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Litígio arquitetural - LPH

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Academic year: 2023

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Nossa proposta para esta monografia é analisar as fachadas das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, ambas em Mariana, Minas Gerais, construídas na segunda metade do século XVIII, uma perpendicular à outra, na atual Praça Minas Gerais. Nossa intenção com esta monografia é analisar as fachadas das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, ambas de Mariana, Minas Gerais, Brasil, construídas na segunda metade do século XVIII, uma perpendicular à outra, em a atual Praça Minas Gerais. Não foi necessário muito estudo para descobrir que havia uma infinidade de diferenças entre as igrejas coloniais, mas principalmente que aquelas duas que compõem a Praça Minas Gerais preservaram em sua arquitetura "mistérios" dos séculos passados ​​que me atraíram a 'instigar uma certa caminho.

E embora existam algumas referências mais específicas às duas igrejas, nenhuma delas trata especificamente das fachadas das igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo. Contudo, como dito acima, ao traçarmos a historiografia da arte colonial, notamos que apesar da expansão dos campos de estudo, especialmente incentivada nos últimos anos, ainda não há um estudo específico sobre as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco. de. Assis em particular, o que reforça ainda mais a importância da realização de pesquisas sobre eles. Na segunda parte da monografia, portanto, analisaremos as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, discutindo a produção arquitetônica através do campo historiográfico e os procedimentos construtivos dessas duas igrejas em particular.

FIGURA 1 – Igreja de São Francisco de Assis (à direita) e igreja de Nossa Senhora do Carmo
FIGURA 1 – Igreja de São Francisco de Assis (à direita) e igreja de Nossa Senhora do Carmo

De Mário de Andrade à nossos dias: uma revisão historiográfica

O resgate da arte colonial mineira, aproveitado pelos modernistas, colocou em questão a necessidade de preservação de tão precioso acervo nacional. Ele escreve: “A história da arte em Minas Gerais foi paralisada pelas ações desastrosas tomadas por funcionários do Ministério da Educação nos últimos vinte e cinco anos. Ávila escreveu livros e artigos que contribuiriam para as interpretações em torno da arte colonial mineira e também fundou a Revista Barroco em 1969 – que se tornou referência para pesquisadores da área.

Conscientes da relação indissociável entre a arte colonial e a religiosidade da população, encontramos nestes estudos contribuições valiosas para a investigação que empreendemos.

As Ordens Terceiras de São Francisco

O Surgimento da Praça Minas Gerais e um novo cenário para Mariana

As igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo foram construídas na segunda metade do século XVIII, ambas na Praça Nova da cidade (atual Praça Minas Gerais). O facto de as duas confrarias terem escolhido a mesma praça para construir as suas igrejas é bastante inusitado e levanta uma questão que os investigadores da arquitectura colonial ainda não exploraram: a importância dos locais onde se situam. Uma interessante pesquisa que trata desse tema é a obra de mestrado de André Luiz Tavares Pereira, Arquitetura, urbanismo e topografia em Ouro Preto no século XVIII, na qual o autor tenta analisar as relações entre as igrejas do século XVIII e os diferentes cenários de acordo com ao qual estes edifícios religiosos podem ser compostos dependendo da perspectiva do observador.

Você pode percebê-los aos poucos, ao subir uma montanha ou contornar um morro por uma estrada sinuosa (PEREIRA, 2000, p.111). No entanto, ele comprova que esse tipo de perspectiva ainda é incomum na história da arquitetura: "A preocupação com o amálgama de mapas, esquemas espaciais e fotografias na tentativa de reproduzir a imagem urbana está quase ausente nos estudos brasileiros e, mesmo, Sua metodologia de análise trouxe valiosa contribuição para a interpretação das duas igrejas, que merecem atenção pela questão das influências que ambas sofreram durante o processo de sua construção, configurando a cada passo um novo cenário para a Praça Minas Gerais.

Esta praça torna-se ainda mais notável se considerarmos o terceiro edifício da sua composição: os Paços do Concelho e a Cadeia, principal edifício do poder civil. Em muitos casos verifica-se que o principal local da vida social é visualmente dominado pela Câmara Municipal, pela prisão e pela igreja, dois edifícios fundamentais da urbanidade colonial.” (TEIXEIRA e TRIGUEIRO, 2008, p.5) que também afirma: “O núcleo formado pela praça central e pelos relevantes edifícios que a demarcavam formava o centro do poder, tanto político como religioso, reforçado ainda pela residência das elites locais , geralmente localizado ali ou nas imediações.” (2008, p.16). Embora fosse costume construir a Câmara Municipal e o presídio ao lado da igreja matriz, isso não aconteceu em Mariana.

Por fim, decidiu-se transferir a Prefeitura e o presídio para a Praça Nova em 1747. Portanto, desde a instalação da Prefeitura e do presídio na Praça Nova, ele se caracterizaria como um local de grande importância social que tornaria o Rivalidade entre A irmandade expressou-se especialmente no campo dos floreios arquitetônicos como forma de mostrar seu poder diante dos importantes edifícios circundantes.

A igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo

Temos poucas informações sobre os autores do projeto e da construção do próprio frontispício, pois não raro os documentos são - quando existem - imprecisos e superficiais, indicando apenas o pagamento de um serviço de "seo officio" ou com referência a "jornais" , por exemplo.exemplo15. As obras foram concluídas por volta do início do século XIX, e a seguir traçaremos seus principais elementos compositivos. Em meio às casas de arquitetura simples, que dispensam detalhes ornamentais nas fachadas e em geral seguem uma modelo semelhante, as igrejas coloniais de Minas Gerais destacam-se como um dos poucos edifícios que trazem em seus frontispícios a dedicação de uma decoração deliberadamente planejada.

Em particular, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo possui uma graça convidativa que estimula o observador a analisá-la na sua totalidade, notando todos os detalhes da sua fachada e como estas comunicam entre si de forma magnífica. Nos cantos do lintel elevado do portal, duas volutas conduzem ao eixo central, onde se encontra o medalhão da igreja. Acima e diagonalmente à porta da frente estão duas portas de varanda com guarda-corpos curvos e decorações em pedra-sabão acima das vergas.

Os seus detalhes decorativos dão graça a um elemento que de outra forma seria apenas um vazio17 no meio desta arquitetura. Dois círculos no eixo das torres, pedras e curvas nos contornos do tímpano conferem efeito plástico ao frontão. 17 O termo “vazio” em arquitetura refere-se a elementos como portas e janelas, em oposição a.

Um pouco afastadas do plano da fachada, duas torres de base redonda abrigam, cada uma, quatro sinos e são encimadas por uma cúpula de tijolo com pináculo. A curvatura da torre é visível nas laterais do frontispício e cria um efeito volumétrico muito especial nesta fachada.

FIGURA 3 – Frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana
FIGURA 3 – Frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana

A igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis

José Pereira Arouca, mestre da obra, era ele próprio o terceiro irmão da Ordem de São Francisco de Mariana22 e foi responsável por outras construções importantes na região, como a Câmara Municipal e o Presídio e o Seminário Menor, ambos em Mariana. A planta da igreja é retangular e seu corpo sobressai do bloco nas paredes laterais e posterior. A fachada em alvenaria e cantaria divide-se verticalmente em três eixos delimitados por duas pilastras com capitéis dóricos.

Esta inscrição (Figura 6) apresenta-nos de forma geral o padroeiro, São Francisco de Assis, e dá informações sobre a ordem que construiu o templo, a Ordem Terceira de São Francisco de Assis, no século XIX. ano de 1863, durante o papado de Dom Clemente XIV e José I, Rei de Portugal. A inscrição, mesmo com o grande número de abreviaturas utilizadas, é demasiado extensa e não parece destinada a aparecer na fachada de uma igreja. Acima deste medalhão é acrescentado um escudo com o brasão da coroa (os cinco cantos e as sete torres) do lado direito e as chagas franciscanas do lado esquerdo.

Por esta razão ele é comumente representado com quatro feridas nas mãos e nos pés e uma ferida no lado esquerdo do estômago. Na lateral, duas torres quadradas com cantos chanfrados abrigam cada uma quatro sinos e são encimadas por uma cúpula de tijolo em forma de sino, rematada por pináculos. A citação abaixo, de Murillo Marx, refere-se às igrejas coloniais de Minas Gerais e é particularmente coerente com o contexto em que foram construídas as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco de Assis.

O atrito entre as duas Ordens Terceiras foi talvez mais evidente do que em outros casos, devido à proximidade dos seus templos. A seguir discutiremos a relação entre espaço e edificação no caso das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo.

FIGURA 5 – Frontispício da igreja de São Francisco de Assis, Mariana
FIGURA 5 – Frontispício da igreja de São Francisco de Assis, Mariana

Uma praça, duas igrejas

Para nos colocarmos no lugar do visitante, como quem empreende uma viagem, temos três opções de acesso à Praça Minas Gerais, onde ficam as igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo. Avistamos pela primeira vez a fachada da igreja de São Francisco de Assis, ao longo deste percurso, quando nos aprofundamos na praça. Tal reflexão ainda não havia sido feita para a igreja de São Francisco de Assis de Mariana, embora André Pereira sugira a mesma relação de tamanho e canteiro de obras para a igreja do Carmo em Ouro Preto.

Portanto, acreditamos que foi uma atitude observada com sensibilidade tanto pelos irmãos que encomendaram a obra da Igreja de São Francisco de Assis quanto pelos mestres responsáveis ​​pela sua construção. No caso das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, tais alterações registram-se até meados do século XIX. Em termos de construção, a Ordem Terceira de São Francisco foi a primeira a arrancar, enquanto Nossa Senhora do Carmo permaneceu na capela provisória (ver Figura 11).

Segundo John Bury: “a igreja de São Francisco de Assis [..] mantém a organização retilínea, rígida e contida do estilo anterior” (2006, p. 135). O portal de São Francisco de Mariana, sem dúvida posterior a 1783, é uma obra de desenho original e de grande requinte na execução. 34 Como também pode ser visto nas igrejas de São Francisco de Assis em Ouro Preto e São João del Rei.

36 Igreja de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Rosário em Ouro Preto, de São Francisco de Assis em São João Del Rei e Igreja Matriz de São João Batista em Barão de Cocais. Após discutir as questões acima, fica claro que a construção das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo mantém uma relação direta entre si. Principalmente no caso das igrejas de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, fica claro que elas não faziam o seu trabalho sem pensar umas nas outras.

Capela da Ordem Terceira de São Francisco de Assis em Ouro Preto; um guia anotado.

FIGURA 8 – Mariana, Minas Gerais, vista das torres das igrejas emolduradas pelos morros da região
FIGURA 8 – Mariana, Minas Gerais, vista das torres das igrejas emolduradas pelos morros da região

Imagem

FIGURA 1 – Igreja de São Francisco de Assis (à direita) e igreja de Nossa Senhora do Carmo
Figura 2 – “Plãta da cidade de Mariana” - Praça Minas Gerais em destaque (nosso grifo)  Fonte: BASTOS, s/d, figura 2
FIGURA 3 – Frontispício da igreja de Nossa Senhora do Carmo, Mariana
FIGURA 4 – Planta da igreja da Ordem Terceira do Carmo, Mariana  Fonte: OLIVEIRA, 2003, p.226
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Referências

Documentos relacionados

Além dos tópicos de introdução e metodologia, essa pesquisa foi desenvolvida em três capítulos fundamentais: No Capítulo 1 são apresentados uma breve história de Wallon, Vygotsky e