CD -1.10
~·JBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Censo Demográfico 201 O
Manual do Supervisor
Censo Experimental 2009
Rio de Janeiro 2009
Índice
APRESENTAÇÃO ... 4
1- INTRODUÇÃ0 ... 5
2- COMPREENDENDO A ESTRUTURA DO TRABALHO DE COLETA ... 6
3- O TRABALHO DO AGENTE CENSITÁRIO SUPERVISOR-ACS ... 9
3.1 -A ÉTICA PROFISSIONAL ......... l 0 3.2 -A PRÉ-COLETA ... 11
3.3 -0 TREINAMENTO E A CONTRATAÇÃO DOS RECENSEADORES ...•... 11
3.3.1 -Recepção do Recenseador ................................................................. 12
3.3.2 -Organização do Treinamento do Recenseador ........................................ 12
3.3.3 - Capacitação do Recenseador ................................................................ 13
3.3.4 - Encerramento do Treinamento e Contratação .................................... 14
3.4 -Ü APOIO E GERENCIAMENTO DA ATUAÇÃO DOS RECENSEADORES ....... 14
3.4.1 -Distribuição do Trabalho e de Se/Ores ...................................................................... 14
3.4.2 -Acompanhamento do Recenseador .......................................................................... 17
3.4.2. l Auxílio ao Recenseador em Situação de RECUSA ...•...... I 7 3.4.3 -Aplicação do Plano de Supervisão ................................................. 19
3.4.3.1 -Acompanhamenío da coleta por meio de Relatórios Gerenciais ... 20
3.4.3.2 - Acompanhamento dos Indicadores Gerenciais da Coleta ......... 20
3.4.3.3 -Respondendo às mensagens ... 26
3.4.4 -Realização dos pedidos de supervisão .......................... 26
3.4.4. 1 - Conferência do Percurso/ Cobcnura ...... 27
3.4.4.2 -Reentrevista ... 27
3.4.4.3 -Comparação entre os dados do Recenseador e os do Supervisor ... 30
3.4.4.4 -Encerramento da Supervisão ... 30
3.4.4.5 -Avaliação geral do trabalho do Recenseador ... 32
4- FUNÇÕES E PERMISSÕES DO SUPERVISOR NO SIGPC ... 34
5- FUNÇÕES DE SUPERVISÃO NO COMPUTADOR DE MÃO DO RECENSEADOR ... 35
6- MANUSEIO DO SISTEMA DE SUPERVISÃO ... 37
6.1 -HABILITANDO o SUPERVISOR NO PDA .................. 38
6.2 - APLICATIVO DE SUPERVISÃO NO PDA: ............... 40
6. 2.1 -Procedimentos de Segurança .............................................................................. 41
6.2.2 - Supervisão ......................................................................................... 42
6.2.2. 1 -"Relação de recenseadores do seror"' ......... .42
6.2.2.2 -"Mapa do Setor" ......... 43
6.2.2.3 -"Croqui do Setor"' ......... 43
6.2.2.4 - "Descrição do Setor" ... 43
6.2.2.5 -"Pré-Coleta" .......... 44
6.2.2.6 -Coleta ... 44
6.2.2.6.1 - Resumo do setor (Totais) ......... 44
6.2.2.6.2 - Visualizar percurso do Receoseador ...... 45
6.2.2.6.3 - Indicadores Gerenciais ...... 46
6.2.2.6.4 - Pedidos de Supervisão ...... 47
6.2.2.6.4.1 - Realização da Conferência Percurso/Coberrura ......... .48
6.2.2.6.4.2- Realização das Reentrevistas ... 54
6.2.2.6.4.3 - Situação das Reentrevistas ... 56
6.2.2.6.4.3.1 Abrir Reentrcvista ......... 57
6.2.2.6.4.4 - Fechamento do Pedido de Supervisão: ... 58
6.2.2.6.4.4. l - Visualização das divergências Percurso/Cobertura: ......... 59
6.2.2.6.4.4.2 -Visualização das divergências nas Reentrevistas: ... 60
6.2.2.6.4.5 -Reswno Fechamento do Pedido ... 62
6.2.2.7 - Fechamento da Supervisão: ... 62
6.2.2.7.1 -Totais da Supervisão: ...... 62
6.2.2.7.2 - Indicadores de fechamento do Setor ... 63
6.2.2. 7 .3 -Comentários finais ... 63
6.2.2.7.4 - Fechamento da Supervisão do Setor: ... 63
Considerações Finais ............ 65
ANEXOS ......... 66
r
APRESENTAÇ ÃO
Prezado Agente Censitário Supervisor,
Dando continuidade ao seu trabalho no Censo Experimental 2009, inicia-se agora a fase de aprendizagem sobre o trabalho de supervisão durante a coleta das informações.
Este Manual foi elaborado para auxiliar você na prática desse objetivo, sendo uma fonte permanente de consulta e orientação.
Junto com o Manual do Recenseador, ele será o principal instrumento para o bom desenvolvimento de seu trabalho.
Se você estiver se perguntando: "Qual o conteúdo deste Manual?", fez a pergunta certa!
Nele estão reunidas as instruções e os procedimentos a serem adotados nas atividades de orientação ao Recenseador e no acompanhamento da coleta de dados do Censo Experimental 2009.
~ ~
Sendo assim, aqui estão algumas dicas para que você possa usufruir da melhor forma possível desses momentos de aprendizagem:
• Estude este Manual com dedicação.
• Leia atentamente cada capítulo.
• Sublinhe os pontos que achar conveniente.
• Faça anotações que sejam necessárias.
• Zele por sua conservação, afinal ele o acompanhará durante todo o seu trabalho
• Mesmo após o término do treinamento, tenha o Manual sempre à mão para orientá-lo em sua trajetória.
Você também terá o auxílio de outra ferramenta de trabalho: o computador de mão.
Nele serão registrados e armazenados todos os dados dos Setores e Recenseadores sob sua responsabilidade.
Lembre-se de que é muito importante você discutir as suas dúvidas e situações especiais com seus colegas e procurar o seu superior no caso de não conseguir resolvê-las.
Trabalhando sempre em equipe, certamente você alcançará ótimos resultados!
Bom trabalho para você!
1- Introdução
Antes de começar, vamos pensar um pouco sobre a função que você assumirá.
Você será um SUPERVISOR.
Vamos conhecer o significado dessa palavra?
Supervisor (Do inglês - supervisor) -Aquele que supervisiona, dirige, orienta ou inspeciona em plano superior. (Fonte: Novo Aurélio - Dicionário da Ungua Portuguesa século XXI. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira)
Você será a pessoa que visualizará futuros impactos e necessidades, acompanhará com organização a sua equipe, assegurando assim o compromisso com a produtividade e a qualidade.
Em linhas gerais, buscará garantir que o projeto Censo Experimental 2009 se concretize com sucesso.
Você deverá:
• entender de que forma ocorrerá o trabalho;
• como você está situado nele;
• de que ferramentas e materiais você precisará para treinar a sua equipe em suas funções específicas, com o máximo de produtividade.
Para isso, conheça os objetivos que foram propostos para o seu treinamento, visando capacitá- lo a:
• compreender a estrutura do trabalho de coleta, identificando a sua posição dentro desse contexto;
• identificar o papel do Agente Censitário Supervisor no Censo, bem como as ações de sua competência;
• utilizar o computador de mão com eficiência durante todo o trabalho de supervisão;
• avaliar o trabalho dos Recenseadores durante e após o encerramento da coleta.
Sendo assim, mãos à obra!
2- Compreendendo a Estrutura do Trabalho de Coleta
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Você viu que muitas pessoas fazem parte dessa estrutura. É sempre bom lembrar que esses profissionais trabalham para apoiar você e fazer do Censo Experimental 2009 mais que uma ação bem-sucedida: um exemplo de senso de equipe.
Agora que você já conheceu como irá se estruturar o trabalho de coleta em relação às atribuições dos cargos, fica mais fácil nos determos no seu papel de Agente Censitário Supervisor .
Mas o que é, propriamente, ter um papel?
Você assume um papel em determinada situação quando desenvolve alguma função específica dentro de um contexto.
Vamos ver qual será o seu papel nessa pesquisa?
Sendo assim, o seu papel como Supervisor (ACS) é ser um elo entre aqueles que coletam as informações e as instâncias superiores (técnica e administrativa). O seu trabalho é etapa primordial de uma pesquisa durante o processo de coleta de informação.
Aqueles que coletam as informações (Recenseadores)
Instâncias superiores (técnica e administrativa)
O Supervisor conduz a pesquisa em uma determinada área de trabalho constituída por um conjunto de Setores Censitários. A principal função do Supervisor nesta pesquisa é acompanhar, avaliar e, sobretudo, orientar os Recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo, evitando-se, com isso, erros no preenchimento dos questionários e falhas na cobertura do Setor como, por exemplo, a omissão de pessoas e domicílios.
Mas, lembra-se do que já foi dito? Você não estará sozinho!
Você estará subordinado a um Agente Censitário Municipal - ACM, que é o responsável pela operação censitária dentro da abrangência do Posto de Coleta no qual você estará lotado e que na maioria das vezes corresponde a um município.
O ACM é quem deverá orientá-lo na correta execução de suas tarefas. É a ele que você deve se reportar sempre que houver qualquer dúvida ou problema que comprometa a realização de suas tarefas.
Portanto, seguir rigorosamente as instruções e procedimentos estabelecidos é condição essencial para garantir a qualidade e os prazos da coleta.
Para que isso aconteça com tranquilidade, é necessário que você desenvolva algumas competências. Observe!
IMPORTANTE!
São competências do Supervisor:
• conhecer as atribuições e instruções contidas no Manual do Supervisor;
• conhecer todas as instruções e conceitos contidos no Manual do Recenseador;
• utilizar adequadamente o computador de mão;
• operar adequadamente as funcionalidades do SIGPC (Sistema de Gerenciamento do Posto de Coleta) de responsabilidade do Supervisor
• realizar corretamente os planos de supervisão descritos neste manual;
• aplicar os procedimentos administrativos e operacionais cujas instruções constarão de manuais específicos.
Dessa forma, consultar os Manuais é condição básica para o pleno desenvolvimento dos trabalhos de supervisão. As dúvidas surgidas no decorrer dos trabalhos de campo devem ser solucionadas respeitando-se todos os conceitos e instruções operacionais neles contidos.
3- O Trabalho do Agente Censitário Supervisor - ACS
Você deve estar se perguntando: "Afinal, como é o trabalho do Agente Censitário Supervisor?".
Para entender, observe o esquema!
ACS
D
Executa ações técnicas, administrativas e operacionais.
QUANDO?
Em diferentes momentos da operação.
Na etapa que antecede a coleta. No apoio aos Recenseadores durante e no fechamento da coleta.
No treinamento dos Recenseadores
Ou seja, trabalho do Supervisor envolve três (03) etapas:
• a pré-coleta;
• o treinamento e a contratação dos Recenseadores;
• o apoio e gerenciamento da atuação dos Recenseadores.
Parte dessas ações será gerada através de sistemas automáticos e implementada no seu computador de mão. Por isso, é importante realizar conexões frequentemente ao SIGPC (Sistema de Gerenciamento do Posto de Coleta) para atualização de suas tarefas, o que veremos mais adiante.
Outras ações que não dependem do sistema devem ser checadas e executadas de acordo com as instruções deste Manual. Sendo assim, Supervisor, são ações que dependem basicamente de sua capacidade de organização, de seu bom senso, disposição, e de sua ética profissional.
A ÉTICA PROFISSIONAL
Vamos entender melhor esse conceito?
Segundo Yves de La Taille (2002), ética é um conjunto de princípios norteadores da conduta, de onde se deduzem regras, associando-as a valores e a outras regras que se aplicam no convívio público, com pessoas desconhecidas.
Mas, o que é ter ética profissional?
Ter ética profissional é também refletir sobre
as ações realizadas no exercício de uma profissão. Ela deve ser anteceder a prática
profissional, ou seja, ela deve orientar
"o que devemos fazer" e
"como devemos fazer".
Vamos refletir um pouco para que você perceba como a ética está presente no seu trabalho, no dia a dia ...
Sabemos que quando assumimos um cargo de responsabilidade, em qualquer que seja o setor de nossas vidas, as ações que praticamos podem ter consequências positivas ou negativas, não é verdade? Tudo dependerá da forma como conduziremos a situação.
Em qualquer circunstância, devemos estar sempre preparados para eventuais acontecimentos que nos exigirão mais que orientações em um manual. Estamos falando do trato com a pessoa que iremos supervisionar, nas situações delicadas que você, Supervisor, provavelmente encontrará pelo seu caminho e para as quais deverá estar preparado.
Ficou mais claro?
Assim sendo, é sempre bom lembrar que as orientações fornecidas a partir deste ponto até o final do seu treinamento dependerão também de sua forma particular de agir, ou seja, dependerão também de sua ética profissional.
Antes de iniciarmos o seu treinamento, uma pequena pausa ...
Relembrando ...
Até aqui você aprendeu ...
• O significado da palavra que expressa a função que você assumirá: SUPERVISOR.
Soube também o que esperamos de você ao final deste treinamento.
• A localizar-se na estrutura do trabalho de coleta, sinalizando a sua área de trabalho, que será no município, nos postos de coleta.
Aprendeu também que está subordinado ao Agente Censitário Municipal (ACM) e tem sob sua responsabilidade um grupo de Recenseadores.
• A importância de sua posição entre aqueles que coletam as informações e as
instâncias superiores (técnica e administrativa), ou seja, você compreendeu o seu papel em relação à função de Supervisor que exercerá.
• Como realizar seu trabalho, agindo com ética profissional.
Vamos relembrar agora, qual foi a primeira etapa do seu trabalho como Supervisor:
A PRÉ-COLETA
Nela, você foi a campo verificar os limites dos setores de sua área de atuação, visando a atualização da Base Territorial.
Agora vamos abordar as demais etapas do seu trabalho:
3.1 - 0 TREINAMENTO E A CONTRATAÇÃO DOS RECENSEADORES
Nesta etapa, o trabalho do Agente Censitário Supervisor (ACS) tem por objetivo capacitar os recenseadores que atuarão na coleta de dados, garantindo a qualidade do trabalho de coleta de informações do Censo Experimental.
O treinamento do Recenseador está estruturado em dois momentos:
• autoinstrução e
• treinamento presencial.
Sua participação efetiva será no treinamento presencial, que é uma etapa fundamental para a capacitação dos candidatos a Recenseador. Será o momento em que o treinando esclarecerá suas dúvidas, fixará os conceitos estudados no Manual do Recenseador, praticando-os por meio do computador de mão. É nesta oportunidade que, você, Supervisor, assumirá o papel de instrutor e exercerá sua função de mediar a aprendizagem dos treinandos.
Essa etapa pode ser dividida em quatro (04) grandes ações:
;,.. Recepção do Recenseador
,. Organização do Treinamento do Recenseador :..- Capacitação do Recenseador
,. Encerramento do Treinamento e Contratação
Vejamos cada uma delas. a seguir:
3.1.1- Recepção do Recenseador:
Durante o período de divulgação dos resultados do Processo Seletivo Simplificado, os candidatos aprovados e classificados na primeira fase (Prova Escrita) para a função de Recenseadores serão comunicados sobre a data em que devem comparecer ao Posto de Coleta.
Na data estabelecida, você deverá recepcioná-los e orientá-los da seguinte forma:
1) Entregar-lhes os seguintes documentos:
o Manual do Recenseador;
o Roteiro de Estudos;
o Relação de documentos especificada no Roteiro do Candidato.
2) Informar-lhes sobre o local e a data do início do treinamento.
3) Explicar-lhes da importância de:
o Fazer a autoinstrução lendo o Manual do Recenseador e respondendo aos exercícios contidos no Roteiro de Estudos, antes do treinamento presencial;
o Preencher o Teste Inicial (folha de resposta) que deverá ser entregue ao instrutor no primeiro dia do treinamento presencial;
o Orientar que o treinamento ainda faz parte do processo seletivo e, portanto, somente serão contratados os aprovados no teste final desse treinamento.
3.1.2- Organização do Treinamento do Recenseador
Na semana anterior ao início do treinamento, caberá a você, Supervisor, se preparar para ministrar suas aulas, lendo o Manual do Instrutor, e fazer uma verificação no local para confirmação de que tudo está de acordo.
Isso significa que você deverá verificar:
o a organização das turmas e das listas de presença;
o a disponibilização das salas de aula com carteiras suficientes para cada turma, com TV e DVD, com quadro ou flip chart;
o os materiais como: crachás, canetas para quadro ou giz e material de higiene pessoal (papel higiênico e sabonete).
OBS.: Caso esse material não seja disponibilizado pela escola na qual ocorrerá o treinamento, deve ser providenciado pelo Posto de Coleta. Da mesma forma, se houver algum problema que não possa ser resolvido pela equipe, o Coordenador de Subárea ou ACR deverá ser comunicado a tempo, para solucioná-lo antes do início do evento.
Como os Recenseadores ainda não estarão contratados, deverão receber uma ajuda de custo durante os dias de treinamento. O Supervisor deverá se informar junto com o ACM sobre esse valor e os procedimentos para pagamento.
3.1.3 - Capacitação do Recenseador
TREINAMENTO Q
Quemrepassa?
SUPERVISORES
ACMs
RECENSEADORES
Os Supervisores, juntamente com os ACMs, serão os responsáveis por realizar o treinamento aos Recenseadores. Neste momento, assumirão o papel de instrutores do processo ensino- aprendizagem.
Nos treinamentos presenciais, os Supervisores e ACMs receberão orientações sobre este processo, bem como terão o Manual do Instrutor para guiá-los.
O Manual do Instrutor é o plano de aula preparado para apoiá-lo no desempenho de seu papel, ao abordar os conceitos técnicos e operacionais do Censo Experimental 2009, junto com os candidatos a Recenseadores. Nele, você encontrará orientações, dicas, informações sobre as estratégias que serão utilizadas e, principalmente, o desenvolvimento de cada aula. Entretanto, para que se atinja o objetivo de cada aula, é necessário e fundamental que você, Instrutor, leia-
º
com muita atenção e se prepare para cada momento da aula, pensando em como será o desenvolvimento e a sua condução de cada momento.ATENÇÃO!
O grupo de Recenseadores é o último grupo da cadeia do treinamento do Censo Experimental 2009
e
o principal público-alvo desse treinamento.Em alguns casos, quando constatada aplicação incorreta dos conceitos do Censo pelo Recenseador durante a coleta, deve-se avaliar junto com o ACM a necessidade de ministrar um novo treinamento para o mesmo.
3.1.4- Encerramento do Treinamento e Contratação
Os candidatos (Recenseadores) aprovados e classificados no treinamento devem ser orientados a comparecer ao Posto de Coleta, em data estabelecida, munidos da documentação (original e cópia) especificada no Roteiro do Candidato (item 12.2), para efetivar sua contratação.
IMPORTANTE!
O resultado do Teste Final do treinamento faz parte do processo seletivo dos Recenseadores e a classificação obtida nesse teste é que define a ordem da escolha do primeiro setor de trabalho.
Portanto. é obrigatório que sejam seguidos os critérios e procedimentos estabelecidos no Edital do Processo Seletivo Simplificado para a distribuição dos Setores entre os Recenseadores.
É importante que o Supervisor conheça e compreenda o processo definido no Edital, antes do início do treinamento dos Recenseadores. Para tanto, você deve ler com atenção o item 11- DA REALIZAÇÃO DO TREINAMENTO do Edital (Anexo 1 deste Manual).
Caso haja dúvidas, elas deverão ser esclarecidas junto ao ACM antes do início do treinamento.
3.2 - 0 APOIO E O GERENCIAMENTO DA ATUAÇÃO DOS RECENSEADORES
3.2 .1 - Distribuição do Trabalho e de Setores
Após a contratação dos Recenseadores, existem algumas situações que você precisa conhecer para depois fazer a distribuição do trabalho entre eles.
Os Recenseadores serão remunerados por produção, ou seja, pelas quantidades de domicílios, pessoas e unidades registradas que pesquisarem em seus Setores. Portanto, a escolha do setor de trabalho é fator importante tanto para sua remuneração quanto para a determinação do grau de dificuldade que terá na execução do seu trabalho.
Daí resulta a importância de esclarecer ao Recenseador que um bom aproveitamento em seu treinamento irá lhe garantir uma boa escolha de Setor.
Em um treinamento sempre ocorrem desistências ou reprovações. Devido a esse fato, convoca-se um número maior de candidatos que o de vagas. Sendo assim, é possível que haja treinandos aprovados em número superior ao de vagas.
Caso isso ocorra, os treinandos aprovados, mas não classificados segundo o número de vagas, deverão ser orientados a aguardar possível chamada posterior para ocupar uma vaga aberta por desligamento de outro Recenseador.
Duas dicas importantes para você, ACS!
Para que os Recenseadores se familiarizem com a localização dos Setores em que atuarão, é interessante que os mapas desses Setores sejam fixados em local visível por eles durante o período de treinamento. Da mesma forma, é importante que esses mapas estejam também disponíveis no momento da distribuição dos Setores, para que os Recenseadores possam consultá-los. Esse procedimento facilitará e agilizará o processo de escolha do Setor ao final do treinamento. Segue abaixo a especificação dos mapas a serem utilizados.
Mapa Municipal Digital Estatístico (MOE) - - - apresenta os Setores da Zona Rural;
Mapa de Localidade Estatístico (MLE) - - -- - -apresenta os Setores da Zona Urbana.
IMPORTANTE!
É fundamental que a distribuição de Setores seja feita de forma organizada e com base em critérios claros e amplamente divulgados. para evitar reclamações posteriores de Recenseadores que venham a se sentir prejudicados.
Sendo assim, fique atento às questões abaixo:
• Quando a quantidade de Recenseadores for menor que o número de Setores.
Quando essa situação acontecer, você deverá dar prioridade para o início da coleta nos Setores em que o trabalho pode ser mais demorado, em razão do número de domicílios ou por qualquer outra dificuldade que se apresente.
Caso não haja razão para que se estabeleça prioridade a determinados Setores. todos deverão ter o mesmo tratamento, ou seja, deixar que os Recenseadores escolham seus primeiros Setores.
• Deverá ser atribuído um Setor de cada vez
ao
Recenseador.É preciso encerrar a coleta de um Setor antes de iniciar a coleta de outro.
Somente os Recenseadores que apresentaram um bom trabalho deverão ter a chance de receber um segundo ou terceiro Setor.
• Cada computador de mão que será utilizado na coleta de dados estará carregado com apenas um Setor de cada vez.
Não será permitido que mais de um computador de mão esteja associado a um Recenseador.
Entendí! Só poderei atívar um segundo setor para um Recenseador quando ele finalizar a coleta do primeiro. Mas como é feita a distribuição dos setores? Qual é o critério para isso?
Na Distribuição dos Setores, você deverá obedecer aos seguintes passos:
>!:
../ No final do treinamento, comunicar aos treinandos o local e o horário onde será feita a distribuição dos setores .
./ Preparar a lista dos treinandos aprovados e classificados no Teste Final. A lista deve estar na ordem crescente de classificação .
../ Separar os mapas/croquis e a descrição dos limites dos Setores que devem ser
iniciados prioritariamente.
e
Lembrete: Essa tarefa deve ser feita com antecedência, sob orientação do A CM e, se necessário, do Coordenador de Subárea .
~
./ Reunir todos os treinandos aprovados e apresentar a lista de classificação e o quadro de
vagas - lembrando que o quadro de vagas foi divulgado junto com o Edital do Processo Seletivo. Caso seja necessário, ler para todos o item 11 do Edital.
./ Chamar, então, o primeiro colocado na lista de classificação e solicitar que vá até o mapa e escolha o seu Setor Censitário .
../ Colar uma etiqueta sobre o Setor escolhido para evitar dupla escolha e anotar na lista de classificação, na frente do nome do treinando, o número do seu Setor .
./ Entregar ao candidato uma folha de papel onde consta o número do setor e orientá-lo a dirigir-se para o local onde será realizada sua contratação .
./ Entregar ao recenseador o mapa e a descrição dos limites do Setor escolhido.
Lembrete: Os setores urbanos só poderão ser distribuídos para coleta após a co11c/11são e envio da pré-coleta.
A distribuição dos Setores restantes deverá obedecer à ordem de término do trabalho dos Recenseadores.
Atenção! Não se esqueça, na medida do possível, de fazer com que os setores de maior carga de trabalho sejam colocados em coleta o mais breve possível.
Após ter compreendido a organização de contratação dos Recenseadores, a distribuição do
trabalho e a escolha dos Setores, chegou o momento de você entender ainda mais a importância do seu empenho.
e
3.2 .2 - Acompanhamento do Recenseador:
O Supervisor deverá:
• Na primeira semana de trabalho, orientar cada um dos Recenseadores, sob sua responsabilidade, sobre a localização dos Setores que lhes foram designados, inclusive informando sobre os meios de transporte mais adequados e formas de acesso.
• Nos primeiros dias, priorizar o acompanhamento dos Recenseadores que receberam Setores nos quais possam existir maiores dificuldades de identificação dos limites ou de percurso.
• Informar ao Recenseador que, durante o Reconhecimento Prévio do Setor ou durante o percurso da coleta, se ocorrerem divergências entre o Mapa e a descrição referentes aos limites do Setor, ele deve interromper imediatamente a coleta, dirigir-se ao Posto de Coleta e, juntamente com o Supervisor, retornar ao local.
Se for confirmada a necessidade de alteração, o Supervisor deverá comunicar com urgência ao ACM, para que este informe ao Coordenador de Subárea ou o ACR, e as providências sejam tomadas imediatamente, evitando a ocorrência de invasões ou omissões em sua área de trabalho.
• No início da coleta, acompanhar cada Recenseador de forma a avaliar se as instruções para o Percurso e Cobertura do Setor estão sendo obedecidas, além de acompanhar a realização de uma entrevista, pelo menos, em um domicílio particular ocupado.
Dessa forma, conseguirá sanar, no início dos trabalhos, possíveis dúvidas de conceito, bem como de manuseio do computador de mão pelo Recenseador, dando especial atenção à correta aplicação dos conceitos de Domicílio e de Morador.
• Nos Setores Urbanos, agendar, no mínimo, dois dias por semana, nos quais o Recenseador deverá comparecer ao Posto de Coleta para transmitir os dados e solucionar as dúvidas surgidas durante a coleta, evitando assim que aconteçam erros sistemáticos.
Nos Setores Rurais, agendar no mínimo uma vez por semana.
• Nos Setores rurais de difícil acesso, preparar bem o Recenseador antes de iniciar a coleta de campo, acompanhando junto com ele algumas entrevistas de outro Recenseador, em um Setor mais próximo, com a finalidade de evitar também erros sistemáticos.
• Entregar ao Recenseador um Setor de cada vez, como já foi dito, exceto em casos especiais a serem solucionados junto ao Agente Censitário Municipal - ACM e ao Coordenador de Subárea ou ACR.
3.2.2.1 Auxílio ao Recenseador em Situação de RECUSA
A recusa é uma situação que pode acontecer durante a coleta de dados. Por isso, é preciso que você, como Supervisor, saiba como proceder nesses e em outros casos.
Lembra-se de quando falamos em ética, anteriormente, e sobre como você deve estar preparado para enfrentar, com confiança, diferentes situações? É essa segurança que você precisa transmitir também ao Recenseador.
Casos de pessoas que se recusam a prestar informações nas operações censitárias não são comuns. Mas, se isso ocorrer, o Recenseador deverá estar preparado para explicar ao entrevistado a importância do Censo Experimental 2009, solicitando sua cooperação.
Você deverá ajudar o Recenseador nesta tarefa. Caso haja necessidade, você deverá acompanhá-lo na tentativa de demover a recusa junto ao morador, mas deixando a cargo do recenseador a realização da entrevista.
Vamos relembrar o que foi visto até aqui?
Relembrando ...
• Você entendeu de forma detalhada o trabalho do Agente Censitário Supervisor nas situações abaixo .
./ Recepção ao Recenseador .
./ Organização do treinamento dos Recenseadores . ./ Capacitação dos Recenseadores .
./ Encerramento do treinamento.
• Foram mostradas situações importantes para que você realize a distribuição do trabalho entre os Recenseadores, fazendo entre eles a distribuição também dos Setores.
É sempre bom lembrar que o seu empenho é fundamental para garantir a qualidade das informações censitárias. Todas as ações apresentadas até agora visam garantir essa qualidade, assim como a que você verá a seguir: a Aplicação do Plano de Supervisão.
3.2.3 - Apl icação do Plano de Supervisão
Observe o esquema abaixo:
PLANO DE SUPERVISÃO
O que é?
É um conjunto de procedimentos a serem seguidos.
l
Por quem?
Pelo Supervisor.
Para gerenciar o trabalho de coleta e garantir a qualidade dos dados coletados e os prazos da operação censitária.
IMPORTANTE!
O Plano de Supervisão será gerado automaticamente pelo SIGPC da seguinte forma:
• À medida que os Recenseadores transmitirem os dados de seus Setores, o SIGPC atualizará todos os resultados dos Setores.
• Então, sempre que se conectar ao Posto de Coleta, o Supervisor receberá em seu computador de mão as atualizações das informações do Setor.
• Junto com essas informações, ele receberá também um conjunto de tarefas a realizar, que visam avaliar os trabalhos do Recenseador no Setor.
• Essa avaliação deve ser feita pelo Supervisor durante e após a coleta.
Para que a avaliação geral do trabalho do Recenseador seja realizada por meio do Plano de Supervisão, serão apresentadas três ferramentas de gerenciamento.
São elas:
./ os Relatórios Gerenciais.
./ as Mensagens dos Indicadores Gerenciais;
./ os Pedidos de Supervisão.
Você sabia?
Uma das grandes inovações tecnológicas do Censo Demográfico 201 O é a instalação de 7000 Postos de Coleta informalizados .
Vamos agora conhecer os procedimentos para a realização do Plano de Supervisão.
3.2.3.1 -Acompanhamento da coleta por meio de Relatórios Gerenciais
Durante a coleta, o Supervisor deverá acompanhar os dados dos Setores sob sua responsabilidade através de Relatórios Gerenciais, que serão emitidos periodicamente e atualizados em seu computador de mão sempre que fizer conexão com o SIGPC.
Através desses relatórios, o Supervisor poderá avaliar várias informações dos Setores sob sua responsabilidade, como:
./ a evolução da coleta;
./ a produtividade de cada Recenseador;
./ informações qualitativas e resultados da supervisão.
Quais os objetivos dessas informações?
Essas informações têm por objetivo auxiliar o Supervisor na tomada de ações imediatas junto a seus Recenseadores, permitindo o controle dos prazos e da qualidade dos resultados durante a operação.
O acesso e a visualização desses relatórios acontecerão através do Sistema de Supervisão, cujos procedimentos serão descritos mais à frente.
3.2.3.2 -Acompanhamento dos Indicadores Gerenciais da Coleta:
Os Indicadores Gerenciais da Coleta foram desenvolvidos com a finalidade de acompanhar a coleta, verificando através de parâmetros pré-definidos se as informações diferem de um padrão esperado, permitindo a identificação de Setores cujos dados devam ser verificados. O processamento destes indicadores é gerado através do SIGPC e serão atualizados em seu PDA sempre que se conectar. Por exemplo, o número médio de pessoas é um dos parâmetros controlados pelo sistema. Se um setor apresenta uma quantidade média de pessoas por domicílio muito elevada (ou muito baixa) o sistema irá emitir uma mensagem alertando que o valor deste parâmetro está fora do esperado.
IMPORTANTE! É imprescindível que o Supervisor realize conexões periódicas de seu PDA e dos Computadores de mão dos Recenseadores sob sua responsabilidade com o Laptop do posto, mantendo sempre o SIGPC com as informações da coleta atualizadas.
Esses indicadores podem ser classificados em duas categorias:
• indicadores para Setores com coleta em andamento;
• indicadores somente para Setores com a coleta concluída
~ Indicadores para Setores com coleta em andamento
Veja o exemplo abaixo:
Poderão ocorrer mensagens relativas aos Setores com status de coleta em andamento. Elas estarão acompanhadas, quando for o caso, de instruções específicas acerca das ações a serem adotadas.
Observe:
/ Proporção de logradouros não encontrados acima do limite.
j
Pode estar associado à omissão de parte do Setor./
Mensagem enviada pelo SIGPC não significa, necessariamente, que exista um erro na coleta das informações que a produziram.
""'
~
Possível justific ativa etectado para o desvio d
pelo sistema.
Assim. para todas as mensagens, o Supervisor deverá observar os seguintes procedimentos:
• É fundamental que o Supervisor acione o Recenseador imediatamente após receber uma mensagem do SIGPC, a fim de corrigir eventuais erros sistemáticos que estejam sendo cometidos, evitando-se, dessa forma, que se acumulem até o final da coleta no Setor.
• Ressaltamos que uma mensagem do SIGPC não significa, necessariamente, que exista um erro na coleta das informações que a produziram. Assim, a pronta ação do Supervisor permitirá que sejam obtidos os esclarecimentos necessários para cada valor apontado como fora dos parâmetros esperados.
• Para retificar ou confirmar os registros cujos valores acionaram as mensagens, o Supervisor poderá determinar que o próprio Recenseador retorne a campo, ou poderá efetuar essa tarefa pessoalmente, para verificação do trabalho, quando determinado pelo ACM e pelo Coordenador de Subárea ou ACR que estarão, também, recebendo relatórios consolidados gerados pelo SIGPC.
Veja agora outras mensagens que podem ser geradas pelo sistema a partir dos dados da coleta.
Mensagens associadas ao Registro de Endereços:
Proporção de logradouros não encontrados acima do limite.
Pode estar associado à omissão de parte do Setor.
Proporção de logradouros incluídos acima do limite.
Pode estar associado à invasão de Setor vizinho ou inclusão indevida de endereços.
- -
-Proporção de endereços não encontrados acima do limite.
Pode estar associado à omissão de parte do Setor.
roporção de endereços incluídos acima do limite.
Pode estar associado à invasão de Setor vizinho ou inclusão indevida de endereços.
Proporção de estabelecimentos de ensino acima do limite.
Pode estar associado à classificação errônea de outras espécies na condição d stabelecimento de ensino.
Proporção de estabelecimentos de saúde acima do limite.
Pode estar associado à classificação errônea de outras espécies na condição de estabelecimento de saúde.
Proporção de Unidades Visitadas - UVs pendentes acima do limite.
quantidade elevada de Unidades Visitadas - UVs com espécie pendente pode esta ssociada ao mal-entendimento do Recenseador ou à má qualidade do trabalho na lassificação das espécies.
Proporção de edificações em construção acima do limite.
- Pode estar associado à classificação errônea de outras espécies na condição de
!edificação em construção.
Mensagens associadas a Domicílios e Pessoas
Pessoas recenseadas por dia abaixo do esperado.
Pode ser justificada por condições climáticas adversas, dificuldade ou impedimento de contato com os informantes etc.
O que fazer em um caso como esse?
O Supervisor deverá exigir mais empenho e dedicação do Recenseador, no sentido de melhorar a produção (domicílios e pessoas recenseadas), caso a situação não seja semelhante às descritas acima.
O Recenseador deverá comunicar o fato imediatamente ao Supervisor, ficando este obrigado a confirmar a situação, preencher a justificativa no seu computador de mão e informá-la ao ACM. Se a mensagem de baixa produtividade se reproduzir sem que haja justificativa para tal, caberá ao ACM, junto com o Coordenador de Subárea ou ACR, avaliar a necessidade de substituição do Recenseador para que os prazos de coleta não sejam comprometidos.
Pessoas recenseadas por dia acima do esperado.
Pode estar associada à inclusão indevida de pessoas ou domicílios pelo Recenseador.
Média de moradores por domicílio abaixo do esperado.
Pode indicar omissão de pessoas nos domicílios particulares ocupados.
Média de moradores por domicílio acima do esperado.
Pode indicar inclusão indevida de pessoas nos domicílios particulares ocupados.
Proporção de homens abaixo do esperado.
ou
Proporção de homens acima do esperado.
IA
proporção de homens abaixo ou acima do esperado também pode estar associadaià
inclusão indevida de pessoas pelo Recenseador.Domicílios particulares ocupados acima do esperado.
Pode estar associada a:
• inclusão indevida de Domicílios e seus moradores;
• inclusão indevida de Domicílios Particulares Ocupados pertencentes a outra Setor (Invasão de Setor).
Proporção de domicílios ocupados da amostra abaixo do esperado.
Pode estar associada ao fato de alguns domicílios para os quais seria preenchido
~sse modelo de questionário terem sido classificados como não ocupados. gerando uma fração de amostragem real diferente da esperada.
Proporção de domicílios ocupados da amostra acima do esperado.
Pode estar associada ao fato de alguns domicílios para os quais seria preenchido e questionário básico terem sido classificados como não ocupados, gerando uma fraçãc de amostragem real diferente da esperada.
Diferença entre o número médio de pessoas recenseadas nos domicílios da não amostra e da amostra acima do esperado.
Pode indicar tendência de omissão ou inclusão indevida de moradores, com prevalência em um dos dois tipos de questionário: básico ou da amostra.
Proporção de pessoas com idade presumida acima do esperado.
Proporções elevadas de idades presumidas trazem prejuízo à qualidade da informação, visto que a variável "idade" é um fator fundamental para análise e interpretação dos resultados do Censo.
Proporção de pessoas com menos de 3 anos ou pessoas com mais de 69 anos abaixo do esperado.
Sabe-se que nos levantamentos censitários, quando ocorre omissão de pessoas. a
~endência é que essa situação ocorra naquelas com idade mais avançada e crianças.
~ssim, o Supervisor deverá alertar o Recenseador para que faça sempre a pergunta
"Todos os moradores do domicílio, inclusive ausentes, idosos e crianças, foram listados?" que faz parte da estrutura dos dois modelos de questionário.
>
Indicadores somente para Setores concluídosEsses indicadores gerenciais serão calculados para avaliação do Setor assim que a coleta for dada como encerrada pelo Recenseador. Eles trabalharão em conjunto com aqueles que serão controlados durante o andamento da coleta, descritos anteriormente.
Para isso, o Recenseador deve agir da seguinte forma:
../ executar a rotina de encerramento da coleta;
../ realizar a última transmissão de dados para o SIGPC tão logo termine os trabalhos no Setor.
ATENÇÃO 1
O único indicador que não será calculado ao final da coleta é o de produtividade, portanto não haverá mensagens referentes à quantidade de pessoas coletadas por dia quando o Setor estiver concluído. Todos os demais poderão ser acionados, gerando suas respectivas mensagens de alerta. Assim, além das mensagens já descritas anteriormente, poderão aparecer outras mensagens ao final da coleta.
Então, além das anteriores, as seguintes mensagens poderão ser exibidas:
Total de domicílios particulares ocupados abaixo do esperado.
lA.
quantidade de domicílios particulares ocupados abaixo do esperado pode estar '3Ssociada a:• omissão de domicílios ocupados
e
seus moradores em um determinadc trecho do Setor. É mais comum ocorrer em áreas vizinhas de outro Setor nc qual pode haver dúvida de limites;• omissão ou classificação errada da espécie de domicílios ocupados espalhadas ao longo do percurso.
Total de unidades visitadas abaixo do esperado.
A quantidade de unidades visitadas abaixo do esperado pode estar associada a:
• omissão de unidades visitadas em um determinado trecho do Setor, como uma face ou um logradouro. É mais comum ocorrer em áreas vizinhas a outro Setor, onde pode haver dúvida de limites;
• omissões espalhadas ao longo do percurso.
Total de unidades visitadas acima do esperado.
A quantidade de unidades visitadas acima do esperado pode estar associada à inclusão indevida de:
• unidades visitadas;
• unidades visitadas pertencentes a outro Setor (invasão de Setor vizinho).
Proporção de domicílios fechados e vagos acima do esperado.
Pode ter como causa a classificação errônea de domicílios ocupados na condição de fechados ou vagos, o que acarreta omissão de pessoas.
Proporção de domicílios de uso ocasional acima do esperado.
É comum e justificável em áreas de veraneio. A ocorrência elevada em Setores
~ipicamente residenciais pode estar associada à classificação errônea de domicílios
~cupados na condição de uso ocasional, o que acarreta omissão de pessoas.
3.2.3.3 - Respondendo às mensagens
Para cada mensagem ... haverá um campo para observações, no qual o Supervisor deverá apresentar justificativas para os valores encontrados.
Sempre deverá ser informado se houve ou não retorno a campo para verificação, e se foi o Supervisor ou o Recenseador quem executou tal tarefa.
Exemplo de resposta: "Valores corrigidos após retorno do Recenseador a campo."
Vamos ao terceiro item de análise do seu Plano de Supervisão:
3.2.4 - Realização dos pedidos de supervisão
As informações dos Setores recebidas por meio de relatórios gerenc1a1s e através das mensagens dos indicadores gerenciais podem fornecer somente indícios de algum problema na coleta. Sendo assim, faz-se necessário que o Supervisor avalie também a situação de coleta em campo.
Dessa forma, com o objetivo de constatar se essas informações realmente estão relacionadas a algum problema, o sistema de supervisão foi desenvolvido com um módulo que gera algumas amostras de unidades visitadas e pessoas do Setor. Essas amostras são selecionadas em diferentes momentos da coleta, para que o Supervisor verifique em campo a qualidade do trabalho do Recenseador. Esse módulo é o que podemos definir como pedido de supervisão.
O módulo de pedidos de supervisão será aplicado da seguinte forma:
• nos Setores Urbanos: em até três momentos durante a coleta de cada Setor;
• nos Setores Rurais: somente um pedido de supervisão ao final da coleta do Setor.
Entenda como você deve proceder, para cada pedido de supervisão, estudando o esquema abaixo.
Conferência de percurso/cobertura PEDIDO DE SUPERVISÃO
Reentrevista Entendendo melhor:
3.2.4.1 - Conferência do Percurso/ Cobertura
O que é Verificação de um trecho do percurso em uma amostra de endereços contíguos selecionada. na relação de endereços registrados pelo Recenseador e já transmitidos para o SIGPC.
Objetivo Avaliar se o Recenseador está registrando corretamente e de maneira ordenada todas as unidades dentro de sua área de trabalho.
Como proceder:
• verificar e registrar a(s) espécie(s) de cada unidade selecionada;
• excluir unidades e espécies registradas indevidamente pelo Recenseador ou;
• incluir espécies omitidas pelo Recenseador dentro do percurso selecionado.
3.2.4.2 - Reentrevista
O que é? É uma nova entrevista com alguns quesitos selecionados dos
questionários do censo que será realizada em uma amostra de domicílios dentre aqueles já coletados e transmitidos pelo Recenseador.
O trabalho de cada Recenseador será submetido a esse processo, para um conjunto de até três (03) domicílios particulares ocupados.
Objetivo Assim como a conferência de percurso/cobertura, a reentrevista é uma verificação da qualidade do trabalho do Recenseador, que possibilitará avaliar se ele está recenseando todos os moradores nos domicílios e se está aplicando corretamente os conceitos dos questionários do censo.
Como proceder:
• Aplicar o questionário da reentrevista nos domicílios selecionados:
Esse procedimento se repetirá a cada pedido de supervisão, através do qual o Supervisor receberá todos os endereços e as informações dos domicílios selecionados para cada reentrevista.
Os questionários da reentrevista constarão de alguns quesitos diferenciados por tipo de questionário Básico e Amostra.
O critério para seleção do tipo de questionário a ser aplicado pelo Supervisor (Básico/Amostra) deverá ser atribuído automaticamente pelo sistema. seguindo o mesmo esquema de seleção do Recenseador, impedindo que haja divergência no tipo de questionário.
Verifique agora os quesitos dos questionários de reentrevistas
Q.1-Alguma pessoa que morava com você(s) está morando em outro país?
D
1-SimD
2- Não µ: Quesno 3.01 do questionário da amostraQ.2- De agosto de 2008 a julho de 2009 faleceu alguma pessoa que morava com você(s)?(lnc/usive crianças recém nascidas e idosos)
D
1-SimD
2-Não J Qucsno 7.O1 do questionário da amoslrae
e
Q.3- Nome da pessoa ---r.;=.---~c
J Qucs110 6.00 do questionáno da amostra
Q.4-Sexo
D
1-Sime
D
2-NãoJ Questto 6.0 l do questionário da amoslra
Q.&- Qual era a sua idade em 31 de julho de 2009?
1 ano ou mais
l_l_l_ I
anos menos de 1 ano_ l _I
mesese (Caso não saiba, informe a idade presumida)
;e Quesllo 6.02 do quesuonáno da amoslra
Q.6(Amostra)- Mora neste município desde que nasceu?
e
D D
J Quesito 6.20 do questionário daamoslra
1-Sim 2- Não
Q.7 (Q.6 para o Básico)- Sabe ler e escrever?
D
1-SimD
2- NãoQ.8 - Frequenta escola ou creche ?
D
1 - Sim, públicaD
2 - Sim.particularD
3 - Não,já frequentouD
4 - Não, nunca frequentouJ Quesito 6.30 do questionário da amostra
J Quesito 6.31 do questionário da amostra
Na semana de 19 a 25 de julho de 2009, durante pelo menos 1 hora:
Q.9 - Trabalhou ganhando em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios?
(Benefícios: moradia, alimentação, treinamento, etc.)
"
Quesito 6.46 do questionário daD
1- SimD
2- Não amostraNa semana de 19 a 25 de julho de 2009, durante pelo menos 1 hora:
Q.1 O -Tinha algum trabalho remunerado do qual estava temporariamente afastado?
(Férias, doenças, licença, greve, falta, más condições do tempo, etc)
"
Quesito 6.4 7 do questionário daD
1-SimD
2- Não amostraNa semana de 19 a 25 de julho de 2009, durante pelo menos 1 hora:
Q.11 - Ajudou sem qualquer pagamento no trabalho remunerado de morador do
e
e
e:
e
domicílio? e
J Quesito 6.48 do questionário da
D
1- SimD
2- Não amostraNa semana de 19 a 25 de julho de 2009, durante pelo menos 1 hora:
Q.12-Trabalhou na plantação, criação de animais ou pesca, somente para alimentação dos moradores do domicílio?
J Quesito 6.49 do questionário da amostra
D
1-SimD
2- NãoQ.13- Quantos filhos e filhas nascidos vivos teve até 31 de julho de 2009? e
l_l
1 - homensl _I
2 - mulheres O - nenhum J Quesito 6.72 do questionário daD
amosrrat---~
~
Vamos dar continuidade, finalizando os procedimentos do Plano de Supervisão.
3.2.4.3 -Comparação entre os dados do Recenseador e os do Supervisor
Após realizado cada pedido de supervisão, o sistema da supervisão realizará o confronto entre os resultados obtidos pelo Supervisor e os que foram obtidos pelo Recenseador e lhe apresentará as divergências encontradas. Você deverá, então:
./ convocar o Recenseador e avaliar com ele cada uma dessas divergências;
./ orientá-lo para evitar outras ocorrências;
./ orientá-lo para que faça as devidas correções em seu computador de mão, através do aplicativo da coleta, pois os registros realizados pelo Supervisor através do aplicativo da supervisão não corrigem automaticamente os dados do Setor.
ATENÇÃO!
• Como cada pedido de supervisão é composto somente de uma amostra de unidades do Setor, um mau resultado pode significar que todo o trabalho ou parte do mesmo esteja seriamente comprometido. Portanto, não basta corrigir as unidades verificadas para garantir a qualidade do trabalho. Em alguns casos, esses resultados observados poderão implicar ações mais efetivas, que deverão ser decididas junto com o ACM e tomadas de acordo com a gravidade dos erros apurados.
• Os resultados obtidos nos pedidos de supervisão interferem na geração de novos pedidos e nas quantidades de unidades a verificar. Portanto, não existe a garantia de que todos os Setores terão o mesmo número de pedidos de supervisão ou mesmo que os pedidos terão a mesma quantidade de unidades para verificação de percurso ou de reentrevistas.
• Para o bom funcionamento do sistema é importante que o Supervisor esteja sempre se conectando ao SIGPC e, ao mesmo tempo, também deve estar atento à frequência com que o Recenseador realiza suas conexões, a fim de não acarretar atraso na geração de novos pedidos.
Daí a importância constante de avaliação do trabalho do Recenseador durante a coleta, orientando-o e corrigindo-o quando necessário.
Supervisor! Para que isso aconteça, você não deve se esquecer de que é fundamental
conhecer todos os passos e ações do Recenseador, ou seja, é fundamental que você estude o Manual do Recenseador.
3.2.4.4 - Encerramento da Supervisão
As três etapas descritas abaixo podem demandar retorno a campo, tanto por parte do Supervisor para verificação como do Recenseador para correção.
Nada impede que essas etapas sejam avaliadas simultaneamente no Setor e as devidas providências sejam tomadas.
Dessa forma, após o encerramento da coleta pelo Recenseador, você deverá:
);:>- Avaliar os Indicadores Gerenciais da Coleta
E como será feito?
O SIGPC enviará para o computador de mão do Supervisor as mensagens dos indicadores gerenciais para "setor coletado" que estiverem pendentes. Caso haja indicadores pendentes. você deverá ler as mensagens e avaliar a necessidade de ir a campo para verificação das informações.
Não havendo necessidade de correções, deverá confirmar e justificar as informações anteriormente recebidas no seu computador de mão. Se for detectada alguma falha em que exista necessidade de corrigir as informações, o Supervisor deverá reabrir o Setor no computador de mão do Recenseador para revisão, a fim de que ele efetue as devidas correções. Para isso você deverá acessar a função Funcionalidades do supervisor, digitar sua senha pessoal e acionar a opção Reabrir Setor.
»
Realizar o confronto entre Mapa e a lista de logradouros no registros de endereços Esta verificação tem por principal objetivo avaliar a cobertura da coleta no Setor em busca de possíveis falhas como invasão de Setor ou omissão de parte do Setor, principalmente a omissão e inclusão indevida de logradouros.Se for detectada alguma falha em que exista necessidade de corrigir as informações, você deverá Reabrir o Setor no computador de mão do Recenseador para revisão, a fim de que ele efetue as devidas correções.
);:>- Fechar todos os pedidos de supervisão
É aconselhável que os pedidos de supervisão de percurso e reentrevistas sejam realizados durante a coleta dos dados, ou seja, enquanto o Setor estiver em andamento. Não havendo possibilidade de concluir esta etapa no andamento da coleta, o Supervisor deverá realizar os pedidos de supervisão pendentes ou, se for o caso, justificar a impossibilidade de realização dos mesmos.
Você reparou em uma informação que se repete nos três itens acima? Se você leu com atenção, viu que a frase merece destaque:
"Se for detectada alguma falha em que exista necessidade de corrigir as informações, você, Supervisor, deverá reabrir o Setor no computador de mão do Recenseador para revisão, a fim de que ele efetue as devidas correções."
Ou seja, a partir do momento em que eu sinalize as falhas e reabra o setor para revisão no computador de mão do Recenseador, somente ele poderá fazer as devidas correções. Entendi!
3.2.4.5 - Avaliação geral do trabalho do Recenseador
Além das ferramentas, Relatórios Gerenciais, Mensagens dos Indicadores Gerenciais e Pedidos de Supervisão que você acabou de conhecer e que estão disponíveis através do Plano de Supervisão em seu computador de mão, poderá haver também recursos alternativos para avaliação do Recenseador, como:
./ mapas impressos;
./ visualização de fotos de satélite;
./ outros que se fizerem necessários.
Em alguns casos, a avaliação dos resultados poderá estar apontando indícios de problemas no trabalho do Recenseador. As ações do Supervisor deverão ser orientadas pela análise conjunta desses recursos, avaliando prioritariamente as omissões e inclusões indevidas de pessoas ou domicílios.
Se ficar constatado que o Recenseador está incidindo em erro, o Supervisor deverá retreiná-lo.
Caso persistam os problemas, caberá ao ACM junto com o Coordenador de Subárea ou ACR avaliar a necessidade de substituição do Recenseador.
Se o problema for apurado após o encerramento da coleta, sempre que se tratar de constatação inequívoca de omissão de pessoas ou de domicílios com morador, as providências de correção deverão ser reportadas ao ACM e ao Subárea ou ACR, que decidirão as ações gerenciais a serem adotadas.
Atenção!
É importante ressaltar que Setores com a coleta concluída somente serão liberados para pagamento ao Recenseador se não houver pendência por parâmetros controlados pelo SIGC.
Caso haja pendência, o Coordenador de Subárea ou ACR somente autorizará o pagamento após avaliar e aceitar a justificativa do Supervisor para os valores coletados.
Se a justificativa não for aceita, o Coordenador de Subárea ou ACR poderá determinar, através do ACM, que o Supervisor e/ou o Recenseador retornem a campo para confirmar ou retificar as informações. Para isso, deverá autorizar verbalmente a reabertura do setor pelo ACM.
Agora, vamos parar um pouco para relembrarmos essa última parte ...
Relembrando ...
Através do Plano de Supervisão, você aprendeu a utilizar várias ferramentas para avaliar o trabalho do Recenseador antes e após o encerramento da coleta. São elas:
• os Relatórios Gerenciais;
• as Mensagens dos Indicadores Gerenciais;
• os Pedidos de Supervisão.
Com os Relatórios Gerenciais, você viu que o Supervisor poderá avaliar várias informações dos Setores sob sua responsabilidade como:
./ a evolução da coleta;
./ a produtividade de cada Recenseador;
./ informações qualitativas e resultados da supervisão.
Você conheceu, ainda, as Mensagens dos Indicadores Gerenciais, com as instruções específicas de ações, quando necessário, em cada mensagem.
Entendeu também que esses indicadores podem ser classificados em duas categorias:
• indicadores para setores em andamento;
• indicadores somente para setores concluídos.
Por fim, ainda nessa ferramenta, você aprendeu como responder a essas mensagens.
Em Pedidos de Supervisão, você conheceu duas formas de agir:
Através da conferência de percurso/cobertura e das reentrevistas. Dessa forma, você saberá comparar os seus dados com os dados da coleta do Recenseador, conseguindo avaliar de diversas formas o trabalho deste último, tomando as medidas necessárias em cada situação.