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LISTA DE QUADROS

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Academic year: 2023

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O adoecimento mental do professor e seus efeitos no processo de ensino em unidades escolares da rede municipal de Campos dos Goytacazes/Camilla Paiva Silva Crespo. O adoecimento mental do professor e seus efeitos no processo de ensino em unidades escolares da rede municipal de Campos dos Goytacazes-RJ/.

Breve histórico da educação básica no Brasil com recorte na figura docente

A educação no Império

Em relação ao ensino secundário, a descentralização do ensino ocorrida em 1834 foi chamada de pseudodescentralização (ARANHA, 2006), pois o Colégio D foi fundado no Rio de Janeiro em 1837. Enquanto isso, em relação ao ensino secundário, diversas escolas particulares começou a se abrir, para atender às elites de todo o país, no que diz respeito ao ensino primário, foi condenado ao abandono, marcando ainda mais o caráter classista e acadêmico da educação brasileira (ROMANELLI, 2014).

A educação na República

A partir de 1942, o Ministro da Educação, Gustavo Capanema, iniciou uma reforma que incluiu uma série de decretos e leis abrangendo todos os ramos do ensino primário e secundário. Há pouco tempo, a Emenda Constitucional nº. A Lei n.º 59/09 alargou a escolaridade obrigatória à faixa etária dos quatro aos dezassete anos e assim alcançou o ensino pré-escolar, primário e secundário.

Desafio da educação para o sec. XXI

De acordo com os estudos socioeconômicos dos municípios do Estado do Rio de Janeiro, realizados em 2014 pela Secretaria-Geral de Planejamento do Tribunal de Contas da Nação, o MEC apresentou em 2007 o primeiro índice de desenvolvimento da educação básica - IDEB para 2005 Contudo, a Tabela II mostra que no caso do estado do Rio de Janeiro, no que diz respeito aos anos iniciais do ensino fundamental, o IDEB total alcançado em 2013 ficou abaixo da média proposta pelo PNE.

O processo de adoecimento psíquico

Relação de trabalho e saúde

Christophe Dejours (1992), psiquiatra e psicanalista francês, foi responsável por diversas pesquisas sobre a psicopatologia do trabalho e apresentou os aspectos psicodinâmicos da relação homem-trabalho. Segundo o autor (1992), a organização do trabalho exerce uma ação específica sobre o homem cujo impacto afeta significativamente o aparelho psíquico. Segundo o autor (2007), a psicopatologia ocupacional se interessa e investiga a relação entre o homem e seu ambiente de trabalho desde a década de 1970.

Por um lado está a organização do trabalho com a sua rigidez, imposição e restrição de atuação. Na década de 1990, Dejours (1992) começou a falar sobre a psicodinâmica do trabalho e apresentou a organização do trabalho como caracterizada pela mobilidade e mutabilidade. Mendes (1995) afirma, portanto, que o trabalho não é apenas um lugar de sofrimento ou de mero prazer, sua experiência é produto de uma relação subjetiva dinâmica permitida pela organização do trabalho.

O mal - estar

A dificuldade de obter a felicidade pode ser analisada sob a ótica das fontes do sofrimento, ou seja, o poder superior da natureza, a fragilidade do nosso corpo e a inadequação das regras que tentam reger as relações das pessoas da família para se adequarem. . no Estado e na sociedade, limitam o poder e os desejos individuais. O poder superior da natureza e a fragilidade dos corpos são aspectos que o ser humano deve enfrentar, porque não é possível alterar esta realidade, embora a ciência tenha evoluído e os fenómenos naturais sejam cada vez mais conhecidos, previstos e geridos, e mesmo que muito está sendo feito para aumentar a expectativa de vida das pessoas. Ele nem sequer admite que as regras que deve seguir para ter uma relação civilizada possam mascarar-se como causadoras de sofrimento, pois ele conscientemente as vê como regras para a protecção e benefício de si mesmo.

Para obter os benefícios da socialização e da polidez, para cuidar melhor do próprio corpo, para se proteger desse mundo externo, dessa natureza avassaladora e tentar ampliar o universo de suas relações, o indivíduo deve renunciar aos seus instintos, seus instintos mais primitivos. desejos e indivíduos, em detrimento do que foi estabelecido como regra coletiva. Descobriu-se que uma pessoa se torna neurótica porque não consegue tolerar a frustração que a sociedade lhe impõe ao serviço dos seus ideais culturais, pelo que a abolição ou redução destas exigências resultaria num regresso às possibilidades de felicidade. FREUD, 1930, pág. 94). Segundo o autor citado (1930), o homem desde o início teve a necessidade de estar junto, teve e ainda tem uma necessidade social, e desta condição nasceu a civilização para servir a dois propósitos: a proteção do homem da natureza. e ajustando seus relacionamentos mútuos.

O mal – estar e sua relação com o trabalho

Vale ressaltar que na escola (A) houve grande resistência ao respeito da pesquisa por parte dos professores. O Gráfico 2 mostra de forma bastante clara as informações da Tabela V, que revela a prevalência de transtornos mentais e comportamentais acima de outras causas para emissão de licenças médicas a professores de escolas públicas do município de Campos dos Goytacazes-RJ. Na escola (A), verifica-se que mais de 60% dos professores têm mais de dez anos de experiência.

Na escola (A), 37,5% dos professores entrevistados afirmaram que o seu adoecimento era consequência direta da profissão, 37,5%. Pelo que foi encontrado, de forma geral, os indicadores que contribuem para o adoecimento mental dos professores do ensino fundamental da rede pública municipal de Campos dos Goytacazes-RJ são os seguintes. A partir da análise dos questionários foi possível identificar os principais indicadores básicos de adoecimento psicológico entre professores da rede pública municipal de Campos dos Goytacazes como condições de trabalho desfavoráveis, relações com superiores, condições salariais e relações com colegas.

O adoecimento psíquico e como linguagem

O sofrimento e o sintoma

Quanto à metodologia, a pesquisa realizada é de natureza aplicada, considerando que seus resultados podem ser utilizados como contribuição e guia para a implementação de políticas públicas municipais que tragam mudanças na realidade de professores que estão em processo de adoecimento psicológico. . De acordo com o objetivo geral, podemos afirmar que esta pesquisa pode ser classificada como descritiva e explicativa, pois investiga e descreve os indicadores relacionados aos afastamentos médicos por doença mental, de professores da rede municipal de ensino de Campos dos Goytacazes e também . se preocupa em verificar se a saída desses professores licenciados pode ser considerada como um dos fatores causadores de sobrecarga para os demais professores que permanecem na ativa. O Gráfico 3 mostra a incidência de condições e fatores que afetam o estado de saúde dos professores com base nas queixas relatadas por eles.

A pesquisa intitulada “Saúde docente e condições de trabalho”, realizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), aponta a influência das condições de trabalho na qualidade de vida dos professores. Na escola (B), apenas 25% dos entrevistados acreditavam que seu adoecimento era causado diretamente pela ocupação, 25% deles afirmaram que as condições de trabalho eram os fatores que mais influenciavam no processo de adoecimento e 91,7% dos professores afirmaram, isso antes de começar. docentes, não apresentavam doenças psicoemocionais. Posteriormente, foram entrevistados vinte professores de duas unidades escolares municipais, a fim de relacionar as obrigações e consequências, na unidade escolar, em decorrência da demissão de professores por doença mental com os indicadores apresentados pela Secretaria Municipal de Educação, com base em sua percepção, que permaneceu ativa.

Semiologia psicopatológica e linguagem

METODOLOGIA

Universo da pesquisa

População do estudo e amostra

Quanto à abordagem qualitativa, para obter a percepção dos professores atuantes quanto aos compromissos e reflexos, na unidade escolar, em decorrência da falta de professores doentes mentais, foi elaborado um questionário com questões abertas e fechadas, que foi respondido a partir do amostra selecionada. O Quadro 5 apresenta dados relacionados ao gênero, estado civil e existência ou não de filhos de professores nas duas escolas. No geral, 55% lecionam nos turnos da manhã e da tarde e 55% dos professores viajam para a escola de carro.

Na escola (B) 66, 7% dos professores entrevistados já faltaram por motivo de doença, e destes 16,7% faltaram por motivo de doença psicoemocional, 41,7% faltaram entre duas ou três vezes durante o afastamento profissional . Na escola (A), 62,5% dos professores entrevistados afirmaram que acumulam funções quando um coprofessor se ausenta da escola, e 100% deles afirmaram que não houve aumento de carga horária em situações em que um colega é licenciado, 62,5% disseram que se sentiram sobrecarregados com a ausência do colega de pós-graduação e 87,5% afirmaram que a ausência do professor prejudicou o desempenho dos alunos. Adoecimento/bem-estar de professores de uma escola particular de Porto Alegre. http://www.infoteca.inf.br/endipe/smarty/templates/arquivos_template/upload_arquivo s/acervo/docs/2431b.pdf. M., Mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores.

Tipos de pesquisa

  • Quanto a natureza
  • Abordagem do problema
  • Do ponto de vista dos objetivos
  • Do ponto de vista dos procedimentos técnicos
  • Instrumentos da pesquisa
  • Aspectos éticos

TRATAMENTO DOS DADOS

Após a obtenção do banco de dados do PREVICAMPOS, os registros das doenças foram padronizados e posteriormente classificados nos principais ramos da CID-10. Quanto aos motivos de afastamento dos professores, as frequências relativas (%) foram obtidas com base em dados de toda a rede municipal, coletados na secretaria municipal de educação, e das duas unidades escolares visitadas (escola A e escola B) a partir da análise. , usando o Microsoft Excel®. De acordo com o questionário utilizado, também foram obtidas as frequências relativas (%) por questão segundo as duas unidades escolares estudadas, com análises realizadas por meio do aplicativo Sistema para Análises Estatísticas e Genéticas (SAEG, versão 9.1).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Resultados quantitativos

Araújo e Souza (2013) analisaram prontuários de professores atuantes em escolas públicas de Belo Horizonte que foram redirecionados de sua função devido à impossibilidade de permanecerem no cargo original durante o ano de 2011. Foi possível perceber que as condições de trabalho e o ambiente em ambas as escolas eram completamente desfavoráveis ​​ao bom desempenho de uma atividade profissional. Pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto Paulo Montenegro, para a Fundação Victor Civita, intitulada Como o Professor Vê a Educação, buscou traçar o perfil dos professores em todo o país e em todos os segmentos de ensino.

Ainda segundo pesquisa do Instituto Paulo Montenegro, em relação ao nível de escolaridade, a maioria dos professores dos grandes centros urbanos entrevistados (93%) concluiu o ensino superior. Esses dados corroboram o cenário apresentado na pesquisa “Saúde docente e condições de trabalho”, realizada em São Paulo e citada acima. Escola Sim Não Não sei informar Condições salariais Condições de trabalho Relacionamento com superiores Relacionamento com colegas Relacionamento com alunos Outro Sim Não Não sei informar.

Gráfico 1 – Licença Médica
Gráfico 1 – Licença Médica

Resultados qualitativos

Quanto ao principal fator causador da insatisfação em ser professor (questão 24), na escola (A), três dos oito entrevistados referiram desinteresse, indisciplina e violência dos alunos, dois reclamaram da falta de condições de trabalho. um mencionou a falta geral de respeito por parte dos alunos, pais e superiores, outro referiu-se ao relacionamento com gestores e por fim um entrevistado mencionou o baixo salário como forma de desvalorizar o professor. Quanto aos problemas que os professores enfrentam frequentemente na unidade escolar (questão 25), na escola (A), dos oito entrevistados, cinco declararam que a falta de condições de trabalho é o maior problema. Os professores mencionam a falta de materiais mínimos para o trabalho, falta de infraestrutura, falta de materiais de limpeza.

A infraestrutura; falta de material; falta de apoio (inspetores, limpeza, professora, auxiliar de turma” (Professora da escola A). A falta de recursos para exercer plenamente a função, a ausência da família no processo educativo/pedagógico das crianças, a falta de democracia na hierarquia e a presença de diretores ligados apenas aos seus padrinhos políticos” (Professor da escola A). Falta de material, falta de gente para limpeza, falta de apoio pedagógico” (Professor da escola B).

Falta de apoio pedagógico; falta de material didático; falta de uma estrutura que atenda às necessidades; falta de valorização dos professores profissionais” (Professor da escola B). Nesse sentido, Esteve (1992) afirma que o professor é um indivíduo que está destinado a desempenhar mal o seu trabalho, por falta de condições, por um conjunto de fatores externos a ele e que muitas vezes fogem ao seu controle.

Imagem

Gráfico 1 – Licença Médica
Gráfico 2  -  Tipos  de  Doença que  Fundamentam  as Licenças  Médicas,  de  acordo com  a  nomenclatura  da  CID- CID-10
Gráfico 3 – Tipos de Doenças, especificado pelas queixas dos professores.
Gráfico 4 – Transtornos Mentais e Comportamentais
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Referências

Documentos relacionados

Aquelas que aceitaram participar da pesquisa assinaram o Temo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice 1). A todas as participantes foi ressaltado que a