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Ref.16- Maria de Lourdes e Tanya Barcellos - FEE

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Academic year: 2023

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Seu objetivo é trazer o componente migratório e de mobilidade para a análise da segmentação socioespacial do espaço metropolitano – neste caso a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Distribuição percentual da população ocupada por grupos de categorias socioprofissionais, por tipologias socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. Em termos espaciais (Mapa 1) constatou-se que a tipologia superior é composta por DEA exclusivamente do Porto. Alegre.

O tipo médio também é composto principalmente por DEAs de Porto Alegre circundando a área central de DEAs correspondentes aos bairros tipo superior (Jardim Lindóia, Floresta, São João, Navegantes) e estendendo-se em direção à zona sul (Cristal, entre outros). As áreas de trabalhadores, trabalhadores tradicionais e trabalhadores inferiores estão localizadas fora de Porto Alegre. População imigrante total e ocupada, participação e taxa de imigração, por tipologia socioespacial, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000.

Distribuição percentual da população imigrante, por grupos de municípios de residência em 1995, por tipos socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. Nome da Aed, nome do município, tipo socioespacial, população total, população imigrante e imigração taxa, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. A mobilidade dos moradores de Porto Alegre para áreas do tipo Agrícola Popular também ficou acima da média, indicando um processo de expansão urbana.

Abrindo o foco sobre o conteúdo da imigração na metrópole gaúcha

Há taxas acima de 15% (Mapa 2) 21 DEAs, com foco em quase todos os tipos, inclusive médiuns, localizados nas áreas de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Viamão e Alvorada. Observando esta taxa juntamente com a dimensão absoluta do fluxo (volumes superiores a 3.000 imigrantes) (Mapa 3), algumas situações merecem destaque: a área correspondente ao centro de Porto Alegre, do tipo médio alto, onde 16,6% dos a população é constituída por imigrantes, quando a média do grupo como um todo é de 9,0%; região do Algarve, do Alvorada, as regiões 3 e 4 do Orçamento Participativo (OP) de Cachoeirinha, formada pelos bairros de Vila Bom Príncipe, e Parques Matriz, Atlântico e Silveira Martins, e AED Santo Tomé, de Viamão, todos do médio tipo mais baixo, onde a taxa de imigração está entre 15% e 25,3% (em média para o tipo, os imigrantes representam apenas 8,3% da população); os AEDs Stellamaris, Tordilho e Estância Grande de Alvorada, os bairros Residencial Ritter, em Cachoeirinha, e Itacolomi, em Gravataí, e os AEDs – municípios Nova Santa Rita e Eldorado do Sul, de tipo popular, onde a imigração também oferece taxas e volumes significativo (Tabela 5). Os deslocamentos que, pelo seu relevo, podem desempenhar um papel importante na configuração social das áreas, foram analisados ​​​​em termos da sua origem e do perfil socioprofissional dos imigrantes que os compõem, comparativamente ao perfil do tipo da área onde estão localizados.

No tipo médio-alto, dois AEDs de Porto Alegre, Centro, onde chegaram 6.028 imigrantes e Menino Deus (que reúne os bairros Azenha, Menino Deus e Praia de Belas), que recebeu 3.462 pessoas, essa origem é predominante. Em relação ao tipo médio-alto, observa-se que os imigrantes do Centro de Porto Alegre possuem um perfil mais carregado em ocupações médias do que os do tipo médio-alto em bloco. Na AED Menino Deus, comparativamente ao perfil médio das áreas do tipo médio-alto, destaca-se a maior presença de trabalhadores e gestores terciários especializados e o menor número de intelectuais (tabela 6).

A presença de trabalhadores domésticos em áreas de tipo superior reflete certamente a situação de vida do trabalhador no trabalho. Distribuição da população imigrante entre grupos socioprofissionais, segundo Aeds com mais de 3.000 imigrantes (ordenados por volume de imigrantes), Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. O perfil dos imigrantes na área de Dois Irmãos proporciona uma distribuição uniforme exemplo mais característico do tipo a que pertence, o trabalhador tradicional.

O peso dos trabalhadores industriais nesta DEA é muito mais significativo do que o observado no conjunto dos trabalhadores tradicionais. Nada menos que 69,9% da população ocupada são trabalhadores industriais, enquanto representam em média 49,7%. Os imigrantes na AED em Montenegro apresentam uma estrutura mais diversificada, com menor ênfase nos camponeses e com maior ênfase nas camadas de trabalhadores do ensino secundário, terciário especializado, profissional intermediário e intelectual do que a média do tipo agrícola popular em que está enquadrado ...

Destacam-se três AEDs, cujos imigrantes têm principalmente esta origem: AED-município de Nova Santa Rita, antigo distrito rural de Canoa, tipo popular, com mais de 65% dos 3.183 imigrantes; no município da AED Estância Velha, do tipo trabalhador tradicional, representam quase 60% dos 5.061 imigrantes; na AED correspondente aos bairros de Scharlau e Campina de São Leopoldo, da classe trabalhadora inferior, 50,2% dos imigrantes também têm essa origem. Na AED Sarand, classificada na modalidade média mais baixa, a proporção desse fluxo foi de 22,6% de 5.124 pessoas (Tabela 7). Em alguns casos, como no bairro do Algarve, na Alvorada e na região do OP São Tomé em Viamão, ambos do tipo médio baixo, este valor ultrapassa os 60%, indicando que o papel desta migração na configuração da área é fundamental (Tabela 7).

Ao observar o perfil socioprofissional dessas áreas, há uma diferença significativa em relação ao perfil médio do tipo na AED Santo Tomé de Viamão, onde o destaque é a participação de trabalhadores terciários não especializados, que atinge quase o dobro da média tipo e outros trabalhadores terciários não especializados.

A Mobilidade Pendular

Número de AEDS e população total, segundo condições de deslocamento, segundo tipos socioespaciais, região metropolitana de Porto Alegre, 2000. Essa particularidade do deslocamento pode ser captada pela análise do nível de mobilidade desses segmentos populacionais. Enquanto a taxa de mobilidade de toda a população é de 9,7%6, a taxa de mobilidade das pessoas que trabalham e estudam e das que apenas estudam não chega a 6%.

Se analisarmos o comportamento espacial dos deslocamentos de acordo com as condições de trabalho ou estudo, percebe-se que os níveis de mobilidade da população ocupada que apenas trabalha são mais importantes na DEA do trabalhador inferior (40,9%), do popular (40,9%), do popular (40,9%). 32,8%) e o trabalhador (29,6%) (Tabela 11). Conforme mostra o Mapa 5, os maiores índices de mobilidade da população ocupada estão nos AEDs vizinhos de Porto Alegre, localizados nos municípios de Alvorada (todos AEDs), Viamão (5 AEDs), Cachoeirinha (1 AEDs), Gravataí (2 AEDs). ) e Guaíba (1AED). 6 A taxa de mobilidade corresponde à percentagem de residentes que se deslocam do concelho de residência permanente para trabalhar ou estudar para outro concelho, relativamente à totalidade da população.

8 Os DEA dessas modalidades são os que apresentam maior mobilidade de trabalhadores: 88 mil pessoas na modalidade popular e 81 mil pessoas na modalidade média inferior (Tabela 12). Percentual de deslocamento da população total, por condição de trabalho ou estudo, por tipologias socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. A predominância de deslocamento para outras unidades da Federação ou para o exterior ocorre apenas no AED de Ponta Grossa, de Porto Alegre.

Apesar disso, é interessante notar que os DEAs da região Sul da capital apresentam elevado percentual desse tipo de mobilidade, com destaque para os DEAs Restinga e Tristeza. Taxa de deslocamento da população ocupada, por condição de trabalho ou estudo, segundo tipologias socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. Além disso, como esse resultado foi detectado em percentuais mais elevados nos DEAs onde a taxa geral de deslocamento é baixa, pode estar associado a um fenômeno que, apesar de ocorrer em outros DEAs, passa despercebido devido ao elevado número de movimentações dentro da metrópole.

Esta constatação pode ser avaliada com mais precisão quando se compara a diferença entre os valores de mobilidade da população activa e os dos estudantes. Por outro lado, as taxas de mobilidade da população activa em DEA deste tipo estão abaixo da média da RMPA. 12 O tipo de trabalhador mais baixo também apresenta uma elevada taxa de mobilidade para cursos pré e superiores, mas como este tipo apresenta a maior taxa de mobilidade da população activa, pode ser que a elevada taxa de mobilidade estudantil se deva às deslocações para o trabalho.

Taxa de mobilidade da população estudantil, por curso frequentado, por tipologias socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000.

Conclusões

A análise pelos AEDs permitiu identificar a importância da imigração em outras áreas além da agricultura operária e popular, inclusive em duas do tipo Médio-Superior, o Centro de São Leopoldo e o Centro de Porto Alegre. Entre os AEDs que atraíram os maiores volumes de imigração, delineando a possibilidade de interferência da imigração na conformação social da área, foram registrados alguns perfis sociais diferentes do tipo em que estavam inseridos. Em termos gerais, foram obtidas pistas sobre diferentes situações quanto à conformação média, que, pela magnitude dos fluxos, podem alterar o perfil social de algumas partes da região.

No que diz respeito aos resultados da análise do deslocamento, o primeiro ponto a destacar é o significado que a mobilidade assume entre as pessoas que apenas trabalham. Distancia-se não só do ritmo da população total, mas principalmente da mobilidade estudantil. Essa mobilidade de quem só trabalha tem seus maiores índices nos DEAs da classe trabalhadora inferior, popular e trabalhadora.

Fazem divisa com áreas de Porto Alegre, localizadas nos municípios de Alvorada, Viamão, Cachoeirinha, Gravataí e Guaíba. Quanto à destinação, para os residentes de DEAs do tipo popular, o emprego está fortemente concentrado em Porto Alegre, enquanto para os DEAs de classe baixa e popular está distribuído de forma mais homogênea entre a capital e os demais municípios da RMPA. Ao espacializar o destino do deslocamento, fica claro o domínio de Porto Alegre como área de atração para os envolvidos com mobilidade que vivem em seu entorno, independentemente do tipo, o que indica que a concentração de oportunidades vista na capital pode ser, bem como a existência de um transporte mais denso que liga esses municípios à cidade.

Tomadas em conjunto, as abordagens de migração e deslocamento mostram uma configuração social segmentada. As camadas populares estão a ser expulsas do centro metropolitano, mas mantêm com ele ligações de trabalho e estudo, chamando a atenção para as necessidades cada vez maiores relacionadas, nomeadamente, com o custo e o tempo de viagem entre os municípios da região.

População ocupada, por estado de deslocamento, por tipos socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000. População estudantil, por estado de deslocamento, por tipos socioespaciais, Região Metropolitana de Porto Alegre, 2000.

Referências

Documentos relacionados

Com essa última aprovação, foi elaborado o projeto executivo que contemplou os seguintes ambientes: a área para manuseio e preparo dos alimentos, juntamente com o depósito