Professora Efetiva nos Programas de Pós-Graduação em Linguística (PROLING) e Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia UFPB-UFRN. Professora Adjunta A do curso de bacharelado em Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. Professor permanente do programa de pós-graduação em Fonoaudiologia e do curso de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN.
França e Lima descreveram no capítulo 2 um programa de intervenção fonoaudiológica para crianças com atraso de linguagem. A terapia fonoaudiológica em linguagem no contexto hospitalar foi descrita por De Lima e Delgado no Capítulo 05. A utilização de programas de reabilitação fonológica na aprendizagem dos distúrbios de fala foi descrita no Capítulo 08 por Pereira da Silva e Delgado.
E por fim, no capítulo 16, os autores Almeida e Vasconcelos discutem a importância do estímulo precoce da leitura em bebês prematuros.
ATENDIMENTO FONOAUDIOLÓGICO NO ÂMBITO DA LINGUAGEM NO CONTEXTO HOSPITALAR: RELATO DE
A FONOAUDIOLOGIA E INCLUSÃO DO ALUNO SURDO NO ENSINO REGULAR: A VISÃO DO PROFESSOR
A multimodalidade
Numa perspectiva multimodal, a matriz linguística da criança não seria formada apenas pela fala, mas incluiria a integração de diversos gestos juntamente com as produções prosódico-vocais da criança (FONTE; et al., 2014). Ou seja, dentro da perspectiva da multimodalidade, a fala, o gesto, os aspectos prosódicos e expressivos constituem a linguagem, desenvolvem-se mutuamente para ampliar a competência comunicativa do sujeito. Diante disso, não é dada uma posição privilegiada à produção vocal, pois outros aspectos também são formas de interação na sociedade (HAZEL; MONTENSEN-RASMUSSEN, 2014).
Locke (1995) e Barros (2013) dizem que tagarelice é a produção de sílabas constituídas por uma consoante vocálica, por exemplo [ma, ba, ba]. São semelhantes a declarações de linguagem que carregam conteúdo e muitas vezes ocorrem simultaneamente com palavras reais. Nesse período, foram criadas produções infantis com ditados de uma só palavra, que não existem mais.
A fase de aparecimento dos blocos de enunciados é caracterizada pela produção de holofrases com enunciados completos. A partir de um ano e meio a criança começa a correr riscos, juntando duas ou mais holofrases, formando blocos de enunciados. Os gestos podem ser caracterizados por movimentos de diferentes partes do corpo, como membros superiores e inferiores, cabeça, ou seja, por todos aqueles movimentos corporais que acompanham o fluxo da fala (FONTE et al, 2014).
Segundo McNeill (2006), a gesticulação envolve o movimento associado ao significado relacionado à fala que a acompanha, possui diversas variações e é o tipo de gesto mais comum na fala, geralmente sendo feito com as mãos e braços produzidos. . Os gestos enquadrados no discurso (GED) fazem parte da própria frase, assumindo o papel de elemento gramatical dentro do discurso. Os emblemas são gestos convencionais, com significado dentro de uma cultura específica, que pode variar de lugar para lugar.
Pantomima é um gesto ou sequência de movimentos que simula ações ou um objeto com significado e ocorre como uma narrativa narrada (MCNEILL, 2006). A análise do funcionamento dos gestos e da fala da criança é importante para a compreensão da linguagem do ponto de vista multimodal, em que as produções gestuais e vocais se misturam na matriz linguística, sendo o gesto um fator ativo na aquisição da linguagem da criança (VIR; et. al., 2014).
Cenas de uma criança com síndrome de Down na clínica fonoaudiológica
O vídeo analisado neste capítulo foi um trecho de uma das sessões terapêuticas da criança. Durante a análise das cenas foram observados: a fala e os gestos da criança; e a fala e os gestos do terapeuta. EMBLEMA ((aponta com o dedo indicador as imagens uma após a outra)). coloca a mão no livro). levanta as mãos abertas e as coloca sobre o livro)).
Além das tipologias propostas por Barros, podemos perceber o uso da onomatopeia pela criança durante a cena quando ela emite um som de ronco para indicar. Neste trecho podemos perceber que após a produção da criança, a terapeuta então diz “elas estão brincando com a bola s). Nesse sentido, trata-se de uma transformação da fala da criança, importante no processo terapêutico, pois a partir desses significados a criança compreende sua fala como significativa, o que estimula suas construções linguísticas.
Ao final da cena II, podemos perceber a produção simultânea de fala e gestos da criança, o que também ocorre em diversos outros momentos das cenas. Durante a aquisição da linguagem da criança, as produções vocais e gestuais vão se acumulando gradativamente, trata-se de um processo síncrono e mútuo, que se tornam mais complexos com o passar do tempo. 78 Pensar a linguagem como multimodal na clínica fonoaudiológica contribui para que a linguagem da criança possa ser vista como um todo e que aspectos não-verbais também devam ser levados em consideração na avaliação e intervenção.
EMBLEMA ((beija novamente o desenho do urso)). segurando e puxando a criança pelos ombros) Legenda: T: terapeuta; C.: criança. Partindo desse pressuposto, a atenção conjunta é de extrema importância na aquisição da linguagem e também contribui para a organização da fala da criança (COSTA FILHO; . CAVALCANTE, 2013). Essa fala confirma a produção infantil discutida acima, mas em outros momentos, por exemplo na cena I, durante s, a criança realiza o gesto sem a presença de produção vocal.
A ação da criança afeta a ação do terapeuta, que imita o gesto da criança e ao mesmo tempo reforça a ação, fazendo com que a criança repita o gesto pantomímico. A produção da criança também reflete na sua interação com o livro. Não se trata apenas de um objeto em que a criança explora com um fim em si ou onde a leitura é rígida, mas a estratégia adotada reflete nas cenas que o uso do livro pode provocar. ser uma estratégia dinâmica e muito rica para a criança.
Considerações finais
85 Nesse sentido, esses pesquisadores desenvolveram programas de correção fonológica que visam ampliar as habilidades fonológicas específicas de crianças com problemas de aprendizagem. No Brasil, os programas de reabilitação surgiram na década de 2000, com o trabalho de tese descrito por Capellini (2001). Considerando o exposto, o objetivo deste trabalho é revisar sistematicamente as pesquisas derivadas do uso/intervenção direta de programas de reabilitação fonológica em transtornos de aprendizagem.
86 considerando também a análise de programas de reabilitação fonológica independentes da fonoaudiologia em dificuldades de aprendizagem. A Tabela 1 apresenta os autores, ano, metodologia e principais conclusões quanto à utilização do programa de remediação fonológica para dificuldades de aprendizagem. A Tabela 1 mostra que a utilização de programas de remediação fonológica relacionados às dificuldades/transtornos de aprendizagem gerou o maior número de publicações, respondendo por 90% dos artigos encontrados.
Os resultados deste estudo demonstram a eficácia do programa de aprimoramento metafonológico e de leitura para alunos com dificuldades de aprendizagem. Analisar a eficácia da intervenção fonoaudiológica utilizando estratégias de reabilitação na avaliação das dificuldades de aprendizagem. Estes dados revelam um aumento médio entre 2008 e 2012 em termos de intervenção com programas de reabilitação fonológica em perturbações de aprendizagem, mas com uma diminuição das publicações em 2013 e 2014.
Os objetivos de intervenção nos artigos encontrados são relativamente semelhantes, verificaram a utilização e eficácia de programas de remediação fonológica em crianças com dificuldades de aprendizagem. Todos os 10 artigos (100%) demonstraram e demonstram quantitativamente que a utilização de programas de remediação fonológica foi eficaz nas habilidades fonológicas avaliadas por essas crianças, seja individualmente ou em grupo. No Brasil, na área fonoaudiológica, poucos estudos focam em programas corretivos que priorizem determinadas habilidades de leitura e escrita (CAPELLINI, 2001; SALGADO 2005; GERMANO E CAPELLINI, 2008).
A partir dos dados encontrados neste estudo, pode-se concluir que os programas de remediação fonológica, independente do modelo, foram eficazes em todos os artigos encontrados, melhorando de alguma forma a qualidade de vida dos escolares com o transtorno. Eficácia do programa de remediação fonológica para alunos com dificuldades específicas de leitura e aprendizagem.
NÚMERO DE ARTIGOS POR ANO
Prates e Martins (2011) também relatam que sérias dificuldades no desenvolvimento cognitivo e socioemocional podem levar ao desenvolvimento da fala e da linguagem durante a idade escolar ou adolescência. Porém, é importante que o pediatra trabalhe junto ao fonoaudiólogo para evitar complicações futuras na aquisição e desenvolvimento da linguagem da criança. A ausência de linguagem dentro dos limites cronológicos esperados ou atraso no processo de aquisição e dificuldades podem indicar problemas no desenvolvimento da fala da criança.
Raramente uma criança com problemas de desenvolvimento da linguagem é encaminhada precocemente a um fonoaudiólogo. Portanto, seu objetivo principal foi analisar as concepções dos pediatras sobre aspectos da aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil. Os resultados apresentados são consistentes com a análise cujo objetivo geral foi investigar a concepção dos pediatras sobre os aspectos da aquisição e do desenvolvimento da linguagem infantil.
Quanto à distribuição dos sujeitos da pesquisa quanto ao hábito de coletar dados sobre aquisição e desenvolvimento da linguagem, pode-se afirmar que 100% dos sujeitos pesquisados coletam informações sobre esse processo. Quanto aos encaminhamentos nos casos de alterações na aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil, observa-se na tabela 7 que os pediatras indicam que encaminham as crianças com deficiência auditiva (14%), deficiência mental (8%), fala ininteligível (11) para um terapeuta da fala. %), atraso global no desenvolvimento (7%) e uso de mamadeiras, chupetas e/ou sucção digital (6%). 167 Tabela 8–Distribuição dos sujeitos da pesquisa, segundo a idade adequada para criança com atraso na aquisição e desenvolvimento de linguagem a ser encaminhada para avaliação fonoaudiológica, João Pessoa-PB.
Porém, esses profissionais discordam sobre a idade em que uma criança com atraso no desenvolvimento de linguagem deve ser encaminhada ao fonoaudiólogo. Com esses dados fica claro que há necessidade de um folheto explicativo para os pediatras envolvidos em pesquisas sobre a idade mais adequada para encaminhar crianças com atraso na aquisição e desenvolvimento da linguagem infantil ao fonoaudiólogo. Além disso, diferentemente das crianças com distúrbios do desenvolvimento da linguagem (como apraxia da fala na infância), não há uma motivação clara para estabelecer comunicação ou comunicar-se de forma não verbal2. rejeitar ações, ou seja, com a intenção de regular o comportamento do outro, mas não no sentido de interação social (REIS, PEREIRA, ALMEIDA, 2016).
CARNIEL CZ, FURTADO MCC, VICENTE JB, ABREU RZ, ET AL. Influência dos fatores de risco no desenvolvimento da linguagem e contribuição da estimulação precoce: revisão integrativa da literatura. H; e outros. Efeitos da prematuridade na aquisição da linguagem e na maturação auditiva: revisão sistemática.CoDAS. A Influência do Ambiente Familiar e Escolar na Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem: Revisão de Literatura.Rev.CEFAC [online] vol.14 no.4,dez, 2011.
O objetivo deste trabalho foi coletar informações relevantes para a compreensão da influência do ambiente familiar e da creche no desenvolvimento da fala infantil.