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Natal, 2019

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Academic year: 2023

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Formação continuada em educação física em diálogo com a cultura digital / Allyson Carvalho de Araújo; Márcio Romeu Ribas de Oliveira; Antonio Fernandes de Souza Júnior (eds.). No entanto, encontramos um cenário pouco explorado em relação às pesquisas que estabelecem diálogos entre a cultura digital e a formação de professores de educação física (SOUZA JUNIOR, 2018). FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: HISTÓRICO E CONTEXTO DO PROCESSO ADOPTADO PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE NATAL.

Dessa forma, a formação continuada no NVM é oferecida a todos os professores de Educação Física dos anos iniciais e finais do ensino fundamental – uma média de 150 professores – e atualmente cerca de 40% participam. Formando professores de educação física e utilizando conceitos da área da comunicação para pensar o ensino. Professores de educação física na aquisição da cultura digital: encontros com a formação continuada.

2 SOBRE COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

No contexto da educação física escolar, em particular, existe um distanciamento entre a prática pedagógica e o uso das tecnologias e mídias em seus aspectos críticos, criativos e reflexivos. A percepção de que essas tecnologias possuem potencialidades de ensino e aprendizagem ainda é despercebida pela maioria dos professores de Educação Física. Não é possível perceber na contemporaneidade uma prática pedagógica em educação física sem que as demais sejam fundamentais na convergência de saberes.

A educação física enfrenta desafios a serem superados na sociedade midiática que, apesar de oferecer diversos meios para informar, faz com que os indivíduos percam a capacidade de se comunicar. A educação física só faz sentido quando você descobre a si mesmo, aos outros e ao ambiente ao seu redor. Assim, pode-se concluir que sem comunicação não é possível ter uma Educação Física que permita abertura para descobertas contínuas.

No âmbito da Educação Física escolar, nós professores devemos nos comunicar com nossos alunos a fim de que haja afeto e acolhimento no ato comunicativo, para que eles possam participar ativamente desse “bom ou mau encontro”. Normando e Antério (2012, p. 165) apontam que “um dos problemas enfrentados pelos professores de educação física é a falta de atitude em relação ao corpo na hora de se comunicar”. A comunicação corporal é um fator de extrema importância para nós, professores, nos comunicarmos com nossos alunos e fazer dessa interação um momento prazeroso e de interesse comum de todos na aula de Educação Física.

O envolvimento dos alunos nas aulas de educação física é construído com a criação de um ambiente comunicativo, fomentado pelo afeto e aceitação, para que possamos imaginar que esse é o sentido de se comunicar durante nossas aulas e como eles se comunicam em nossos alunos. Que relações podemos criar com o uso de telemóveis e aulas de desporto. Mas talvez isso não seja suficiente: existem questões éticas, estéticas e políticas relacionadas ao uso de tecnologias nas aulas de educação física.

E assim já podemos começar a pensar em como lidar com o TTI via WhatsApp nas aulas de EF.

Figura 1 e 2: Estratégias de comunicação através de emojis
Figura 1 e 2: Estratégias de comunicação através de emojis

3 REFLEXÕES DA APLICAÇÃO DAS NARRATIVAS MIDIÁTICAS NA FORMAÇÃO CONTINUADA

Diante disso, pode-se pensar na relação entre narrativa e conteúdo midiático, dando origem a um novo conceito: narrativas midiáticas. Do ponto de vista apenas dos media, a produção de narrativas - neste caso, narrativas mediáticas - dá-se em diferentes espaços e é dos mais diversos que atravessam o nosso quotidiano, seja através de jornais, televisão, rádio, redes sociais e tantos outros suportes . . Porém, como estamos imersos em uma sociedade caracterizada pela evolução e inserção da tecnologia no cotidiano, os meios de comunicação podem, por exemplo, ser utilizados para nos auxiliar e diversificar o modus operandi da narração e assim dar origem às narrativas midiáticas.

Reconhecer que a mídia está constantemente cruzando e adaptando todos os espaços de convivência e ocupando grande parte do tempo diário de crianças e adultos, como acreditam Tufte e Christensen (2009), nos faz pensar na possibilidade de as narrativas midiáticas serem uma grande aliada no ensino processo de aprendizado. Iniciamos o encontro com os professores de educação física da Rede Municipal de Natal, tentando discutir como combinar as reportagens da mídia com as aulas de educação física. como esse conceito tece aproximações com o contexto escolar e suas práticas pedagógicas. Com essa discussão inicial, foi possível identificar o potencial existente nas aulas de educação física para trabalhar na perspectiva de ampliar o senso crítico dos alunos como consumidores e produtores de histórias midiáticas.

Nessa perspectiva, como facilitador desse processo de formação continuada, o grupo de colaboradores do LEFEM conduziu o debate para refletir sobre como tais histórias midiáticas são produzidas em tempos de megaeventos esportivos, como o mundial de futebol masculino e os Jogos Olímpicos, educar os professores a pensar sobre isso, já que ambos os eventos foram realizados em solo brasileiro. Porém, após essa explicação inicial, foi dado um momento para os professores se familiarizarem com o aplicativo por meio dos tablets. Ao final do encontro de formação continuada, o grupo de funcionários do LEFEM, assim como os professores da rede municipal, mostraram-se satisfeitos, tanto em pensar o conceito de histórias midiáticas e como chegam à escola, quanto nos produtos finais desenvolvidos pela deles, a saber: (re)editar o vídeo.

Ao experimentar outras possibilidades de pensar o ensino de conteúdos de Educação Física, especificamente, associando-o ao conceito de narrativas midiáticas, os professores redescobriram diferentes formas de fazer pedagogia, o que mostrou o quanto a formação continuada é essencial na construção do conhecimento. Com base nas reflexões apresentadas, podemos observar a importância do uso de narrativas midiáticas nas aulas, como forma de mediação sobre o que tem sido produzido nas mídias digitais.

Figura 1: Pateta, o campeão olímpico
Figura 1: Pateta, o campeão olímpico

4 COMO AS MÍDIAS ATRAVESSAM A ESCOLA?

DEBATENDO O CONCEITO DE MEDIAÇÃO

Nessa tradição, outros dispositivos (tablets, smartphones, jogos), situações (espaços, temas, eventos) e interações (envolvimentos com os mais diversos sujeitos da comunidade escolar) são negligenciados no processo de consumo de conteúdo tecnológico - mídia com os alunos . Quanto ao seu conceito, é entendido como um processo de construção de significado por meio da interpretação e da experiência, onde os diversos atores sociais interagem a partir das formas ou meios de comunicação. Martín-Barbero (1997), refletindo sobre os estudos de recepção com foco na televisão, aponta três tipos de mediação cultural que podem atrapalhar/influenciar o processo de compreensão do discurso midiático: (1) interações entre pessoas (eg: grupo familiar); (2) questões sociais (por exemplo, contextos económicos, políticos ou sociais) e (3) contexto cultural (por exemplo, experiências anteriores e conhecimentos).

No caso da personagem do cartunista Laertes, é importante pensar as condições em que os sujeitos receberam a mudança de postura da persona no palco da tira, a fim de compreender os processos de sua recepção ou negação. Gastando. Nesses termos, é utópico entender a verdadeira importância que os meios de comunicação têm na vida das pessoas sem estudar o contexto em que vivem. Outro exemplo, dado pelo autor (MARTÍN-BARBERO, 2000), remonta a uma época quando a Igreja Católica culpou a televisão pelo colapso da família.

Durante a formação de professores, no encontro sobre mediação, propusemos que se formasse uma “teia de ideias”, onde os professores respondessem à forma como os meios de comunicação atravessam a escola, e recolhemos opiniões que refletissem a realidade de cada um. Posteriormente, a rede foi construída ao mesmo tempo em que se formou um conceito comum para responder ao problema proposto. Tudo isso pode ser considerado uma avaliação diagnóstica dos alunos nas aulas, além de uma manifestação onde as pessoas aprendem, a partir de seus acessos, experiências e circuitos de crenças.

O mundo vive uma mutação cultural na qual as novas tecnologias desempenham um papel muito importante. O desafio é, pois, aprender com as crianças e jovens sobre o mundo simbólico de que hoje participam, numa relação que deve estar permanentemente ligada e comprometida com a comunidade local e contextual em que nos inserimos, para que a teoria crítica se traduza em ação reflexiva, para a efetiva prática da mediação como prática de inserção social.

5 GAMIFICAÇÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

DEBATENDO CONCEITOS E COMPARTILHANDO POSSIBILIDADES

Produção: o fato de os jogos digitais responderem às ações dos jogadores os transforma em produtores de seus próprios jogos digitais, inclusive alguns que são elaborados ou têm finalidade própria na produção do próprio jogador; Boa Classificação de Dificuldades: A sequência de níveis a serem superados em jogos digitais faz com que os jogadores organizem suas ações de acordo com as dificuldades que terão que enfrentar. Frustração agradável: o leque de desafios nos jogos digitais é medido de forma que o jogador entenda que, apesar da dificuldade, eles podem ser alcançados.

Desempenho antes da competência: “Os jogadores podem jogar antes de se tornarem competentes” graças ao suporte de jogos digitais – design de jogos, ferramentas inteligentes e suporte de outros jogadores (GEE, 2009). Se ninguém pudesse aprender esses jogos, ninguém os compraria - e os jogadores não aceitam jogos fáceis, estúpidos e pequenos. Essa foi a pergunta que norteou nossa experiência com a gamificação no quarto Encontro de Formação Continuada de Professores em Natal/RN.

No caso proposto, uma prática que já faz parte da realidade da formação continuada de professores em Natal/RN é o Ponto de Orientação Esportiva (local). Se nesta primeira opção os professores são desafiados a criar toda a estrutura de um teste de orientação com tarefas em cada ponto de verificação, a segunda opção irá enfatizar as competências digitais dos professores com a utilização de QRCodes21. Os códigos QRC utilizados nesta proposta preservarão o texto como uma opção mais simples, porém, a criatividade e as habilidades digitais dos professores podem ampliar esta proposta.

Outras variações podem e devem ser criadas com base na evolução do jogo, desempenho da equipe e habilidades digitais de professores e alunos. Observar o envolvimento dos professores na realização das atividades, bem como seus comentários nas interlocuções, transmite a ideia de que o processo de gamificação pode realmente ajudar e motivar os indivíduos a realizar atividades em grupo, confirmando a possibilidade de utilizar jogos digitais para trabalhos cada vez mais usado. consumido e pode de fato fazer parte do ambiente escolar como parte da cultura de quem ali vive. A sugestão do uso de QRCodes foi um dos exemplos possíveis para entender suas possibilidades, assim como a combinação de tarefas físicas manuais com o manuseio de diversos dispositivos e gadgets, ambos podem ser entendidos como formas de aproximar os professores da realidade . alunos.

Comunicação e jogos digitais em ambientes educacionais: literatura midiática e informacional de professores de educação física da cidade de São Paulo.

Figura 1: Lançamento do dado para obtenção de pontuações
Figura 1: Lançamento do dado para obtenção de pontuações

Imagem

Figura 1 e 2: Estratégias de comunicação através de emojis
Figura 1: Pateta, o campeão olímpico
Figura 2: Reprodução da cena da largada do atletismo
Figura 3: Tirinha que representa a tradicionalidade do ensino:
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Referências

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Para isto, será apresentada uma proposta de trabalho com as tecnologias digitais, para suscitar a discussão sobre a necessidade de uma Educação Matemática com Jovens e Adultos,