Itajaí – UNIVALI, elaborado pelo pós-graduando Tiago Mendonça dos Santos, sob o título O Conceito de Justiça na Filosofia Aristotélica, foi apresentado em [Data] à banca examinadora composta pelos seguintes professores: [Nome dos Professores] ([Função]) , e aprovado com a nota [Nota] ([Nota estendida]). Este trabalho propôs, portanto, discutir o conceito de Justiça e suas diferentes facetas dentro da Filosofia de Aristóteles. O objetivo desta Monografia é discutir o conceito de Justiça e suas diferentes facetas dentro do sistema filosófico de Aristóteles.
No capítulo 3, com base nos elementos apresentados nos capítulos anteriores, discutiremos o conceito de justiça na filosofia aristotélica e todas as suas implicações no âmbito da filosofia prática. 2 – o conceito de justiça é essencial para o sucesso das ciências práticas, pois primam pelo desenvolvimento do indivíduo;
A MODERNA INTERPRETAÇÃO DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO
A formação do pensamento aristotélico pode ser caracterizada por três momentos específicos, a começar pelo acadêmico Aristóteles, discípulo de Platão, associado durante vinte anos à Academia; o Aristóteles como acadêmico dissidente, no período posterior à morte de Platão, em que Estagirita esteve entre Assos e Mitilene e em que foi também professor de Alexandre, o Grande; e depois, em Atenas, Aristóteles fundou a sua escola, o Liceu, período onde foram produzidas grandes obras que permanecem intactas até hoje.4. Diógenes Laércio escreve que “Aristóteles foi o discípulo mais literal de Platão”5 e se o faz é precisamente pelo facto de Estagirita não se ter limitado aos cânones do pensamento platónico, mas ter tentado superar o espírito do professor, ele começou a segui-lo. sua trajetória intelectual, que é o que representa a trajetória de formação do pensamento aristotélico.6 Sobre a evolução do pensamento de Aristóteles, Bittari considera: “Seus escritos mostram um amadurecimento natural e gradual que parte de reflexões platônicas em uma jornada ininterrupta e ininterrupta à direita. maturidade dos tratados científicos”7. No que diz respeito à interpretação da evolução do pensamento aristotélico, destaca-se a publicação em 1923 da obra Aristóteles, Grundlegung einer Gescichte seiner Entwicklung8, que quebrou a tradição anterior, o chamado método sistemático-unitário, que compreendia as ideias de Aristóteles. um bloco.
Jaeger critica o antigo método de interpretação, por ser a-histórico, e em vez disso um novo método, denominado histórico-genético, foi proposto para levar em conta a gênese histórica e o desenvolvimento do pensamento do filósofo na interpretação das obras de Aristóteles. Assim, embora a interpretação histórico-genética não tenha realmente superado todas as incertezas quanto ao desenvolvimento histórico do pensamento aristotélico e até dúvidas sobre a autenticidade de algumas obras atribuídas a Estagirita, este trabalho prova que para compreender o pensamento aristotélico é necessário - levar em conta além da concepção sistêmica que ele mesmo sugeriu, levar em conta os caminhos percorridos pela vida do pensador, bem como suas etapas de vida, e depois levar em conta as ideias que Aristóteles propôs nos mais diversos campos do conhecimento.
A SISTEMÁTICA FILOSÓFICA DE ARISTÓTELES
As ciências teóricas, por outro lado, visam a especulação pura, o conhecimento puro tal como é, e dividem-no em física, que estuda a matéria que tem a capacidade de se mover, as substâncias sensíveis, a matemática, que rege as grandezas e os planos que regem os corpos, tomam em conta, bem como as propriedades das coisas e a última e maior das ciências teóricas, que é a metafísica, que é responsável pelo estudo da substância que está fora da física, as substâncias supersensíveis, imóveis e eternas.18. Apesar de não ter um destino preciso e ser, em princípio, inútil para qualquer coisa específica, é a partir da metafísica que se constrói toda a compreensão do mundo sensível nas suas mais variadas dimensões. Portanto, para uma interpretação fiel do pensamento do Estagirita, é fundamental considerar primeiro esta dimensão, para depois passar a considerar as demais ciências, no objeto pertinente a cada uma delas.
Assim, entre os escritos esotéricos que sobreviveram até hoje estão obras do filósofo que tratam de tudo, desde as causas e primeiros princípios que governam todo o universo, como a metafísica a que ele se referiu anteriormente, até obras de filosofia natural, como por exemplo A física, os céus e a meteorologia, obras psicológicas como De Anima, livros sobre a lógica como componente do conhecimento humano, como os que constituem o Organon, tratados de filosofia moral e política, como Ética e Política a Nicômaco, obras relacionadas com as ciências naturais, como são sobre História dos Animais, Movimento dos Animais e Geração de Animais e trabalha também na arte da fala e representação como Arte Retórica e Arte Poética.22. Após essas considerações preliminares, torna-se possível apresentar de forma sucinta os principais temas tratados por Estagirita e assim reunir os elementos necessários para poder considerar a doutrina aristotélica das ciências práticas e, finalmente, o conceito de justiça dentro da filosofia aristotélica. .
ELEMENTOS BASILARES PARA O ESTUDO DA FILOSOFIA PRÁTICA DE
- A M ETAFÍSICA
- O Ó RGANON
- O D E A NIMA
Regimes em que se governa pensando em um, em poucos ou em muitos são enganados”139. A segunda diz respeito aos magistrados (ou seja, por um lado, quais magistrados e sobre que assuntos devem ter autoridade; por outro lado, como deve proceder a sua eleição). Por esta razão, a Justiça é considerada não uma parte da excelência moral, da virtude, mas o todo da excelência moral.
A relação mútua se efetiva por uma combinação cruzada de termos e, portanto, deve ser valorizada em relação às relações de troca entre as partes. Contudo, todas as considerações feitas até agora não esgotam o ensinamento aristotélico sobre a Justiça. Após estas considerações sobre o justo em seu sentido especial, deve-se considerar também a questão da Justiça Política, que é um tipo especial e análogo de Justiça. .
A ÉTICA
- A S EXCELÊNCIAS MORAIS
- A S EXCELÊNCIAS INTELECTUAIS
- O ACÚMULO DE BENS EXTERIORES , A AMIZADE , O PRAZER E A FELICIDADE
Nessas três obras, o filósofo retrata as principais questões necessárias para viver bem e feliz. A Magna Moralia é um tratado em que as principais questões relativas à Ética são apresentadas de forma sintética em seus dois livros. Ao pensar na Ética Aristotélica, não se pode esquecer que no sistema filosófico do Estagirita todas as coisas tendem a um fim, como se viu ao trabalhar a metafísica aristotélica, portanto o mesmo se aplicará às questões relativas ao homem.
Se a observação da felicidade como finalidade da vida humana é uma conclusão simples, fica difícil definir qual conceito de felicidade deve ser considerado, pois alguns entendem a felicidade como uma vida confortável, para outros trata-se de possuir riquezas ou mesmo de ter uma vida honrosa. vida. Às vezes, o remédio estará apenas nos prazeres, nos quais existem excesso e deficiência; em outros, estará apenas nas penas, e alguns em ambos juntos.76. Portanto, para poder domar a própria alma, ou melhor, a parte da alma irracional que é a parte que se relaciona com objetos de escolha e objetos de repulsa, é necessário repetir ações virtuosas, pois através da prática de estes, torna-se o homem virtuoso.
Além disso, alguém não é considerado bom pela sua capacidade de sentir emoções, já que a capacidade é algo possuído pela natureza. Por isso escolhemos o que é objeto de nossa consideração, ainda que consideremos apenas as coisas relativas a nós mesmos (ninguém considera as coisas eternas, nem mesmo os fenômenos que ora ocorrem de uma forma, ora de outra). acontecimentos aleatórios nem sobre todos os assuntos que interessam aos homens, se neste caso não houver relação connosco), o que está ao alcance do indivíduo. O principal objeto de estudo deste livro acaba assim por ser a definição de continência e de incontinência, que se refere particularmente à procura de prazer do homem, e os distingue do temperamento e do cuidado, uma vez que o homem da continência não é necessariamente virtuoso.
Além disso, se a continência pressupõe que alguém tenha desejos fortes e maus, as pessoas moderadas não terão continência, e as pessoas dotadas de continência não serão moderadas como pessoas. A outra grande área de excelência a que se deve prestar atenção no estudo da Ética é o aspecto intelectual, ou seja, são as virtudes que dizem respeito à parte racional da alma e, portanto, têm relação direta com o faculdade de raciocínio que os homens possuíam.. Como visto, esse assunto é discutido no livro IV, principalmente quando tratou das virtudes da generosidade, magnanimidade e magnanimidade.
Quanto à amizade, Aristóteles dedicou dois livros de sua Eth ao assunto. livros VIII e IX), bem como os primeiros capítulos do livro VII, o último livro de Eth. Stagyrite acredita que o primeiro tipo de amizade é comum entre os jovens, que facilmente se envolvem e se desvinculam nesse período com base nos benefícios que obtêm de seus relacionamentos.
A POLÍTICA
Feitas essas considerações, torna-se possível analisar o conceito de justiça como parte importante das doutrinas da filosofia prática no pensamento dos Estagiritas. Após todas as considerações feitas anteriormente, torna-se possível discutir o conceito de justiça de Aristóteles. À luz dos contributos teóricos já realizados, este capítulo pretende atingir o objetivo principal deste trabalho monográfico, que é apresentar o conceito de justiça de Aristóteles e as suas principais implicações para as ciências práticas.
O que aqui foi apresentado é a concepção de Justiça Universal ou Total, como prefere Bittar, de Justiça, que é especialmente consistente com o respeito aos comportamentos normativamente prescritos (porque apesar das diferentes concepções, o conceito de injusto está contido no de ilegal). Abordadas as principais questões sobre a Justiça no seu sentido máximo, cabe agora trabalhar os sentidos da Justiça no sentido limitado, ou particular, do termo. Por esta razão, o conceito de Justiça Corretiva é maior que o de Justiça Comutativa defendido por pensadores posteriores, uma vez que esta última trata apenas do ponto de vista das relações voluntárias entre as pessoas.
Por isso, a proporção entre perda e ganho, meio termo entre essas relações, estará apenas dentro da Justiça Corretiva, que significa proporção aritmética, portanto esta forma de Justiça também pode ser chamada de Justiça Aritmética. Ele é representante do mediador, é mediador e, nesse sentido, representa a mediação, sinônimo de justiça corretiva. Na verdade, como sublinhado anteriormente, a noção de Justiça leva em consideração a relação do homem e o seu respeito pela lei (nomos), tendo isso como critério para distinguir o que é justo e injusto nas situações de vida, é por isso que a Estagirita pretende. como visto em seu Pólo.
Porém, as virtudes orientam as pessoas em suas ações, de modo que a ideia de justiça no sentido político será diferente da natureza ética que dikaiosyne também possui. Além disso, na organização da cidade há que ter em conta outro elemento, nomeadamente as partes que constituem esta justiça política, nomeadamente as noções de justiça natural e de justiça legal. Aristóteles sustenta que não há noção de justiça e injustiça nas relações entre senhor e servo, nem entre pai e filho, pois não há justiça no sentido ilimitado no que diz respeito às coisas pertencentes ao senhor, no sentido de que servos e filhos pertencem ao homem em alguma medida.
Ao considerar o conceito de justiça natural para Aristóteles, é importante ter cuidado para não confundir este conceito com a ideia de direito natural que floresceu em toda a Europa, especialmente no período moderno. Por tudo o que foi revelado, torna-se possível precisar a posição específica que ocupa o conceito de justiça e todas as variações que inclui na filosofia do stagiri.