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LISTA DE FIGURAS

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Academic year: 2023

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Esta pesquisa parte de algumas lacunas que precisam ser preenchidas no estudo do choro para trompetistas. Este trabalho almeja buscar respostas que estimulem o ensino do trompete no contexto do choro e da música popular brasileira. O objetivo principal desta pesquisa é coletar dados que embasarão propostas didáticas para o trompete dentro da estética do choro e afins.

Com esta pesquisa, espera-se derivar aspectos didáticos que possibilitem aos trompetistas iniciantes ou em estágios elementares de formação o contato com a linguagem do choro desde os primeiros anos de estudo. Ao buscar por material didático voltado para o desenvolvimento da linguagem do choro no trompete, nota-se que há carência desse tipo de conteúdo, bem como de composições, se comparado a instrumentos como flauta, bandolim e violão. Com o intuito de preencher essas lacunas, o presente trabalho procura mostrar como o gênero vem sendo trabalhado no ensino do trompete, de acordo com as tendências de linguagem do choro explicadas pelos trompetistas entrevistados.

BREVE HISTÓRICO DO CHORO: O GÊNERO, SEUS COMPOSITORES,

O choro como gênero, linguagem e movimento musical

A ele juntaram-se o flautista e saxofonista Viriato Figueira, o compositor e instrumentista Virgílio Pinto e o flautista Saturnino, entre outros músicos que o ajudaram a criar e consolidar o choro. Para uma melhor compreensão do contexto da história do choro no Brasil, é preciso considerar a importância histórica de Francisca Edwirges Gonzaga, popularmente conhecida como Chiquinha Gonzaga. Devido à popularidade do piano, o mercado de vendas de partituras experimentou um grande crescimento.

5 Vasconcelos ampliou a classificação das gerações corais proposta por Mário de Andrade, resultando em quatro gerações, Primeira Geração: inclui compositores do final do século XIX ao início do século XX, como Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha, que iniciaram a estruturação de o coro como gênero musical. Tendo no currículo de coros clássicos como "Carinhoso" e "Um a zero", Pixinguinha integrou o eterno grupo Oito Batutas de 1919 a 1927, do qual falaremos adiante, juntamente com Donga (violão), Nélson dos Santos . Alves, Nélson Boina (cavaquinho), Otávio Viana, China, seu irmão (violão), José Alves (bandolim e ganza), Raul (violão) e Jacó (pandeiro) Palmieri, além de Luís de Oliveira (bandola e reco-reco ) . As bandas tinham uma potência sonora maior, tornando assim as gravações de cera mais precisas.

Figura 1: Joaquim Callado na capa da Revista Ilustrada, em 1880, em uma  homenagem póstuma ao pai dos chorões
Figura 1: Joaquim Callado na capa da Revista Ilustrada, em 1880, em uma homenagem póstuma ao pai dos chorões

Questões pertinentes ao trompete no choro

A atuação dos Oito Batutas e sua contribuição para a música brasileira foi fundamental para consolidar a chora como um gênero musical autêntico e importante na cultura brasileira. Por isso, a escola é muito procurada por candidatos interessados ​​em se matricular e aprender a língua Choro. 13 Marcas são trompetistas cuja produção é muito importante no campo do Choro e da música popular brasileira (nota do autor).

No entanto, no futuro novos trabalhos irão propor uma categorização adequada para o universo do Choro e da música popular brasileira. Nas três primeiras, o aluno não utilizará o instrumento, o que não impede que iniciantes comecem a aprender o choro. Assim, pode-se observar que não há unanimidade entre os entrevistados quanto à introdução dos choros na fase inicial do estudo dos trombos.

Apontam a necessidade de uma escuta ampla e focada para o desenvolvimento do discurso coral e a construção de uma identidade própria como solista, seja com uma abordagem mais ampla ou mais direcionada. Os entrevistados 1 e 2 descreveram como utilizam estilos e gêneros que flertam com o universo do choro em suas abordagens de ensino. Sobre o tema em pauta, o primeiro entrevistado afirmou que utiliza outros gêneros além do choro e demonstra como funciona seu pensamento musical: "Eu costumo pensar a música de uma forma muito mais ampla, onde ela consegue abranger todas essas ramificações, essas diversidades que nós temos na literatura em termos de gêneros musicais.” (ENTREVISTADOR 1).

Eu costumo praticar bem devagar, a cada quatro compassos você faz uma peça. cantarolou um pedaço do choro sussurrante). Primeiramente, foram questionados sobre o ensino de choro para alunos iniciantes de trompete, sendo que os entrevistados 1 e 2 responderam positivamente, e o entrevistado 3 relatou que não apresenta o gênero para alunos iniciantes do instrumento. Eu sempre penso na história do choro do ponto de vista de uma árvore genealógica, então não acaba com o que vou explicar agora.

Normalmente eu estudo o choro bem devagar, a cada quatro compassos você faz um alongamento. cantarolou um fragmento do sussurro).

Figura 5: Jazz Band Os Batutas, trompetes com Bonfiglio de oliveira e Sebastião  Cirino
Figura 5: Jazz Band Os Batutas, trompetes com Bonfiglio de oliveira e Sebastião Cirino

Produção acadêmica sobre o trompete na música popular no Brasil

ENSINO DE TROMPETE NO CHORO

  • Níveis de aprendizagem
  • Estratégias utilizadas pelo entrevistado 1
  • Composições e compositores
  • Gravações e fonogramas
  • Outros gêneros de música popular
  • Composições originais para outros instrumentos e aplicáveis ao trompete
  • Síntese do capítulo 2

Normalmente, esses indivíduos têm dificuldade em entender o sotaque e a língua Choro, que permite variações de sotaque e fraseado. Portanto, fique atento para que todo o processo de ensino e aprendizagem seja centrado no que o aluno apresenta no momento certo. No próximo tópico, podemos ver como os entrevistados abordam esses compositores e suas obras quando ensinam o coro para o referido instrumento.

16 Nome comumente atribuído ao músico que se destaca na execução do gênero choro (nota do escritor). O Entrevistado 2 revela que também faz uso de composições feitas para trompete em seu processo de ensino. Assim como os anteriores, o entrevistado 3 também conta que utiliza choros feitos para trompete em seu processo de ensino, mas também não se limita a essas composições.

Ao traçar uma espécie de árvore genealógica do choro, o entrevistado 1 destacou o grupo Os oito Batutas como uma importante referência fonográfica no universo do choro: “Então, do ponto de vista dessa árvore genealógica, a sugestão de um fonograma tem a ver, justamente, com isso, com Oito Batutas, existem vários outros na literatura, mas gostaria de destacar este. (ENTREVISTADOR 1). Por fim, destacou uma fase mais recente do choro, onde observa uma espécie de hibridação realizada por compositores mais contemporâneos, propondo uma mistura de outros gêneros com o choro, criando novas nuances para o choro. Complementando seu relato, ele destacou que foi por meio de músicos veteranos da banda que teve seu primeiro contato com o choro, confirmando as afirmações feitas neste estudo sobre a importância das bandas no surgimento e difusão do choro.

O segundo entrevistado reafirmou que, embora a escrita do choro tenha pouca associação com o trompete, em comparação com outros instrumentos de sopro como flauta, clarinete e saxofone, é preciso entender como os autores pensaram suas composições. Todos os materiais citados acima foram indicados pelos entrevistados, segundo eles, são recursos utilizados em seus respectivos processos educativos, pois são recursos para que os alunos desenvolvam conhecimentos através da história e linguagem do choro para se desenvolverem como solistas do gênero. Depois de receber as respostas às questões relacionadas com os níveis de aprendizagem, foi possível verificar que existe uma diferença entre os entrevistados no que diz respeito ao estudo do choro dos alunos principiantes.

Os participantes 1 e 2 utilizam o coral com iniciantes e o participante 3 diz que não por considerar que o gênero exige um alto nível técnico. Com isso, o acréscimo de publicações que tratem da questão linguística do trompete coral pode contribuir para o surgimento de materiais didático-musicais voltados para o instrumento, fazendo florescer um repertório de acordo com os limites técnicos apresentados21. Um dos pontos mais importantes é que há uma consistente criação de materiais didático-musicais para o trompete na estética do Choro e da Música Popular Brasileira e que eles contenham, implícita ou explicitamente, as caracterizações e contribuições trazidas por esta pesquisa.

Então a gente teve um processo que eu chamo de cinco etapas, mas até agora nós tivemos três, isso é o ICO, tem mais duas por vir, que eu vou falar depois. Então, para você, aquele momento, o primeiro momento em que você toca o instrumento. Então agora, por exemplo, nós temos um processo muito grande, muito acelerado de propagação desse gênero musical, em detrimento da movimentação dessas bandas musicais.

Assim, por exemplo, tivemos os oito Batutas, liderados por Pixinguinha, Bonfiglio de Oliveira também tocou com o trompetista Sebastião Cirino. Então, a partir desse momento das gravações elétricas surgem, por exemplo, as gravações da voz, da voz cantada. Então, por exemplo, se você pegar um repertório de bandolim, é muito possível você fazer essa adaptação para o trompete, mas terá problemas relacionados à respiração.

No seu caso, estudando o erudito, acho que você já entende a linguagem do refrão, que toca mais livremente e tudo. O compositor que eu mais me identifico é o Bonfiglio de Oliveira, temos muitos trompetistas, como você mencionou aí: Pedroca, Porfírio Costa, Carramona, Casimiro Rocha, você escolhe. Enfim, acho que qualquer música que você estude, seja música feita para trompete, seja para bandolim, seja para saxofone na flauta, exige dificuldade, você tem que entender onde você vai respirar, no caso do Pixinguinha uma nota espera . fazer uma pausa, mentir.

Os grandes trompetistas, por exemplo, eu adoro o Sergei, aquele erudito trompetista russo, quando tem um vídeo dele, ele toca alguma coisa, eu fico ali ouvindo, porque eu acho importante ouvir. Se você faz uma coisa que não gosta, já aconteceu comigo antes, tem uma coisa que eu gravei que eu não gosto, que se eu pudesse fazer de novo eu faria, mas aí já passou o tempo dessa coisa, então o ideal é sempre buscar fazer o melhor, e o melhor é o quê. Você terá um desempenho melhor, bom, não sei se você percebeu, mas veja o que você precisa mais do que falar.

E para isso o professor tem que aprender o choro, aprender a língua para poder ensinar, porque como você vai aprender uma coisa que você não sabe. E depende muito do seu entendimento, do jeito que você vai respirar, do que você vai estudar. Por exemplo, se a composição escolhida for de nível técnico superior ao possível para este aluno, a experiência pode ser frustrante e traumática.

Imagem

Figura 1: Joaquim Callado na capa da Revista Ilustrada, em 1880, em uma  homenagem póstuma ao pai dos chorões
Figura 2: Chiquinha Gonzaga, primeira “chorona” e maestrina brasileira
Figura 3: Ernesto Nazaré, compositor cuja obra condensa todo o legado do choro  do início do século XX
Figura 4: Pixinguinha
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Referências

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Em outras palavras, é importante que as pessoas conheçam e familiarizem-se com a diversidade de gêneros discursivos que permeiam a cultura letrada da sociedade, ou seja, é