Rivan Menezes Dos Santos, Collonges sous Salève França, Francë Prof. Dr. Rosemeire Aparecida de Almeida, UFMS, Brazil. Prof. Dr. Yara Nogueira Monteiro, USP, Brazil Prof. Dr. Zueleide Casagrande de Paula, UEL, Brazil.
DOSSIÊ
RESUMO: Este artigo tem como objetivo estabelecer um diálogo entre Hannah Arendt e Walter Benjamin sobre o problema da história. RESUMO: O presente artigo tem como objetivo estabelecer um diálogo entre a visão de história de Hannah Arendt e de Walter Benjamin.
INTRODUÇÃO
Pelo contrário, nas múltiplas histórias de Arendt, a preocupação central é compreender o passado a partir do presente como forma de inspirar um novo futuro. A partir do diálogo entre os dois autores, procuro lançar luz sobre a atitude perante a história, que nos permite, historiadores, pensar o tempo de hoje e os problemas políticos que enfrentamos.
AS TEMPORALIDADES DA VIDA HUMANA
Arendt distingue as atividades humanas com base na sua relação com a temporalidade: trabalho, relacionado com o tempo da natureza, trabalho, relacionado com o tempo do mundo, e ação, relacionado com a relação com o tempo intermediário. A última ideia, não como meta, mas como encerramento, condiciona a possibilidade de elaboração de experiências narrativas na abordagem do tempo da natureza.
O TEMPO DA RUPTURA E AS HISTÓRIAS
Assim, o tempo da história para ambos os autores não constitui um dado homogêneo e sem sentido. Seu tema fundamental são os momentos em que a continuidade é quebrada pela ação humana como exercício de liberdade.
TEMPO HISTÓRICO NO MUNDO MODERNO E A URGÊNCIA DA RUPTURA
Quando Arendt pensa nas transformações da experiência no mundo moderno, Arendt não percebe um único diagnóstico, pois a experiência para o autor não é única, mas pode ser política, filosófica, compartilhada ou individual. Apesar de reconhecerem que certas formas de se relacionar com o tempo já não existem no mundo moderno, os autores não sentem saudades de um tempo que já passou.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É possível que a perda de experiência em Benjamin leve ao fim de uma comunidade política, mas também é possível que a ação se reinvente. Assim como em Arendt, é possível que a perda da tradição gere o esquecimento e a perda de sentido para a existência humana, mas também é possível que, uma vez perdido o fio, a inovação tenha espaço para ocorrer.
Se eu alcançar a minha intenção, teremos unido a base científica da história e a dimensão da investigação histórica que Huomboldt chamou de poética. Embora nas Ciências Humanas em geral, bem como nos estudos de arquitectura, literatura e arte, se trate de avaliar o alcance do conceito, os seus limites e possibilidades, a posição na Teoria da História tem sido muitas vezes a de que uma tácita rejeição, acompanhada de uma investigação apressada, cercada pelo medo de que as teses pós-modernas constituam algo como uma sabotagem da história.
O TEXTO HISTÓRICO COMO ARTEFATO LITERÁRIO
A situação talvez assuma contornos menos dramáticos se aceitarmos a ficção pelo que ela é: uma forma de atribuir coerência formal aos elementos de uma narrativa. Isso não significa que a História, por sua vez, esteja fadada à loucura de uma imaginação desregulada, que fecharia as possibilidades do conhecimento controlado.
JEAN-FRANÇOIS LYOTARD E A CONDIÇÃO PÓS-MODERNA
Leciona a disciplina Teoria da História (Programa de Graduação e Pós-Graduação Ensino de História - PPGEHIST). Um confronto produtivo que parece constituir um novo estatuto epistemológico para o campo da história.
O EMERGENTISMO E A POSTURA LINGUÍSTICA WHITEANA
Ainda segundo Tozzi, White promove uma crítica a “toda figura que afirma representar o passado de forma realista, (..)” (Ibid., p. 35). Assim, o que aparece na história como uma “explicação” (no seu impacto como “verdade”) é na verdade “uma prefiguração do campo que preparamos para a explicação ou interpretação formal que ela oferecerá mais tarde” (Ibid., p. 123).
RICOEUR E A EPISTEMOLOGIA DO CONHECIMENTO HISTÓRICO
Por outro lado, Ricoeur sugere: “(..) a realidade do passado deve passar sucessivamente pela grelha do Mesmo, do Outro e do Análogo” (Ibid., p. 262). As coisas que passaram são abolidas, mas ninguém pode fazer com que elas não existam (Ibid., p. 294).
A SUBJETIVIDADE CONTEMPORÂNEA E A AMEAÇA DO
OUTRO”
Historicamente, as artes foram definidas em torno da subjetividade, da imaginação e da construção narrativa em torno da imagem. Existem vários exemplos nesse sentido, seja na construção de narrativas audiovisuais em torno da memória coletiva da comunidade, como é o caso do excelente trabalho filmográfico de Martha Abreu, Hebe Mattos sobre a memória da escravidão na zona sul de São Paulo.
JUDITH BUTLER E O RECONHECIMENTO EM TORNO DA PRECARIDADE
Nesse sentido, “questionar o enquadramento”, ou seja, os enquadramentos ocidentalizados construídos a partir de um lugar de fala específico e supostamente universal, “significa mostrar que ele nunca continha de fato a cena que deveria ilustrar” (BUTLER, 2018, p. 24). ). ). Podemos até explicar como o processo de violência surge com base em processos normativos, aos quais Butler se opõe, pois operam com base em pré-julgamentos.
O QUE ISSO SIGNIFICA EM TERMOS DE TEORIA E ESCRITA DA HISTÓRIA?
Outra inserção dos consumidores, baseada em certo tipo de reconhecimento, em torno de uma “comunidade” também se expressa nos diversos produtos criados exclusivamente para seus clientes, para colocá-lo na agenda da marca, para que o que você compra tenha a sua cara. Caso contrário, continuaremos a reproduzir individualmente o nosso brilho de uma forma desamparada e vazia, em vez de criar constelações sociais que giram em torno de uma maior inclusão social.
INTERSECCIONALIDADE: O DIÁLOGO ENTRE A DISCRIMINAÇÃO RACIAL E A DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO NO
A evidência que temos é que o conceito de interseccionalidade foi utilizado pela primeira vez pela advogada norte-americana Kimberlé Williams Crenshaw (1989), para demonstrar a interdependência das relações raciais, de género e de classe e para dar sentido à especificidade da luta das mulheres. mulheres, tanto no debate feminista como no debate antirracista. Outro fator que Azerêdo aponta como determinante da desaceleração do debate interseccional no Brasil está relacionado a quem, ou melhor, que cor, as pessoas na academia brasileira tinham como intelectuais nessas áreas.
A INTERSECCIONALIDADE NAS PÁGINAS DA REF
Após um hiato de 8 anos, o conceito é reintroduzido no Volume 21 em 2013 com o artigo Círculos Viciosos: Intersecções de Gêneros e Espécies na Fonte da Vida, de Darren Aronofsky e Rodolfo Piskorsky, linguista brasileiro. La Greca combina a teoria do desempenho sexual de Judith Butler com a narrativa problemática de Hayden White.
RAÇA E RACISMO NO REINO UNIDO
Em The Ain’t no Black in the Union Jack (1987) (a versão publicada da sua tese de doutoramento no CCCS), ele sugere chamar esta ligação discursiva entre raça, nação e identidade de “absolutismo étnico”. Nesse sentido, as estratégias interpretativas de Gilroy se opõem tanto ao reducionismo econômico presente nesta bibliografia, que ele analisa e critica em There Ain't no Black (1987), quanto às limitações da perspectiva nacional responsável por articular conceitos binários de “dentro” e “fora” ”, “local” e “global”.
O CONCEITO DE DIÁSPORA
Expressam uma unidade aberta, uma “mesmice mutável” informada pela exigência de uma perspectiva “anti-anti-essencialista”. Para Gilroy, as culturas expressivas da diáspora são responsáveis por formas de metacomunicação que desafiam o vocabulário marxista, centrando-se na contestação de uma liberdade mediada por posições internas de género.
DISPUTA EM TORNO DO VISÍVEL
Ranu Samantrai observou que a paisagem urbana está presente em quase todas as imagens mostradas em Black Britain (2011). A Grã-Bretanha negra está organizada cronologicamente, de década em década, até à situação difícil dos negros nos dias de hoje.
A VERDADE E A MENTIRA NA RELAÇÃO ENTRE A POLÍTICA E AS CIÊNCIAS
Atualmente, devemos ter em mente que “o que hoje se chama de falso é uma estrutura da vida contemporânea, que não pode ser simplesmente eliminada com as ferramentas críticas tradicionais da historiografia ou entendida apenas como manipulação falsificadora” (ARAUJO; ÊNFASE; PEREIRA, 2020, p. .8). Portanto, paradoxalmente, “o discurso sobre a ‘verdade’ tornou-se uma ferramenta de negação e manipulação de dados” (MENESES, 2020, p. 35).
O FUTURO COMO CATÁSTROFE
A COVID-19 mostra que as catástrofes futuras serão provavelmente cada vez mais democráticas nos seus horrores. Os académicos temerosos da modernidade deveriam ver a crise da COVID-19 como um protesto de que as antigas formas de comunicação não estão a produzir resultados satisfatórios.
A PRISÃO DO EX-DITATOR AUGUSTO PINOCHET EM LONDRES (1998)
A pesquisa preliminar permitiu perceber que os historiadores que se reuniram em torno do Manifesto faziam parte de um grupo que promoveu uma renovação historiográfica no Chile nas décadas de 1980 e 1990. O historiador Mario Gárces Durán, também membro do MIR na época do golpe, recebeu formação histórica no Chile durante o período ditatorial e fundou um grupo de estudo e ação na década de 1980 com a participação de Pedro Milos, outro signatário.
OS PAPEIS SOCIAIS DOS HISTORIADORES CHILENOS
Entendemos este grupo de historiadores como atores políticos e sociais que tentaram intervir na disputa de memória relativa ao período ditatorial no Chile através dos desafios levantados pelo manifesto. Além disso, formam um grupo de intelectuais que se preocuparam com a renovação dos fundamentos da historiografia no Chile e a abertura de novos campos de estudo a partir de uma História Social que incluísse em seus estudos a memória de grupos subalternos da sociedade.
HISTÓRIA, MEMÓRIA E HISTORIOGRAFIA
E Verónica Valdivia Ortiz de Zárate, a única do grupo que não realizou trabalhos no campo da História Social e que foi responsável pela renovação da História Política no Chile, a partir de seus estudos de direita. No lado oposto do debate, temos o grupo de historiadores chilenos caracterizados pelo seu passado de ativismo político e confronto com o regime militar chileno.
ANÁLISE DO MANIFESTO
O objeto é a explicação e descrição que Fernando de Azevedo desenvolveu em seu livro, a respeito do uso da história como conhecimento. O sociólogo e educador Fernando de Azevedo desenvolve uma teoria do Brasil que pode ser vista como uma interpretação da cultura nacional.
O AUTOR DA OBRA SÍNTESE: “A CULTURA BRASILEIRA”
Com “amplo conhecimento dos fatos, de quem conhece detalhadamente o caráter e o espírito nacional”, Fernando de Azevedo apresenta um relato explicativo que revela o Brasil em suas mudanças e transformações históricas. Assim, conhecido por sua poderosa coragem, Fernando de Azevedo construiu uma obra sintética como sua contribuição ao Brasil e às coisas brasileiras.
FERNANDO DE AZEVEDO E SUA OBRA: “A CULTURA BRASILEIRA”
Daí um capítulo sobre formações urbanas acompanhado de um estudo sobre o fator político na construção da cultura brasileira. Como resultado, a obra “A Cultura Brasileira” é definida pelo autor como “uma obra com visão panorâmica, em geral.
O CORPO NA METÁFORA DA MEMÓRIA
Com a psicanálise, reconhece-se que a confiabilidade da memória reside na rejeição dos dados de significado. A novidade da metáfora da memória é que ela pretende separar o conceito de preservação daquele de memória coletiva.
O CORPO COMO TENSÃO ENTRE METÁFORA E SISTEMA
Em outras palavras, enfrentar a questão da memória desfaz um viés da historiografia (ontológica) ou do funcionalismo da memória no que diz respeito à dialética entre distância e self (subjetivo). O funcionalismo da memória cultural transforma a duração para que memória e lembrança não existam em pares antitéticos.
ARTIGOS LIVRES
RESUMO: A Feira Livre de Três Lagoas tem uma história que se confunde com o processo de formação e desenvolvimento deste município. O município de Três Lagoas está localizado à margem esquerda (oeste) do rio Paraná, e faz divisa do estado de Mato Grosso do Sul (MS) com o estado de São Paulo (SP).
A FEIRA LIVRE DE TRÊS LAGOAS E AS VERTICALIDADES DO ORDENAMENTO URBANO
Na primeira, apresentamos um breve histórico da feira livre de Três Lagoas, indicando as transformações ocorridas e suas relações com o estado e com a dinâmica econômica do município, em diferentes momentos. A Feira Livre de Três Lagoas expressa a combinação entre função pública e acúmulo de valor cultural, ao longo da história.
A POTÊNCIA COLETIVA E A HORIZONTALIDADE DA FEIRA LIVRE DE TRÊS LAGOAS
Dos 81 entrevistados, apenas 6 (7%) consideram negativa a mudança de local e a construção do armazém, alegando como justificação que “a feira de rua é cultural”. Além destes, 6 (7%) clientes manifestaram que “talvez seja positivo”, argumentando que “não sabem como será organizado o armazém” ou que preferiram “conhecer a opinião dos lojistas” antes de responder. .