Engenheiro Agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo – Esalq/USP (Piracicaba -SP) em 1971, administrador de empresas pela Associação de Ensino de Itapetininga, em 1973, e mestre em Fitopatologia pela Universidade da Califórnia (Riverside, EUA), em 1979. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 1976, concluiu mestrado e doutorado em agronomia (fitopatologia) pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz ”, Universidade de São Paulo – Esalq/USP (Piracicaba -SP), em 1986 e 1995 respectivamente.
Apresentação
Prefácio
Este livro reflete os resultados de importantes pesquisas realizadas nos últimos 20 anos sobre etiologia, epidemiologia e tratamento da mancha preta por equipes coordenadas pelos pesquisadores Geraldo José da Silva Junior, Eduardo Feichtenberger, Marcel Bellato Spósito, Lilian Amorim, Renato Beozzo Bassanezi e Antônio de Góes. O grupo possui sólidos conhecimentos teóricos e ampla experiência prática, adquirida através do envolvimento direto em pesquisas aplicadas na área de epidemiologia e gestão de doenças na área.
Sumário
Produção de frutos destinada ao processamento industrial 27
- Repicagem e obtenção de culturas monospóricas 42
Período de expressão dos sintomas 61
Relações entre o fungo, a planta e o ambiente 76
Progresso temporal e espacial da pinta preta 78
- Padrão espacial da doença em pomares 81 7.2.3 Padrão espacial da doença na planta 81
- Importância relativa dos inóculos no progresso da doença 89
- Controle do tráfego de veículos e equipamentos 93 8.1.4 Remoção de material vegetal de veículos que entram na
- Cobertura ou remoção das folhas de citros caídas 94 8.2.2 Antecipação da colheita e remoção de frutos temporãos 100
- Histórico do controle químico no mundo e no Brasil 108 8.3.2 Fungicidas utilizados no controle da doença 110
- Intervalos entre as pulverizações 127
- Utilização de óleo e adjuvantes nas aplicações 137 8.3.7 Custos das pulverizações para o controle da doença 140
- Pomares para produção de frutas destinadas ao
- Pomares para a produção de frutas frescas 167 8.7 Principais erros cometidos em pulverizações 170
1 Histórico e
No Brasil, o primeiro relato de pinta preta em culturas comerciais foi em 1980 em pomares. Em Minas Gerais, a mancha preta foi observada pela primeira vez em 2001, no município de Monte Santo de Minas.
2 Importância da doença
Produção de frutos destinada ao processamento industrial
A importância da doença precoce em pomares cuja produção é destinada ao processamento de frutas para produção de sucos e subprodutos está relacionada à diminuição da produtividade devido à queda prematura dos frutos causada pela doença. A falta de controle químico da pinta preta em pomares de laranja doce de maturação tardia, com idade entre 10 e 22 anos, provoca um declínio acentuado nos frutos (média de 46,4%).
Produção de frutas frescas
- Mercado interno
- Mercado externo
31 2 Importância da doença Tabela 2.2 Exportações brasileiras de frutas cítricas (em mil toneladas, com percentual para a União Europeia -UE) e número de interceptações na UE com rejeição por doença da mancha preta dos citros. Desde 2000, os países exportadores de citrinos têm tentado revogar as restrições relacionadas com a pinta preta introduzidas pela CE.
O patógeno
Identificação
Em sua fase assexuada, o fungo produz, nas lesões dos frutos, ramos e folhas, picnídios globosos, afundados, solitários ou agrupados, de coloração marrom-escura a preta (Figura 3.2), medindo 115 a 190 µm, com ostíolo levemente papilado. , circular, 12-14,5 μm de diâmetro. Quando os picnídios estão maduros, os conídios rodeados por uma substância mucilaginosa clara chamada cirro emergem de seu ostíolo (Figura 3.2B).
Detecção
- Isolamento
- Repicagem e obtenção de culturas monospóricas
- Preservação
- Características culturais
- Métodos moleculares de diagnose
Fungo transferido para meio de cultura e adição de papéis autoclavados ao redor do disco micelial (A). No método de Peres et al. 2007), o DNA pode ser extraído do fungo cultivado em meio de cultura ou diretamente de lesões no fruto.
Hospedeiros
A pinta preta também não foi encontrada, em condições de campo com elevada quantidade de inóculo, em plantas do Banco Ativo de Germoplasma de Citros (BAG-Citros) do Centro de Cultura Cítrica. As variedades de maturação precoce são igualmente susceptíveis em comparação com as variedades de meia estação e tardias, e podem apresentar a mesma taxa de progressão da pinta preta ao longo do tempo (Tabela 4.3).
Sintomatologia
Tipos de sintomas
Quando presentes, os sintomas são geralmente semelhantes às lesões de frutos duros (Figura 5.3B), embora também sejam observados sintomas de falsa melanose (Figura 5.3C). Falsa melanose: este sintoma consiste em lesões muito pequenas (cerca de 1 mm), pretas e muitas vezes numerosas (Figura 5.6A), que geralmente aparecem quando
- Período de expressão dos sintomas
No local da inoculação dos frutos das laranjeiras 'Valência' ou 'Pera' com diâmetro de 1,5 ou 3 cm, surgiram inicialmente lesões de falsa melanose, seguidas de mancha dura ou com sardas. Nos frutos inoculados com 7 cm de diâmetro, foram observadas apenas lesões duras ou sardentas após o período de incubação (Figura 5.9M-P).
Fitopatometria
Os dados sobre a incidência e gravidade da mancha preta mostram uma forte correlação quando a incidência de frutos afectados é inferior a 95% (Figura 6.3). A avaliação da pinta preta em experimentos deve estar sempre relacionada à escolha de um bom delineamento experimental.
Epidemiologia
Relações entre o fungo, a planta e o ambiente
- Sobrevivência do inóculo
- Disseminação do inóculo
- Infecção e colonização
- Reprodução do inóculo
Os ascósporos são formados nas folhas em decomposição, num processo que leva de 40 a 180 dias após a queda das folhas, dependendo das condições ambientais. Os ascósporos aderem à superfície do tecido vegetal devido à presença de mucilagem nas pontas.
Progresso temporal e espacial da pinta preta
- Progresso temporal da doença
- Padrão espacial da doença em pomares
- Padrão espacial da doença na planta
- Importância das fontes de inóculo na introdução da doença em áreas livres
- Importância relativa dos inóculos no progresso da doença
O papel de cada tipo de inóculo no desenvolvimento da doença precoce pode ser inferido através do padrão de distribuição dos frutos doentes nas copas das árvores. O padrão de agregação dos frutos com pintas pretas não segue o mesmo padrão dos patógenos que são disseminados exclusivamente pelo vento.
Manejo da pinta preta
Medidas de exclusão
- Medidas quarentenárias
- Plantio de mudas sadias
- Controle do tráfego de veículos e equipamentos
- Remoção de material vegetal de veículos que entram na propriedade
A legislação federal pode ser ampliada ou complementada por medidas legais em nível estadual, como a legislação do estado de São Paulo, que proíbe a produção de mudas de citros em viveiros desprotegidos. No estado de São Paulo, a principal via de disseminação e introdução da doença nos pomares foi o transporte e plantio de mudas cítricas infectadas produzidas em viveiros desprotegidos.
Controle cultural
- Cobertura ou remoção das folhas de citros caídas
- Antecipação da colheita e remoção de frutos temporãos
- Poda de ramos secos
- Irrigação
- Uso de quebra ‑ventos
A poda mais importante no manejo precoce de doenças é a poda, que visa remover galhos secos (Figura 8.9), galhos atacados por doenças e pragas e galhos verdes dentro da copa que não conseguem produzir frutos (“galho ladrão”). Por outro lado, os não podados apresentaram ao mesmo tempo 100% dos frutos com este sintoma (Figura 8.10A).
Controle químico
- Histórico do controle químico no mundo e no Brasil
- Fungicidas utilizados no controle da doença
Ainda na década de 1960, os ditiocarbamatos (mancozeb, ziram, zineb), outro importante grupo de fungicidas, foram introduzidos para controlar a pinta preta nesses países. No Brasil, as estrobilurinas (piraclostrobina, trifloxistrobina e azoxistrobina) juntamente com o copperstone têm sido os fungicidas mais utilizados no controle da doença.
Fungicidas cúpricos
Nos pomares de laranja ‘Valência’ e ‘Folha Murcha’, a eficácia do hidróxido de cobre na dose de 53 g Cu/100 L, em quatro aplicações, na redução da severidade da podridão radicular precoce foi menor em comparação à dose convencional de 90 g Cu/100 L. 100 L (figura 8.15). Por outro lado, em outro pomar de laranjeira 'Valência', o hidróxido de cobre utilizado na primeira, segunda e quinta aplicações, na dose de 90 g Cu/100 L, apresentou a mesma severidade de mancha preta nos frutos e a mesma produtividade (figura 8.16).
Fungicidas do grupo das estrobilurinas
119 8 Controle da pinta preta Tabela 8.5 Gravidade (%) da pinta preta em frutos de laranja doce ou limão pulverizados com diferentes estrobilurinas e correspondente eficácia no controle do tratamento em diferentes municípios do estado de São Paulo.
Outros fungicidas avaliados em pomares
Período de proteção dos frutos
A pulverização começa quando as pétalas das flores caem, o que pode ser em Agosto/Setembro (floração normal) ou em Novembro/Dezembro (floração tardia). Nessas áreas, desde que não haja histórico de queda de frutos, o período de proteção pode ser reduzido.
Intervalos entre as pulverizações
Quando o período de proteção é mantido por 180 dias, a redução do intervalo entre as aplicações de estrobilurina de 40 para 20 dias aumenta a eficiência do controle da mancha preta. Portanto, em pomares cujos frutos são destinados à produção de seiva, o intervalo de aplicação de fungicidas sistêmicos pode ser de aproximadamente 40 dias.
Volumes de calda
Com base nesses estudos, o volume de pulverização do fungicida destinado exclusivamente ao controle da pinta preta foi definido como 75 mL de calda/m3 de cobertura. Nos pomares de São Paulo, todas as aplicações para controle da pinta preta geralmente são realizadas no mesmo volume de calda, de setembro a abril.
Utilização de óleo e adjuvantes nas aplicações
Essas características fazem com que, quando utilizados em grandes volumes (200 mL de calda/m3 de cobertura), causem escorrimento e perda da eficácia fungicida no controle precoce da doença. Portanto, esse organossilicone (copolímero de poliéter e silicone) é uma opção adjuvante para ser adicionado à mistura fungicida pulverizada em volumes sub-ponto de fluidez para controle de mancha preta.
Custos das pulverizações para o controle da doença
Resistência a fungicidas e estratégias anti rresistência Tipos de resistência
Esse monitoramento é importante para determinar se as causas das ineficiências de controle estão relacionadas à resistência, além de verificar se as estratégias antirresistência produzem resultados satisfatórios. O monitoramento deve começar antes da comercialização do fungicida para obter dados de suscetibilidade de populações não expostas aos patógenos.
Resistência de Phyllosticta citricarpa a fungicidas
A resistência aos benzimidazóis é considerada de alto risco (Tabela 8.18), causada principalmente pela substituição do ácido glutâmico por lisina, glicina ou alanina no códon 198 da β-tubulina. Com relação ao cobre, ditiocarbamatos e ftalimidas, o risco de resistência é baixo, pois esses fungicidas são considerados “multisítios”.
Estratégias antirresistência
Demais estratégias de manejo nos pomares
- Controle genético
- Controle biológico e alternativo
No estado de São Paulo, os estudos com variedades de laranjeira doce menos suscetíveis à requeima começaram na década de 1990, logo após a descoberta da doença. Avaliação de produtos orgânicos ou alternativos no manejo da mancha negra. sobrevivência, propagação, infecção, colonização ou reprodução).
Manejo pós ‑colheita
Quanto mais tardia a colheita, maior a incidência de frutos colhidos com sintomas de mancha preta. Após a colheita, medidas adicionais para reduzir a incidência de frutos sintomáticos incluem seleção cuidadosa dos frutos na embalagem, descartando frutos com sintomas de mancha preta.
Sugestões de programas de manejo
- Pomares para produção de frutas destinadas ao processamento industrial
Variedades de maturação tardia
Pomar adulto com alta quantidade de sintomas da doença
Em pomares onde serão feitas três ou quatro pulverizações de estrobilurina, recomenda-se adicionar cobre em pelo menos uma ou duas aplicações, nas doses citadas acima. A partir deste nível recomenda-se iniciar o controle com aproximadamente quatro aplicações por safra e analisar, em cada safra, a necessidade de aumentar esse número até atingir seis pulverizações.
Variedades de maturação meia ‑estação
Produtos, taxas e intervalos: As duas primeiras aplicações são realizadas com fungicidas à base de cobre com intervalo de 28 dias. A primeira pulverização de estrobilurina deve ocorrer a partir de meados de novembro, para condições do estado de São Paulo.
Variedades de maturação precoce
Quando for necessário controle, a proposta descrita na condição 1 deverá ser utilizada para estas variedades. Quando for necessário controle, a proposta descrita na condição 1 deverá ser utilizada para estas variedades.
Pomares com pinta preta e cancro cítrico
- Pomares para a produção de frutas frescas
- Principais erros cometidos em pulverizações
- Período de controle: Em talhões velhos e com alta quantidade de inóculo, a pro- teção das plantas de setembro/outubro a janeiro/fevereiro não é suficiente para
- Adensamento dos pomares: Em pomares adensados ou mais velhos, o espaça- mento entrelinhas muitas vezes se torna inferior à largura do pulverizador, com
Em pomares mais novos e com baixa quantidade de inóculo, recomenda-se um menor número de aplicações, e à medida que a intensidade da doença aumenta nos pomares, o número de pulverizações também deve ser aumentado. Recomenda-se utilizar áreas onde a doença está ausente ou com baixa quantidade de inóculo para que sejam necessárias menos pulverizações.
Procedimentos para a exportação
Base Legal do programa de exportação de frutos para a UE
Diretiva 2000-29 da Comissão Europeia, que estabelece medidas de proteção contra a introdução na UE de organismos prejudiciais às plantas e produtos vegetais e contra a sua subsequente propagação no seu território. Instrução Normativa nº. 52 do MAPA, estabelecendo a lista de pragas quarentenárias ausentes (A1) e pragas quarentenárias atuais (A2) para o Brasil e aprovando os procedimentos para suas atualizações.
Programa Paulista de Exportação de Frutas para a UE
Decreto nº 45.405 do Governo do Estado de São Paulo, que define frutas cítricas e outras culturas como de especial interesse para o Estado de São Paulo, sujeitas a medidas de proteção fitossanitária.
- Phytopathology 92:464 -477
- thologica 27:88 -92
- Phytophylactica 3:69 -72
- phylactica 2:157 -164
- Phytophylactica 8:83 -84
- thologica 28:09 -13
- tion 7:103 -109
- thology 54:1448 -1453
Osmotic pressure changes in the orange peel in relation to symptom development of citrus black spot caused by Guignardia citricarpa. In vitro effect of UV- -C radiation on Guignardia citricarpa and on post-harvest control of citrus black spot.