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Unidades de Conservação

No documento Mono 2 PDF - Univali (páginas 61-74)

municipal) não poderia ser maior do que a prevista para área rural (pela legislação federal)”.140

implicações para a população residente no interior e no entorno da unidade proposta.142

A jurisprudência do TRF nos traz um entendimento sobre a consulta pública:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA DO TIPO RESERVA EXTRATIVISTA (LEI 9.985/2000; DECRETO 4.340/2002) ESTUDOS TÉCNICOS E CONSULTA PÚBLICA. OBSERVÂNCIA.

1.No processo de criação de unidades de conservação da natureza, à vista do disposto no art. 22, §§2º e 3º, da Lei 9.985/2000 e nos artigos 4º e 5º do Decreto 4.340/2002, a consulta pública a população interessada deve ser precedida dos estudos técnicos que comprovem a viabilidade dela (unidade de conservação).

2. Por sua vez, a consulta pública, além de observar os preceitos legais e regulamentares (Lei 9.985/2000, arts. 5º, III, e 22,§§2º e 3º;

Decreto 4.340/2002, arts, 4º e 5º), deve ser procedida com obediência ao disposto no Guia de Consultas Públicas para Unidades de Conservação, de forma a permitir a mais ampla divulgação e oportunidade de discussão sobre as implicações da criação da unidade de conservação, em observância ao princípio democrático. 3. Improcedência das alegações de ofensa ao disposto no art. 43 da Lei 9.985/2000 e de ausência de dotação orçamentária (Lei 4.320/1964, art.4º). 4. Ocorrência do “periculum in mora”, uma vez que a criação da unidade de conservação em causa sem a observância dos preceitos legais e regulamentares pertinentes poderá implicar dano de difícil reparação à população a ser atingida pela ato do Poder Público. 5. Agravo de Instrumento provido em parte (TRF 1ª região. AI nº 2006.01.00.015900-0/BA, Rel. Juiz Federal Leão Aparecido Alves, in DJU de 29.01.07, p.53).

A Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação não está compreendida na competência comum para legislar sobre florestas, uma vez que as florestas estão submetidas ao regime jurídico definido pelo Código Florestal e pelas leis florestais estaduais. (...) O SNUC trata, em seu fundamento, das áreas instituídas pelo Poder Público com a finalidade de assegurar a conservação de determinados valores ambientais e ecológicos considerados relevantes pelo legislador constituinte.143

142 BRASIL. DECRETO Nº4340 DE 22 DE AGOSTO DE 2002. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, março. 2009. Disponível em:

http://sigam.ambiente.sp.gov.br/Sigam2/legisla acesso 20 de maio de 2009

143 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007. p.560

Paulo de Bessa Antunes, traz um entendimento a respeito do SNUC senão vejamos

(...) a Lei do SNUC não é norma geral aplicável a qualquer área florestada natural, até mesmo devido ao fato de que nem toda Unidade de Conservação é floresta. A sua aplicação é bastante específica e típica. Ele é, antes um Sistema Federal de Unidades de Conservação do que um Sistema Nacional. Entender que o SNUC é uma lei federal e não nacional é a conseqüência lógica do sistema federativo brasileiro, visto que o SNUC, na sua essência administrativa, é uma norma que se destina à organização do regime jurídico dos bens públicos federais afetados à defesa do meio ambiente, com as medidas conservacionistas e preservacionistas que se fizerem necessárias para cada caso concreto.144

Já o doutrinador Edis Milaré entende que:

(...) a regulamentação da Lei do SNUC foi parcialmente efetuada pelo Decreto 4.340, de 22.08.2002. Esse Decreto buscou detalhar melhor os aspectos legais referentes à criação de unidades de conservação, à gestão compartilhada com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs, à exploração de bens e serviços, à compensação por significativo impacto ambiental, ao reassentamento de populações tradicionais, à reavaliação de categorias de unidades não previstas e, por fim, à gestão das reservas da biosfera”.145

O conceito de unidade de conservação esta previsto no Art. 2º da Lei 9.985/2000 onde diz:

Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.146

Nesse mesmo sentido o TRF através de sua jurisprudência entende que:

144 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007. p.560.

145 MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. ref., atual, e ampl.

– São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007. p.653.

146 BRASIL. LEI Nº 9985 DE 18 DE JULHO DE 2000. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9985.htm. acesso 20 de maio de 2009

ADMINISTRATIVO. EMBARGO ADMINISTRATIVO EFETIVADO PELO IBAMA DE ÁREA CONSIDERADA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.

Possui o CONAMA autorização legal para editar resoluções que visem à proteção das reservas ecológicas, entendidas como as áreas de preservação permanente existentes às margens dos lagos formados por hidrelétricas. Consistem elas normas de caráter geral, às quais devem estar vinculadas as normas estatuais e municipais, nos termos do artigo 24, inciso VI e §§1º e 4º, da Constituição Federal e do artigo 6º incisos IV e V, §§1º e 2º, da lei n.6.938/81.

Sendo área embargada administrativamente pelo IBAMA de preservação permanente (restinga), não há reparo a fazer na medida administrativa que vetou a implantação de empreendimento imobiliário nesta área (TRF 4ª Região. Apelação em Mandado de Segurança n. 2002.72.00.015027-0/SC, Rel Juíza Federal Vânia Hack de Almeida, in D.E de 14/12/07).

Paulo Affonso Leme Machado traz um conceito a respeito da unidade de conservação:

(...)insere-se no conceito de área protegida: “área definida geograficamente, que é destinada, ou regulamentada, e administrada para alcançar objetivos específicos de conservação”.147

Existe uma importante distinção estabelecida pela lei é aquela que divide as unidades de conservação em dois grandes grupos, a saber: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável.

As Unidades de proteção integral, têm por objetivo básico a preservação da natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na própria lei que estabeleceu o SNUC, conforme Art.7º§1º da Lei 9.985/2000.148

As Unidades de uso sustentável destinam-se à compatibilização entre a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais, conforme Art.7º§2º da Lei 9.985/2000.149

147 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro.11ed.rev.atual.e ampl.São Paulo:

Malheiros, 2003 p.761.

148 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007. p.568.

149Op. Cit., p.568.

“Para a configuração jurídico-ecológica de uma unidade de conservação deve haver: a relevância natural; o caráter oficial; a delimitação territorial; o objetivo conservacionista; e o regime especial de proteção e administração”.150

O SNUC, na forma do artigo 3º da Lei nº9.985/2000, é constituído pelo conjunto das unidades de conservação federais, estaduais e municipais. Segundo o doutrinador Paulo de Bessa Antunes diz que os objetivos da unidade de conservação são:

a) contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território nacional e nas águas jurisdicionais;

b) proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional;

c) contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais;

d) promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais;

e) promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento;

f) proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica;

g) proteger as características relevantes de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, arqueológica, paleontológica e cultural;

h) proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos;

i) recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;

j) proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;

k) valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica;

l) favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico;

m) proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente”.151

Edis Milaré complementa informando que: Esses objetivos, no seu conjunto, transcendem os aspectos mais superficiais constantes no conceito corrente de unidades de conservação. Duas considerações parecem pertinentes ao elenco dos objetivos:

150 MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. ref., atual, e ampl.

– São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007. p.654.

151 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007. p.566.

Uma, o seu rico conteúdo ecológico, que ultrapassa a visão da cobertura vegetal e da biodiversidade inerentes a uma área, para ressaltar, igualmente em primeiro plano, elementos da hidrosfera e da litosfera; outra, o enfoque do desenvolvimento sustentável, de caráter econômico-social, processo este em que se vislumbra a possibilidade de conjugar os interesses das populações locais com a integridade do patrimônio ambiental natural.152

3.4 Mata Atlântica.

A Mata Atlântica, era prevista no Projeto de Lei 3.285/92, onde foi revogado pela atual lei nº11.428 de 22 de dezembro de 2006, dispondo sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma Mata Atlântica.

Portanto a proteção da lei da Mata Atlântica vem definida na Lei nº11.428/06, e art. 225, §4º da CF, senão vejamos:

§4º A Floresta Amazônica brasileira a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.153

O art. 225,§4º da CF, trata-se como patrimônio nacional, cuja utilização far- se-á na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

Paulo Affonso Leme Machado ensina que:

“pode extrair do texto constitucional que esses bens ambientais interessam não só a própria região onde estão inseridos, mas a toda a nação e que as intervenções nessas áreas necessitam da manifestação dos Poderes Públicos federais e não somente dos órgãos estaduais e/ou regionais”.154

152 MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. ref., atual, e ampl.

– São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007. p.655.

153 BRASIL. LEI Nº 11428 DE 22 DE DEZEMBRO 2006. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em: http://www.leidireto.com.br/lei- 11428.html. acesso 20 de maio de 2009

154 MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro.11ed.rev.atual.e ampl.São Paulo:

Malheiros, 2003 p.127.

Destarte Edis Milaré também aborda o assunto relatando que “a importância ambiental da Mata Atlântica é inquestionável em razão de sua riquíssima biodiversidade, é maior até que a da Floresta Amazônica”.155

Ainda o doutrinador Edis Milaré ainda afirma que “toda e qualquer atividade que envolva exploração de recursos naturais na Mata Atlântica deve ser feita de forma prevista em lei”.156

Segundo o Recurso Extraordinário a redação nº134.297-8 – SP do Relator.

Ministro Celso de Mello, In RT 723/146, diz que:

“O preceito consubstanciado no art. 225, §4º , da Carta da República, além de não haver convertido em bens públicos os imóveis particulares abrangidos pelas florestas e pelas matas nele referidas (Mata Atlântica, Serra do Mar, Floresta Amazônica brasileira), também não impede a utilização, pelos próprios particulares, dos recursos naturais existentes naquelas áreas que estejam sujeitas ao domínio privado, desde que observadas as prescrições legais e respeitadas as condições necessárias à preservação ambiental”.

O TRF traz em sua jurisprudência um entendimento:

ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. MATA ATLÂNTICA. VEGETAÇÃO DE RESTINGA. SUPRESSÃO. DANO.

TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA (TAC). BOA-FÉ OBJETIVA (...).

Área onde foi edificada residência unifamiliar, sob o ponto de vista geográfico, caracteriza-se como vegetação de restinga, a qual correspondente a faixa litorânea subparalela à costa marinha.

Ademais, a condição de restrição edáfica e a influência marinha propicia a ocorrência de espécies de restinga, fazendo com que a vegetação que ocorre na área seja considerada como Vegetação de Restinga pela Resolução CONAMA nº261/1999, e a proximidade da orla que, no condão da jurisprudência do STJ, por si só bastaria à preservação da área, no condão do inciso XV, do art.3º da Resolução CONAMA nº303/2002.

E uma análise combinada da legislação pertinente à matéria, vê-se que não apenas a restinga per si, mas também aquilo que se convencionou denominar de “vegetação de restinga” é considerado área de preservação, consoante exsurge da expressa redação do

155 MILARÉ, Edis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 5ª ed. ref., atual, e ampl.

– São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007. p.243.

156Op. Cit., p.243.

Decreto nº750/93, cristalino nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica (TRF – 4ª Região – Apelação Cível n.

2005.72.08.002256-3/SC, Rel. Des Federal Marga Barth Tessler, in D.E. de 29/01/08)

O art.1º da Lei 11.428/06 diz que:

A conservação, a proteção, a regeneração e a utilização do Bioma Mata Atlântica, patrimônio nacional, observarão o que estabelece esta lei, bem como a legislação ambiental, em especial a Lei nº 4.771/65.157

É importante citar que o corte, a supressão e a exploração da vegetação da Mata Atlântica, será feita de maneira diferenciada, conforme se trate de vegetação primária ou secundária, nesta última levando-se em conta o estágio de regeneração.

Em casos de obras, projetos ou atividades de utilidade pública, pesquisas científicas, que necessitam cortar ou suprir a vegetação de mata atlântica deverão ser obedecidos as exigências do art. 14 desta lei, além de ser exigido a realização de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental.

Art. 14 da Lei 11.428/06: “A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, ressalvado o disposto no inciso I do art. 30 e nos §§ 1o e 2o do art. 31 desta Lei”.158

Segundo a Lei da Mata Atlântica também não poderá ser suprida a vegetação primária do Bioma da Mata Atlântica, para execução de loteamentos ou edificações, nas regiões metropolitanas e áreas urbanas, trazendo algumas exigências.

157 BRASIL. LEI Nº 11428 DE 22 DE DEZEMBRO 2006. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em: http://www.leidireto.com.br/lei- 11428.html. acesso 20 de maio de 2009.

158 BRASIL. LEI Nº 11428 DE 22 DE DEZEMBRO 2006. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em: http://www.leidireto.com.br/lei- 11428.html. acesso 20 de maio de 2009

Art. 30, inciso I: nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração dependerá de prévia autorização do órgão estadual competente e somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio avançado de regeneração em no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei e atendido o disposto no Plano Diretor do Município e demais normas urbanísticas e ambientais aplicáveis;

II - nos perímetros urbanos aprovados após a data de início de vigência desta Lei, é vedada a supressão de vegetação secundária em estágio avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica para fins de loteamento ou edificação.159

Vale ressaltar o art. 31,§§1º e 2º da lei 11.428/06, que trata sobre a supressão da vegetação nas regiões metropolitanas e áreas urbanas:

Art. 31. Nas regiões metropolitanas e áreas urbanas, assim consideradas em lei, o parcelamento do solo para fins de loteamento ou qualquer edificação em área de vegetação secundária, em estágio médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, devem obedecer ao disposto no Plano Diretor do Município e demais normas aplicáveis, e dependerão de prévia autorização do órgão estadual competente, ressalvado o disposto nos arts. 11, 12 e 17 desta Lei.

§ 1o Nos perímetros urbanos aprovados até a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração somente será admitida, para fins de loteamento ou edificação, no caso de empreendimentos que garantam a preservação de vegetação nativa em estágio médio de regeneração em no mínimo 30% (trinta por cento) da área total coberta por esta vegetação.

§ 2o Nos perímetros urbanos delimitados após a data de início de vigência desta Lei, a supressão de vegetação secundária em estágio médio de regeneração fica condicionada à manutenção de vegetação em estágio médio de regeneração em no mínimo 50%

(cinqüenta por cento) da área total coberta por esta vegetação.160

Contudo, para que seja efetuado algum empreendimento em local que exista mata atlântica, deve-se de ter cautela, respeitando sempre a exigências da legislação ambiental.

159 BRASIL. LEI Nº 11428 DE 22 DE DEZEMBRO 2006. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em: http://www.leidireto.com.br/lei- 11428.html. acesso 20 de maio de 2009.

160 BRASIL. LEI Nº 11428 DE 22 DE DEZEMBRO 2006. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, Brasília, maio. 2009. Disponível em: http://www.leidireto.com.br/lei- 11428.html. acesso 20 de maio de 2009.

CONCLUSÃO

Procurou-se nesse trabalho, apresentar de forma clara e simples a problemática surgida no meio ambiente a luz do direito de propriedade através da Constituição Federal e as Legislações Ambientais.

Primeiramente, procurou-se demonstrar através de um estudo histórico, o surgimento do direito de propriedade e sua evolução no entendimento das passagens pelas constituições da época até os dias de hoje. Relatando também a importância da função social para que cada cidadão conviva em harmonia em sua propriedade e principalmente preserve de forma sustentável o meio ambiente para que as futuras gerações não sejam prejudicadas no futuro.

Posteriormente, no segundo capítulo, fez-se um estudo a respeito de alguns dos princípios do direito ambiental, analisando sua importância para que seja cumprido as legislações pertinentes ao direito de propriedade e o meio ambiente.

No terceiro e último capítulo, buscou-se apresentar os espaços territoriais ambientais protegidos e o direito de propriedade, apresentando os componentes essenciais exigidos por lei, sendo eles: reserva florestal legal, áreas de preservação permanente, unidades de conservação e a lei da mata atlântica, abordando o conceito, fundamento em lei e a importância e a exigência de cada uma delas.

Nota-se ainda, que este trabalho conseguiu expor e fundamentar todos os objetivos inicialmente propostos.

Existe a necessidade de preservação do meio ambiente que deve ser uma preocupação de todos. Os desequilíbrios ambientais causados pela grande degradação do meio ambiente comprometem o bem estar e a saúde de toda a população. A proteção ao meio ambiente deve ser entendida como a preocupação em se manter a vida. A própria Constituição Federal Brasileira quando afirma que todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado está afirmando que todos tem o direito fundamental à vida.

A preservação das florestas constitui um dos meios de se garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Isto porque, elas equilibram o clima, mantém o solo úmido, possibilitando o desenvolvimento das plantas e frutos, conservam os habitats para a fauna e fornecem os recursos necessários ao desenvolvimento econômico.

Portanto cada caso sempre será um caso especifico e requererá a melhor e a mais ampla defesa. Não existe uma solução comum e ordinária. Requer-se, no entanto, a vontade do proprietário em defender o seu direito, lembrando sempre que o investimento mínimo na defesa dos direitos sempre retornará resultados mínimos ou, em pior hipótese, nenhum resultado, pois ao degradar o meio ambiente fica muitas vezes difícil ou quase impossível de recuperar o que foi destruído.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Washington Carlos de, Direito de propriedade Limites ambientais no Código Civil – Barueri, SP, ed.Manole, 2006.

ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007.

ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 10ª ed. revista, ampliada e atualizada. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2007.

ASCENÇÃO,José de Oliveira. Reordenamento agrário e propriedade privada. Apud: ALMEIDA, Paulo Guilherme de.

BRASIL, Código Civil; Comercial; Processo Civil; Constituição Federal.

Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva com a colaboração de Antonio Luiz de Toleto Pinto, Marcia Cristina Vaz dos Santos Windit e Livia Cespedes. 3ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2007.

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Acesso em: 30 março 2009

BRASIL, Vade Mecum. Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva com a colaboração de Antonio Luiz de Toleto Pinto, Marcia Cristina Vaz dos Santos Windit e Livia Cespedes. 3ª Ed. Atual. e ampl - São Paulo: Saraiva, 2007. P.

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