Isto reduz a eficácia dos instrumentos tradicionais de política económica dos Estados-nação, mas, por outro lado, foi um pré-requisito para a expansão espectacular dos fluxos de investimento internacional observada na década de 1980. três aspectos parecem fundamentais para garantir a criação de uma união aduaneira no Mercosul: a harmonização do aparato protetivo, a estabilidade das taxas de câmbio entre as moedas da sub-região - a convergência destes fatores que permitem a criação de uma tarifa -políticas externas comuns facilitadoras eficazes - e a definição de diretrizes convergentes de política industrial nos países da sub-região.
PROPOSI˙ES DE POL˝TICA
A primeira proposta concreta de medidas de política pública em relação ao capital estrangeiro no Brasil refere-se à consolidação de uma rede concentrada de informações sobre CMN, Imposto Min. (incluindo DRF), MICT, órgãos de gestão política (autoridade da ZPE, órgãos regionais).
INDICADORES
Indicadores de Desempenho Comercial
A globalização financeira deve ser entendida como um pré-requisito para a expansão espectacular dos fluxos de investimento directo na década de 1980. Em 1992, o Brasil capturou 1/4 dos recursos do mercado obrigacionista para os países em desenvolvimento.
1 - As Condiıes de Acesso das Exportaıes e de Atratividade para Investimentos
O NAFTA e a Iniciativa para as Américas (IPA) ligam os processos de integração que ocorrem na América Latina e aqueles que envolvem os países desenvolvidos da América do Norte. Reconhecendo que o NAFTA é um processo irreversível e que a questão da expansão da área de preferências (e não exatamente de livre comércio) promovida pelos Estados Unidos permanecerá na agenda das negociações entre os países do continente, o debate sobre como para transmitir essas preferências serão negociadas. No caso da integração europeia, é importante sublinhar que as relações entre a CEE e os países em desenvolvimento são regidas por um complexo sistema de preferências comerciais e restrições às importações, e que este sistema é um dos dois factores que condicionam a capacidade relativa dos diferentes países. países em desenvolvimento (DEPs) permanecerem no mercado europeu ou eventualmente ganharem as suas quotas.
No que diz respeito à Ásia - primeiro os NPI, depois também os países da ASEAN - o investimento japonês conduziu a um fluxo de comércio entre os países da região, configurando a criação de uma rede de solidariedade empresarial e de complementaridades económicas que - para alguns - justifica que se aplique o nome "bloquear" para toda a região. 34;grupo comercial informal", apenas os países asiáticos se beneficiarão da tendência que os demais países - desenvolveram. Por outro lado, os países da ASEAN, do subcontinente indiano e da China pressionarão as exportações brasileiras nos segmentos de produtos com menor valor acrescentado, onde os custos laborais são um forte determinante da competitividade internacional.
2 - O Novo Padrªo de Financiamento Externo da Economia Brasileira
As empresas e bancos estrangeiros que operam no Brasil têm sido os principais agentes de atração e absorção de recursos estrangeiros nos últimos anos. A segunda clivagem é esclarecida através da análise do movimento setorial nos estoques e fluxos de investimento estrangeiro no Brasil. Os dados sobre a evolução do perfil acionário não sugerem transformações bruscas: no entanto, tem-se observado um relativo rebaixamento do número de investimentos estrangeiros no Brasil, aumentando o peso dos investimentos diretos em setores que produzem bens de menor valor agregado.
Além disso, confirma-se uma queda dramática do investimento direto na indústria dos transportes, especialmente na indústria automóvel, além da participação irrelevante do setor eletrónico, que ainda assim perde participação no total do investimento direto estrangeiro na indústria. . Por outro lado, verifica-se um aumento significativo do peso do investimento direto nas indústrias química de base e de papel e pasta. A menor participação dos investimentos no setor da indústria de transportes e a presença insignificante de capital estrangeiro em setores com tecnologias próximas à fronteira revelam um cenário preocupante quanto à possível futura capacidade competitiva brasileira.
3 - Novos Paradigmas de Poltica e Novas Estra tØgias Empresariais
Na seção II foram descritas as principais características das estratégias transnacionais das empresas no atual ciclo de internacionalização, bem como seus impactos no investimento, no comércio e nos fluxos tecnológicos, bem como na eficácia das políticas baseadas no nível nacional. A difusão deste novo modelo de negócio seria suficiente para redefinir o papel dos agentes privados e as suas estratégias na mobilização dos recursos de uma economia com o objectivo de aumentar a competitividade: novas formas de investimento directo, negociações comerciais de tecnologia e financiamento privado pressupõem um papel activo . para as empresas privadas e a sua formação para desempenharem este papel. Por outro lado, as mudanças que têm sido introduzidas no modelo de políticas públicas no domínio da indústria e da tecnologia reforçam a tendência para a afirmação de um papel activo das empresas, à medida que se redefinem as funções prioritárias do Estado.
Para o Brasil, não é em termos de direcionamento setorial e das políticas que implementa que a necessidade de “internalizar” esse tipo de condição de competitividade internacional se manifesta com maior intensidade. A nível interno, esta restauração da capacidade regulatória manifestar-se-ia, entre outras coisas, no cumprimento dos requisitos de consistência e coordenação entre as diversas políticas destinadas a melhorar a posição competitiva das empresas e do país. Na frente externa, há uma série de fatores que convergem para a constatação de que o fortalecimento da capacidade de negociação do Estado e das empresas brasileiras tende a se tornar uma variável crítica na estratégia para minimizar ameaças e oportunidades que surgem no atual ciclo de internacionalização estão conectadas , Para maximizar. .. a) a reciprocidade afirma-se como princípio regulador das relações económicas internacionais, a nível bilateral, regional e multilateral, configurando uma situação crescente.. b) o aprofundamento do processo de integração do Cone Sul começa a avançar no sentido da harmonização da política económica, o que exige um importante esforço institucional para que a redução das assimetrias não ocorra em detrimento dos interesses do Brasil;
1 - Diplomacia Econmica
Política cambial - Apesar das incertezas quanto ao comportamento futuro da paridade cambial intrarregional, parece que o estabelecimento de uma união aduaneira entre os países do Mercosul não requer qualquer solução que envolva qualquer padrão mais sofisticado de coordenação entre políticas macroeconômicas, como é o caso, por exemplo, no caso da integração europeia. Isto não significa que os países mantenham total autonomia na gestão das suas políticas cambiais. A nova geração de acordos bilaterais está a implementar um processo de revitalização da ALADI, que está profundamente ligado à liberalização comercial unilateral que está a ocorrer em todos os países da região.
Nas novas condições criadas pelas iniciativas de integração que articulam tanto os países desenvolvidos da América do Norte como os da América Latina (NAFTA e futuros acordos no âmbito da Iniciativa para as Américas), bem como o México e os países da América do Sul, a implementação deste a expansão potencial e sustentável das exportações brasileiras para o subcontinente dependerá, no médio prazo, cada vez mais de uma política externa ativa, focada nos temas típicos dos acordos de complementaridade econômica (liberalização comercial, transportes e infraestrutura, financiamento cambial). Por outro lado, o novo conteúdo do multilateralismo e a importância, na agenda das negociações internacionais, de temas típicos dos processos de integração (harmonização de políticas) limitam o limite de liberdade que as autoridades brasileiras terão no trato com os instrumentos de política comercial. e industriais. Na medida em que os novos regulamentos se aplicam a áreas da política económica tradicionalmente identificadas como
2 - Poltica de ComØrcio Exterior
Assim, por exemplo, poderia-se trabalhar com a ideia de um Fundo localizado no Banco do Brasil responsável pela gestão da linha PROEX e pelos mecanismos de garantia de financiamento a serem criados. Dado que não será possível regressar aos controlos administrativos e que o actual sistema institucional é insuficiente em termos de sistema de tomada de decisão, instrumentos de coordenação e função executiva, propõe-se a seguinte organização institucional para o comércio exterior: . - criação de um colégio, como mecanismo de orientação e compatibilização entre os diferentes sectores do governo, e entre estes e o sector privado. Além de uma política de incentivos às exportações e de uma gestão pragmática da taxa de câmbio real, a institucionalização de modernos instrumentos de proteção não tarifária é um fator importante para a sustentabilidade do processo de liberalização comercial em curso no Brasil.
34; sobre a aplicação no Brasil de um útil instrumento regulador de importações: os Códigos Antidumping e Antissubsídios e Medidas Compensatórias do GATT" (Naidin, 1993), incorporados à legislação nacional - em uma forma que praticamente transcreve os Códigos do GATT - desde 1987 e posteriormente regulamentado por decretos e resoluções do então Conselho de Política Aduaneira (hoje Departamento Técnico de Tarifas, MICT). Por outro lado, o setor privado tende a identificar nos códigos o instrumento capaz de substituir os mecanismos nacionais de medidas de controle administrativo das importações desativado em 1990, desconsiderando o fato de que a aplicação de direitos antidumping e antissubvenções exige o cumprimento de um procedimento detalhado com responsabilidade pela sua gestão.
3 - Gestªo dos Fluxos de Investimento Externo
Vale ressaltar que a primeira proposta concreta de ação de políticas públicas em relação ao capital estrangeiro no Brasil refere-se à consolidação de uma rede concentrada de informações sobre o comportamento dinâmico da economia mundial no que diz respeito às estratégias das empresas transnacionais e às ações políticas dos países em desenvolvimento. governo. que afetam a dinâmica da concorrência no mundo. A análise e o monitoramento sistemático do dinamismo e das tendências do capital estrangeiro no Brasil e no mundo não são realizados em qualquer medida, em nenhum órgão do governo federal. Os dados relativos sobre o capital estrangeiro no Brasil limitam-se principalmente ao Banco Central e ao INPI.
Há também dados distribuídos em outras organizações, sem atribuições diretas sobre o capital estrangeiro no Brasil. Primeiramente, cabe destacar que as 8.567 empresas de capital estrangeiro que operam no Brasil estão presentes em praticamente todos os setores de atividade. Portanto, as restantes restrições setoriais ao investimento estrangeiro no Brasil não parecem ser causa de tensão com a comunidade de investimentos.
4 - Polticas Econmicas com Impactos sobre a EstratØgia Externa
A nova política industrial deveria sancionar a desejabilidade da internacionalização para as empresas brasileiras, incentivando-as, sobretudo, a celebrar acordos de cooperação tecnológica no exterior. Pela relação com a política de liberalização comercial e com todas as políticas que têm impacto na configuração da estrutura industrial (incluindo a política de privatizações), a política de concorrência deve abranger toda a economia e recomenda-se que os instrumentos e mecanismos económicos e económicos sejam instituições que limitem o alcance desta política ou que estabeleçam “zonas de exclusão” das suas regras. Política ativa no continente americano: .. a) priorização do Mercosul; b) a revitalização da ALADI através de uma nova geração de acordos abrangentes de complementaridade económica;
Estabilidade da taxa real em nível compatível com uma política de apoio às exportações. Reduzir as disparidades concorrenciais inter-regionais e promover a entrada competitiva no comércio mundial - Grupo Mercado Comum/Subgrupo de Trabalho 7 (política industrial e tecnológica) Criação de um sistema de informação para monitorização de oportunidades de novos investimentos e de associações entre empresas.
1 - Indicadores de Desempenho Comercial
2 - Indicadores de Competitividade SistŒmica
3 - Indicadores do Processo de Integraªo do Cone Sul
4 - Indicadores de Fluxos de Investimento
CEPAL (1990) Europa 1992 e suas implicações para a América Latina. 1992) Comércio Exterior Industrial e Política de Competitividade: Teoria, Evidências e Suas Implicações para o Brasil. Edição especial da Revista Brasileira de Comércio Exterior, fev. ed.) (1986) Política Comercial Estratégica e a Nova Economia Internacional. 1991) - Cenários para o Sistema Mundial de Comércio e Implicações para os Países em Desenvolvimento - Revista Brasileira de Comércio Exterior, no. 29, out/dez, Funcex.
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