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Jones Macagnan.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Sou professora de Anatomia não só do curso de Fisioterapia, mas também dos cursos de nutrição, educação física, cosmetologia e estética e demais cursos da área da saúde. A formação docente tem sido objeto de instigantes pesquisas de estudantes, professores, gestores e coordenadores da área de Educação. Esse debate ganha contornos em trabalhos como o campo da saúde, onde se insere a Fisioterapia.

Esses princípios são reafirmados pelas Diretrizes Curriculares para atender às exigências do Sistema Único de Saúde, ou seja, o processo de ensino e aprendizagem não se enquadra mais no modelo técnico e cartesiano que existe desde a adoção do início da história da universidade, especialmente na educação. da área da Saúde. Trabalhando com estratégias de ensino-aprendizagem por descoberta na área da Saúde: problematização e aprendizagem baseada em problemas. Como você pode se conscientizar do seu papel como profissional de saúde e competente no exercício profissional.

Isso requer elementos estruturais e políticos dos cursos da saúde, que ficam explícitos em seus projetos político-pedagógicos e também na estrutura curricular. Estamos abordando questões relacionadas ao perfil do corpo docente do setor saúde, que analisamos, com base nos relatos dos entrevistados, e entendo que essa é uma realidade da qual faço parte em muitos aspectos. Na área da saúde, a discussão sobre a utilização de metodologias ativas de aprendizagem está presente na literatura desde a década de 1960.

Nesse contexto, inserem-se as ideias do que se chamou de movimento Escolanova (ou outras teorias educacionais), onde fica claro que o conhecimento pedagógico está articulado com as ciências da educação, e por vezes é impossível distingui-las quando tentam. integrar sistematicamente os resultados da sua investigação nos conceitos que propõem, a fim de os legitimar cientificamente – métodos activos de ensino e aprendizagem). Mas ao mesmo tempo em que vivenciamos essas conquistas, surgem vários paradoxos, como descobertas sobre o genoma humano que aumentam a esperança de cura para algumas doenças e possibilitam o prolongamento da vida, mas o acesso aos serviços de saúde não chega a todos. . Essas diversas articulações entre a prática docente e o conhecimento fazem dos professores um grupo social e profissional cuja existência depende em grande parte da sua capacidade de dominar, integrar e mobilizar conhecimentos como condições para a prática28.

Entendemos que a relação entre professores e saberes não pode ser reduzida a uma função de transmissão de saberes já consolidados. O autor acrescenta ainda: o conhecimento docente é composto por conhecimentos provenientes da experiência, conhecimentos pedagógicos e específicos; é o conhecimento das lutas cotidianas31, que Tardif32 complementa quando aponta como características, para a análise do saber docente, o trabalho do professor, a diversidade, a temporalidade, a experiência, o saber humano e a formação docente. Podemos também complementar, como saberes docentes, os saberes pessoais, provenientes da escolaridade, da formação, dos saberes profissionais, aqueles que advêm dos livros didáticos e dos programas de ensino, da própria experiência profissional, outros adquiridos no ambiente familiar, na convivência social do cotidiano, na escola, nos sistemas educativos, entre professores e na própria sala de aula.

Porém, ensinar é uma tarefa complexa na medida em que requer conhecimentos consistentes sobre a matéria ou suas atividades na forma como os alunos aprendem, na forma como os recursos didáticos serão utilizados para que se adaptem melhor às circunstâncias em que são ensinados. realizado 33.

PROFESSOR DE ANATOMIA HUMANA E O SABER DOCENTE

A partir desta construção etimológica podemos pensar a construção da Anatomia como ciência ou como disciplina curricular, pelo menos na forma como tem sido tratada ao longo do tempo. Se o coração pesasse menos que a pena, a pessoa poderia voltar e levar seu corpo de volta, pois era uma pessoa com um coração sem maldade, e portanto era mais leve que a pena. Embora muitas dessas teorias fossem baseadas em dissecações de animais, pois acreditavam que o corpo humano morto deveria ser deixado intacto, o início do que hoje chamamos de Anatomia começou com essas pessoas.

Neste panteão, foram adotados Aristóteles, Herófilo (considerado o pai da Anatomia), Galeno, Mondino de Luzzi (fundador da primeira escola médica do mundo em Bolonha onde foi adotada a prática de dissecação pública de cadáveres, geralmente de criminosos executados), Leonardo Da Vinci, Andreas Vesalius (autor do primeiro Atlas de Anatomia conhecido – De humani corporis fabrica composto por sete volumes e datado de 1543). De certa forma, a mesma classificação que Vesalius usou em seu Atlas é usada até hoje para definir o currículo de Anatomia nos cursos da saúde. O estudo da anatomia remonta a Mondino37 e ainda é ensinado da mesma forma na maioria das escolas.

Historicamente, a Anatomia é a disciplina que marca o momento em que se sai do estado místico para acreditar em algo tangível, concreto, objetivo. Por esse motivo, considerado um dos pilares da construção da racionalidade das profissões do setor saúde, fato marcante desde o Renascimento, quando o corpo humano em desenho preciso e descrição detalhada, a objetividade e a verdadeira forma dos órgãos incorriam. , revelado por dissecação. Essas escolas médicas acima citadas passaram por mudanças visando uma formação que se enquadrasse em um aspecto de ação – reflexão – ação e desta forma ressignificasse a aprendizagem, aproximando-a da realidade do futuro profissional de saúde, bem como das prerrogativas elencadas pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde.

Tavano e Almeida42, acrescentam que a disciplina de Anatomia sempre se baseou na capacidade de integração clínico-terapêutica, o que a tornou essencial nos currículos das disciplinas da área da saúde. Esta visão apresenta problemas que se traduzem na crise que a Anatomia atravessa atualmente, especialmente ao nível da investigação. A possível falta de revisão por parte da comunidade disciplinar para a sua disciplina e não para o campo de pesquisa, faz com que ele fique “preso” em princípios ultrapassados, deixando aberto campo para a difusão de outras disciplinas que adotem o objeto de estudo da Anatomia.

Em praticamente todas as disciplinas da área da medicina, os currículos podem ser chamados de convencionais, ou seja, divididos em um ciclo básico, contemplado nos anos iniciais dos cursos e formado por disciplinas como Anatomia Humana, por ser considerada parte do processo. da construção da racionalidade profissional e do ciclo clínico. Mais uma vez, voltamos a uma questão fundamental no ensino de graduação dos cursos da saúde: quem sabe fazer sabe ensinar.

FORMAÇÃO DOCENTE NA ÁREA DA SAÚDE

GRUPO FOCAL: Os alunos foram convidados a fazer parte do grupo focal, quando também foram coletadas informações sobre suas percepções quanto ao uso de metodologias ativas. No grupo focal, os alunos foram incentivados a relatar suas experiências durante o semestre em relação ao uso de metodologias ativas, e a elencar aspectos positivos e negativos, em relação às suas afirmações sobre o que seria uma boa aula, qual a definição de uma boa aula . professor e como ocorreu o processo de ensino-aprendizagem durante o semestre e na disciplina relevante, com base em questões semiestruturadas. Desde que começaram a estudar esta disciplina, os alunos foram expostos a diferentes tipos de processos de ensino e aprendizagem.

Após a confecção do modelo, os alunos o apresentaram à turma e explicaram o que fizeram e como funciona o grupo muscular que lhes corresponde. Depois de formar duplas e explicar o contato com o corpo do colega em termos de respeito e valores éticos, os alunos buscam as estruturas anatômicas que estudaram nas aulas sobre ossos, ligamentos (articulações) e músculos abdominais. Os alunos foram divididos em grupos e trouxeram diferentes cores de sua preferência e pincéis para pintar o modelo do tronco cerebral.

Na aula seguinte, os alunos foram questionados sobre quais aspectos mais chamaram sua atenção. Paralelamente à realização dessas atividades, os alunos foram divididos em grupos e foi realizada outra atividade: a elucidação de um caso clínico. Encontramos opiniões semelhantes quando analisamos dados obtidos por outros pesquisadores educacionais sobre o que os alunos definem como uma boa aula.

Utiliza conhecimentos e experiências anteriores e estimula a reflexão crítica sobre a experiência, além de exigir que os alunos criem seus próprios conceitos para progredir na aquisição de conhecimentos. Após a aplicação de metodologias ativas no processo de aprendizagem dos estudantes de fisioterapia e através das ferramentas geradas por estes estudantes para expressarem suas opiniões sobre a aplicação (comparação) entre o método tradicional de ensino de anatomia humana e quando são utilizadas metodologias ativas, foi É possível estabelecer algumas relações interessantes com a forma como os alunos percebem o processo de ensino e aprendizagem através de suas opiniões sobre um bom professor e uma boa aula. Nesse contexto, os alunos do grupo focal foram convidados a relatar aspectos relevantes de como seria uma boa aula, como seria um bom professor, para que pudessem ilustrar seus apontamentos.

A dimensão que fala do professor como educador é forte evidência na concepção do que é uma boa sala de aula, pois exige relações afetivas entre os alunos e entre o professor e os alunos. Nesse sentido, as metodologias ativas servem de base para atividades que promovam a interação entre os alunos (trabalho em equipe). Os alunos foram muito fortes em seus relatos durante o grupo focal ao se referirem a uma dimensão que é muito forte na fala dos professores.

Contribuindo com o universo da pesquisa pedagógica do ensino superior, os alunos expressaram suas ideias sobre como seria um bom professor. A condição humana do professor emerge novamente quando os alunos reclamam que fatores externos alteram o andamento do processo. Dessa forma, diante dos resultados coletados pelos instrumentos realizados para esta pesquisa, podemos afirmar que ao lermos a fala dos alunos do curso de Fisioterapia da Univali, matriculados na disciplina de Anatomia Humana no segundo semestre de 2011, analisaram o a aplicação de metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem é extremamente positiva quando se trata de análise do discurso em relação ao que os alunos entendem como uma boa aula.

Referências

Documentos relacionados

Para a realização deste trabalho utilizamos como procedimento metodológico a técnica de “Grupo Focal”, na qual foram propostas aos professores, alunos e famí- lias reflexões sobre as