Neste trabalho, trataremos da criação e desenvolvimento da Lei 9.099|95, em primeiro lugar para desonerar o poder judiciário que passa pela criação da Lei 123|06, lei que regulamenta as microempresas, os pequenos negócios e as pessoas físicas. microempreendedores, que traz também a discussão sobre a inconstitucionalidade dos enunciados 135 e 141 do FONAJE, e também como ela se enquadra em nosso ordenamento jurídico à luz dos dispositivos constitucionais. Assim, foi criada a Lei 9.099, de setembro de 1995, que trata dos juizados especiais cíveis e criminais estaduais e dá outras providências através do procedimento sumário. Este trabalho será apresentado em três capítulos, no primeiro trarei “A Evolução do Direito” no segundo capítulo trarei o conceito e criação de “Microempresas e Pequenos Negócios” e no terceiro e último capítulo apresentarei “ Princípios de Direito Civil e Princípios da Lei 9.099|95”.
A EVOLUÇÃO DA LEI 9.099|95
EVOLUÇÃO DOS CONFLITOS
- Do estado de natureza à existência dos litígios
- Conceito de estado de natureza
- Do estado de natureza
- Características dos conflitos
O estado natural é aquele em que o homem depende unicamente da sua própria força e engenhosidade para a sua segurança, e há um medo constante da morte violenta. O estado natural é um modo de ser que caracteriza uma pessoa antes de entrar no estado social.”
CRIAÇÃO DA LEI
- Do contrato social à necessidade de regras
- Os juizados de paz
- A constituição e o acesso à justiça
- Princípio de acesso à justiça
Este órgão foi um marco importante em nosso ordenamento jurídico, pois instituiu os antigos “tribunais populares”, como eram chamados os juízes de paz (LUDWIG, 2012). Desta forma, em cada freguesia ou freguesia deveria haver um juiz de paz e um suplente, nomeados ao mesmo tempo e os vereadores eleitos da mesma forma (FERREIRA, 1937 e LUDWIG, 2012). O juiz de paz – função que persiste até hoje – era um magistrado leigo que “muitas vezes não tinha formação jurídica, que desempenhava diversas funções judiciais consideradas “menores” em cada lugar e época (pequenas ações ou demandas, casamentos, etc.), resolver litígios através da mediação”, sem formação e não.
Porém, por falta de remuneração e total desconhecimento das leis, passou a questionar e criticar a atuação dos juízes de paz. Os maiores conflitos ocorreram com os juízes externos, pois seus poderes eram confundidos com os poderes dos juízes de paz. Com a edição da primeira Carta Magna republicana, criada em 1891, que deu aos estados a iniciativa de legislar sobre o procedimento, com diversas destes estados mantendo o papel de juiz de paz para a mediação e conciliação entre as partes em litígio.
As Constituições de 1934 e 1937 deram aos estados o poder de manter a jurisdição eletiva do Juiz de Paz e estabelecer a sua jurisdição, mas desde que as partes que pretendam recorrer das suas decisões devam apresentar tais recursos ao Tribunal Comum. Em setembro de 1946, a Constituição Federal estabeleceu que o juiz de paz tinha “poderes judiciais substitutivos, ressalvados os acórdãos transitados em julgado e os poderes para a qualificação e solenização de casamentos e demais atos previstos em lei.
CRESCIMENTO DAS DEMANDAS E DESAFOGAMENTO DA JUSTIÇA
- Judiciário em cheque
- Contexto histórico da mediação
- Mediação convencional e judicial, em França
- Necessidade da implementação da mediação no Brasil
- Criação da primeira lei do Juizado de Pequenas Causas
- Criação da Lei 9.099|95
Em muitos casos, os juízes e o judiciário acabam não exercendo a sua verdadeira função social de pacificador, ao tentarem por todos os meios conciliar as partes, em busca da melhor solução para todos, no final preferem o processo e a punição. A mediação surgiu com o objectivo de resolver o conflito que se espalha na sociedade, com o objectivo de aproximar as pessoas, na tentativa de reconstruir relações destruídas e também de evitar que esta destruição, que as partes escolheram ou aceitaram, se desenvolvesse. por meio de uma terceira pessoa, imparcial e neutra na relação, tenta agir por meio do diálogo, na tentativa de explorar o significado positivo do conflito, busca sempre uma compreensão precisa do problema (TRENTIN, 2010). Antes mesmo da promulgação da Constituição Federal, a primeira Lei do Juizado de Pequenas Causas, como é comumente conhecida, foi criada na tentativa de desonerar os tribunais cíveis, e a Lei 7.244|84 foi criada na tentativa de agilizar os procedimentos judiciais. e também, uma tentativa de aproximar o poder estatal do cidadão (BAROUCHE, 2011).
No entanto, a referida lei apenas mencionava pessoas singulares, excluindo microempresas e pequenos negócios, e não mencionava crimes de menor complexidade. Mesmo após a introdução da Lei do Juizado de Pequenas Causas, a discussão continuou sobre como os processos criminais menos complexos poderiam ser agilizados e qual seria a situação para as microempresas, pequenas empresas e microempresários. No artigo 8º, §1º, II, a Lei 9.099 nos diz que os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte, conforme definidos na Lei Complementar 123 de 2006, podem instaurar processos perante o Juizado Especial.
34; DECLARAÇÃO 135 – O acesso das microempresas ou empresas de pequeno porte ao sistema judiciário especial depende de comprovação de sua habilitação fiscal atualizada e de documento fiscal referente ao negócio jurídico objeto da reclamação” (XXVII Reunião – Palmas/TO). 34 ; DECLARAÇÃO 141 – As microempresas e empresas de pequeno porte, quando demandantes, deverão ser representadas, inclusive em audiência, pelo empresário individual ou sócio administrador” (XXVIII Reunião – Salvador/BA).
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL, MICROEMPRESA E
CONCEITUAÇÃO
- Microempreendedor Individual (MEI)
- As mudanças advindas da globalização
3º Para os fins desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte: as sociedades empresárias, as sociedades simples, as sociedades individuais de responsabilidade limitada e os empresários referidos no art. 3º Para os fins desta Lei Complementar, consideram-se sociedades empresárias as microempresas ou empresas de pequeno porte. Antes de mergulharmos neste conceito, vale a pena falar brevemente sobre a história dos conceitos iniciais por trás do surgimento das microempresas e dos pequenos negócios.
Em meados da década de quarenta do século XX, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, as micro e pequenas empresas experimentaram um grande crescimento devido à força de trabalho que chegou ao mercado com o fim da guerra (SPINOLA, 2002). Com esta expansão das micro e pequenas empresas, foi o maior marco da história para o estabelecimento de uma nova ordem econômica mundial que deixou para trás a velha ideia de que o mundo estava dividido entre dois pólos e assim levou às relações comerciais, uma série de informações que antes eram usadas apenas como estratégia política. Temos as micro e pequenas empresas como um dos segmentos mais importantes que apoiam a livre iniciativa e a democracia.
No Brasil, a primeira legislação sobre o assunto teve início em 1850, com a edição do Regulamento 737, que incluiu no artigo 19 a enumeração dos atos comerciais, incluindo neste aspecto a empresa, iniciando a busca por uma conceituação jurídica do termo Empresa. , que posteriormente se dividiu em microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais (SPINOLA, 2002). Conforme mencionado anteriormente, ainda não existe uma definição doutrinária para micro e pequenas empresas no Brasil.
CRIAÇÃO DE LEI ESPECÍFICA PARA OS MICROEMPREENDEDOR
- Do acesso das micro empresas e empresas de pequeno porte ao sistema
- Da inconstitucionalidade do enunciado 135 do FONAJE
- Da inconstitucionalidade do enunciado 141 do FONAJE
8º Para os fins desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte as sociedades empresárias, as sociedades simples, as sociedades individuais de responsabilidade limitada e os empresários referidos no art. Usando a analogia, a jurisprudência concluiu permitindo a admissão de pequenas empresas nos Sistemas Judiciais Especiais, utilizando o padrão previsto no s. O disposto no § 1º do art.
Declaração 135 (substitui a declaração 47) – O acesso das micro e pequenas empresas ao sistema judiciário especial depende da comprovação de sua habilitação fiscal atualizada e de documento fiscal relativo ao negócio jurídico em questão. Neste caso, a microempresa e a empresa de pequeno porte deverão comprovar sua habilitação fiscal, pois representa documento essencial para a proposição da demanda, conforme estipula o artigo 2º. Vemos que o referido comunicado, além de trazer em seu texto a proibição de ações e requerimentos que pequenas e microempresas podem realizar no sistema de juizados especiais, vai além e também delimita os meios de prova que devem ser utilizados pelo mesmo, nos termos do artigo 32 da Lei 9.099/95 e do art.
As microempresas e as empresas de menor porte, quando demandantes, deverão ser representadas, inclusive em audiência, pelo empresário individual ou sócio-gerente”. Esta declaração, conforme consta no seu texto, cria um grande obstáculo ao acesso à justiça das micro e pequenas empresas ao estabelecer a presença do seu sócio-gerente ou empresário individual.
PRINCÍPIOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL, DO DIREITO
PRINCIPIOS CONSTITUCIONAIS
- Princípio da Isonomia
PRINCIPIOS CIVEIS
- Princípio da Socialidade
- Princípio da Eticidade
- Princípio da Operabilidade ou da Concretude
Assim, o objetivo do princípio da Socialidade é excluir a simples aplicação do Direito Civil nas relações dos indivíduos, uma vez que essas relações, em diferentes casos, podem ser de interesse da sociedade como um todo, autorizando, portanto, a intervenção do Estado. Resumindo: o princípio da Socialidade visa afastar a visão individualista, egoísta e privada do Código Civil de 1916 (p. 23). Na verdade, o novo Código Civil nada mais fez do que adaptar o sistema de direito privado à realidade constitucional (p. 116).
O princípio da ética, Delgado (2004, p. 176) entende que “seu escopo é valorizar o ser humano na sociedade, o que acontece por meio da aplicação dos princípios constitucionais, especialmente a dignidade da pessoa humana. Reale (1998 apud HENTZ, 2006) define o Código Civil como “a constituição do homem comum”, considera que o princípio da ética elimina o rigor formal excessivo ao conferir ao juiz “não apenas o poder de preencher as lacunas, mas também de resolver , onde e quando estiver previsto, de acordo com os valores éticos”. Enquanto Delgado (2004, p. 166) acrescenta que “a interpretação das normas do Código Civil com base em princípios éticos está contribuindo para a concretização da ideia de justiça concretamente aplicada”, que é o desejo de todos os cidadãos.
Godoy (2004, p. 118) explica que o princípio da operatividade “visava facilitar a implementação do novo Código Civil, retirando a ideia de completude da codificação anterior e regulamentando a possibilidade de utilização de elementos externos para alcançar a Justiça, o que ocorre, principalmente, por meio de cláusulas gerais. Com a entrada em vigor do novo Código Civil, as normas passaram não apenas a existir, mas também a ser válidas, eficientes e eficazes, uma vez que o poder conferido aos juízes tinha alcance - além de garantir a busca pela solução mais justa para o caso específico -, conferir maior aplicabilidade às sentenças e decisões judiciais (p. 167).
PRINCIPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS
- Princípio da Oralidade
- PRINCIPIO DA SIMPLICIDADE E DA INFORMALIDADE
- Princípio da Economia Processual
- Princípio da Celeridade
Este direito fica ainda mais evidente com o surgimento do novo inciso LXXVIII do artigo 5º da CF, que estipula explicitamente o direito à assistência jurídica oportuna. 5., XXXV, da Constituição da República, a afirmação é diretamente contestada, bem como o princípio da igualdade, o que também contraria a boa doutrina processual e o disposto no NCPC e na Lei 9.099/95. O acesso das pequenas e microempresas ao sistema de juizados especiais é efetivamente garantido desde que atendidos os requisitos da Lei 9.099/95 e, alternativamente, do Código de Processo Civil.
De acordo com o princípio do tratamento preferencial das microempresas e das pequenas empresas, consagrado no artigo 170, IX CF, é possível representar o empresário individual autônomo, a sociedade empresária ou a EIRELI, desde que estejam sujeitos à regimes tributários pertinentes, por meio de representante em audiências e mesas de secretariado perante o tribunal especial cível, que simplesmente fornece comprovante atualizado de sua qualificação. Disponível em: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11061. Disponível em: http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12354.
Curso de Direito Comercial: sociedades comerciais, empresários individuais, microempresas, sociedades comerciais, fundos comerciais.27ª ed. Abordagens históricas e jurídicas desde os juizados de pequenas causas até os atuais juizados especiais cíveis e criminais brasileiros.