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fm a política distributiva da coalizão bh

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Academic year: 2023

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Meus resultados mostram que os municípios buscam e recebem mais recursos dos ministérios liderados pelos partidos de seus prefeitos e, em troca, estes mobilizam votos para seus partidos nas eleições gerais. 68 Tabela 4 – Favoritismo regional e alinhamento partidário em dois estados fictícios 80 Tabela 5 – Efeito do favoritismo regional nas transferências ministeriais.

Gráfico 1 – Modelo causal relacionando ocupação partidária de ministérios e viés alocativo
Gráfico 1 – Modelo causal relacionando ocupação partidária de ministérios e viés alocativo

Um tour pelo Ministério das Cidades

Este foi apenas o início de uma série de reportagens sobre o papel de Negromonte no repasse de verbas a governos liderados pelo próprio partido. 7 Disponível em: Cidades-base aliadas lideram transferências pré-campanha, O Estado de São Paulo.

Duas formas de distribuir recursos

Ao delegar a seus ministros a decisão sobre onde alocar recursos, a política distributiva do executivo passa a ser compartilhada entre os parceiros do governo. Nesse sentido, a política de coalizão distributiva ajuda a explicar o que está no horizonte dos partidos quando fazem parte de coalizões.

Por que estudar como coalizões distribuem recursos?

Finalmente, deve-se esperar também que, se os partidos alocarem recursos estrategicamente para vencer as eleições, a política de distribuição da coalizão renderá votos. Ao longo desta tese, ofereço evidências que apóiam essas e outras implicações de meu argumento, sugerindo que o status do governo é importante para a compreensão da política distributiva no Brasil.

Variedades de política não-programática

O tipo de política distributiva que examino envolve, assim, práticas não programáticas (regidas por critérios nem sempre claros, sobretudo pela ingerência política) dirigidas a regiões (e não a indivíduos ou grupos, como o patronato e o clientelismo), cuja carga é repartida entre os contribuintes.16. Além disso, a definição que utilizo distingue a política distributiva de outras práticas semelhantes, como clientelismo e clientelismo, em que os benefícios são distribuídos a indivíduos ou grupos com base em cotas17.

Efeitos e suas causas

Em contextos onde os partidos carecem de identidades e perfis ideológicos distintos, como no Brasil, esse tipo de recurso ajuda os partidos a ganhar apoio eleitoral, algo que documento nesta tese. Embora essa seja uma limitação, especialmente quando não é possível realizar experimentos controlados, a variação exógena pode ser explorada para superar esse problema – o tipo de variação que afeta X, mas que, por qualquer motivo, não afeta Y.

Percurso

No primeiro capítulo, mostro que a visão unilateral da política distributiva não explica como o governo central brasileiro favorece os governos subnacionais filiados a partidos. A política de alocação de recursos do executivo nacional seria, portanto, a cabeça da política de distribuição do governo.

Uma teoria distributiva

As duas suposições formam a base para entender como ocorrem os vieses partidários na alocação de recursos. Pelas prerrogativas que concentram, ocupar ministérios também permite que os partidos influenciem a alocação de recursos (Ames, 2002; Indridason, 2005; Martin, 2016).

Figura 1 – Modelo causal relacionando ocupação partidária de ministérios e viés aloca- aloca-tivo
Figura 1 – Modelo causal relacionando ocupação partidária de ministérios e viés aloca- aloca-tivo

Desenho de pesquisa

Dessa forma, seguindo o exemplo anterior do estado de Roraima, são consideradas apenas as diferenças de assentamento dentro de um mesmo município, mantendo características fixas no nível municipal que mudam ao longo do tempo – como a tendência do governo nacional de transferir mais recursos para um determinado município de vários ministérios ao mesmo tempo. Tudo isso sugere que os efeitos do alinhamento ministerial, que relato a seguir, podem ser generalizados para quase todos os municípios brasileiros e, em comparação com outras partes, avançam nos 20 anos após a redemocratização.

Gráfico 2 – Exemplo da estratégia de identificação: Roraima entre 2010 e 2011
Gráfico 2 – Exemplo da estratégia de identificação: Roraima entre 2010 e 2011

O efeito do alinhamento ministerial

Com base nessas constatações, é de se esperar que haja variação no efeito da coordenação entre os ministérios. Feitas essas ressalvas, não é possível afirmar que um ou outro ministério produz sozinho o efeito de coordenação ministerial. Em terceiro lugar, examinei o efeito da coordenação sobre (1) o valor bruto cobrado pelos ministérios aos municípios; (2) uma dummy indicando se houve pass-through (particularmente útil devido à presença de zeros na variável dependente original); (3) o total bruto transferido em logaritmo (mais um); e (4), o total transferido per capita em logaritmo (mais um).

Tabela 2 – Efeito do alinhamento ministerial sobre as transferências recebidas pelos municípios: Robustez
Tabela 2 – Efeito do alinhamento ministerial sobre as transferências recebidas pelos municípios: Robustez

Distinguindo entre preferências do eleitorado e alinhamento

Ao usar apenas observações que perderam ou ganharam eleições por margens mínimas, a regressão descontínua identifica um efeito causal médio local que não pode ser extrapolado para observações com maior ou menor margem de votos. Nota – Os painéis esquerdos mostram o salto nas variáveis ​​dependentes na interceptação; o eixo X é a diferença de percentual de votos entre candidatos a prefeito do PT (valores positivos indicam que este prefeito foi eleito) e candidatos de outros partidos; as curvas foram estimadas com polinômios de ordem 2 em ambos os lados do intercepto; os pontos são a média das observações de X em intervalos de 1,25% da margem de votação. Para investigar a plausibilidade dessa violação, aplico testes que servem para examinar a hipótese alternativa de que a densidade da diferença de votos é diferente em torno do corte (Cattaneo et al., 2016a; McCrary, 2008).

Gráfico 11 – Efeito de eleger prefeitos do PT sobre as transferências recebidas de minis- minis-térios alinhados e não-alinhados, 2003-2014
Gráfico 11 – Efeito de eleger prefeitos do PT sobre as transferências recebidas de minis- minis-térios alinhados e não-alinhados, 2003-2014

Mecanismos de distribuição

Com isso, é possível investigar se, mesmo com o auxílio de outra fonte de dados medidos em outra etapa da execução orçamentária dos ministérios, o efeito alinhamento permanece. Na segunda linha da aba Mecanismo 2, um modelo DDD com o valor prometido das modificações como variável dependente mostra que, neste caso, o efeito do alinhamento é significativo. Subtraindo-se os valores empenhados pelas modificações do total empenhado, percebe-se que o primeiro não explica todo o efeito do alinhamento.

Tabela 3 – Efeito do alinhamento ministerial: mecanismos
Tabela 3 – Efeito do alinhamento ministerial: mecanismos

Conclusão

Estabeleço empiricamente o impacto do favoritismo regional na alocação de recursos ministeriais, investigando variações externas aos municípios na nomeação de ministros. Usando essa estratégia e uma série de 20 anos de transferências discricionárias feitas por 17 pastas para prefeituras no Brasil, mostro que o efeito do favoritismo regional é, em média, positivo. Voltando ao final, minhas descobertas contribuem para a literatura ao mostrar que os ministros são apenas marginalmente simpáticos a seus países – e, justamente por isso, destacam a importância dos partidos na política distributiva do governo central no Brasil.

Ministérios, regionalismo e pork

Por essa razão, parte da literatura profissional acredita que o favoritismo, cuja principal expressão é a prática da política de porcos, seria uma estratégia pessoal (Cain et al. Além disso, embora haja evidências de que em suas vitórias os deputados destinariam mais emendas a municípios mais importantes (Firpo et al., 2015), estes geralmente são liderados por seus correligionários (Baião et al., 2017; Barone, 2). atores na América Latina (Haller berg et al., 2009), os ministros brasileiros gerenciam a execução financeira e orçamentária de seus ministérios, além de fazer lobby por mais recursos diretamente de presidentes e ministros da Fazenda e do Planejamento (Alston et al., 2005).

Desenho de pesquisa

Se o efeito do favoritismo, que beneficia apenas os municípios de um único país, é mais importante do que o efeito da filiação partidária, acredito que os partidos enfrentam perdas de agência ao delegar poderes a seus ministros. Essas informações foram obtidas de trabalhos anteriores (Meireles, 2016) e de casos omissos do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. A estimativa do efeito de inclusão remove diferenças dentro de um mesmo município ano a ano em relação a cada um dos 17 ministérios.

O efeito geral do favoritismo

Os modelos (2) e (3) relatam o efeito causal médio do favoritismo regional sobre as transferências ministeriais recebidas pelos municípios usando delineamentos Diferença em Diferenças e Diferenças Triplas, respectivamente. Os modelos relatam o efeito causal médio do favoritismo regional sobre as transferências ministeriais recebidas pelos municípios usando delineamentos diferença-em-diferenças e diferenças triplas. Os modelos relatam o efeito causal médio do favoritismo regional sobre as transferências ministeriais recebidas pelos municípios usando delineamentos diferença-em-diferenças e diferenças triplas.

Tabela 5 – Efeito do favoritismo regional sobre as transferências ministeriais recebidas pelos municípios, 1997-2016
Tabela 5 – Efeito do favoritismo regional sobre as transferências ministeriais recebidas pelos municípios, 1997-2016

Extensão do favoritismo

É importante responder a essas perguntas porque, primeiro, permite determinar se o efeito do favoritismo é geral, independentemente da área de investimento; e segundo porque esclarece se é dirigido por ministros de alguns estados. Em turismo e meio ambiente, o efeito do favoritismo é maior do que o estimado para toda a amostra, chegando a ser três vezes maior. Para verificar até que ponto essa leitura está correta, o gráfico 15 mostra a disparidade do efeito do favoritismo por região do país.

Gráfico 13 – Favoritismo regional entre ministros políticos e não-políticos
Gráfico 13 – Favoritismo regional entre ministros políticos e não-políticos

Efeito combinado de alinhamento ministerial e favoritismo

Considerando os modelos DiD e DDD, apresentados nas colunas (2) e (3), as estimativas de favorabilidade são bastante próximas do reportado anteriormente, em torno de R$ 0,60 per capita, controlando-se o alinhamento partidário. Nota – Os pontos indicam o efeito causal médio do favoritismo (ou seja, quando ministro e prefeito atuam no mesmo estado) sobre as transferências discricionárias recebidas pelos municípios, por ano e em reais per capita. Como você pode ver, os resultados indicam que o efeito marginal do alinhamento aumenta em até três vezes o do favoritismo regional.

Gráfico 16 – Efeito do favoritismo regional por tipo de alinhamento ministerial
Gráfico 16 – Efeito do favoritismo regional por tipo de alinhamento ministerial

Conclusão

No fundo de tudo, presumo que os prefeitos tenham votos para seus partidos em nível nacional, principalmente para os candidatos à câmara federal. Em segundo lugar, examino se o número de votos que os prefeitos transferem aumenta à medida que seus municípios recebem mais recursos dos ministérios comandados por seus partidos – o que significa que, quando os partidos usam suas pastas para favorecer prefeitos em detrimento de outros crentes, eles esperam que seus candidatos tenham um desempenho melhor nas eleições parlamentares nacionais. Ao examinar as mudanças partidárias na liderança do prefeito ao longo do tempo, ofereço novas evidências de que elas são, de fato, críticas para o sucesso eleitoral de seus partidos nas eleições gerais.

Articulação intrapartidária e retornos eleitorais

Essa proposição já foi especificamente examinada por estudos anteriores, sendo o mais importante de Avelino et al. Além disso, ao investir mais, eles também têm mais chances de ganhar suas próprias reeleições (Litschig e Morrison, 2010; Schiumerini, 2016); bem como maior liberdade para gastar e, finalmente, redirecionar recursos (Brollo et al., 2013). Indiretamente, os resultados de Avelino et al., 2012) indicam que os prefeitos têm mais votos para seu partido nas eleições parlamentares do que nas eleições para as assembleias populares, diferença que pode ser explicada pelas transferências federais.

Prefeitos como brokers

Nota – O mapa temático informa a média de votos (nominais e subtítulos), por município, dos partidos que disputaram as vagas para a Câmara dos Deputados entre 1996 e 2014. Embora seja bem menor do que sugere a estimativa descritiva, portanto, a eleição de um prefeito é importante até dobrar a quantidade de votos recebidos por um partido em uma eleição geral. Nota – Os pontos mostram o efeito causal médio da eleição do prefeito sobre o percentual de votos de seu partido dois anos depois nas eleições para a Câmara e assembleias nos municípios.

Gráfico 17 – Proporção média de votos dos partidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, 1998-2014
Gráfico 17 – Proporção média de votos dos partidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, 1998-2014

Alinhamento e desempenho eleitoral em eleições acirradas

Para estimar o efeito da eleição de um prefeito unido sobre a transferência de votos para seus partidos, utilizo quatro estimadores diferentes. Yit+2 =βAlinhadoit+α+it (4.2) onde Yit+2 indica a proporção de votos que o partido do prefeito recebeu dois anos após as eleições municipais emt, somando votos nominais e partidários. Primeiro, examino se a distribuição da margem de votos vencedores e perdedores em torno do corte varia continuamente.

Tabela 12 – Eleições na amostra envolvendo partidos que ocuparam ministérios Eleições
Tabela 12 – Eleições na amostra envolvendo partidos que ocuparam ministérios Eleições

Efeito direto do alinhamento no desempenho eleitoral

Também em ambos os casos, ˆδ é significativo, indicando que o efeito do alinhamento na transferência de votos depende de transferências de ministérios chefiados por correligionários (Cf. Pepinsky, 2018). Nota – As linhas pretas mostram o efeito marginal das transferências ministeriais (log+1) recebidas pelos municípios nos dois primeiros anos do mandato municipal sobre a transferência de votos proporcionais do prefeito para seu partido dois anos depois. Nota – Os pontos mostram o efeito marginal do recebimento de transferências ministeriais nos dois primeiros anos do mandato municipal sobre a transferência de votos proporcionais do prefeito para seu partido dois anos depois.

Gráfico 19 – Efeito de eleger prefeito alinhado sobre o desempenho eleitoral dos partidos nas eleições nacionais
Gráfico 19 – Efeito de eleger prefeito alinhado sobre o desempenho eleitoral dos partidos nas eleições nacionais

Conclusão

Deve-se notar que todos esses achados refutam a visão de que os presidentes são responsáveis ​​pela política de distribuição do governo central no Brasil. Ao final da jornada, a soma de minhas constatações corrobora a perspectiva de que os ministérios ocupados permitem que os partidos pratiquem políticas divisionistas para ganhar votos nas eleições gerais. Em essência, sugeri algumas razões para considerar outras unidades de análise no estudo da política distributiva.

O futuro da política distributiva da coalizão

Mastering the Airwaves: Incumbency Advantage and Community Radio in Brazil. American Journal of Political Science, v. The President's Impact. The Journal of Politics, Cambridge University Press New York, USA, v. The gubernatorial coattails effect: Federalism and Congressional Elections in Brazil. The Journal of Politics, University of Texas Press, v.

Tabela 16 – Total transferido por ministério aos municípios, 2003-2014
Tabela 16 – Total transferido por ministério aos municípios, 2003-2014

Imagem

Gráfico 2 – Exemplo da estratégia de identificação: Roraima entre 2010 e 2011
Gráfico 3 – Percentual de municípios que mudaram de alinhamento partidário com cada ministério durante os mandatos municipais
Gráfico 4 – Validação dos desenhos: efeitos pré-tratamento
Gráfico 5 – Alinhamento ministerial para partidos na Presidência e para membros da coalizão, 1997-2016
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Referências

Documentos relacionados

58 No período democrático anterior (iniciado em 1946), já havia estímulo ao presidencialismo de coalizão, devido ao sistema eleitoral que busca a representação proporcional