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Mono 2 PDF - Univali

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Academic year: 2023

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Tentaremos, portanto, no primeiro capítulo, tratar da origem histórica, do conceito, dos elementos constitutivos e da função social do direito de propriedade e do meio ambiente. Abordará também a função social dos direitos de propriedade, que visa alcançar o bem-estar social sem danificar a propriedade e o ambiente.

Origem histórica do Direito de Propriedade

A evolução dos direitos de propriedade passa por várias etapas que coincidem com diferentes momentos históricos que explicam a mudança no conteúdo deste direito. Contudo, a evolução dos direitos de propriedade evoluiu, através de momentos históricos e da doutrina liberal, baseada nas revoluções e no Código Napoleónico.

Conceito e elementos constitutivos da propriedade

Analiticamente, o direito de usar, usufruir e dispor de um bem e de recuperá-lo daqueles que o possuem indevidamente. Diz ainda que o direito de propriedade é complexo, porque consiste num conjunto de direitos na capacidade de usar, gozar, dispor e exigir aquilo que lhe serve de objeto.

Função Social do direito de propriedade e o meio ambiente

O princípio da função social da propriedade está, portanto, ligado ao exercício e não ao direito de propriedade. 40ALMEIDA, Washington Carlos de, Direitos de propriedade Limites ambientais no Código Civil – Barueri, SP, ed.Manole, 2006, p.17.

Princípio do desenvolvimento sustentável

É o uso racional de recursos naturais não renováveis, também conhecido como ambiente ecologicamente equilibrado ou ecodesenvolvimento. A preservação do ambiente tornou-se uma palavra de ordem, pois a sua deterioração contínua significará uma redução da capacidade económica do país, e a nossa geração, especialmente a futura, não poderá desfrutar de uma vida de qualidade. A liberdade de ação e disposição, que é abordada pelo texto constitucional (livre iniciativa), passou a ser entendida de forma mais limitada, o que significa que não existe liberdade, livre iniciativa que visa garantir um ambiente ecologicamente equilibrado.

Na verdade, procura-se a coexistência dos dois sem que a ordem económica inviabilize um ambiente ecologicamente equilibrado e sem que isso iniba o desenvolvimento económico.55. Contudo, a constituição federal estabelece uma ordem econômica baseada na livre iniciativa e na valorização do trabalho humano, que deve respeitar o princípio da proteção ambiental, com as regras da justiça social, conforme regulamentado pelo art. No entanto, tentamos minimizá-lo porque pensar o contrário é dizer que nenhuma indústria pode ser criada para degradar o ambiente, e este não é um conceito que aprendemos num texto.

O correto é que as atividades sejam desenvolvidas utilizando instrumentos existentes e adequados à menor degradação possível. Contudo, o desenvolvimento sustentável limita-se a satisfazer as necessidades da população no presente sem comprometer as gerações futuras.

Princípio da restauração integral ou reparação do dano ambiental

Em arte. Dessa forma, não é necessário falar na ilegalidade de uma pessoa jurídica figurar no lado passivo da relação processual penal quando é denunciada por crime cometido contra o meio ambiente. José Rubens Morato Leite assevera sobre a reconstituição de bens ambientais: “A opção do legislador sugere que se procure em primeiro lugar a recuperação dos bens ambientais e, quando isso for inviável, proceder-se à compensação ou compensação substitutiva”. 62.

O artigo 225, §2º da Constituição Federal, trata da hipótese de execução específica que obrigue quem explora a atividade minerária a recuperar o meio ambiente degradado, conforme solução técnica solicitada pelo poder público. A Lei 6.938/81, no artigo 4º, VI, estabeleceu nos objetivos da política ambiental nacional dois elementos a serem analisados: conservação e recuperação. O ambiente danificado é, na maioria dos casos, impossível de recuperar ou restaurar, incapaz de regressar ao status quo ante e, portanto, há uma necessidade urgente da sua conservação e manutenção.

O sistema de compensação por danos ambientais tem como pressuposto relevante, entre outros, o princípio da conservação e como tal exige que as sanções ambientais visem prioritariamente a reconstituição, restauração e substituição de bens ambientais. Então podemos perceber que este princípio é de fundamental importância na preservação do meio ambiente, pois quando o autor causa o dano ambiental, ele deve restaurá-lo na forma em que estava, ou nos casos em que a restauração for impossível, ele deve substituir o meio ambiente. bem que tem a obrigação de restaurar/manter outra área designada pelo governo.

Princípio do Poluidor Pagador

As limitações ecológicas da Reserva Florestal Legal estão previstas na Constituição Federal no art.225, §1º, III e na Lei do Código Florestal 4.771/65 art. Levando em consideração que as florestas são “bem de interesse comum a todos os habitantes do país” (art. 1º da lei 4.771/65) e que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, caput, da CF) .104. 2º e 3º. As áreas de conservação permanente mencionadas no art. 2º do Código Florestal estão sujeitos a proteção simplesmente porque atendem às condições previstas naquela lei.

Art.2°. “Florestas e outras formas de vegetação natural localizadas: .. a) ao longo de rios ou cursos de água desde o seu nível mais alto numa faixa marginal cuja largura é mínima:. O estudioso Edis Milaré relata que “as áreas de custódia permanente de que trata o art. 3º da Lei das Florestas depende de ato do poder público para estabelecê-la como conservação permanente”.127. O parágrafo acima suscita dúvidas em razão da redação do artigo 225, §1º, III, da Constituição Federal, que dispõe que a alteração e a extinção do.

A Constituição Federal impõe ao Poder Público o dever de defender e proteger o meio ambiente para as gerações presentes e futuras (art. 225, caput, da CF). O fumus boni iuris consta da norma constitucional (art. 225, .. 3º, III, da CF) que autoriza a supressão de áreas de conservação permanente apenas por lei. Art. 2º “As florestas e outras formas de vegetação natural localizadas: .. i) nas áreas metropolitanas definidas em lei são consideradas conservação permanente, pelos efeitos exclusivos desta lei.”136.

O embargado agiu dentro da legalidade, de acordo com as diretrizes locais de proteção ambiental, por não se tratar de área de conservação permanente, pois não se aplica ao caso o Código Florestal, que define áreas “de 30 (trinta) metros de frente dos cursos de água com largura inferior a 10 (dez) metros (art. 2º, a, I, da lei 4.771/65), por se tratar de área urbana, cujas peculiaridades devem ser levadas em consideração na aplicação da Lei Florestal (TRF 4ª região. 1. Na criação de unidades de conservação da natureza, isso deverá ser feito, tendo em vista o disposto no art. ampla divulgação e oportunidade de discussão sobre as implicações da criação da unidade de conservação da natureza , de acordo com o princípio democrático.As unidades de uso sustentável têm como objetivo compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parte dos recursos naturais, nos termos do artigo 7º §2º da Lei.

Princípio da Prevenção

Reserva Florestal Legal

  • Inalterabilidade de Destinação
  • Vedação de Corte Raso na Reserva Floresta e Limitação de
  • Gratuidade na Constituição da Reserva Florestal Legal
  • Averbação da Reserva Florestal Legal no Registro de Imóveis 46
  • Isenção de Imposto Territorial Rural – ITR
  • Ações Judiciais e a Reserva Florestal Legal

As características da reserva legal, segundo o estudioso Paul Affons Lema Machado, são: imutabilidade de finalidade, vedação de cortes rasos e restrição de uso, livre constituição, anotação em registro de propriedade, demarcação e delimitação, e isenção de ITR.96 . A aquisição de áreas rurais sem a delimitação da reserva legal não exime o novo adquirente da obrigação de preenchimento desta reserva. A obrigação de constituição e manutenção de reserva legal destina-se a todos os titulares indistintamente e não há qualquer compensação, pois a sua constituição é gratuita.

16 §2° e 44, parágrafo único da Lei 4.771/65 dispõem que a reserva legal deve ser averbada juntamente com a inscrição do imóvel no registro de imóveis competente. Portanto, Paulo Affonso Leme Machado argumenta que a lei federal não expressava a obrigatoriedade de demarcação da área abrangida pela reserva legal. Portanto, ao analisar a finalidade da reserva legal, não se pode admitir que a área reservada seja parte indefinida do território.107.

As áreas dos imóveis designados como reserva legal estão isentas do pagamento do Imposto Territorial Rural – ITR. Existem duas ações judiciais que protegem a Reserva Floresta Legal, uma é a ação civil pública e a outra é a ação popular.

Áreas de Preservação Permanente

Área de Preservação Permanente no Espaço Urbano

Contudo, nem a Lei Florestal nem as resoluções do CONAMA enfrentam uma questão crucial, qual seja, como restaurar áreas urbanas permanentemente preservadas e com ocupação consolidada. À luz do código florestal, as margens desses rios, os topos dos morros – como a Avenida Paulista em São Paulo – e as encostas dos morros com inclinação igual ou superior a 45º – como algumas ruas do bairro Pompéia – são sujeito a conservação permanente. , também em São Paulo. A relação legis é clara: florestas e outros tipos de vegetação ao longo dos riachos formam coberturas e sombras que reduzem o processo de evaporação.

Além disso, a lei fala em “florestas e outras formas de vegetação natural”, o que não é verdade no processo judicial. Edis Milaré interpreta a proposição proposta de duas formas (considerando os princípios e limitações), primeiramente, aquelas estabelecidas no art. 2º do Código Florestal, desde o citado parágrafo único, se eu quisesse isentar o caput - em razão das circunstâncias especiais das áreas urbanas, regiões metropolitanas e aglomerações urbanas - acabaria dizendo o mesmo que já apontado nos parágrafos do o artigo.

A segunda forma seria o termo “limites” num sentido mais limitado, pretendendo significar que nas áreas urbanas as faixas de cobertura vegetal podem variar dependendo dos objetivos das políticas locais e metropolitanas com características ambientais específicas do ambiente urbano. desde que sejam observados e sejam observadas as dimensões previstas no artigo 2.º da Lei Florestal como limites máximos. Portanto, a área de proteção de um corpo hídrico em área urbana (pela legislação municipal) não poderia ser maior que a prevista para a área rural (pela legislação federal)”.140.

Unidades de Conservação

CRIAÇÃO DE UMA RESERVA DE EXTRAATIVIDADE DO TIPO UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (DECRETO LEGAL DE INVESTIGAÇÕES TÉCNICAS E CONSULTA PÚBLICA. A lei do sistema nacional de unidades de conservação não está abrangida pela competência comum para legislar sobre florestas, uma vez que as florestas estão sujeitas ao regime jurídico definido pela Lei Florestal e pelas leis florestais estaduais. Paulo Affonso Leme Machado traz um conceito sobre unidade de conservação: ela faz parte do conceito de área protegida: “área geograficamente definida que é determinada ou regulamentada e administrada para atingir objetivos específicos de conservação”. 147.

Há uma importante distinção prevista na lei que divide as unidades de conservação da natureza em dois grandes grupos, a saber: Unidades de Conservação Integral e Unidades de Uso Sustentável. A configuração jurídico-ecológica de uma unidade de conservação da natureza deve ter: relevância natural; o caráter oficial; demarcação territorial; o objetivo de conservação; e o regime especial de proteção e gestão”.150. O SNUC é composto, nos termos do artigo 3º da Lei nº, por todas as unidades de conservação da natureza federais, estaduais e municipais.

Edis Milaré acrescenta: Esses objetivos como um todo vão além dos aspectos mais superficiais contidos no atual conceito de unidades de conservação. No terceiro e último capítulo, procuramos apresentar os espaços territoriais ambientais protegidos e os direitos de propriedade, apresentando os componentes essenciais exigidos por lei, a saber: reserva florestal legal, unidades de conservação permanentes, unidades de conservação e a Lei da Mata Atlântica, que trata do conceito , a base legal e o significado e os requisitos de cada um deles.

Referências

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