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Mata Atlântica – Revegetação - Teses

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Academic year: 2023

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Licenças ambientais e linhas de transmissão de energia elétrica: um estudo de recuperação florestal na Mata Atlântica. Por exemplo, o Pacto pela Restauração Florestal da Mata Atlântica (Pacto) é uma iniciativa nacional que visa restaurar 15 milhões de hectares de floresta nativa até 2050 (PACTO, 2018).

Introdução

Após ciclos de exploração humana, a floresta, antes contínua, foi reduzida a pequenos fragmentos não maiores que 50 hectares (SOUZA et al., 2014). Além de abrigar tamanha diversidade biológica, seu território é ocupado por cerca de 120 milhões de pessoas, 60% da população brasileira, além de representar 80% do PIB nacional (PINTO et al., 2014).

Procedimentos metodológicos

Portanto, para compreender como está avançando a restauração florestal na Mata Atlântica e identificar suas fragilidades e oportunidades, este capítulo pretende estudar e analisar o estado atual de cumprimento das metas traçadas. Portanto, a busca por pesquisas e análises sobre o cumprimento das metas de restauração florestal foi escolhida entre os programas e iniciativas identificados e avaliados pelo Desafio de Bonn em suas principais publicações (DAVE et al., 2017; DAVE et al., 2019), que consideraram o Atlântico Bioma florestal ou específico do bioma.

Resultados e discussão

Do cumprimento das Metas

Tabela 7 – Resultados encontrados para a restauração florestal da Mata Atlântica, com apresentação da rede de atores envolvidos e os valores em área (hectare) obtidos até março/2020, conforme referências utilizadas. Tabela 8 – Quantidade de projetos de restauração florestal com suas respectivas áreas de implantação, por país.

Relação entre os projetos de restauração e os trabalhos científicos

Quando a análise é feita por ano, na Figura 6), observa-se que entre 2012 e 2013 aumentou a produção científica na área de restauração florestal na Mata Atlântica. O mesmo padrão pôde ser identificado ao se analisar os anos em que os programas ou projetos de restauração avaliados foram implementados na Mata Atlântica.

Papel dos atores

Após toda a estruturação jurídica interna dos programas e planejamento de implementação, surgiram redes de interessados ​​para dar apoio técnico e financeiro, realizar estudos, realizar ações de restauração e ajudar a adquirir os recursos necessários não só para a restauração em si, mas para a manutenção de toda a estrutura e as ações secundárias necessárias à restauração florestal. O melhor exemplo que encontramos já foi mencionado: o projeto Conservador das Águas em Extrema (MG), iniciado em 1996, efetivamente iniciado em 2005, e ainda hoje ativo, graças a políticas governamentais de longa data que são aplicadas. mesmo com a mudança de representantes do governo nesse período. Com todo o sucesso alcançado, tanto em hectares restaurados como em termos de estrutura institucional, as lições aprendidas com o Projeto Conservador das Águas tornaram-se referência para a implementação de outros programas e projetos do mesmo tipo em nível nacional.

Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

No Brasil, a utilização desse instrumento econômico para fins de restauração é relativamente recente e ainda não foram apresentados os resultados da manutenção dos compromissos assumidos durante os contratos de PSA e o que acontece após o seu vencimento. Portanto, o que se observa pelos dados analisados ​​é que o maior desafio do PSA é garantir a aquisição de recursos para concretizar o planejamento de longo prazo. No entanto, é evidente que ainda existe uma lacuna relativamente aos resultados do PSA na prática, pelo que o PSA torna-se uma ferramenta importante para ajudar a gerir os recursos hídricos e, ao mesmo tempo, influenciar a sustentabilidade nos ambientes rurais.

Conclusões

Considerações Finais

De uma perspectiva externa, o Pacto parece ter um valor significativo como um “selo verde” ou um “garoto-propaganda” para a restauração das florestas e da Mata Atlântica, mas não está claro quais ações estão realmente ocorrendo. Os esforços de restauração florestal na Mata Atlântica devem ser bem planejados, contínuos, estruturados e continuamente revisados. Um dos principais desafios identificados para a implementação e manutenção de práticas de restauração florestal na Mata Atlântica é, portanto, obter recursos financeiros para a realização de projetos e formas de incentivar as pessoas a quererem florestas “a pé”, por meio da troca de áreas “produtivas”. área florestal, que produz “água boa”.

Introdução

O termo “floresta substituta” para fins de licenciamento ambiental não seria o mais correto, pois deriva e é utilizado para substituir a madeira cortada para fins econômicos relacionados à indústria madeireira (MAGALHÃES, 2011; SABBAG, 2011; LEMOS, 2013; ANDAHUR et al., 2014; SENA, 2019). Por isso, segundo alguns autores (MAGALHÃES, 2011; ANDAHUR et al., 2014; SENA, 2019), há confusão na utilização do termo “floresta de reposição” quanto ao objetivo e à natureza do conceito. Entende-se, portanto, que o termo “reposição florestal”, ainda hoje utilizado no contexto do licenciamento ambiental federal, surgiu da necessidade de substituição da madeira para fins econômicos e não para fins de conservação ambiental.

Procedimentos metodológicos

Análise documental

Para isso, foi necessária a leitura de todos os arquivos, pois, além dos documentos técnicos, havia interesse em entender como havia sido toda a negociação entre o IBAMA e o empresário sobre o tema, para avaliar sua complexidade. Durante a análise documental de cinco anos do processo de licença ambiental da LT 500 kV - MG/SP, foram selecionados os principais pontos da discussão entre o IBAMA e o empresário sobre o componente flora até chegar a um denominador comum sobre as formas de compensação pelo corte vegetação nativa, necessária à implantação do projeto. O detalhamento das discussões sobre o tema é apresentado no apêndice desta tese dada a quantidade de informações (ANEXO - HISTÓRICO DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL PARA LT 500 KV – MG/SP – COMPONENTE FLORA).

Resultados e discussão

Resumo dos resultados do componente flora

  • Programa de Supressão de Vegetação e Destinação dos Produtos e Subprodutos
  • Programa de Conservação da Flora – Resgate de Germoplasma
  • Programa de Conservação e Reposição Florestal
  • Programa de Monitoramento de Fragmentos de Vegetação

Programas de Compensação e Reposição Florestal Implementação Compensatória Programa de Conservação da Flora – Resgate de Germoplasma Implementação Preventiva Pressão sobre a diversidade vegetal. Programas de Compensação e Reposição Florestal Implementação Compensatória Programa de Conservação da Flora – Resgate de Germoplasma Implementação Preventiva Mudança e/ou perda de habitat. Programas de Compensação e Reposição Florestal Implementação Compensatória Programa de Conservação da Flora – Resgate de Germoplasma Implementação Compensatória.

Análise do cumprimento da compensação por supressão de vegetação nativa

Portanto, a forma de apresentação da ASV da referida LT está de acordo com o que se considera mais adequado. Até aquela data não existia informação sobre o cumprimento desta disposição na fase operacional, a qual era efectuada através de condicionalidade na Licença de Funcionamento. É claro que cabe ao empresário ter muito cuidado em respeitar as condicionantes e os programas ambientais, mas o seu comportamento deve ser muito bem pensado e estruturado entre ele e o órgão licenciador ambiental, para que deixe de ser uma obrigação. para o estágio de desenvolvimento, operação e, portanto, para o ambiente que inclui a sociedade.

Análise do Processo de Licenciamento Ambiental

  • ReservaLegal
  • Reposição Florestal
  • Síntese da análise do Processo

Tabela 17 – Comparativo entre o cronograma planejado (ANEEL) e o cronograma executado do Licenciamento Ambiental da LT 500 kV – MG/SP. Os próximos dois subitens abaixo (2.3.3.1 e 2.3.3.2) discutem as dificuldades encontradas nas questões de Reserva Legal e Reposição Florestal no âmbito das licenças ambientais federais de linhas de transmissão. Em síntese, a reposição florestal pode ser entendida como uma forma genérica de compensar os impactos decorrentes da supressão da vegetação nativa em licenças ambientais e que não possuem legislação específica, como a Lei da Mata Atlântica (SENA e ARAÚJO, 2016; SENA, 2019), mas que não constitui compensação monetária para esta lei (LIMA, 2019).

Conclusões

Considerações Finais

Enquanto não houver instrumentos legais e o estabelecimento de uma rede que permita que quem tem que plantar se encontre com quem tem que regular o meio ambiente, como já acontece no estado de São Paulo, dificilmente será possível restaurar a Mata Atlântica. possível. Embora existam diversas variáveis ​​que permeiam o sucesso da implementação de um processo de licenciamento ambiental em nível federal, a principal questão percebida durante a análise e confirmada pelas referências bibliográficas consultadas é que a falta de uma legislação própria, clara e objetiva, com seus respectivos instrumentos normativos e regulatórios, são a causa dos maiores problemas encontrados no bom andamento do processo e consequente atendimento satisfatório por parte do empresário.

Introdução

Embora existam todos esses instrumentos legais relacionados a esse assunto, sabe-se que o Brasil tem um déficit de cerca de 21 milhões de hectares de vegetação indígena localizada em áreas de proteção permanente (APP) e reservas legais (RL), grande parte da qual está concentrada no bioma Mata Atlântica, com aproximadamente 1,4 Mha de compromissos de APP e 4,8 Mha de RL (SOARES-FILHO, 2013; SOARES-FILHO et al 2014; BRASIL, 2017). Portanto, aqueles que não estão familiarizados com as disposições da Lei de Proteção à Vegetação Nativa (o novo Código Florestal) precisarão de apoio no cumprimento dos requisitos para a gestão ambiental de sua propriedade. Então, por que tais áreas não podem ser declaradas prioritárias para pedidos de indenização por supressão de vegetação nativa decorrentes de licenças ambientais?

Procedimentos metodológicos

Resultados e discussões

Restauração florestal e licenciamento ambiental: exemplo Programa

Para selecionar áreas para um projeto de restauração, existe um “banco de áreas” dentro do programa Nascentes de áreas disponíveis no país para restauração. Nesta camada é possível visualizar, por exemplo, a quantidade e localização das áreas disponíveis para restauração nas APPs existentes no estado de São Paulo (Figura 11 e Figura 12). Já no estado de São Paulo, as áreas disponíveis em APP e Reserva Legal superam significativamente as áreas disponíveis na UC para restauração ecológica.

Desafios para a implementação: o que ele tem que eu não tenho?

Outra questão fundamental é o cumprimento do Programa de Regularização Ambiental (PRA), que exige a inscrição do imóvel no CAR. No âmbito do Programa de Regularização Ambiental (PRA), dos 26 entes federados mais o Distrito Federal, ao final de 2019, dez ainda estavam em fase de cadastramento e nem haviam iniciado a validação do CAR, enquanto outros 15 estados já o haviam feito. normas legais estabelecidas que instituem o Programa de Regularização Ambiental (CHIAVARI; LOPES, 2019) (Tabela 20). Tabela 20 – Situação da implantação do programa de regularização ambiental nos estados brasileiros com presença de fitofisionomias do bioma Mata Atlântica.

Propostas para a interação do licenciamento ambiental de linha de transmissão de

Uma opção inovadora seria buscar o desenvolvimento de projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que visem reduzir a necessidade de supressão de vegetação nativa ou ajudar na recuperação de áreas degradadas utilizando, por exemplo, espécies nativas. Talvez pela especificidade das linhas de transmissão, pensar em projetos de P&D que atendam às necessidades das empresas seja um pouco mais difícil do que para outros tipos de empreendimentos. Portanto, os especialistas deverão adaptá-los com o objetivo de promover a interação da rede de stakeholders com os projetos de restauração e seu monitoramento.

Conclusões

Para o bioma Mata Atlântica, sugere-se que o Pacto seja esta instituição, pois é o principal movimento voltado para a restauração florestal na Mata Atlântica. Observou-se que existem oportunidades de interação entre a restauração florestal da Mata Atlântica e as licenças ambientais para linhas de transmissão de energia elétrica. Em síntese, esta tese reforça o entendimento de que existe uma gama de oportunidades que podem ajudar a Rede de Restauração Florestal da Mata Atlântica (Figura 19) a atingir a tão esperada meta de restaurar 12 milhões de hectares de floresta até 2030 (PROVEG), ou 15 milhões de hectares de floresta. hectares até 2050 (Pacto).

Considerações Finais

Referências

Documentos relacionados

Se considerada a faixa de concentrações típicas para águas de formação Tabela 1, constata-se que somente os íons sódio, cloreto e cálcio é que poderão estar em teores que induziriam a