Na segunda, discutiremos o desenvolvimento histórico da Justiça Desportiva, a legislação a ela associada; Também será feita uma abordagem ampla e abrangente sobre o surgimento do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O terceiro e último capítulo, tema desta monografia, tratará da organização da Justiça Desportiva, sua jurisdição e estabelece sua competência, regulamentada pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
A ORIGEM DO ESPORTE E DO FUTEBOL
- O T SU - CHU DA C HINA
- O K EMARI DO J APÃO
- O E PYSKIROS DA G RÉCIA
- O H ARPASTUM DE R OMA
- O S M AIAS DO M ÉXICO
- O S OULE DA F RANÇA
- O C ALCIO F IORENTINO DA F RANÇA
- O F OOTBALL DO I NGLESES
- O UTRAS R EGISTROS R ELACIONADOS À O RIGEM DO F UTEBOL
A EVOLUÇÃO DO FUTEBOL
Este século foi marcado por novas aberturas para a prática do futebol; O futebol deslanchou de forma mais organizada no século XIX, com o apoio de muitos estudantes universitários, aprovado pelos reis, admirado pelos cronistas da época e incrementado pela paixão popular, como é hoje. Segundo a Enciclopédia Britânica41, os ingleses foram os responsáveis pela difusão do futebol, levando esta prática desportiva a vários países como Argentina, Alemanha, Dinamarca, França, Holanda, Portugal, Suíça e muitos outros. No século XIX, o futebol tornou-se mais organizado, sendo introduzida em 1868 a figura do árbitro, que anunciava as decisões aos gritos.
Somente no século XX é que o futebol começou a ser organizado, com a criação da Associação Internacional de Futebol – FIFA43, em 21 de maio de 1904, os países fundadores foram França, Bélgica, Espanha, Suíça, Dinamarca, Suécia e Países Baixos; No ano seguinte, a FIFA, a Alemanha, a Áustria, a Itália, a Hungria e a Inglaterra uniram-se44. Sobre a FIFA Zainaghi45 relata que a organização foi fundada em 1904, motivada pelo fato de o futebol ser uma paixão que se espalhou pelo mundo em uma progressão impressionante, em 1920 foi incluída nos Jogos Olímpicos e em 1930 na primeira Copa do Mundo de futebol.
O FUTEBOL NA AMÉRICA PRÉ-COLOMBIANA
Com a eleição de Jules Rimet como presidente da FIFA, iniciou-se uma nova fase para o futebol. Na América Central, mas especialmente em Cópan, tocava-se pok-tai-pok; o campo tem 140 metros de comprimento e 30 metros de largura.
A INTRODUÇÃO DO FUTEBOL NO BRASIL
Apesar do exposto, não há dúvidas sobre a verdadeira introdução do futebol no país através de Charles Miller, que em 1894 trouxe da Inglaterra alguns materiais do esporte já praticado ali, como bolas e uniformes. Duarte é contrariado por Zainaghi54 a respeito do ano de 1884, onde cita como correto o ano de 1894, ano da introdução do futebol no Brasil. É por isso que o futebol inicialmente se desenvolveu mais em São Paulo; Mas com uma bola trazida da Suíça, em 1896, Oscar Cox incentivou o futebol no Rio de Janeiro.
Após alguns anos da implementação do futebol no Brasil, os clubes de futebol começaram a surgir em todo o país. Porém, ainda há muito debate sobre a ascensão do futebol no Brasil; Para muitos historiadores e pesquisadores o futebol foi introduzido por Charles Miller, mas duvidam das verdadeiras origens do futebol brasileiro.
- ASPECTOS HISTÓRICOS
- LEGISLAÇÃO DESPORTIVA NO PERÍODO DE 1932 À 1945
- LEGISLAÇÃO DESPORTIVA NO PERÍODO DE 1945 À 1987
- PERÍODO POSTERIOR A REPÚBLICA FEDERATIVA DE 1988
- CRIAÇÃO DO CÓDIGO BRASILEIRO DISCIPLINAR DE FUTEBOL
Decreto-lei 3.199/41: estabeleceu as bases para a organização do esporte em todo o território nacional e o CFD, de abrangência nacional, e os Conselhos Regionais de Desporto – CRDs71, de abrangência estadual. Decreto-Lei 3.617/41: criou a Confederação Brasileira do Desporto Universitário74, à qual seriam filiadas as federações de atletismo de cada universidade; Decreto-lei 7.674/45: estabeleceu a existência, em cada entidade ou associação desportiva, de um órgão fiscalizador na área de gestão financeira e criou empréstimos da Caixa Econômica Federal para as associações.
Além disso, a Lei 6.354/76 estabeleceu no artigo 29 a competência do Tribunal Desportivo para julgar conflitos trabalhistas entre atletas profissionais e associações. A Lei 9.615/98, ou seja, a Lei Pelé, trouxe inovações como o fim do passe do jogador de futebol e a obrigatoriedade da criação do clube corporativo. Em decorrência do exposto por Melo Filho, foi ratificada a Lei 9.981, de 14 de julho de 2000, com o objetivo de revisar a estrutura da justiça desportiva, que por meio de alterações adaptou o texto da Lei 9.615/98 e alterou alguns dispositivos da justiça desportiva. artigo 27.
Ressalte-se que a Lei Brasileira de Justiça Desportiva permanece em vigor, conforme artigo 91 da Lei 9.615/98, até a aprovação do Regulamento da Justiça Desportiva Profissional e Não Profissional.
ORGANIZAÇÃO
Quem decidir sobre uma questão decorrente do desporto, imbuído do pensamento formalizado nas leis, terá distraído a sua consciência da justiça. Decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias, os Órgãos da Justiça Desportiva serão excluídos, salvo se a parte concordar, expressa ou tacitamente, em prosseguir com o processo. Contudo, este acordo não impede que a parte, antes da decisão final, utilize os órgãos da Justiça Comum, ou seja, o Tribunal95.
Impede-nos dizer que estes códigos desportivos definirão também a “organização, funcionamento e competências da justiça desportiva”, tendo em conta os parâmetros e limitações constitucionais e estatutárias que limitam a sua actividade ao “processo e adjudicação”. de infrações disciplinares e competições.esportivas". No que diz respeito ao futebol, a organização da justiça desportiva é regulada pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que se aplica à Confederação Brasileira de Futebol - CBF98 e às federações, ligas e associações desportivas de todo o país. território.
PRESIDENTE DOS TRIBUNAIS
Quanto ao recurso para o Tribunal de Justiça Desportiva, nas condições do artigo 53, parágrafo 4º, da lei 9.615/98, quando a pena ultrapassar duas partidas consecutivas ou 15 (quinze) dias, o recurso será recebido e será processado com um efeito suspensivo. Juntamente com o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, para decisões relativas a competições interestaduais ou nacionais, e os Tribunais de Justiça Desportiva, funcionarão quantas Comissões Disciplinares forem necessárias, cada uma composta por cinco membros que não pertençam ao referido órgãos judiciais e isso será mostrado. Das decisões da Comissão Disciplinar cabe recurso para o Tribunal de Justiça Desportiva e deste para o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, nos casos previstos nos respectivos Códigos de Justiça Desportiva.
O recurso do número anterior é acolhido e considerado com efeito suspensivo quando a pena ultrapassar dois jogos consecutivos ou quinze dias. Quanto aos Conselhos de Justiça Desportiva – JJD, mencionados nos parágrafos e parágrafos do artigo 22 do CBJD, não existem mais.
VICE-PRESIDENTE DOS TRIBUNAIS
AUDITORES
Os auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD104, com mandato coincidente com o presidente da CBF e os auditores do TJD, com mandatos coincidentes também com os presidentes de federações e ligas, serão eleitos ou nomeados na forma do artigo 55 da Lei 9.615/98, com nova redação dada pela Lei 9.981/00, em conformidade com o disposto no artigo 91 da referida Lei, que manteve em vigor o CBJD. A nomeação dos auditores ocorrerá perante o presidente da respetiva unidade, nos termos do artigo 11.º do CBJD. A antiguidade dos auditores é calculada a partir da data da nomeação, onde esta ocorreu na mesma data, o auditor com mais mandatos é considerado o mais velho, se houver empate for o mais velho, o auditor mais velho é considerado o mais velho , cf. a redação do artigo. 12 da CBJD.
Caso seja aberto o cargo de auditor, o Presidente do TJD comunicará imediatamente a ocorrência à autoridade competente para preenchimento nos termos do artigo 14 do CBDF. Quanto às licenças de auditor, deverão ser concedidas pelo TJD e não poderão ultrapassar 90 (noventa) dias, sob pena de perda do cargo, salvo em decorrência de doença, devidamente comprovada, observado o parágrafo único do artigo 21 do o CBJD.
PROCURADORIA
O próprio auditor deverá declarar-se prejudicado assim que o processo lhe for transferido, caso não o faça, as partes e a Ordem dos Advogados do Desporto poderão argumentá-los assim que tiverem oportunidade de se manifestar no processo. Além disso, o CBJD regula a forma de nomeação dos procuradores e será, em todos os casos, efectuada de acordo com os estatutos das entidades desportivas ou pelos seus presidentes, caso os estatutos nada indiquem sobre a forma de acordo.
SECRETÁRIOS
JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
Vale ressaltar que o Tribunal Desportivo não tem competência para tramitar e julgar questões trabalhistas e de direito penal ordinário. A organização, o funcionamento e as competências da Justiça Desportiva serão definidos nos Códigos de Justiça Desportiva, obrigatórios para os membros de cada sujeito da administração desportiva, nos quais serão aplicadas as questões laborais e o Direito Penal Comum. Basta constatar que o texto constitucional deixa claro que a competência do Tribunal Desportivo se limita às ações relativas à disciplina e às competições desportivas.
Todo o resto deverá ser julgado por juiz habilitado e mesmo as ações relativas à disciplina e às competições esportivas deverão ser encaminhadas ao Poder Judiciário depois de esgotados os órgãos da Justiça Desportiva. A organização, o funcionamento e as competências do Juiz Desportivo, limitadas ao julgamento e avaliação das infrações disciplinares e das competições desportivas, serão definidas nos Códigos Desportivos.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA E SUAS COMISSÕES
119 Com o advento do novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, os Conselhos de Justiça Desportiva deixaram de existir, sendo necessário incluí-los neste trabalho para melhor compreensão do tema abordado nesta monografia. Os membros do Conselho Nacional do Desporto, dos Conselhos Nacionais do Desporto e dos Órgãos de Justiça Desportiva não poderão atuar como defensores na área da Justiça Desportiva, nos termos do artigo 39, do CBDF. 1. De acordo com a Lei 9.615/98, com as alterações introduzidas pela Lei 9.981/00 e pela Medida Provisória e em atendimento ao Código Disciplinar do Futebol Brasileiro, os órgãos integrantes da Justiça Desportiva são: o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, que colabora com as entidades da administração desportiva nacional, os Tribunais de Justiça Desportiva, que funcionam em conjunto com as entidades regionais da administração desportiva, as comissões disciplinares, as.
A primeira hipótese foi confirmada; no que se comprovou, os órgãos de justiça desportiva, até que criem novos códigos desportivos: o Tribunal Superior de Direito Desportivo, o Tribunal de Direito Desportivo, as comissões disciplinares e as comissões de justiça desportiva, nos termos do disposto na Lei 9.615/98 , conforme alterada, introduzida pela Lei 9.981/00 e medida temporária respeitando o disposto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Quanto à segunda hipótese, fica estabelecido que os órgãos de justiça desportiva somente são competentes para apreciar e avaliar infrações disciplinares cometidas por pessoas físicas ou jurídicas, direta ou indiretamente subordinadas à Associação Brasileira de Futebol ou a serviço de qualquer entidade; Resta, portanto, claro que o Tribunal Desportivo não é competente para julgar litígios de direito laboral.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA E SUAS COMISSÕES DISCIPLINARES
JUNTAS DA JUSTIÇA DESPORTIVA
DEFENSORES
O presente trabalho teve como objetivo investigar, à luz da legislação, da doutrina e da jurisprudência, a organização, a competência e a competência do Tribunal Desportivo Brasileiro para processar e julgar processos e recursos no âmbito de sua jurisdição, em conformidade com as frias disposições. O interesse pelo tema deveu-se à sua diversidade, amplitude e importância; da forma como a justiça esportiva brasileira tem sido tratada no contexto nacional. No segundo capítulo, foi discutida a evolução histórica da legislação desportiva no Brasil, analisando as normas constitucionais, legais e infralegais aplicáveis ao esporte, normas que surgiram durante os últimos anos, ou melhor, nas últimas décadas; Houve também a criação do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que surgiu pela necessidade de unificar as normas, legais e infralegais, vigentes e aplicáveis ao esporte.
O estudo do tema abordado no terceiro capítulo conclui que o Tribunal Desportivo Brasileiro só tem competência para processar e julgar questões relacionadas à disciplina e competições desportivas, deixando as ações trabalhistas fora de sua jurisdição; Contudo, só existe a possibilidade de ingressar no Tribunal Comunitário, nos casos em que as autoridades do Tribunal Desportivo estejam esgotadas e no caso da sua preclusão, para proferir uma decisão final, que terá um prazo de sessenta anos. 2º Compete aos órgãos de Justiça Desportiva, observadas as disposições especiais do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, nos limites da competência territorial de cada entidade, processar e avaliar as infrações disciplinares cometidas por pessoas físicas ou jurídicas direta ou indiretamente subordinadas à Confederação ou a serviço de qualquer entidade.