BREVES CONSIDERAÇÕES
O autor menciona que, numa perspectiva global, o grande responsável pela degradação ambiental é o sistema produtivista, pois tem como prioridade a busca pelo lucro, a eficiência econômica, o crescimento quantitativo e o domínio da natureza sobre a natureza. Se esta habilidade for usada incorretamente ou descuidadamente, poderá causar danos incalculáveis aos seres humanos e ao meio ambiente.
HISTÓRICO DO DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL
Em junho de 1972, ocorreu na Suécia, em Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano e seu Futuro, um evento que levantou preocupações sobre o destino comum da espécie humana e do planeta Terra. Outro marco para o direito ambiental internacional foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD, também conhecida como “Cúpula da Terra”, realizada em junho de 1992 na cidade do Rio de Janeiro.
CONCEITO DE DIREITO AMBIENTAL
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO AMBIENTAL
- Direito autônomo ou especializado?
- Multidisciplinaridade do Direito do Ambiente
- Vocação planetária
As relações com o direito processual são muito íntimas e delas extraem mecanismos de responsabilização do poder judiciário pelos agressores ambientais. Por último, não se deve esquecer a estreita relação que o direito ambiental mantém com o direito internacional, uma vez que a questão ambiental é apresentada numa dimensão global e por isso (desde a Conferência de Estocolmo) torna-se cada vez mais um tema abrangido por tratados internacionais.
DEFINIÇÃO DE BEM AMBIENTAL NO SISTEMA JURÍDICO BRASILEIRO24
- Princípio da solidariedade intergeracional
- Princípios da prevenção e da precaução
- Princípio do poluidor-pagador
- Princípio do usuário-pagador
- Princípio da participação comunitária
- Princípio da Cooperação Internacional
- Princípio da Erradicação da Pobreza
- Princípio da Responsabilidade Comum, mas diferenciada
A propósito, o 10º princípio da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento reafirma a importância da participação comunitária na proteção ambiental se: Em meio a tantas incertezas em relação ao futuro da humanidade, a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente114 foi realizada em Estocolmo em 1972, que é considerado um marco importante no direito ambiental internacional. Embora a degradação ambiental só tenha aumentado, é apropriado, neste momento, rever as vitórias do direito ambiental internacional.
BREVES APONTAMENTOS SOBRE A SOCIEDADE INTERNACIONAL E O
Assim, o direito internacional público surge como regulador das relações internacionais, discutindo o cumprimento de normas compartilhadas pela comunidade. O Estatuto do Tribunal de Haia69 define as fontes que compõem o direito internacional público, nomeadamente: tratados70, costumes e princípios jurídicos gerais. Os tratados são atualmente considerados a fonte mais importante de direito internacional público devido à sua multiplicidade e porque.
CONCEITO E TERMINOLOGIA
O uso constante da fórmula dos tratados e convenções pelo legislador brasileiro – a começar pelo constituinte – leva o leitor à ideia de que esses dois termos podem denotar coisas diferentes.
CAPACIDADE DAS PARTES CONTRATANTES
Alberto do Amaral Júnior ensina que apenas as pessoas jurídicas sujeitas ao direito internacional público – estados e organizações internacionais – podem celebrar tratados, sublinhando que mesmo as empresas privadas consideradas grandes empresas económicas não celebram tratados, apesar de terem celebrado acordos com estados.80. 77 “plenos poderes” significa um documento emitido pela autoridade competente de um Estado que nomeia uma ou mais pessoas para representar o Estado na negociação, adoção ou autenticação do texto de um tratado, para obter o consentimento de expressar que o Estado está obrigado por um tratado ou a praticar qualquer outro ato relacionado a um tratado”. 78 Quanto à instituição do pleno poder, disciplina Celso Mello: “a instituição do pleno poder desenvolvida no Renascimento (a primeira data de 1303) sob a influência do “Corpus Juris Civilis”, regulada pelas normas do Mandato, ou seja , a lei civil.
ASPECTOS FORMAIS
OBJETO LÍCITO E POSSÍVEL
Assim, no caso do apartheid, a celebração do contrato seria impossível devido ao objeto, pois viola o princípio da não violação dos direitos humanos (aceito na comunidade internacional) e consequentemente proíbe o racismo. Além disso, é importante destacar o caso de incompatibilidade do objeto do contrato com a legislação nacional dos países. A este respeito, o artigo 27.º da Convenção de Viena afirma que “uma parte contratante não pode invocar as disposições do seu direito interno para justificar o incumprimento de um tratado internacional”.
RESERVAS
Muitos tratados ambientais recentes não permitem reservas, enquanto alguns são omissos sobre o assunto e outros só as permitem se cumprirem determinados requisitos. O autor também menciona que esta limitação de reservas não impediu os Estados de elaborarem declarações interpretativas explicando como entendem as cláusulas do tratado. De certa forma, estas declarações podem fazer com que os Estados interpretem as cláusulas de acordo com os seus interesses, o que pode levar a um desvio do propósito do tratado.
IDIOMA, ASSINATURA E RATIFICAÇÃO
A assinatura serve para autenticar o texto dos tratados e iniciar a contagem do prazo para troca ou depósito dos documentos de ratificação. Francisco Rezek afirma que o depositário não é apenas os instrumentos de ratificação, mas também o próprio tratado, e que receberá primeiro os documentos originais do tratado em depósito e posteriormente os instrumentos de ratificação. A seguir, você receberá as ferramentas de adesão (se houver) e, por fim, os avisos de rescisão.99.
CONSENTIMENTO LIVRE
Por outro lado, a coerção é um defeito de consentimento expresso ao forçar um representante a comprometer-se com outra parte, seja através de pressão psicológica, violência ou ameaça grave. Alberto do Amaral Júnior trata que a corrupção aparece, na maioria dos casos, em negociações internacionais que envolvem valores financeiros significativos, distorcendo perigosamente o processo de formação da vontade e hoje esse defeito de consentimento é alvo de uma rejeição generalizada.
ENTRADA EM VIGOR, REGISTRO E PUBLICIDADE DOS TRATADOS
Alberto do Amaral Júnior explica que, na maioria dos tratados, após a sua celebração, é fixado um prazo para a sua entrada em vigor. Deve-se notar que a Carta das Nações Unidas atribui tanta importância ao registo e publicidade dos tratados, de modo que a ausência destes atos impede os Estados ou Organizações Internacionais de invocar acordos assinados antes do seu registo e publicação. Francisco Resek explica que a regulamentação do artigo 102 da Carta das Nações Unidas, que foi adoptada pela Assembleia em 1946 e alterada em ocasiões subsequentes, amplia a dimensão normativa do artigo 102 ao criar o registo ex officio – pelo secretário-geral – do tratado em que a ONU ou as suas instituições.
COMPETÊNCIAS E PROCEDIMENTOS PARA A RATIFICAÇÃO DOS
Em 1983, foi criada a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Comissão Brundtland (presidida pela então Primeira-Ministra da Noruega: Gro Harlem Brundtland). Tendo estabelecido estas obrigações gerais, a Convenção regula os meios para alcançar a protecção da saúde humana e do ambiente. As convenções estudadas foram: a Declaração de Estocolmo, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Protocolo de Montreal, a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas.
DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO
- Antecedentes
- Preparativos para a Conferência
- A Declaração
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a ideia em Dezembro de 1968, decidiu realizar a conferência em 1972 e criou instruções para o Secretário-Geral consultar os Estados-Membros, organizações governamentais e não-governamentais. 114 Os resultados desta conferência incluem: a adopção da Declaração sobre o Ambiente Humano, a adopção de um Plano de Acção para o Ambiente, uma resolução sobre aspectos financeiros e organizacionais dentro da ONU e a criação do PNUA – Programa das Nações Unidas para o Ambiente Agência. Note-se que a Declaração de Estocolmo estabelece o envolvimento dos cidadãos, das comunidades, das instituições, das organizações, dos governos locais e nacionais como condição essencial para a melhoria do ambiente, ou seja, demonstra que as questões ambientais atingiram um nível global e que há, portanto, a necessidade de cooperação, inclusive a nível global, com o objetivo de encontrar alternativas que preservem e melhorem o ambiente para as gerações atuais e futuras.
DECLARAÇÃO DO RIO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO59
- A Declaração
Vários documentos surgiram desta conferência, mas neste ponto do trabalho pretendemos examinar a Declaração das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, um documento que. Esta necessidade de cooperação internacional manifesta-se devido à complexidade das questões ambientais e à impossibilidade de alcançar o desenvolvimento sustentável sem o envolvimento da comunidade internacional, razão pela qual a Declaração menciona repetidamente a importância desta cooperação global na busca do desenvolvimento sustentável e, assim, melhorar a qualidade do ambiente. É também necessário erradicar a pobreza, porque, como já comprovámos neste trabalho129, tem um impacto negativo no ambiente.
CONVENÇÃO SOBRE A DIVERSIDADE BIOLÓGICA
A sua entrada em vigor ocorreu em 29 de maio de 1994; Sua promulgação foi realizada pelo decreto nº. 132 PÉREZ, Heitor Leandro Arroyo; TARREGA, Maria Cristina Vidotte Blanco. Como se pode verificar no próprio documento, os objectivos da Convenção são: .. a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável dos seus componentes e a distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos, incluindo através do acesso adequado aos recursos genéticos e à transferência adequada de tecnologias relevantes, tendo em conta todos os direitos a tais recursos e tecnologias, e através de financiamento adequado.136. No que diz respeito à utilização sustentável da biodiversidade, a Convenção define-a como... a utilização de componentes da diversidade biológica de uma forma e a um ritmo que não conduza à redução da diversidade biológica a longo prazo, conseguindo assim manter o seu potencial . para satisfazer as necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras.
PROTOCOLO DE MONTREAL
Segundo Guido Fernando Silva Soares, a Convenção de Viena para a Protecção da Camada de Ozono foi. O protocolo visa proteger a camada de ozono, tomando precauções para controlar as emissões de substâncias que a destroem. Em 1990, foram adotadas em Londres as Adaptações do Protocolo de Montreal sobre substâncias destruidoras da camada de ozônio, anunciadas no Brasil com o Decreto nº.
CONVENÇÃO-QUADRO SOBRE A MUDANÇA DO CLIMA
O problema das mudanças climáticas tem origem na revolução industrial, onde, devido ao comportamento predatório do ser humano - também chamado de ações antrópicas - é representado principalmente pela queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) em usinas termelétricas e indústrias, veículos em circulação e sistemas de aquecimento residencial, aumentaram a emissão e concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas foi concluída e assinada na sede da ONU em Nova Iorque, em 9 de Maio de 1992, assinada por 154 países mais a Comunidade Europeia. Este nível deve ser alcançado num período de tempo suficiente para permitir que os ecossistemas se adaptem naturalmente às alterações climáticas, para garantir que a produção de alimentos não seja ameaçada e para permitir que o desenvolvimento económico prossiga de forma sustentável.155.
AVANÇOS DO DIREITO INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Outro avanço apontado pelo autor é o aumento de atores não estatais considerando que agora, além dos Estados, as ONGs participam na implementação da legislação ambiental internacional, na criação de regras internacionais; os indivíduos também podem contribuir para este direito (direito à informação, participação, recursos). A Eficácia do Direito Ambiental Internacional: Análise Comparativa entre as Convenções CITES, CBD, Kyoto e Basileia no Brasil. A Eficácia do Direito Ambiental Internacional: Análise Comparativa entre as Convenções CITES, CBD, Kyoto e Basileia no Brasil.