O ENSINO SUPERIOR JURÍDICO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PARADIGMA PÓS-MODERNIDADE E A SITUAÇÃO ATUAL DO CURSO DE DIREITO DA UNIVALI COM BASE NO RELATÓRIO JACQUES DELORS. Esta pesquisa trata da análise da estrutura do Ensino Jurídico em perspectiva, da interpretação do Paradigma Pós-Modernidade e da apresentação de uma matriz teórica denominada Relatório Jacques Delors, documento elaborado pela UNESCO para fornecer diretrizes sobre os contornos da educação do século XXI. O ensino jurídico sofre tais consequências, e o que pretendemos verificar é a conformidade do conteúdo do relatório Jacques Delors com a perspectiva local do curso de Direito da Univali.
Esta pesquisa monográfica tem como objetivo principal investigar a suposta crise no ensino do Direito, com base nos argumentos propostos pelo paradigma da pós-modernidade, a fim de harmonizar os critérios de ensino estabelecidos pelo relatório Jacques Delors - foi trazido o relatório da UNESCO para temas de educação , verificar. para o século XXI – e o Projeto Pedagógico do curso de Direito. Tais hipóteses serão testadas considerando o Plano Pedagógico do curso de Direito da Univali para verificar sua efetiva correspondência.
O paradigma Moderno e o impacto das ciências
O Paradigma na Pós Modernidade e o contexto atual da ciência jurídica
Este movimento defende o seu ponto de partida na reformulação de certas formas de pensamento, mas também na própria ciência, uma vez que se questiona a sua eficiência e papel prático na vida das pessoas como um todo. É o batismo do contexto sócio-histórico específico, que se baseia em reflexões críticas sobre o esgotamento dos paradigmas estabelecidos e construídos pela modernidade ocidental. Por um lado, o potencial de tradução tecnológica do conhecimento acumulado faz-nos acreditar no limiar de uma sociedade comunicativa e interativa, liberta das necessidades e inseguranças que ainda hoje determinam a vida de muitos de nós.
É verdade também que, tal como noutros ramos do conhecimento, a ciência jurídica não pode escapar a esta ruptura e esgotamento epistemológico, pelo que é através da investigação do impacto de tal crise no ramo jurídico que será o rumo fundamental da investigação. está estabelecido. Como ensina Zygmunt Baum, “a crise da pós-modernidade atinge todos os seres vivos desta Terra, uma vez que a sua condição depende exclusivamente do funcionamento da vida comunitária em relação a toda a forma de pensamento que orienta a nossa civilização” e que nada mais do que esta, é não nos incluiríamos mais (BAUMAN, 2006, p. 39) E a questão básica da análise desta suposta crise da ciência jurídica permeia toda tentativa de narrar objetivamente os fatos; pelo contrário, para discutir um tema tão amplo e sensível, é preciso primeiro compreender o quadro filosófico que orienta o direito atual. Não há necessidade de fazer grandes diferenças entre os direitos dos Estados, se tivermos em conta que a orientação básica provém de uma interpretação liberal dos direitos das pessoas combinada com uma orientação política baseada na formação do Estado como emissor de tais normas. .
Baseia-se, portanto, na premissa de que a experiência de um Estado de Direito, que transita por uma imensa multidão de textos normativos, ações burocráticas, ferramentas caras, mas que, ao mesmo tempo em que vivencia a crise que o aflige, não consegue parar crimes banais ou mesmo dar cumprimento a normas de reconhecida importância social. O que vemos aqui é a perda da função principal do Direito, que é garantir a boa regulação da vida em sociedade. É possível identificar aqui um traço característico com os comentários feitos sobre outros ramos do conhecimento humano, vistos na Medicina, como, por exemplo, a medicina.
É evidente que a legalidade deixa de ser o princípio da eficácia de um Estado de direito democrático e passa a ser uma medida de contenção ideológica das fragilidades formais do sistema jurídico, ao mesmo tempo que não interfere de facto na realidade histórica e concreta em que se enquadra a sua situação social. situação se desenrola. os agentes são inseridos, construindo apenas o que é visto como justificativa para a existência do sistema. E podemos dizer que o direito é de certa forma, como norma, um instrumento de mediação de decisões políticas, aparece também como instância simbólica, como um dos elementos que tentam ser liberados dentro de uma sociedade plural e complexa. e ocultar as diferenças existentes. Em maior ou menor grau, a crise que o direito enfrenta não está longe da crise que enfrenta a medicina ou a ciência em geral; lembrando as palavras de Zygmunt Bauman, “não há homem na Terra que não sofra com os problemas da actual crise geral”, por ex.
Do Relatório ao ensino jurídico
Portanto, de acordo com a recomendação da UNESCO, juntamente com a previsão de legislação nacional destinada a padronizar questões de educação, incluindo o ensino superior, a ideia principal é “incentivar a criação cultural do pensamento reflexivo e da liberdade de aprendizagem, a difusão do pensamento, da cultura , arte e conhecimento”, e ambos estão unidos por basearem suas diretrizes no mesmo raciocínio. No estado atual desta suposta crise, é importante notar que as estruturas que compõem o contexto do ensino superior jurídico devem incluir a matriz curricular dos sujeitos do direito, afinal, por meio deles se transmite o aprendizado e por meio deste a conexão entre o conhecimento bruto e a aplicabilidade do direito na vida concreta. a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, responsável por estabelecer as diretrizes e fundamentos da educação nacional e regulamentar questões relacionadas à estrutura do ensino superior no Brasil, que também é considerada um marco que estabeleceu novas políticas para melhorar o ensino superior no Brasil.
A interdisciplinaridade é um tema muito discutido e a professora Heloísa Lück ensina sobre sua importância neste contexto de ensino: SANTIAGO DANTAS, 2001, p. 15) Através do ensino jurídico, a sociedade garante a preservação dos valores éticos alcançados e garante a regulação da vida social, e sendo o ensino do direito parte essencial do próprio direito, é importante analisar o ensino da transferência de conhecimento, afinal, a Lei de que estamos falando pode ser explicada por diferentes ensinamentos. A estrutura do ensino jurídico inclui todos os componentes que fazem parte da didática do ensino jurídico, mas outra característica desta estrutura é igualmente importante, que está relacionada com a preocupação com a constituição do corpo discente e do próprio corpo docente, como o entidades responsáveis pela transferência deste conhecimento aos estudantes.
Basta ter o diploma de bacharel nesta disciplina, o que, somado ao fato de o ensino ser de natureza retórica, generalista e humanística e pouco profissionalizante e de as faculdades trabalharem com uma demanda estudantil pouco exigente, todo bacharel é potencialmente . um professor de direito. É importante que os professores profissionais da disciplina de Direito se concentrem na integração das disciplinas curriculares e que o professor desenvolva as suas atividades observando e conhecendo o que os outros colegas fazem na Instituição de Ensino. Igualmente importante, o sujeito que ocupa o espaço da metodologia de ensino do Direito junto ao corpo pedagógico é o próprio aluno, destinatário do conhecimento transmitido e objeto principal da relação que inclui o ensino jurídico.
Partindo da premissa de que existe uma crise potencial no sistema jurídico e que esta crise é resultado de uma crise no próprio sistema jurídico e reflete a realidade do capitalismo, é necessário ampliar as suas implicações. Também no campo do ensino deste direito pode haver desordem, visto que este é o berço de toda a estrutura da esfera jurídica, tal fenômeno certamente não pode ser inofensivo. O ponto a partir do qual, na minha opinião, devemos começar neste exame da doutrina que praticamos hoje é a definição da finalidade do próprio ensino jurídico. Quem percorre os currículos de nossas escolas, e principalmente quem ouve as aulas ali ministradas, vê que o objetivo atual do ensino jurídico é proporcionar aos alunos um conhecimento descritivo e sistemático das instituições e normas jurídicas.
Breve histórico do surgimento do Projeto Pedagógico e suas características atuais no
Se perspectivarmos os quatro pilares da educação propostos pelo Relatório Jacques Delors (aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a viver juntos) o que se verifica é uma certa correspondência com princípios de tal em conformidade com as normas . Contudo, como o que aqui se discute tem a ver com o ensino superior na área do direito especificamente, o que se exige é a conformidade desta disciplina com a lei específica que rege este universo. O artigo 2º da Resolução 9/2004 traz todos os componentes necessários para viabilizar o Projeto Pedagógico como motor propulsor do ensino do Direito.
Ele conterá todos os detalhes do desenho do curso, o que você pretende fazer com o ensino e o objetivo de todo esse processo. E de fato a realidade não é diferente: O Projeto Pedagógico do curso de Direito da Univali é um documento denso que traz todos os detalhes sobre todos os assuntos relativos ao curso e ao ensino de Direito. O que se percebe numa primeira análise é que a diretriz central da metodologia de ensino jurídico da Univali corresponde àquela prevista na LDB, na Constituição Federal e, de certa forma, nos quatro pilares da educação propostos no Relatório Jacques Delors.
Esta análise específica será realizada com mais atenção a seguir, pois o objetivo é dar continuidade à apresentação da estrutura curricular do curso de Direito da Univali, pois através dela ocorrerá a aplicação efetiva de tal metodologia. O que se percebe é que a definição do método de ensino de tais eixos é explicativa com o elenco das disciplinas ministradas e sua função no ensino do Direito. Caso contrário, é necessário não apenas relacionar-se com a realidade teórica, subjetiva e hipotética, mas também vivenciá-la na prática e no campo dos fatos, para que o Projeto Pedagógico do curso de Direito da Univali seja o instrumento utilizado para a aplicabilidade de tal hipóteses.
Em qualquer caso, para atingir a realidade hipotética que procuramos no projecto pedagógico da disciplina, é necessário definir com muito rigor o método de ensino, que reflecte os sentimentos dos autores de tal documento, caso contrário não há risco de se desviar da missão planeada. .para atingir objetivos secundários. Isto é um sofisma porque não é um raciocínio completamente válido, dado que o problema inicial, nomeadamente a existência de uma crise no ensino do direito, pode ser verificado do ponto de vista de uma hipótese que se confirma no direito, mas não na prática. A hipótese proposta para solucionar o problema poderia ser comprovada verificando-se que o projeto pedagógico do curso de Direito da Univali não condiz com os quatro pilares da educação propostos pelo relatório de Jacques Delors, e também não há orientação ao testar a segunda hipótese.
Quanto às variáveis enfrentadas, a que concluiu de forma mais oblíqua a sua limitação foi a que se refere ao paradigma jurídico. Porque se a tese que se constitui tem a ver com o desrespeito às normas, então não seria importante lembrar que o Plano Pedagógico do curso de Direito da Univali respeita positivamente todas as normas cabíveis.
A tabela de correspondência dos quatro pilares com a realidade do Projeto