Este livro foi realmente o resultado de uma colaboração (embora eu tenha feito a última revisão). A partir de então, passou a contar com o apoio de uma burocracia e de um sistema administrativo relativamente desenvolvidos.
BIBLIOGRAFIA
Só mais tarde se tornou um texto que regulamentava apenas questões materiais.”5 Kátia Mattoso estudou os testamentos dos libertos baianos dos séculos XVIII e XIX e os dividiu em duas séries temporais e 1863-1890. Na Idade Média, foi a crise da sociedade feudal ou cavalheiresca que determinou a instabilidade geral da qual a dança macabra era apenas uma das expressões.”9. 34; então ela se cobrou do valor que ela deu a ela e também a dita mãe me cobriu quando eu era pequeno por meio livro de ouro que a dita mãe deu ao dito Manoel da Costa meu pai (..)" .
34; (..) Eu forrei, e minha esposa um mulato chamado Manoel que anos atrás lhe deu uma carta de alforria com a condição de que ele servisse a mim e a minha esposa enquanto vivermos em todas as obras relacionadas ao ofício de carpinteiro Mandei-o aprender, ler e escrever, mas declaro que não é meu filho e apenas o apoiei dando-lhe esmolas e pedindo esmola à minha mulher.”15 O elevado número de filhos declarados ilegítimos pode ser visto neste . primeira parte dos testamentos 34; (..) em sua companhia a dita mulata Ana, que a alimenta com o que ela precisa, como eu teria feito se tivesse vivido, e lhe faz de esmola todo o bem que ela quer ou sei lá 34; a Francisco da Sylva Coelho, morador de sua fazenda em Arraial Novo, a quantia dizia valer para um de seus escravos, já idoso, a quem o dei, junto com alguns capitães da floresta para 'um quilombo. com uma lança sem coragem de querer matar aquele de cujo ferimento, dizem, morreu na prisão desta aldeia, o que declaro para libertar a minha consciência.”25.
Ela disse ainda que não tinha filhos com o marido que pudessem herdar nenhum dos bens que lhe pertenciam e que Antônio, quando ia à casa dela, “só comia o que encontrava”.26.
ASPECTOS DA CAPITANIA DE MINAS GERAIS
Contudo, nas últimas décadas do século XVIII, surgiu a consciência de que formas inadequadas de produção e pesquisa mineral foram responsáveis pelo declínio da mineração. Este momento é importante para o nosso tema porque é a partir do surgimento desta consciência que a Coroa portuguesa enviou vários funcionários às minas encarregados de estudar a situação da capitania, propor novos métodos de mineração e orientar os mineiros nos seus serviços. José Vieira Couto, que em 1800 escreveu memórias sobre a situação de Minas Gerais no final do século XVIII, e o Barão de Eschwege, que percorreu a capitania na segunda década do século XIX.
Nesse período, que vai da década de 1780 até as vésperas da independência, registros oficiais, memórias da Capitania e diários de viagem de estrangeiros que visitaram as minas afirmaram uma dupla origem para a crise da exploração do ouro. Do ponto de vista geológico, a maior parte das jazidas de ouro eram do tipo aluvial, cujo esgotamento ocorreu rapidamente na primeira metade do século XVIII. Justamente ao analisar esses fatores da decadência da atividade minerária, os viajantes estrangeiros deixaram informações importantes sobre a degradação ambiental na Capitania de Minas Gerias.
TECNOLOGIA PREDATÓRIA NA MINERAÇÃO DO SÉCULO XVIII
Os relatos do naturalista francês Saint-Hilaire, que viajou pela primeira vez a Minas Gerais na segunda década do século XIX, apontam na mesma direção. Os viajantes estrangeiros também mencionaram a degradação do meio ambiente devido às escavações e à erosão nos morros da capitania. Quando Eschwege descreve suas explorações minerais na região do Rio Abaeté, ele diz que ele próprio recorreu à incineração.
Os descobridores e exploradores destas minas queriam expor a área, e para isso atearam fogo às florestas” (SAINT-HILAIRE, op. cit., p. 48). Estes arbustos substituem as florestas primitivas que os primeiros mineiros tinham. queimado para descobrir a região e alguns locais para plantar milho” (Id., ibid., p. 85). Segundo eles, nas proximidades de Mariana existem “poucas faixas, mas grandes áreas de queimadas abandonadas e cobertas por samambaias” (SPIX & MARTIUS, op.cit., p.l91).
Segundo esses naturalistas, “os índios pouco se preocupam com a propagação da planta (poaia), pois colhem incansavelmente todas as raízes que encontram, de modo que em breve haverá escassez desta tão apreciada raiz medicinal, se não tenha o cuidado de cultivar suas sementes” (SPIX & MARTIUS, op.cit., p.195).
A AGRICULTURA E A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NA CAPITANIA DO OURO
Sanit-Hilaire escreveu: "é lá (nas florestas) que a natureza mostra toda a sua grandeza, é lá que parece florescer na diversidade das suas obras; e devo dizer com pesar que estas magníficas florestas foram muitas vezes desnecessariamente destruído” (SAINT-HILAIRE, op.cit.p.52). Ainda no que diz respeito às florestas mineiras, Spix e Martius chamaram a atenção para as consequências da exploração predatória dos recursos florestais, situação que observaram particularmente próximo ao presídio de São João Batista. Um destes viajantes, Virgílio Martins de Melo Franco, lamenta o desaparecimento dos arbustos “substituídos por carvalhos que acabam por se transformar em campos”.
São muitas as passagens dos relatórios de Saint-Hilaire em que o naturalista comenta a baixa produtividade das culturas, que diminui ano após ano nas diversas regiões que visitou. E Saint-Hilaire associou este facto às consequências nefastas da “agricultura destrutiva” sobre o ambiente. Segundo ele, as queimadas durante o branqueamento dos terrenos permitiram acelerar o processo de esterilização do solo.
Ou seja, a tecnologia agrícola, tão predatória como a utilizada na mineração, tem contribuído decisivamente para a degradação ambiental.
O DESMATAMENTO E A DIMINUIÇÃO DAS ÁGUAS NO NORTE DE MINAS
Um destes viajantes, Virgílio Martins de Melo Franco, lamenta o desaparecimento dos arbustos “que foram substituídos por carvalhos que acabaram por virar campos”. Viajando pelo interior de Minas Gerais, p.64). A exposição do solo aos incêndios, a queima dos terrenos pelo calor do solo, seguida da erosão pelas chuvas, a destruição dos fertilizantes por todos estes factores, resultaram em limitações crescentes de produtividade nas áreas agrícolas mais antigas, que exigiu a incorporação de novas terras e contribuiu, entre outras coisas, para o agravamento dos conflitos pela posse da terra. É o que se deduz da leitura de um artigo de Leopoldo Pereira, ex-administrador do município de Araçuaí, publicado em 1905 no "Jornal do Comércio" do Rio de Janeiro e posteriormente no jornal "Itambé" de Diamantina.
Segundo o autor, o fato “de que em 40 anos, de forma ainda mais perceptível, de 20 para esta obra, as águas do norte de Minas tenham diminuído em mais da metade”. Escreveu ele – após verificar que as matas primitivas da região, em 1905 , foram reduzidos a menos de um décimo do que eram em 1850 - que "o machado do fazendeiro e o fogo das queimadas esterilizam o norte de Minas" (id., ibid., p. 56). a redução gradual das terras aráveis devido à gestão inadequada do solo e das florestas limitou severamente a produtividade da agricultura.
Talvez, então, possa-se dizer que a economia do Vale do Jequitinhonha foi (e ainda é) cada vez mais determinada pelo seu perfil ambiental, que se estabeleceu no século XIX.
O USO DO MERCÚRIO NAS ÁREAS DE MINERAÇÃO
Leopoldo Pereira discutiu longamente as mudanças nos padrões de chuvas e enfatizou seu declínio a partir de 1870, citando um número impressionante de córregos e nascentes que secaram na região central de Jequitinhonha. Spix e Martius calcularam que para o período entre 1753 e 1812 as fundições de Minas Gerais compravam anualmente da Europa sessenta arrobas de cloreto mercúrico (SPIX &. Nessa operação, segundo o costume do país, o amálgama é exposto em cadinho aberto a ao fogo, e o mercúrio evaporado é coletado sobre uma folha de bananeira enrolada em forma de cartucho” (Id., ibid., p. 192).
Alguns investigadores já apontaram uma ligação controversa entre a prevalência de fraqueza mental e defeitos congénitos em locais onde a mineração antiga era intensa. E levantaram a hipótese de que deformações genéticas muito antigas resultantes da liberação de metilmercúrio em depósitos do antigo “mercúrio” utilizado no século XVIII não podem ser completamente descartadas neste quadro de anomalias (BERTRAN, 1991, p.44). . Cidades como Diamantina e Paracatu caracterizam-se pela presença de um número significativo de anomalias do tipo acima mencionado; além disso, durante a suspensão da mineração na região de Diamantina em agosto/setembro de 1989, por ação do governo do estado, investigações no CETEC-MG (Centro Tecnológico de Minas Gerais) registraram concentrações de mercúrio às margens do Rio Jequitinhonha, resultando em antigos serviços de mineração, conforme relata o geólogo Marcos Hartmann, da Cooperativa Regional de Garimpeiros de Diamantina.
Há, portanto, razões suficientes para que a hipótese da ligação entre a ocorrência de debilidades mentais e anomalias congênitas e o uso histórico do mercúrio receba a atenção de especialistas que, como sugeriu Paulo Bertran, poderiam contar com extenso material para pesquisas na antiguidade. "fluxo do Ouro" e nos ossários das igrejas mineiras.
TERIA HAVIDO CATÁSTROFE ECOLÓGICA NA CAPITANIA DE MINAS GERAIS?
Japanese techniques and practices, it seems, may offer a way out of the crisis of Fordism. We now turn to theoretical-regulatory treatments of the Japanese case, starting with the issue of Fordism. This had a major impact on the Japanese economy, although again interpretations of the nature and consequences of the early 1970s crisis vary.
The recovery from the crisis of the early 1970s was particularly strong: the existence of cooperative (not to say weak) trade unions and a loosely indexed wage-productivity relationship allowed for quite rapid adjustment, especially as regards the introduction of microelectronic technologies. and even more flexible work practices (Itoh, 1992b). Serious difficulties remain in reconciling the inherited conceptual categories of regulatory theory with the complexity and stark inconsistencies of the Japanese experience. Within the regulation school (broadly defined), considerable differences remain on the question of the periodization of Japanese development.
One source of this disagreement may be the apparently "compressed" periodization of Japan's development path. In a sense, the Japanese model is also inconsistent with Lipietz's historical account of the collapse of Fordism. This brings us to our third issue, that of partial readings of the Japanese experience.