A pesquisa tem como objetivo apontar para a instituição da transação penal que ocorre no Juizado Especial Criminal, que é instituído pela lei 9.099/95 e pelo art. Esta pesquisa busca refletir sobre os mecanismos jurídicos, mais precisamente sobre o instituto da transação penal que ocorre no Juizado Especial Criminal, comparando o direito penal e a Carta Magna.
NOÇÕES GERAIS
1 ABORDAGEM HISTÓRICA . eventual reparação dos danos sofridos pela vítima e imposição de pena não privativa de liberdade. Os objetivos do processo perante o Tribunal Especial são, sempre que possível: A) não impor pena privativa de liberdade;
MODIFICAÇÃO DA PENA MÁXIMA PARA A ABRANGÊNCIA DA
Em crimes com menor potencial ofensivo e poucos danos sociais, a vítima geralmente sofre mais danos materiais do que danos físicos e morais.” Em segundo lugar, que para infracções com menor potencial de ataque, a pena não deve exceder dois anos.
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE CRIMES NO JUIZADO ESPECIAL
Na acepção desta lei, são consideradas contravenções penais as infracções penais de menor potencial ofensivo e os crimes para os quais a lei prevê pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa." Assim, a competência do Tribunal Penal Especial limita-se às infrações penais de menor potencial ofensivo, nos termos da Carta Constitucional e da lei.
PRINCÍPIOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL
- Princípio da celeridade
- Princípio da oralidade
- Princípio da economia processual
- Princípios da simplicidade e informalidade
- Princípio da imediação
- Princípio da identidade física do juiz
- Princípio da concentração de atos
O descumprimento do princípio da celeridade afasta um dos objetivos do Juizado Especial Criminal, que é a celeridade do processamento. Por fim, cabe ressaltar que o princípio da celeridade decorre de vários outros princípios norteadores do Juizado Especial Criminal.
AUDIÊNCIA PRELIMINAR DE CONCILIAÇÃO E A COMPOSIÇÃO ATRAVÉS
- Renúncia ao direito de queixa crime ou de representação
- Representação criminal
- Prazo decadencial
- Da Oferta de transação penal
- Homologação da transação penal
Com a aceitação da composição dos danos, segue-se o procedimento de homologação pelo juiz, nos termos do disposto no art. 74 da Lei A composição da indenização civil será feita por escrito e, aprovada pelo Juiz por meio de sentença transitada em julgado, terá efeito de título a ser executado no juízo cível competente”. Pode-se concluir que os sistemas de anistia previstos nos Juizados Especiais Criminais podem ser classificados em três tipos: expresso, tácito e legal (Parágrafo Único do artigo 74 da Lei) todos visando o mesmo objetivo, a não continuidade do Contudo, permite que o Ministério Público (ou o acusado particular) deixe de formular a proposta de acordo criminal caso estejam presentes os requisitos do § 2º do art.
O termo “pode” em questão não indica apenas competência, mas a competência que o Ministério Público do Estado deve exercer em todos os casos em que não sejam cumpridas as condições do artigo 2º desta lei. Ao apresentar uma proposta de acordo, o Ministério Público Estadual deverá indicar os termos da proposta. O juiz não é apenas um aprovador, pois pode excluir ou mesmo incluir algumas cláusulas, mas a proposta apresentada pelo Ministério Público e aceita pelo infrator é submetida à apreciação do juiz (§ 3º do art. 76 da Lei 9.099/95). ).
PRINCÍPIOS RELATIVOS À TRANSAÇÃO PENAL
Princípio da Obrigatoriedade da Ação Pública e da Oportunidade
Havendo mais de um autor do ato, basta que um aceite a transação, que ela seja aprovada, e o processo prossiga em relação aos demais.”133 “Assim que a transação for aprovada, a penalidade é apagada . Entende-se, portanto, que “ao propor a transação, o Ministério Público se afasta do princípio da obrigação, com a permissão dada pelo legislador, pois segundo o princípio da oportunidade, nas ações penais públicas, o Ministério Público apresenta a denúncia se entender que é necessária"137 Assim, o único requisito para a intervenção obrigatória no processo penal é garantir a segurança e a reintegração da ordem pública, o que exige os órgãos do Ministério Público, quando necessariamente estejam reunidas as condições exigidas por lei. Sendo o exercício da acção penal facultativo, é mais coerente não só com a razão pela qual faz parte do processo penal, mas também com a actividade das custas judiciais, sempre presente na actividade do Ministério Público.139 .
O Ministério Público preza a conveniência de não propor ação penal e oferece ao autor o encerramento imediato do procedimento, aceitando pena menos severa. 138 FIGUEIRA JUNIOR, Joel Dias, Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, Comentários sobre a Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. 139 FIGUEIRA JUNIOR, Joel Dias, Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, Comentários sobre a Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais.
AÇÕES PENAIS
Ação penal pública incondicionada
A ação judicial será incondicionalmente pública quando for fato que lese direitos do indivíduo e da sociedade, cabendo, portanto, ao Estado suprimi-la por meio da implementação do jus puniendi. Isto significa que o processo penal relacionado com determinado facto criminoso será público, se não estiver explicitamente estipulado que seja instaurado pelo lesado ou pelo seu representante legal com queixa. 148 Desta forma, o ato criminoso em questão desenvolve-se através do procedimento levando em conta as condições estabelecidas pela lei, e o início do procedimento só será aceitável quando dadas essas condições, que, a contrario sensu, são reguladas no art. .
O Ministério Público, órgão da Administração do Estado, representado por procuradores e procuradores da República, exige atuação jurisdicional para a implementação da lei penal, exercendo o que se denomina intenção punitiva. Portanto, pode-se concluir que infração penal pública incondicional é aquela que dispensa a representação do ofendido, cabendo ao Ministério Público, caso cumpra os requisitos, o dever de interpor recurso.
Ação penal pública condicionada a representação
Sem a representação do ofendido ou, se for caso disso, sem requerimento do Ministro da Justiça, o processo criminal não pode ser iniciado. A representação da vítima não é obrigatória para a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, podendo este decidir não instaurar a ação devido ao caráter atípico do incidente, à falta de prova de autoria, etc., com pedido de investigação ou informações a serem arquivadas. O representante do Ministério Público (titular desta ação) só pode agir se a vítima ou o seu representante legal o permitir, através de manifestação de vontade.
SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO
3º A suspensão será revogada se, durante o período, o beneficiário for processado por outro crime ou deixar, sem motivo justificado, de reparar o dano. A suspensão condicional do processo “é uma jurisdição penal alternativa, instituto de descriminalização, sem excluir a ilegalidade do facto, o legislador procura evitar a execução da pena”. Para Tourinho Neto, a suspensão do processo “beneficia não só o autor do ato, mas também a justiça e a sociedade”.
Os requisitos objetivos são: 1) crimes em que a pena mínima aplicada seja igual ou inferior a um ano; 2) apresentação da reclamação; 3) suspensão do julgamento por dois a quatro anos. A desistência é obrigatória caso o beneficiário seja processado por crime durante o período probatório (2 a 4 anos) ou deixe de reparar o dano sem justa causa. Obrigação facultativa caso o beneficiário seja processado por crime ou descumprimento de condição imposta durante a vigência.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS ACERCA DA CONSTITUIÇÃO
Desta forma, criam-se prescrições constitucionais que nortearão todas as demais normas, para fundamentar as relações sociais e orientar os cidadãos, não permitindo que estes retornem ao estado em que “o homem é um lobo para o homem”. 174 Para serem válidas, todas as normas devem estar de acordo com a Constituição Federal, e sua função de regular a autoridade para aplicação de transações criminosas é objeto de análise deste trabalho. Assim, pode-se verificar o elemento decisivo que constitui o traço dominante de uma constituição: é a lei fundamental do Estado, ou, em outras palavras, a ordem jurídica fundamental do Estado.
O mesmo autor esclarece que a Constituição traz princípios que norteiam a criação do ordenamento jurídico e sustentam todo o direito. 176 No caso dos princípios fundamentais, estes regem o sistema jurídico brasileiro, referindo-se aos mandamentos centrais do sistema. Haverá melhor forma de definir a Constituição como estatuto jurídico fundamental da comunidade, ou seja, abrange o político mas não se limita estritamente a ele, e porque isso se assume, apesar da reconhecida predisposição potencial para uma tendência para totalização, apesar de tudo, uma especificidade e conteúdo material, que não lhe dou (ou exclusivamente por ele) para definir toda a vida das relações e todas as áreas da convivência humana em sociedade e que levará à autonomização do direito específico - normativo (nesse sentido, total – e não apenas tendencioso – é o Direito), bem como a distinção, no interior da própria Constituição, entre a sua intenção. A Constituição desempenha papel fundamental na composição do ordenamento jurídico e rege todas as demais normas, caso contrário a desobediência resultaria em inconstitucionalidade, como veremos nos títulos seguintes desta obra.
A LEI 9.099/95 E OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
- Princípios constitucionais e a transação penal
- Princípio de devido processo legal
- Princípio da ampla defesa e da transação penal
- Princípio do contraditório e a transação penal
A Constituição não nos diz quais seriam tais crimes e quais seriam as regras para o seu processamento, inclusive no que diz respeito ao início de transações criminosas.182. 5º, LIV, da Constituição de outubro de 1988: “Ninguém será privado de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. A Constituição da República não autorizou, em hipótese alguma, o legislador a prescindir do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, ao considerar a aplicação da transação penal.
O Supremo Tribunal Federal, ao avaliar caso semelhante, concedeu pedido de Habeas Corpus em favor do paciente, sob o argumento de que o devido processo legal não foi respeitado no momento da comutação de pena decorrente da transação penal não. Tourinho Filho, ressalta que: “Ninguém será privado de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” (CF, art. 5º, LIV). Amorim explica como se desenvolve o procedimento de aplicação da transação criminosa ao suposto autor do ato na audiência preliminar e a forma como a transação criminosa proposta funciona como meio de pressão sobre o autor.
PRINCÍPIO RELATIVO AO PROCESSO PENAL E A TRANSAÇÃO PENAL .64
Nos crimes previstos em juizados criminais especiais, o suposto autor recebe pena, ainda que juridicamente restritiva, sem apuração aprofundada dos fatos, direito à defesa ou mesmo processo instaurado na forma adequada e, portanto, sem convicção. Para Amorim, a solução para o caso seria uma proposta de transação criminosa ao final do procedimento previsto na Lei nº. Assim, após as alegações finais orais, o autor poderia analisar as provas apresentadas e então decidir verdadeiramente se aceita ou não o acordo penal proposto.
Foram feitos apontamentos sobre a atuação no instituto instituído em lei, inclusive previsto na Constituição Federal, que é a transação penal no Juizado Especial Criminal. A lei prevê o devido processo legal e todos os outros meios para alcançar justiça para todos, sem discriminação. Não há menção em nenhum momento ou em qualquer diploma legal à supressão de direitos fundamentais, como acontece na aplicação da operação. Criminoso. Juizados Especiais Criminais à luz da jurisdição constitucional: filtragem hermenêutica baseada na aplicação da técnica da nulidade parcial sem redução de texto.