8
HISTÓRICO
Para tentar ultrapassar esta situação e evitar o desaparecimento da prescrição, decidiu-se prorrogar a prescrição, dificultando a rápida impunidade. Em 1890, o estatuto permitia prescrições para ações judiciais e penalidades, que ficavam sujeitas ao mesmo prazo.30.
CONCEITO
NATUREZA JURÍDICA
Max Lorenz chega a citar a exclusão dos crimes após a prescrição como instituto de direito substantivo. A natureza jurídica da prescrição penal baseia-se, portanto, no direito substantivo, como afirma Mesquita42.
TERMO INICIAL
Se o estado permanente continuar após o início do processo criminal, o início do período é o dia em que o estado inicia a repressão criminal com o início do inquérito policial. Aqui a prescrição só começa a fluir a partir do dia em que a autoridade pública com poder opressivo toma conhecimento do fato.
CAUSAS SUSPENSIVAS
- Q UESTÕES P REJUDICIAIS
- C UMPRIMENTO DE P ENA NO E STRANGEIRO
- S USTAÇÃO DO P ROCESSO
- S USPENSÃO C ONDICIONAL DO P ROCESSO
- S USPENSÃO DO P ROCESSO
Ressalte-se que neste caso o crime deverá primeiro ser reconhecido, dependendo da resolução do caso, e assim a prescrição será suspensa. Se a ocorrência do preconceito estiver relacionada ao estado civil das pessoas (bigamia), a suspensão do julgamento é obrigatória e perdura até que a decisão transite em julgado. Porém, se se tratar de outra questão (apropriação indébita de bens, peculato), a suspensão do julgamento e o prazo de prescrição são facultativos e a duração da suspensão fica a critério do juiz.
Assim, caso surja questão prejudicial relativa à bigamia, a suspensão do processo é obrigatória até que a situação se torne definitiva e irreversível. Hoje também são processados e o processo pode ser suspenso com o voto da maioria dos seus membros, por iniciativa do partido político. Caso a proposta de suspensão do processo seja aceite pelo reclamante, a prescrição não se aplicará durante o período de suspensão.
CAUSAS INTERRUPTIVAS
- R ECEBIMENTO DA D ENÚNCIA OU Q UEIXA
- P RONÚNCIA E D ECISÃO C ONFIRMATÓRIA
- S ENTENÇA C ONDENATÓRIA R ECORRÍVEL
- I NÍCIO OU C ONTINUAÇÃO DO C UMPRIMENTO DA P ENA
- R EINCIDÊNCIA
A interrupção do prazo de prescrição do crédito executivo inicia-se na data da recepção da decisão transitada em julgado. A prescrição do pedido de execução inicia-se na data do trânsito em julgado da acusação. O início da pena, na realidade, não seria uma interrupção, pois uma vez iniciada a execução, após o trânsito em julgado da sentença, não há necessidade de interrompê-la; portanto, neste caso não há retomada do prazo.
A prescrição que interrompe é chamada de reincidência futura, porque ocorre após o trânsito em julgado da primeira sentença, enquanto a repetição que aumenta o prazo de prescrição é a da condenação referente ao segundo delito.84. O momento da confirmação da reincidência, que suscitou muitas discussões, foi felizmente pacificado como sendo o momento do julgamento final da sentença que a reconhece, e não o momento da prática do ato. No entanto, o prazo de prescrição só é interrompido na data em que a sentença se torna definitiva.
REDUÇÃO DOS PRAZOS DE PRESCRIÇÃO
O réu será considerado reincidente assim que a condenação pelo segundo delito for cumprida; o momento da violação da prescrição é a data da prática do novo ato criminoso, e não a data da sentença, com base na condenação anterior. Na mesma perspectiva, Mirabete88 afirma: “O prazo de prescrição é reduzido para metade se o agente tiver menos de 21 anos no momento do crime ou mais de 70 anos no momento da condenação”. 115 do Código Penal, deve ser tida em conta a data do crime, no caso de agente menor de 21 anos, ou seja, a data do crime.
Se o arguido tiver mais de 70 anos, a sua idade será verificada no momento da sentença. Como bem diz Teles89: “Se o arguido não tiver completado 70 anos no dia da sentença, mas se houver recurso, atingir a idade de recurso, o prazo de prescrição deve ser reduzido para metade”. Para Jesus90: “A redução da prescrição não é afastada quando o sujeito que cometeu o crime antes de completar 21 anos se torna maior de idade durante o processo criminal”.
DIFERENÇA ENTRE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
Quanto ao prazo prescricional das ações criminais, Jesus97 explica: No caso do prazo prescricional das ações criminais (incorretamente chamado de prazo prescricional), a passagem do tempo faz com que o Estado perca o direito de punir em relação à exigência do sistema judicial julgar o caso e aplicar a sanção abstrata (aspiração de punição). A intenção de punir será prescrita quando ocorrer antes que o julgamento final se torne definitivo. Portanto, outro prazo de prescrição da ação penal passa a correr desde o início novamente caso se trate de condenação.
É claro que a decisão final sobre a condenação do Ministério Público é o primeiro marco para a limitação do crédito executivo. É claro que se o condenado for preso provisoriamente, o prazo de prescrição do crédito executivo fica suspenso. Assim, pode-se notar que se o prazo de prescrição da ação penal na ação penal for reconhecido antes do trânsito em julgado, haverá impedimento à coisa julgada na ação cível.
31
DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA
- I NÍCIO DO PRAZO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA
- I NTERRUPÇÃO DO PRAZO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA
Sobre a implicação de responsabilidade da prescrição de pretensões punitivas, Zaffaroni99 acrescenta: “Por isso não implica responsabilidade. Na determinação da pretensão punitiva também deve ser levado em consideração o momento em que o prazo começa a ser calculado. No crime permanente, o prazo prescricional da ação penal começa a correr a partir do momento em que termina a suspensão.
Entende-se que a prescrição da exigência de pena, no caso de crime permanente, começa a ser contada a partir do momento em que a vítima obtém a liberdade. Nos casos de crimes de bigamia e de fraude no registo civil, o prazo de prescrição começa a contar a partir do dia em que o crime foi conhecido.109 2.1.2 Interrupção do prazo de prescrição para reclamações criminais. Durante o prazo de prescrição da reivindicação da penalidade, poderão ocorrer eventos que interrompam a prescrição.
DA PRESCRIÇAO RETROATIVA
A prescrição retroativa é determinada de acordo com a sentença determinada na sentença, após o trânsito em julgado da acusação ou após o indeferimento do recurso. A prescrição pode ser válida: desde a data do evento até a data do recebimento da reclamação; entre a data do recebimento do recurso e a data da condenação; entre a data da condenação e a data do julgamento do recurso ou de qualquer recurso especial. Assim que a acusação transitar em julgado ou o recurso for rejeitado, o valor da pena aplicada na condenação é revisto.
III, e o prazo de recebimento do recurso (..), ou entre este e a publicação da condenação. No momento em que a condenação transitou em julgado no Ministério Público (ou seu recurso foi rejeitado), surgiu a possibilidade de verificação retroativa do início da prescrição. Proferida e apreciada a sentença pelo Ministério Público, surge a possibilidade de prescrição retroativa.
DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE
Aprovada e apreciada a condenação pelo Ministério Público, surge a possibilidade de prescrição retroativa. Determinamos que o juiz de primeira instância não pode reconhecer a prescrição retroativa, pois uma das condições para o seu reconhecimento é que ela se concretize e o recurso do Ministério Público não seja deferido. Nem antes de a sentença transitar em julgado o juiz poderá determinar a extinção da pena por prescrição retroativa, uma vez que sua competência já se esgotou. Ressalte-se que o juiz de primeira instância não poderá reconhecer a prescrição retroativa, pois uma das condições para reconhecê-la é que ela não se concretize e que o recurso do Ministério Público não seja provido.
Havendo prescrição provisória, aplica-se a pena prevista na sentença, não cabendo recurso do Ministério Público, a partir da data da publicação da sentença começa a correr o prazo prescricional, calculado a partir da pena imposta. Neste caso, a prescrição pode ser reconhecida, mesmo que seja dado provimento ao recurso do Ministério Público, mas sem que a prescrição seja aumentada. Ressalte-se que a prescrição interveniente pode ocorrer de diversas formas, a saber: quando há sentença transitada em julgado para a acusação, sentença transitada em julgado para a acusação e recurso da defesa, recurso da acusação e julgamento do tribunal.
DA PRESCRIÇÃO ANTECIPADA
Estes recursos requerem tempo para serem apreciados e caduca o prazo de prescrição de uma pena específica (artigo 109.º do Código Penal). A prescrição presuntiva é o reconhecimento da prescrição retroativa com base na pena que seria possível ou provável de ser imposta ao réu em caso de condenação, ou a prescrição retroativa é reconhecida antes mesmo do ajuizamento da ação judicial , com base na suposta sentença antecipada. Especificamente, qual seria a pena fixada pelo juiz da contravenção. A prescrição antecipada pode ocorrer devido ao tempo decorrido e à penalidade que pode ter sido imposta pela penalidade.
A prescrição antecipada ocorreria sempre que o juiz, diante de uma situação em que o réu tivesse condições favoráveis como bons antecedentes, bom comportamento social, previsse que a pena que lhe foi imposta, caso fosse condenado, seria pelo menos lícita, podendo , com base nesta lógica, preveem que a prescrição prescreveria retroativamente a abolição da criminalidade. Ressalte-se que mesmo no caso de opiniões contrárias, sempre que puder ser prevista uma prescrição retroativa, o juiz deverá prevê-la, pois torna-se onerosa para o Estado e é inútil continuar o procedimento que já previu a morte.
DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA
No próximo e último capítulo será tratada a prescrição criminal dos pedidos punitivos, executivos e resjudicata nas causas cíveis, onde serão demonstradas as divergências relativas a este tema elencado. Não se pode dizer que a sentença proferida na Justiça Cível, seja ela condenatória ou absolvente, transite em julgado na Justiça Criminal”. O Código de Processo Penal determina que quando uma condenação em processo criminal transita em julgado em processo cível, ela serve até como título executivo.
Não confere força jurídica no processo cível, e permite a propositura de ações cíveis, a ordem de arquivamento da investigação ou de informações. Quanto aos efeitos da prescrição penal no âmbito do direito civil, há dois posicionamentos, ou seja, se a prescrição for reconhecida após a condenação ter transitado em julgado, há o entendimento de que ela passa a valer no direito civil campo com a culpa do infrator sendo discutida não mais réu; se a prescrição for. Se a sentença no processo penal tiver reconhecido o prazo de prescrição antes de se tornar definitiva, esta sentença não pode ser utilizada como força jurídica no processo civil.
Partindo da primeira hipótese, que questiona sobre a possibilidade de prescrição penal para a ação penal, a prescrição retroativa no juízo cível somente será impedida quando a prescrição penal for reconhecida antes do trânsito em julgado. Quanto à segunda questão, a prescrição penal da ação executória não impede a coisa julgada na ação cível, uma vez que esta decisão tem efeito absoluto no que diz respeito à ação cível, quando a autoria indiscutível do ato criminoso é estabelecida pela condenação. .
49