Seu principal objetivo é verificar, com base principalmente nos ensinamentos e na legislação brasileira, a instituição do Poder de Família, com ênfase na Responsabilidade Civil dos Pais. Seus objetivos específicos são: obter dados históricos e atuais sobre o Poder Familiar, com base nas doutrinas e legislações nacionais; verificar, jurídica e doutrinariamente, a configuração da Responsabilidade Civil dos Pais para com os filhos que estão sob o seu Poder Familiar. O objetivo desta monografia é a instituição do Poder Familiar no direito brasileiro e a responsabilidade civil dos pais.
A escolha do tema se deu pelo grande interesse da acadêmica pelo Direito de Família brasileiro, levando-a a aprofundar seus conhecimentos no Instituto do Poder de Família.
4
- PÁTRIO PODER EM ROMA ANTIGA
- PÁTRIO PODER NO DIREITO BRASILEIRO ANTERIOR À
- A FAMÍLIA, O PÁTRIO PODER E A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA
- O PÁTRIO PODER NA LEI Nº 8.069/90
Na antiguidade, quando se formou a família romana, num ambiente de exaltado misticismo, o poder paterno era quase absoluto. No antigo direito romano, o poder da pátria visava apenas os interesses do chefe da família, ninguém podia opinar ou realizar os seus próprios desejos. No artigo acima mencionado, fica claro que é o marido quem exerce o poder paterno durante o casamento, uma vez que é o chefe da família.
A lei significa que em qualquer caso, mesmo que haja desacordo entre os cônjuges, prevalece a vontade do pai e não há restrições ao exercício da autoridade paterna por parte do marido devido à influência da esposa. Mas com o apoio da lei, uma mulher não pode de forma alguma opor-se ao que o seu marido deseja fazer no exercício da sua autoridade nacional. Com o falecimento de um dos cônjuges, ocorre o efeito de transferência dos direitos parentais para o cônjuge sobrevivo.
Percebe-se que na instituição do poder nacional anterior à promulgação da atual Constituição Federal, o pai detinha o poder nacional, podia pedir opinião à mãe, sem perder a autoridade, mas se faltasse, a mulher ( e mãe) seria responsável pelo exercício exclusivo do poder nacional. O poder nacional será exercido, em igualdade de condições, pelo pai e pela mãe, nos termos da legislação civil, o que garante a qualquer um deles o direito de recorrer, em caso de desacordo, à autoridade judiciária competente para resolver a diferença de opinião. Segundo Gomes64, os direitos e deveres incluídos no poder nacional não são da exclusiva responsabilidade dos pais que constituíram família conjugal.
Vale destacar alguns conceitos e comentários sobre o poder nacional na perspectiva do Estatuto da Criança e do Adolescente. Portanto, hoje, o poder paterno – ou poder paterno – é considerado uma missão confiada a ambos os pais para governar a pessoa e os bens dos seus filhos, desde a concepção até à idade adulta.
22
- CONCEITUAÇÃO
- CARACTERÍSITICAS DO PODER FAMILIAR
- TITULARIDADE E SUJEITOS DO PODER FAMILIAR
- O EXERCICIO DO PODER FAMILIAR
É preciso deixar claro que o exercício do poder familiar não depende do casamento civil, mas da consanguinidade. Portanto, em síntese, é possível perceber que o poder familiar é um conjunto de direitos e deveres, segundo os quais os pais, o marido e. Ishida81 traz as características do poder familiar como sendo; “um cargo público; irrevogável e os pais não podem renunciar a ele;
Assim, como vale ressaltar, as características do poder familiar formam um conjunto muito importante de pais frente aos filhos. Venosa, em seu entendimento, deixa claro que nenhum dos genitores perde o exercício do poder familiar por meio da separação judicial ou do divórcio. Como se pode observar, os sujeitos ativos do poder familiar são os pais e os sujeitos passivos são os filhos menores não emancipados.
Parte do poder da família reside na exigência dos pais de que os filhos lhes devam obediência. A punição pode ser imposta, mas com moderação, pois a punição infligida de forma excessiva caracteriza a possibilidade de extinção do poder familiar. O poder patronal ou familiar deriva da paternidade e da filiação e não do casamento, tanto que o novo código também se refere às uniões estáveis.
34
DA EXTINÇÃO DO PODER FAMILIAR
A natureza da adoção, que imita a natureza e impõe uma ruptura definitiva com o parentesco, leva ao desaparecimento do poder familiar. Ainda na visão de Dias107, o desaparecimento do poder familiar é o fim do exercício do dever de poder sobre o filho, por outros fatores que não a suspensão ou a demissão e que não pode ser imposto em detrimento do titular e pode ser exigido. em processo para esse fim, ou ainda como medida cautelar ou incidental, durante o processo de adoção. Se for solicitada a suspensão ou extinção do poder familiar, o juiz ordenará que o pai e a mãe sejam chamados a responder por escrito.
Devido ao seu peso, a perda do poder familiar só deve ser decidida quando o acontecimento que a causa é de tal magnitude que põe permanentemente em perigo a segurança e a dignidade da criança. A suspensão do poder familiar deve ser preferida à perda, quando existe a possibilidade de posterior restabelecimento dos vínculos afetivos. Quanto à adoção, a rigor, não põe fim ao poder familiar, uma vez que o menor apenas sai da esfera de intervenção do pai natural, para ser transferido para o poder do pai adotivo.
Ainda na adoção, Pereira afirma que isso retira a criança do poder do pai natural, mas a entrega ao pai adotivo. Desta forma, o parentesco civil funciona como causa tradutora e não como causa exterminadora, pois, examinando a relação pelo lado da criança ou jovem, este não está em nenhum momento fora do poder parental. Contudo, percebe-se que o desaparecimento do poder familiar é uma forma menos grave e complexa, pois acontece em decorrência de motivos de sua própria natureza, que independem da vontade dos pais, e no caso do O seguinte ponto é verdadeiro: Há graves violações dos deveres parentais para com os filhos.
DA SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR
Se for descoberto que os pais estão a prejudicar os seus filhos de uma forma ou de outra através do seu comportamento, o sistema de justiça responde e suspende-os, dependendo da menor gravidade do delito cometido, ou remove-os do poder nacional. Tanto é assim que, quando cessarem as causas que levaram à suspensão ou remoção do poder paterno, e tiver decorrido um período mais ou menos longo de consolidação, o poder paterno poderá ser restituído aos antigos titulares. A suspensão é por má conduta do pai ou por fatos involuntários, sendo estes quando o titular do poder do pai é acionado, e quando este é declarado ausente, só pode ser suspenso do seu exercício por decisão judicial, que cabe um período.
DA PERDA OU DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR
Na vida familiar, o cuidado com a criação e educação das crianças hoje é apresentado como uma questão de destaque, pois as crianças de hoje serão os homens de amanhã e as gerações futuras são onde reside a esperança para o futuro. amanhã.119. Tais sanções destinam-se menos a punir os pais do que a proteger os interesses dos seus filhos, afastando-os da sua influência prejudicial. De certa forma, pode-se pensar que, em caso de perda do poder nacional, o legislador reconhece que o seu titular não está qualificado para exercer um cargo tão elevado que, em benefício dos seus filhos, o afaste dessa função. . , onde só será readmitido depois de ter sido dolorosamente convencido de que as causas que antes combatiam foram finalmente eliminadas.121.
O artigo 1.638 do Código Civil vigente trata de três hipóteses de privação judicial do poder de ambos os pais. Examinando cada um desses itens, ele só será rotulado como “excessivo” em relação ao primeiro advérbio se a pena for excessiva, e no caso de abandono, que é abrangido pelo segundo item, não se trata apenas do ato de abandonar um criança. sem ajuda material, fora de casa, mas negligenciando deliberadamente a sua educação, educação e moral. Os factos graves previstos na lei devem ser analisados caso a caso, abusos, lesões graves, indução ou facilitação de um filho à delinquência, indução de uma filha à prostituição, etc., são motivos graves que devem ser considerados. devidamente avaliado. pelo juiz.
O abandono não é apenas deixar a criança sem apoio material: inclui também a supressão do apoio intelectual e psicológico. Quanto à decisão de perder o poder familiar para um dos progenitores, o outro passa a exercê-lo sozinho, salvo se não o conseguir. Nesse caso, deverá ser nomeado um tutor para o menor.124.
DA REPARAÇÃO DE DANOS
Não há respaldo jurídico, por mais criativo que seja o juiz, que garanta à criança uma indenização pela falta de amor e carinho. Somente casos especiais, em que fica plenamente demonstrada a influência negativa do descaso dos pais na formação e no desenvolvimento dos filhos, com rejeição pública e humilhante, justificam o pedido de indenização por danos morais. Essa discussão ocorreu pela 4ª Turma do STJ, na qual, em recurso especial, foi discutida a possibilidade de pagamento de indenização por dano moral ao filho em decorrência de abandono paterno.
Vale destacar também a matéria do Espaço Vital128, segundo a qual o processo foi arquivado, dizendo que não há indenização por danos morais relacionados ao abandono afetivo. Em ação de abandono afetivo movida contra o pai, o filho alegou que apesar de sempre receber pensão alimentícia (20% da renda líquida do pai), tentava repetidas vezes se aproximar do pai, querendo apenas o amor e o reconhecimento de um filho. Após análise do recurso, a Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no entanto, reconheceu o direito à reparação dos danos morais e psicológicos causados pelo abandono do pai.
34; A avaliação da perda do poder familiar, a pena civil mais severa que pode ser imposta ao pai, já cumpre uma função punitiva e, sobretudo, desincentivadora, mostrando eficientemente aos indivíduos que a lei e a sociedade não simpatizam com o comportamento de abandono, isso desfaz a justificativa mais contundente daqueles que defendem a indenização por danos morais”, observou o ministro Fernando Gonçalves durante a votação. Ao ser dado provimento ao recurso, considerou-se também que por maior que seja o sofrimento do filho – a dor da separação – o direito de família tem princípios próprios, que não podem ser contaminados por outros, com significados de direito material e patrimonial. Como você pode perceber, o pagamento pelo genitor a título de indenização por dano moral ao filho é um tema novo e, claro, bastante polêmico. e contraditório.
Esta pesquisa iniciou-se com o objetivo de estudar o instituto do poder familiar no direito brasileiro e a responsabilidade civil dos pais. Após a promulgação da Lei das XII Tábuas, o pai poderia abandonar, rejeitar e vender o filho, renunciando ao direito de matar o descendente.