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A secreção excessiva de mineralocorticóides, como a que ocorre na síndrome de Conn, causa retenção acentuada de sódio e água, com conseqüente aumento do volume de líquido extracelular, hipocalemia, alcalose e hipertensão. Quando administrados a longo prazo, os GCs reduzem a função dos osteoblastos (que depositam a matriz óssea) e aumentam a atividade dos osteoclastos (que digerem a matriz óssea). Os GCs iniciam sua ação a partir do momento em que se ligam a receptores proteicos específicos.

Os GCs induzem a produção de ácido clorídrico pela mucosa gástrica, aumentando o risco de úlceras gástricas, gastrite e sangramento gastrointestinal. Os GCs são utilizados no tratamento de uma variedade de tumores em combinação com agentes citotóxicos, porque exercem efeitos inibitórios na proliferação de linfócitos e baseiam-se no seu efeito no metabolismo do cálcio e na sua capacidade de reduzir a pressão intracraniana. A hipertensão arterial se desenvolve em 70-80% dos pacientes com síndrome de Cushing endógena e em 15-20% dos indivíduos que fazem uso crônico de corticosteróides. Os mecanismos básicos responsáveis ​​por isso são a retenção de sal e o aumento da reatividade vascular.

O Gc causa uma redução nos receptores do hormônio do crescimento, tanto no fígado quanto no próprio osso (regulação negativa). Esta propriedade faz com que os GCs sintéticos tenham meia-vida mais longa que o cortisol. Em contraste com a fraca afinidade pelo CBG, os GC sintéticos têm uma elevada afinidade pelos seus receptores (tipo II).

Os GCs orais são geralmente absorvidos em 30 minutos; Os tópicos variam sua absorção de acordo com diversos fatores (área de aplicação, veículo utilizado, fechamento do local, idade do paciente). Na prática clínica, a maioria das causas da síndrome de Cushing resulta da administração de GC endógeno. Essas substâncias são usadas para tratar uma série de doenças e causam a síndrome de Cushing como efeito colateral.

Além das condições relacionadas ao uso de cortisona, a síndrome de Cushing pode ser causada por doenças da glândula adrenal e da glândula pituitária. Mais raramente, a síndrome de Cushing resulta da produção de substâncias que estimulam as glândulas supra-renais em tumores malignos ou abdominais (CZEPIELEWSKI, 2001). As manifestações iniciais da síndrome de Cushing, assim como outras anormalidades endócrinas, desenvolvem-se lentamente e podem ser muito sutis.

Os GCs estimulam a gliconeogênese e inibem a captação de glicose pelas células, resultando em hiperglicemia, glicosúria e polidipsia; A síndrome de Cushing é uma das principais causas de diabetes secundário (ROBBINS, 2005). Duas situações são extremamente delicadas quando se trata da SC: seus efeitos colaterais e a chamada “síndrome de abstinência”, constituída por sinais e sintomas decorrentes da redução ou cessação total da SC (FAIÇAL; UEHARA, 1998). A introdução da corticoterapia implica a ocorrência dos efeitos colaterais descritos acima durante o seu uso; Porém, sua suspensão também é causada por dois eventos: síndrome de abstinência e insuficiência adrenocortical secundária (supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal – HPA).

A síndrome de abstinência é caracterizada por anorexia, letargia, náusea, artralgia, fraqueza, perda de peso, descamação da pele e febre, e é caracterizada pela integridade do eixo HPA, avaliada por diversos índices, além de documentar a ausência de recrudescência do doença (FAIÇAL; UEHARA, 1998).

Tabela  1:  Potência  antiinflamatória  aproximada  dos  principais  corticosteróides  de  utilização clínica, por comparação com efeito antiinflamatório de cortisol
Tabela 1: Potência antiinflamatória aproximada dos principais corticosteróides de utilização clínica, por comparação com efeito antiinflamatório de cortisol

MESES

Exames de urina: EQU - Cultura de urina - Perfil lipídico de cálcio na urina: Colesterol total - LDL - HDL - Triglicerídeos Testes de função renal: Creatinina - Uréia. Laboratórios: Eletrólitos: Sódio - Potássio - Magnésio - Ca iônico - Glicose de jejum - Hemograma + Plaquetas + VSG - Perfil lipídico: Triglicerídeos.

MESES

A redução da dose deve ser feita lentamente, em intervalos de 7 a 14 dias, com redução que pode variar de 10 a 30% da dose, dependendo da doença e do tempo de uso. Dor de cabeça: A medição periódica da pressão arterial pode fornecer um aviso precoce de flutuações nos níveis de pressão arterial e a terapia apropriada deve ser instituída pelo cardiologista. A hipocalemia resistente a essas medidas deve ser encaminhada ao clínico/nefrologista e a hipótese de nefrite intersticial perdedora de potássio deve ser considerada.

O aumento da atividade física, a dieta hipocalórica (carboidratos) e o uso de hipoglicemiantes podem não ser suficientes. A insulina deve ser considerada precocemente pelo clínico/endocrinologista nos casos em que as medidas acima não sejam eficazes. Dislipidemia: Apesar da dieta e da atividade física, a hiperlipidemia pode persistir, o uso de hipolipemiantes deve ser recomendado pelo clínico/endocrinologista.

Doença de refluxo: Não há evidências de que os corticosteróides causem refluxo, mas dividir as refeições, manter a posição vertical após 2 horas de refeições e o uso de medicamentos procinéticos podem ajudar, como Prepulsid 10mg por via oral 2-3x/d. A gestante deve ser encaminhada ao obstetra para que seja tratada como gravidez de alto risco durante o pré-natal. Hipertensão arterial sistêmica: Dieta pobre em sódio e atividade física devem ser recomendadas para TODOS os usuários de corticoterapia sistêmica e intensificada em pacientes hipertensos.

A medição periódica da pressão arterial pode fornecer um aviso precoce de flutuações nos níveis de pressão arterial e a terapia apropriada deve ser indicada pelo médico/cardiologista. Miopatia: A descoberta de miopatia induzida por corticosteróides é uma situação crítica que requer redução de dose, e deve ser cuidadosamente abordada com o médico para estabelecer o diagnóstico correto e também para reduzir a dose e (se necessário) introduzir agentes poupadores de corticosteróides. Onicomicose: A resposta terapêutica da onicomicose sob corticoterapia sistêmica é decepcionante, necessitando de períodos de tratamento mais longos, além do alto índice de recidivas.

As fraturas devem ser prevenidas por médicos com orientações de risco e tratadas por um ortopedista. Processo infeccioso específico: Deve ser tratado precoce e agressivamente, tentativas de isolamento da etiologia (cultura/sorologia) da infecção, com orientação do clínico/infectologista, uso de antibioticoterapia empírica e internação hospitalar, se indicada. Zoster: Deve ser abordado como um paciente imunocomprometido, ou seja. internação, isolamento de contato, Aciclovir 10mg/kg/dose IV 3x/dia (depuração de creatinina >50ml/min.) ou 2x/d (depuração >20 e < 50ml/min.) por 10 dias ou até aparecimento de novas vesículas.

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Tabela  1:  Potência  antiinflamatória  aproximada  dos  principais  corticosteróides  de  utilização clínica, por comparação com efeito antiinflamatório de cortisol
Figura 1: Estrutura química da corticosterona
Figura 2:  Grupo essencial à atividade antiinflamatória dos glicocorticóides
Figura 3: Esquema da relação das glândulas supra-renais com os rins.
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Referências

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1A obtido em baixa concentração 5 mM mostrou maior densidade de corrente para o eletrodo Ti/Pt30Ru30Sn40.. Entretanto, para concentrações superiores ou iguais a 25 mM, o eletrodo