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PDF Direito a um trabalho com dignidade; 2013

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Academic year: 2023

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A UNESCO participa nesta publicação no âmbito do projeto 914BRA3034 Educação em direitos humanos, que tem como objetivo contribuir para a construção de uma cultura de direitos humanos no país e para a implementação e avaliação das medidas previstas no plano nacional de educação na Eslovénia. Direitos Humanos (PNEDH). Delegacias Regionais do Trabalho da DRT DUDH Declaração Universal dos Direitos Humanos IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada MPT Ministério Público do Trabalho. Nos últimos anos, o Brasil criou uma série de regulamentos e legislações em conformidade com tratados e convenções internacionais para garantir os direitos humanos e consolidá-los como políticas públicas.

Durante a história republicana, os direitos humanos consolidaram-se como obrigações do Estado brasileiro, a serem garantidos como qualquer outra política. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) é responsável pela garantia institucional dessas conquistas e pela promoção de discussões, estudos e pesquisas que atualizem a questão dos direitos humanos em seus diversos aspectos, privilegiando leituras do ponto de vista da visão daqueles que, ao longo da história, de alguma forma, esses direitos universais foram limitados ou negados. A série de cadernos Por uma Cultura dos Direitos Humanos apresenta informações e reflexões sobre os direitos humanos ao mais alto nível, como a saúde, a alimentação adequada, a educação, a habitação adequada, a participação nos assuntos públicos, a opinião e a expressão, a liberdade e a segurança, um julgamento justo, um vida sem violência e livre de castigos cruéis, desumanos e degradantes.

O direito ao trabalho é um direito humano fundamental, reconhecido em diversos instrumentos jurídicos internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), bem como na legislação interna brasileira, incluindo a Constituição Federal de 1988.

A internacionalização do direito ao trabalho com dignidade

  • A OIT e o direito ao trabalho digno nos séculos XX e XXI
  • A Convenção nº 122
  • A Declaração Universal dos Direitos Humanos
  • O Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
  • O Pacto Global

Um momento histórico fundamental na luta pelo direito ao trabalho com dignidade foi a Revolução de 1848 em França, que reacendeu as lutas no resto da Europa, principalmente na parte centro-oriental do continente. As primeiras máquinas utilizadas na produção fabril eram experimentais e, por isso, os acidentes de trabalho eram comuns. Desta forma, a sociedade industrial foi dividida em dois grupos principais: de um lado, a burguesia, detentora dos meios de produção (máquinas, fábricas e terras); e por outro lado, o proletariado, que vendeu sua força de trabalho à burguesia em troca de um salário que a sustentasse (SOUZA, s.d.).

Assim, os esforços para concretizar o direito ao trabalho digno e para eliminar o trabalho infantil e as formas modernas de escravatura envolvem uma vasta gama de agências da ONU, que têm as suas próprias áreas específicas de operação. Às vezes, grupos especiais exigiam o seu direito ao trabalho; por exemplo, o direito à subsistência surgiu como um conceito cunhado por artesãos com base no pensamento cristão no final da Idade Média. Igualdade de direitos entre homens e mulheres, direito à associação e negociação colectiva, limitação do horário de trabalho e abolição do trabalho infantil são alguns dos direitos consagrados na Carta de Princípios desta organização.

Desde 1926, a Organização monitoriza a aplicação dos tratados ratificados pelos Estados Partes e publica relatórios sobre as condições de trabalho em todo o mundo (APSEL, n.d.). Os esforços preparatórios visaram principalmente a erradicação da escravatura e de todas as formas de trabalho forçado. O objectivo do sistema de normas internacionais do trabalho – isto é, as convenções e recomendações internacionais elaboradas por representantes de governos, empregadores e trabalhadores de todo o mundo – que abordam todas as questões relacionadas com o trabalho, é, portanto, precisamente resolver este problema. problema.

As normas transformaram-se num sistema abrangente de instrumentos de política laboral e social, apoiado por um sistema de vigilância concebido para abordar todos os tipos de problemas na sua aplicação a nível nacional. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições de trabalho justas e favoráveis ​​e à proteção contra o desemprego. Toda pessoa tem direito ao descanso e à recreação, inclusive à limitação razoável do horário de trabalho e às férias periódicas remuneradas (NAÇÕES UNIDAS, 1948).

Os Estados Partes no presente Pacto reconhecem o direito ao trabalho, que inclui o direito de todas as pessoas de garantir a possibilidade de ganhar a vida através de um trabalho livremente escolhido ou aceite, e devem tomar medidas adequadas para proteger esse direito. Um salário justo e uma remuneração igual para trabalho de igual valor, sem qualquer distinção, e, em particular, devem ser garantidas às mulheres condições de trabalho não piores do que as dos homens, com remuneração igual para trabalho igual;

Marcos legais e orientadores no Brasil

  • A Constituição Federal de 1988
  • A Consolidação das Leis do Trabalho
  • Outras leis

O termo justiça laboral também apareceu pela primeira vez na Constituição de 1934 e foi mantido na Carta de 1937, mas só foi efectivamente promulgado em 1941. A necessidade de unificar as normas laborais num único código abriu caminho para a consolidação da legislação laboral. (CLT), criada em 1943. A consolidação do direito do trabalho (CLT) foi introduzida pelo Decreto-Lei nº.

Os períodos em que o trabalhador se ausenta do trabalho [..] em consequência de acidente de trabalho são incluídos no cálculo da antiguidade, para efeitos de compensação e estabilidade. A CLT também apresenta um conjunto de normas para cada categoria ocupacional e, dos artigos 352 ao 358, aborda a nacionalização do trabalho e regulamenta o trabalho de estrangeiros no país. Distribuição percentual de pessoas ocupadas com 16 anos ou mais de idade por grupos com principais atividades laborais (Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, 2004 e 2009).

A produtividade do trabalho por macrossetores da economia está organizada conforme mostrado na Tabela 2 abaixo. A sentença foi proferida pela juíza da 23ª Vara do Trabalho de Salvador, Alice Maria Santos Braga, em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os argumentos do MPT foram fortalecidos com uma série de condenações contra empresas em ações individuais por assédio moral, proferidas pela Justiça do Trabalho da Bahia” (BRASIL. MPT, 2013).

XIII – duração do trabalho normal que não exceda oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais, podendo ser compensada jornada de trabalho e reduzida jornada de trabalho, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; Artigos XXVIII e XXIV Convenção No. 122 - Política de emprego Artigos 6º e 7º Pacto Global - Economia sustentável e inclusiva Artigo 149 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) Preâmbulo, artigos 1º, IV, 6º, 7º e incisos 170, VIII e 193 Portaria dos Trabalhadores Domésticos nº. 3 – Trabalho escravo. As denúncias de irregularidades trabalhistas – confidenciais ou não – podem ser feitas por qualquer pessoa ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que também as recebe via Internet6.

As reclamações também podem ser encaminhadas diretamente aos advogados trabalhistas regionais (PRT) ou por carta; Foi adotado na 49ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra, 1965) e entrou em vigor internacionalmente em 17 de julho.

Trabalho infantil

Os corpos pequenos e os dedos ágeis das crianças são vistos por empregadores sem escrúpulos como bens importantes para certos tipos de trabalho. Em muitos casos, as crianças trabalham porque os seus pais estão desempregados, noutros casos porque precisam de ajudar com o rendimento familiar, e noutros ainda são escravizados em resultado da escravatura dos seus próprios pais. Há crianças entre 7 e 10 anos que trabalham de 12 a 14 horas por dia e recebem menos de um terço do salário de adulto.

As crianças empregadas como trabalhadoras domésticas não só trabalham longas horas e não têm permissão para estudar e brincar, mas também são particularmente vulneráveis ​​ao abuso sexual e outros tipos de abuso físico (NAÇÕES UNIDAS, 1991). O trabalho infantil prejudica a saúde ao longo da vida, além de privar as crianças da educação normal e do prazer dos primeiros anos. Neste sentido, organizações governamentais e não governamentais propuseram um calendário internacional para acabar com as piores formas de exploração infantil.

Enquanto o número de crianças e jovens entre os 5 e os 17 anos que trabalharam diminuiu 17,9% durante este período, o número de casos de crianças e jovens em trabalho infantil doméstico diminuiu de 325 mil (2008) para 258 mil (2011). Em 2011, dos 3,7 milhões de crianças e jovens em situação de trabalho infantil, 57,5%, ou seja, 2,1 milhões de crianças e jovens, trabalhavam e ainda eram responsáveis ​​pelas tarefas domésticas nas suas próprias casas. Ou seja, as mesmas atividades (lavar, passar, cozinhar, limpar a casa, cuidar dos filhos, etc.) que são realizadas por quem presta ajuda doméstica a outras famílias também são realizadas por eles em suas próprias casas, segundo para a Isa Oliveira, Secretária Executiva do FNPETI.

Segundo pesquisa do universo de crianças e adolescentes envolvidos em trabalho infantil doméstico, são meninas (241 mil).

Os números relativos ao trabalho

Mesmo com esta melhoria, a parcela apropriada pelos mais ricos era 44,7 vezes superior à dos mais pobres em 2009 (GUIMARÃES, 2012), conforme Tabela 3 abaixo. A parcela da renda total apropriada pelos 10% mais pobres e pelos 10% mais ricos da distribuição com base na renda familiar per capita e na proporção entre os 10%. De acordo com a decisão, a empresa também poderá pagar multa de R$ 1 mil por funcionário atingido caso novos casos sejam confirmados.

Segundo o advogado trabalhista Pedro Lino de Carvalho Júnior, autor da ação, ‘a prática do assédio moral é uma das piores situações no ambiente de trabalho, porque pode trazer consequências significativas para a saúde dos colaboradores e seu convívio social. Ele ressalta que esta condenação é exemplar porque diz respeito a uma das maiores empresas do setor varejista do Estado e porque nem sempre é possível reunir provas suficientes para uma condenação por intimidação moral, especialmente em processo civil público, que pressupõe dano para a comunidade. No julgamento, a juíza Alice Maria Santos Braga conclui, com base nas provas apresentadas, que há intimidação moral no Bompreço.

A ação civil pública teve início em 2012, depois que o MPT concluiu um inquérito civil que revelou a existência de vários casos semelhantes em que funcionários denunciaram palavrões, pressão por resultados, vergonha pública, assédio a quem retornou de licença médica e mudanças constantes e trabalho injustificado. horas. .

O que é preciso saber para garantir o direito ao trabalho com dignidade

  • Ministério Público do Trabalho
  • Delegacias Regionais do Trabalho
  • Conselhos regionais de fiscalização profissional
  • Sindicatos e centrais de trabalhadores
  • Conselhos
  • Mecanismo de petição individual do Comitê de Direitos Humanos da ONU
  • Corte Interamericana de Direitos Humanos

Considerações finais

Disponível em: . Disponível em: Acesso em: 20 de maio. Disponível em: .

Disponível em: .

Referências

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O princípio da dignidade da pessoa humana é tido como um “superprincípio”, ou seja, nele se baseiam todas as escolhas políticas no Direito: em outras pala- vras, é um valor