerais, uniformes e imutáveis ​​acima, produz ... de toda dúvida ou modificação voluntária, foi a chave mestra do universo e o século 19 o seu mestre. A origem da criminologia como "ciência" não foi apenas um produto do desenvolvimento do pensamento da época, mesmo que esse desenvolvimento foi 'um reflexo daquela época.

Nenhuma ciência nasce espontaneamente; toda inovação teórica é manifestação de uma mudança necessária já implementada na prática social e vice-versa. Caso contrário, não entenderíamos por que toda uma série de descobertas científicas - inclusive no campo das ciências naturais - foram negligenciadas ao longo da história quando não apareceram no momento certo. Naquela época, viu-se que a ciência da criminologia surgiu do todo, surgiu com a evolução do homem, bem como com a evolução do mundo, porque a ciência é vista como tudo o que o homem desenvolve contra a sociedade, seja de forma construtiva ou de forma destrutiva. .

Portanto, percebeu-se que a criminologia quer esclarecer fatores importantes, como a relação do homem na sociedade e principalmente os fatores que levam os homens a cometerem crimes nesta mesma sociedade.

ESCOLAS PENAIS

  • ESCOLA CLÁSSICA
  • ESCOLA POSITIVA
  • ESCOLA TECNICISTA OU DOGMATISTA DO DIREITO PENAL
  • ESCOLA DA POLÍTICA CRIMINAL
  • ESCOLA DA DEFESA SOCIAL

O Direito Penal Liberal e a promessa de segurança jurídica, cujos princípios fundamentais proclamou o programa penal iluminista e cuja codificação foi responsável pela positivação, recebem uma primeira descodificação jurídica sistemática no quadro deste Direito Penal do facto, apesar de ter sido considerado concluído e final. E ao esgotar sua missão de anatomia jurídica do crime, Carrara recomendou que os novos alunos se dedicassem ao estudo do processo penal, uma vez que o campo do Direito Penal já estava esgotado. Primeiramente, é importante atentar para a diferença entre Direito Penal e Criminologia, uma vez que o Direito Penal constitui um conjunto de normas jurídicas, enquanto a Criminologia é uma ciência.74.

O direito penal quer ser a ordem social, a paz, a tranquilidade ou a segurança através do castigo-castigo, do castigo-vingança, pagando um mal por outro mal, punindo a violência com a violência, atacando apenas os efeitos, apenas isso, destes isto é, este objetivo irá nunca será alcançado porque estas medidas foram implementadas desde o início das civilizações mundiais e nunca conseguiram conter o crime ou conter a impulsividade em relação ao crime. O Direito Penal não quer saber quais os fatores que levam os criminosos a cometer crimes, tem no seu contexto a tipologia dos factos e. 73 LOMBROSO, César, apud FARIAS JÚNIOR, João quando alguém viola algum desses tipos de fatos, cabe ao Estado punir quem violou determinado ato.

É precisamente por isso que o direito penal não prima pelo conhecimento dos factores criminogénicos, mas baseia-se no livre arbítrio e no dogmatismo criminal.78.

TEORIA DO HOMEM CRIMINOSO

Percebe-se que esta escola está mais preocupada com a defesa social do que com a punição individual do criminoso, pois está cada vez mais preocupada com a reabilitação deste criminoso no meio social. A imagem que se professa do criminoso, e com que tipo de criminoso ele tem que lidar na criminologia, quatro respostas constituem seus paradigmas, sendo a clássica, a positivista, a correcionalista e a marxista.84. Vários autores reconhecem que os factores económicos são extremamente importantes na vida social e que muitas sociedades modernas são construídas em torno de uma ideologia económica substancial e, portanto, acreditam que a explicação do comportamento criminoso deve ser examinada no fracasso da sociedade em prover a todos os membros. bens adequados.

Está implícito que se a “pobreza” for eliminada, poderá começar um longo período sem quaisquer distúrbios, incluindo o próprio crime. Uma conclusão importante é, portanto, que o crime é o resultado de uma soma de fatores, portanto é uma estrutura complexa e não o produto de uma causa única. A conclusão a que se chega é que a pobreza não é causa de criminalidade, porque se fosse, todos os pobres cometeriam crimes, o que felizmente não acontece.

Desta forma ficou demonstrado que a teoria do homem criminoso não é pacífica porque, como verificado, fica claro que o homem vai cometer um crime por algum motivo, seja em decorrência da pobreza ou em decorrência da soma de vários fatores que o cercam. .

MOVIMENTOS DA POLITICA CRIMINAL

  • MOVIMENTO LEI E ORDEM
  • MOVIMENTO DA NOVA DEFESA SOCIAL
  • MOVIMENTO DA POLITICA CRIMINAL ALTERNATIVA

Sob o domínio de tais ideias, entende-se que a pena de morte é aceita como punição legítima para o homicídio. A constituição federal de 1988 não proíbe apenas a lei de introduzir a pena de morte por direito próprio. Na Alemanha, a pena de morte foi aplicada para crimes cometidos como espionagem, traição e até homicídio.

Nos últimos 30 anos, dezenas de investigadores analisaram essas estatísticas para tentar descobrir se a pena de morte reduz a criminalidade. Ao descrever o número de países que mantêm a aplicação da pena de morte no seu ordenamento jurídico, é necessário demonstrar porque é que a pena de morte foi abolida. O efeito dissuasor da pena de morte é bastante eficaz contra aqueles que aspiram ao crime e representa um elemento dissuasor extremamente saudável e insubstituível para muitos deles.

Outra consideração contra a necessidade da pena de morte é que condenar o criminoso à prisão está mais de acordo com o interesse social.

HISTÓRICO DA PENA DE MORTE

Antes de traçar a evolução da pena de morte, é importante notar que a pena de morte é o homicídio mais premeditado, onde o Estado, através da sua supremacia, tira a vida de alguém que por algum motivo cometeu um crime grave, no qual sociedade considerada intolerável. A pena de morte é debatida há muito tempo, pois surge a questão se a sua inclusão no ordenamento jurídico brasileiro reduziria ou não a criminalidade em todo o território. Viu-se que a pena capital teve influência no direito penal na antiguidade e que três princípios essenciais podem ser encontrados em parte na história dos povos germânicos.

Esta teoria da pena de morte convém a pessoas que ainda são demasiado rudes para respeitar o homem como ser moral. Com o desenvolvimento da liberdade política, a história romana apoia o esforço histórico para mostrar as reações das ideias da pena capital a todas as pessoas. Vimos também um homem que veio com o progresso da ciência, desfrutou e conheceu o preço da liberdade e respeitou o ser moral do homem, quando ele, um ser mortal, pôs fim a um dos piores ataques à sua liberdade, nomeadamente a pena de morte102 . .

Contudo, conforme descrito acima, entre 1978 e 1983 houve um período importante na história do Brasil, um período em que a pena de morte foi abolida e substituída pela prisão.

LEGITIMIDADE DA PENA DE MORTE NO BRASIL

MEIOS DE EXECUÇÕES DA PENA DE MORTE

Nos EUA, existem vários métodos de aplicação da pena de morte, como o enforcamento, a câmara de gás, a electrocussão, o tiroteio e a injecção letal mais comummente utilizada.109. Em relação ao uso de injeções letais nos EUA como meio de execução, vale ressaltar que tem havido fortes embates contra esse meio de execução, pois a questão é que a Oitava Emenda da Constituição dos EUA proíbe qualquer forma de crueldade ou proíbe punição desumana. , e uma vez que o método de injeção letal envolve um coquetel de drogas que causam dor e sofrimento significativos, a questão é se esses meios de execução não violariam a Oitava Emenda dos EUA.110. Estas disputas ainda não foram resolvidas porque cabe ao Supremo Tribunal dos EUA determinar se a injeção letal é constitucional ou não.

A PENA DE MORTE E ALGUMAS ESTATÍSTICAS

Na cidade americana a pena de morte foi abolida, enquanto no Canadá ela não só permanece como ainda é aplicada com rigor. No entanto, os americanos normalmente vivem com a pena de morte e a prisão perpétua, que são codificadas por lei na maioria dos estados membros da Federação. O melhor exemplo está aqui no Brasil, onde, para nossa vergonha, a pena de morte existe e é amplamente praticada.

Nada mais natural, pois o nível de criminalidade, como em todo o lado, nada tem a ver com a existência ou inexistência de qualquer tipo de pena capital. Trinta e seis estados nos Estados Unidos, na Guatemala, na maior parte das Caraíbas, na Ásia e em África ainda mantêm a pena de morte para crimes comuns. Na América do Sul, vários países, como o Brasil, ainda mantêm a pena de morte para alguns crimes, mas estão completamente excluídos dela.

A partir dos séculos XVII e XVIII, a pena de morte deixou de ser imposta para crimes religiosos, como acontecia.

PONTOS CONTROVERSOS DA PENA DE MORTE

Mittermaier132 em pesquisa realizada em sua obra “A PENA DE MORTE” discorda do pensamento do ex-deputado Amaral Netto, onde descreve alguns pontos contrários a esta pena de morte. Ingleses experientes também querem que a pena de morte seja substituída pela prisão perpétua, que é mais eficaz na prevenção de crimes134. É importante saber se a pena de morte tem o poder de intimidar e se a sua supressão não expõe a sociedade a grandes danos.

A pena de morte não foi legitimada em favor da teoria contrária ao cristianismo, e baseada na ideia da ira divina a ser apaziguada. Levando em consideração tudo o que foi discutido, viu-se que a pena de morte é uma forma ultrapassada de combate ao crime, tornando esta pena um impedimento criminal para toda a sociedade. Esta monografia teve como objetivo demonstrar o desenvolvimento da pena de morte no Brasil, bem como buscar relatar a história das penas, bem como os aspectos criminológicos do indivíduo e a criminologia como ciência.

Resta claro que a pena de morte, além de não ser objecto de Emenda, onde é aplicada, não reduz a criminalidade.

Referências

Documentos relacionados

“remédio” da pena ainda não foi ministrado, como dizer que ele não produziu o efeito esperado? Dizer que o condenado voltou à prática criminosa, em razão