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INCLUSÃO ESCOLAR - (www.pgcl.uenf.br).

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Academic year: 2023

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Nesse sentido, as diretrizes curriculares nacionais do curso de pedagogia determinam a inclusão de conhecimentos relacionados à diversidade e às particularidades das necessidades educacionais dos alunos com deficiência na estrutura curricular do ensino. A investigação revela que o curso pedagógico em questão atende aos dispositivos legais na perspectiva inclusiva.

A EDUCAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL: BREVE

Primeiras Conquistas: "As margens da escola"

Foram elas a Campanha Brasileira pela Educação dos Surdos, a Campanha Nacional pela Educação e Reabilitação dos Deficientes Visuais e a Campanha Nacional pela Educação dos Deficientes Mentais - todas vinculadas diretamente ao Ministério da Educação e Cultura (KASSAR, 2011 ). Já em seu artigo 89 garante o financiamento/subsídio de iniciativas privadas relacionadas à educação de pessoas com deficiência (BRASIL, 1961).

Novos caminhos a partir da educação para todos

Neste período, a Educação Especial foi fortalecida pelo movimento de integração escolar das pessoas com deficiência. As décadas que se seguiram a esse período marcaram importantes ações estatais e privadas, que, apesar de isoladas, contribuíram gradativamente para a consolidação da educação para pessoas com deficiência.

Avanços na Perspectiva Inclusiva

É neste momento que a educação especial passa a fazer parte pela primeira vez da proposta de educação para todos do MEC (JANNUZZI, 2011). Entre preocupações e contradições interpretativas, o movimento inclusivo inaugura o novo século ao ampliar sua base normativa a partir das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial no Ensino Fundamental (Resolução CNE/CEB nº 2/2001) e do Plano Nacional de Educação (Lei.

A INCLUSÃO ESCOLAR DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

  • Proposta Inclusiva Internacional
  • Necessidades Educacionais Especiais (NEEs)
  • A Atual Política Nacional Inclusiva
  • A Escola, na perspectiva inclusiva

No movimento inclusivo observam-se interpretações e discursos que revelam posições diferentes e extremadas em relação à inclusão escolar de pessoas com deficiência. Segundo Bueno e Meletti (2012), a inclusão no ensino regular é garantida pela Política Nacional (BRASIL, 2008) como uma oportunidade educacional adequada para pessoas com deficiência.

FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS: DILEMAS E PERSPECTIVAS

Curso de Pedagogia no Brasil

Esses fatos motivam o questionamento da base curricular do curso de Pedagogia e questionam a identidade profissional do futuro educador. Segundo a autora, tais instituições fortaleceram o cenário educacional brasileiro e ainda impactaram positivamente o curso de Pedagogia. Finalmente, em 1962, o Conselho Federal de Educação aprovou novas regras para o curso de Pedagogia, por meio dos pareceres CFE nº 251 e CFE nº 292, ambos de autoria do orientador Valnir Chagas.

Tendo em vista a Reforma Universitária, o Conselho Federal de Educação aprovou mais um regulamento para o curso de Pedagogia, por meio do Parecer nº. 252/1969, também autorizado por Valnir Chagas, oferecendo um novo. Durante a década de 1970, durante o regime militar, muitas foram as propostas e tentativas de reformulação das licenciaturas e cursos de Pedagogia, a partir de iniciativas governamentais e de organizações mantidas por profissionais da educação.

Novas diretrizes para o curso de Pedagogia

Resultou em regulamentações que reforçaram as contradições e diferenças, como o Decreto nº que transferiu a exclusividade da formação de professores do primeiro segmento do ensino fundamental para o curso Normal Superior, retirando do curso de Pedagogia uma qualificação importante à época. Por fim, a Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006, estabeleceu as atuais diretrizes curriculares do curso de Pedagogia. A licenciatura, que se mantém como diploma, credencia o educador para atuar como professor na educação infantil, no primeiro segmento do ensino fundamental, no ensino médio, na formação de professores e em cursos de educação profissional na área de serviços escolares. e apoio, além de outras áreas do campo pedagógico.

Assim, por respeito à lógica e à clareza de raciocínio, a base de um curso de pedagogia não pode ser a instrução. O dilema em torno da identidade e formação dos pedagogos permanece atual, ao mesmo tempo em que novos desafios se colocam ao curso de Pedagogia, pelo seu extenso campo de atuação, e também pelo aumento das demandas sociais que a escola faz.

A Formação de pedagogos na Perspectiva Inclusiva

Ressalta-se que a estrutura curricular do curso de pedagogia inicialmente não considerava a educação de pessoas com deficiência. Posteriormente, na década de 1970, surgiram as primeiras habilitações docentes para a Educação Especial na Pedagogia com ênfase nas deficiências mentais, físicas e sensoriais. Percebe-se que a adequação curricular proposta para a formação de professores também alcançou a Formação de Professores, antes mesmo da aprovação de suas atuais diretrizes curriculares, o que contribui para a formação de educadores que assumam, ainda que modestamente, uma visão inclusiva da escola.

Sem trazer grandes alterações à formação no que diz respeito à perspectiva inclusiva, a Resolução CNE/KP nº. A Portaria nº 1/2006 estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Pedagogia. Percebe-se que a base normativa que sustenta o paradigma da inclusão tem promovido nos últimos anos ajustes significativos nas licenciaturas e, mais efetivamente, no curso de Pedagogia, permitindo maior discussão e aprofundamento do tema.

METODOLOGIA

A partir de então, foram escolhidos os egressos do 5º e 7º períodos do curso de Pedagogia da UENF, desde que os referidos sujeitos já tivessem cursado pelo menos 50% da formação, para garantir considerável conhecimento a respeito do curso. Ressalta-se que 13 alunos do 5º período e 12 alunos de graduação do 7º período aceitaram participar da pesquisa, o que perfaz um total de 65% do número de alunos das referidas turmas do curso de Pedagogia da UENF ministrado por abrangidos. neste estudo equivale a Após obtenção da autorização dos diretores do curso de Pedagogia da UENF para aplicação da pesquisa às turmas do 5º e 7º períodos, os objetivos da pesquisa foram apresentados aos alunos de graduação do curso, a fim de obter seu cumprimento e participação.

Inicialmente foi realizado um grupo focal com 13 alunos do 5º período, e depois com 12 alunos do 7º período, ambos de 95 minutos, orientados pelo mesmo roteiro de perguntas, para chegar a consenso ou explicar diferenças entre os participantes. tema em questão (MINAYO, 2010). Em busca de melhor adequação à percepção dos sujeitos que formaram os grupos focais, estes foram convidados a participar de entrevistas individuais. No entanto, apenas 13 alunos estavam disponíveis para participar nesta nova fase, incluindo 7 alunos do 5º período e 6 alunos. alunos do 7º período.

RESULTADOS

Educação: direito de todos?

Diante da possibilidade imediata de universalização da educação no país, os estudantes também destacaram que existe uma parcela significativa da população excluída deste direito fundamental. O certo é ter escola em todos os lugares, para todos a distância não pode ser desculpa (Ronaldo, 5º período). Pelo que entendi, todos têm direito à educação, mas depois abordamos a questão da educação de qualidade.

Os alunos de graduação manifestaram sua concordância ao confirmarem a real necessidade de as autoridades instituídas se comprometerem com a implementação do texto legal na garantia da universalização do ensino. Ressalta-se que segundo os alunos de graduação do 7º período, a educação não pode ser dissociada da qualidade, assim como uma escola não pode se distanciar dos princípios democráticos.

Escola: para quem?

Todos devem aprender da mesma forma, o ritmo deve ser o mesmo, senão. A precariedade da escola pública, por falta de investimento público, somada ao foco conteudista da escola privada para oferecer resultados quantitativos à sociedade, foram apontadas pelos alunos do 5º período como fatores que dificultaram a participação e a aprendizagem de tudo em a chamada escola comum. Dessa forma, as falas dos alunos revelam que tanto a escola pública quanto a escola privada são movidas por objetivos distintos que contrastam com a inclusão e, assim, a aprendizagem para todos.

É como a turma manda, temos que incluir, mas vamos preparar a escola para isso (Mônica, 7º período). Nota-se que os relatos dos pós-graduandos vão ao encontro da visão de Glat e Pletsch (2012).

Inclusão escolar

O aluno deve ter a oportunidade de aprender, de estar junto na escola, de participar com outras pessoas. Deixa ele andar no ritmo dele, ele tem que respeitar [..] Se a escola não quiser, vai ao Conselho Tutelar, ou à Justiça. Segundo o autor, a “inclusão total” é uma abordagem radical que apoia a política sem exceções e estipula a plena integração de todos os alunos no espaço comum, independentemente das suas circunstâncias e necessidades educativas.

Vale a pena notar que a política inclusiva a nível nacional tem sido influenciada pelo aspecto da “inclusão total”. Segundo Mantoan e Prieto (2006), o paternalismo e o preconceito relacionados às pessoas com deficiência ainda representam verdadeiros obstáculos à inclusão desses sujeitos nas escolas regulares.

O curso de Pedagogia da UENF frente à inclusão de alunos com

Tínhamos que ler e gravar as apostilas das aulas, para ela ouvir e aprender para as provas depois (Lúcia, 7º período). Algumas professoras sempre procuravam perguntar como deveriam fazer para que ela pudesse acompanhar as aulas com o grupo. Parte dos alunos do 5º período da graduação enfatizaram que o respectivo curso de Pedagogia só alcançará a adequação necessária para a inclusão dos alunos com deficiência, à medida que sua demanda por matrículas aumentar.

A solução é como citada aqui, incluímos os alunos com deficiência à medida que eles se matriculam no curso (Sara, período 5). Parece que em linhas gerais o curso de Pedagogia da UENF tem tentado se adequar às disposições legais, porém, pode-se observar que ainda não o faz.

A adequação da formação à perspectiva inclusiva

Questionados sobre a transversalidade do envolvimento da escola no curso de Pedagogia da UENF, os alunos relataram impressões diferentes e variadas sobre a sua existência. Pelo que me lembro, só trabalhavam conosco o professor de educação integral e o professor de didática (Leonardo, 7º período). O curso pode ter uma comissão de professores para discutir uma proposta, tipo um projeto, com todas as disciplinas, para trabalhar e fortalecer a educação inclusiva aqui no curso.

Com base na análise do plano político educacional e da estrutura curricular da Formação Docente da UENF, percebe-se que o mesmo no que diz respeito ao processo educativo numa perspectiva integral está em consonância com os dispositivos legais. Com base nas falas dos alunos, porém, pode-se afirmar que o referido curso apresenta fragilidades no que diz respeito à inclusão transcurricular, o que é confirmado pela revisão dos conteúdos programáticos das demais disciplinas do curso.

Conhecimentos inclusivos

No que se refere à temática Educação Inclusiva, os graduandos do 7º período relataram que essa experiência lhes proporcionou acesso a informações até então desconhecidas, principalmente no que diz respeito aos direitos e à acessibilidade das pessoas com deficiência, o que despertou neles uma preocupação quanto à responsabilidade de trabalhar na escola. na perspectiva da inclusão escolar. Queria uns três períodos a mais de educação inclusiva, para poder dizer que estava pronto (Leonardo, 7º período). A disciplina teórica denominada “Educação Inclusiva: prática de respeito à diversidade” (UENF/LEEL, 2006) que consta na grade curricular do curso de Pedagogia da UENF tem carga horária de 68 horas.

Eles atribuem essa expectativa à necessidade de conhecer mais sobre esse universo até então desconhecido, que lhes foi apresentado em parte pela disciplina de LIBRAS. Talvez com o tema da educação inclusiva possamos compreender melhor este processo de uma escola comum para todos.

Práticas inclusivas

Realizamos uma pesquisa, quase um diagnóstico do estado da UENF quanto à inclusão e acessibilidade da escola para alunos com deficiência. A concepção fragmentada da formação - onde a sala de aula é o lugar da teoria e a área profissional o lugar da prática - é um dos fatores responsáveis ​​pela efetiva desarticulação desses elementos. Foram valorizadas práticas inclusivas desenvolvidas por estudantes de graduação no contato pessoal e acadêmico com pessoas com necessidades especiais.

Experiências em sala de aula com alunos com deficiência durante estágios e projetos de extensão também foram relatadas pelos alunos. A prática serve para isso, então a gente vê a importância do que é ensinado aqui no curso (Fernanda, 7º período).

A atuação do futuro pedagogo na perspectiva inclusiva

Dentre estas, destaca-se a inserção de disciplinas relacionadas à educação inclusiva na base curricular dos cursos de formação de profissionais do setor de educação. Com base nos relatos dos alunos do bacharelado, constatou-se que eles possuem considerável conhecimento sobre a relevância, os direitos e as condições especiais da educação para pessoas com deficiência. Diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores do ensino básico, de nível superior, no ensino de bacharelado pleno.

Políticas educacionais para alunos com deficiência: análise das políticas atuais e dos indicadores sociais da educação escolar. Na sua opinião, o curso de Pedagogia da UENF está alinhado com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Na sua opinião, o curso de Pedagogia da UENF está alinhado com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

A política nacional de educação especial numa perspetiva de educação inclusiva garante a inclusão escolar dos alunos com necessidades educativas especiais (pessoas com deficiência, perturbações globais do desenvolvimento e altas capacidades/superdotação), prevendo a transversalidade da educação especial desde o ensino pré-escolar até ao ensino superior, e também a continuidade da escolarização nos níveis mais elevados de ensino (BRASL, 2008).

Referências

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