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RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO JUVENIL – 2003

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Academic year: 2023

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CONSIDERAÇÕES SOBRE JUVENTUDE E

NOTAS TÉCNICAS E METODOLÓGICAS

EDUCAÇÃO

  • A situação do analfabetismo entre os jovens
  • Escolarização: freqüência à escola
  • Anos de estudo
  • Qualidade do ensino

No geral, o Nordeste é a região com menor taxa de mortalidade por causas violentas, com taxa de 52,14. Entre as mulheres, a taxa de mortalidade por causas violentas no ano de referência é de 15,72 por cem mil. É claro que a mortalidade por violência juvenil não está necessariamente relacionada com a pobreza geral.

Porém, mesmo algumas unidades federativas com níveis de renda mais elevados, como o Distrito Federal e o Rio de Janeiro, apresentam altas taxas de mortalidade por causas internas. A região Sul apresenta a menor taxa de mortalidade por causas endógenas entre os jovens: 33,13 por cem mil. As taxas de mortalidade por causas internas entre homens e mulheres mostram outras diferenças importantes nos padrões de mortalidade por género.

Na região como um todo, a taxa de mortalidade das mulheres por causas internas é de 36,26, em comparação com 49,29 para os homens. O Distrito Federal e o Rio de Janeiro apresentam as maiores taxas de mortalidade por causas internas em cada região para ambos os sexos.

RENDA E ATIVIDADES

Renda

Mudando o foco da renda familiar para a renda própria do indivíduo, nota-se que os homens que possuem renda própria superam em muito o número registrado entre as mulheres: 54,0% contra 37,8%. As menores taxas de mulheres sem renda própria do país também são registradas nas unidades federativas dessas regiões, especialmente no Amapá (31,1% entre os homens e 24,4% entre as mulheres) e em Alagoas (42,7% e 26,3%, no mesmo ordem). No Sul, quem tem renda própria representa 60,5% dos jovens.

A unidade federativa que mais se afasta desses números nesta região é o Paraná, com um contingente de jovens com renda um pouco menor em comparação aos outros dois estados da região. Na parte centro e ocidental, 61,3% dos homens jovens têm rendimento próprio, em comparação com 41,7% das mulheres numa situação semelhante. Comparado ao total da região, o Distrito Federal é a unidade federativa com menor proporção de homens jovens com renda própria (51,5% contra 42,5% entre as mulheres).

O Sudeste apresenta situação intermediária, não atingindo o nível de renda própria do Sul e Centro-Oeste, mas mantendo grande distância do Norte e Nordeste. Minas Gerais tem o maior percentual de homens com renda própria da região (58,1%), seguido de perto por São Paulo (57,0%).

Gráfico 4.1: RFPC dos jovens de 15 a 24 anos por regiões (em SM)
Gráfico 4.1: RFPC dos jovens de 15 a 24 anos por regiões (em SM)

Atividades

  • Situação rural/urbana
  • Diferenças por gênero
  • Variações por cor

Considerando os totais para o Brasil, vemos que o RFPC é maior entre quem estuda sozinho (1,79 salário mínimo), e diminui progressivamente entre quem estuda/trabalha (1,77), trabalha sozinho (1,40) e não trabalha nem estuda (0,81). Por outro lado – e não por acaso – a percentagem de jovens que se dedicam aos trabalhos domésticos é significativamente superior entre aqueles que não trabalham nem estudam (79%), sendo esta a categoria que dedica mais tempo a tais atividades (31,7 horas em média). . A grande diferença entre as áreas rurais e urbanas no número total de jovens (15 a 24 anos) é a proporção entre aqueles que apenas trabalham e aqueles que apenas estudam.

À primeira vista, isto pode sugerir uma maior facilidade de entrada no mercado. Gráfico 4.12: Estrutura de atividades entre jovens de 18 e 19 anos. A predominância de mulheres entre os que estudam sozinhos ocorre em quase todas as faixas etárias e unidades da federação (exceto Acre e Santa Catarina, na faixa etária de 15 a 17 anos). Mas nas mulheres esta tendência é muito mais forte do que nos homens.

O Centro-Oeste, quando considerado como um todo de suas unidades federadas, ocupa o segundo lugar nesse tipo de mortalidade entre os jovens (87,41). O Paraná é o estado do Sul com maior taxa de mortalidade por causas violentas entre jovens (69,92). Algumas das unidades federativas onde foram registrados rendimentos médios baixos apresentaram taxas relativas - Gráfico 5.2: Mortes por causas violentas (homicídios, acidentes de transporte e suicídios) entre jovens de 15 a 24 anos, por sexo e por região (em 100 mil).

No Distrito Federal, esse tipo de mortalidade entre os homens jovens em 2000 era de 53,13, contra 41,93 entre as mulheres.

Tabela 4.5: Estrutura de atividades entre os jovens de 15 a 24 anos por regiões e UFs (%)
Tabela 4.5: Estrutura de atividades entre os jovens de 15 a 24 anos por regiões e UFs (%)

Educação, trabalho e renda

SAÚDE

Mortalidade por causas violentas

Nos últimos anos, a UNESCO tem prestado muita atenção ao problema da violência entre os jovens e está a realizar vários estudos e pesquisas sobre este tema. Alguns deles, incluindo os Mapas da Violência, foram utilizados como referência para este estudo. Diversos estudos já demonstraram que a principal causa de mortalidade entre os jovens no Brasil são as chamadas causas externas e mais especificamente as causas violentas (acidentes de trânsito, assassinatos e suicídios).

Enquanto a população geral apresenta, nos dados do ano 2000, uma taxa de mortalidade por causas violentas de 48,15 casos por cem mil habitantes, entre os jovens esta taxa é de 74,42 por cem mil jovens. Dois estados ultrapassam os patamares regionais, figurando entre aqueles com maior taxa de mortalidade juvenil por causas violentas do país: Roraima, que ocupa a 3ª posição, com taxa de 125,76; e Amapá, que está em 7º lugar nacionalmente, com 106,70. Entre os jovens, a violência é responsável pela principal diferença nos problemas de saúde relacionados ao sexo no Brasil, sendo significativamente maior nos homens do que nas mulheres.

No Rio de Janeiro, Pernambuco, Roraima, Amapá, Distrito Federal, São Paulo, Espírito Santo, o número de mortes por causas violentas entre homens jovens ultrapassa 200 casos em cem mil. O Maranhão, onde se observa o menor número desse tipo de mortalidade em ambos os sexos, apresenta taxa de 5,64 entre as mulheres ante 36,70 entre os homens.

Tabela 5.1: Mortalidade por causas violentas (homicídios, suicídios e acidentes de transporte) na população total e entre jovens de 15 a
Tabela 5.1: Mortalidade por causas violentas (homicídios, suicídios e acidentes de transporte) na população total e entre jovens de 15 a

Mortalidade por causas internas

Bernardo Kliksberg Assessor das Nações Unidas, OIT, UNESCO, UNICEF e outros organismos internacionais As maiores taxas de mortalidade por causas internas são registradas em unidades federativas das regiões mais pobres do país – Norte e Nordeste. Mas no Sudeste, o Rio de Janeiro supera a média regional, com a taxa de mortes de jovens no estado por causas internas chegando a 45,41. Tal como acontece com a mortalidade por causas violentas, as causas internas também afetam mais os homens, embora a diferença não seja tão grande como no primeiro caso.

A região Norte apresenta as maiores taxas de mortalidade por causas internas tanto entre homens quanto entre mulheres jovens (54,04 e 43,70 respectivamente), com o Acre ocupando o primeiro lugar em ambos os casos. No Nordeste, região que ocupa a segunda posição do país em mortalidade por causas internas entre os jovens do país, também são observadas grandes disparidades nas perdas masculinas. Proporcionalmente, as unidades federadas do Sul também apresentam diferenças na mortalidade por causas internas entre homens e mulheres, mas com as taxas mais baixas do Brasil, para ambos os sexos.

A predominância da mortalidade por causas endógenas nos homens em relação às mulheres pode estar relacionada, entre outros fatores sociais e econômicos, a dois aspectos: primeiro, a um fator de socialização, em que as mulheres estão mais familiarizadas com os cuidados - dados com saúde, enquanto os homens tendem a ver doenças. Na tabela abaixo, os dados mostram que as mortes por causas internas entre os jovens ocorrem em proporção semelhante à sua taxa evitável.

Gráfico 5.3: Mortalidade por causas internas entre os jovens de 15 a 24 anos por regiões (em 100.000)
Gráfico 5.3: Mortalidade por causas internas entre os jovens de 15 a 24 anos por regiões (em 100.000)

Maternidade 11 a 19 anos

Ecoando a maior incidência nas regiões mais pobres, as taxas de gravidez no Brasil mostram uma estreita relação com os baixos níveis de renda. O que não surpreende: são estados que também lideram o último Índice de Desenvolvimento Humano divulgado para o país e pertencem a regiões – Sul, Sudeste e Centro-Oeste – que geralmente se destacam positivamente nos aspectos abordados neste estudo sobre a juventude. no brasil. Um aspecto que merece destaque aqui é que, contrariando as tendências internacionais que separam as mulheres na área educacional, no Brasil a alfabetização e a escolaridade são significativamente maiores entre as mulheres do que entre os homens.

O novo atlas do desenvolvimento humano no Brasil: entenda o cálculo do IDH municipal (IDH-M) e descubra quais indicadores são utilizados. Implementei o sistema de avaliação na educação pública no Brasil (convênio MEC/BIRD) e em Pernambuco (convênio Governo do Estado de PE/Secretaria de Educação). Baixe livros de administração Baixe livros de agronomia Baixe livros de arquitetura Baixe livros de artes.

Baixe livros de Ciência da Computação Baixe livros de Ciência da Informação Baixe livros de Ciência Política. Baixe livros de geociências Baixe livros de geografia Baixe livros de história Baixe livros de idiomas.

Gráfico 5.5: Mulheres jovens que tiveram filhos segundo a faixa etária por regiões (%)
Gráfico 5.5: Mulheres jovens que tiveram filhos segundo a faixa etária por regiões (%)

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO JUVENIL

O IDJ

Analfabetismo, percentual de analfabetos entre 15 e 24 anos em relação ao total da população da mesma faixa etária. Mortalidade por causas internas, taxa de morte por 100.000 jovens de 15 a 24 anos atribuída a causas internas, conforme definido pela Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Mortalidade por causas violentas, taxa de morte por 100.000 jovens de 15 a 24 anos por causas violentas (suicídios, acidentes de trânsito e homicídios, conforme definido pela Classificação Internacional de Doenças - CID-10.

Renda familiar per capita, valor da renda familiar mensal dividido pelo número de familiares de jovens de 15 a 24 anos. Santa Catarina, com taxa de analfabetismo juvenil de 1%, ou seja, o analfabetismo na faixa etária de 15 a 24 anos está praticamente erradicado, lidera nesse quesito com índice de 0,950. Por outro lado, Alagoas, com taxa de analfabetismo de 15,4% entre os jovens, superior à média nacional de analfabetismo de 15 anos ou mais, ocupa o último lugar do espectro, com taxa de 0,230.

É assim que constatamos, por exemplo, que o estado do Rio de Janeiro ocupa o 5º lugar em educação e renda e o último (27º) em mortalidade por causas violentas. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao Distrito Federal, que ocupa o 1º lugar em educação e renda e o 22º em taxas de mortalidade violenta.

Tabela 6.2: Ordenamento das UF pelos indicadores do Índice de Desenvolvimento Juvenil – IDJ – 2003
Tabela 6.2: Ordenamento das UF pelos indicadores do Índice de Desenvolvimento Juvenil – IDJ – 2003

Comparação entre IDJ e IDH

Se a renda por O índice per capita no Brasil melhorou 0,6%, o índice mundial foi de 1,2% e o dos países em desenvolvimento 2,3%, fazendo com que o Brasil perdesse posições relativas nesse campo. Que outros aspectos podemos derivar no campo da educação sobre a situação e o desenvolvimento mais recente dos nossos jovens? Quando se esgotou a fase de rápida expansão das matrículas no ensino primário através da virtual universalização da cobertura, houve uma forte pressão sobre o ensino secundário e superior.

Disponível em: . In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE DIFERENTES EXPRESSÕES DE VULNERABILIDADE SOCIAL NA AMÉRICA LATINA E NO CARIBE. Disponível em: .

Embarazo no deseado: impacto en la salud y la sociedad en América Latina y el Caribe. Entorno legislativo y político relacionado con la salud de los adolescentes en América Latina y el Caribe.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Imagem

Gráfico 3.2: Analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos segundo a cor por regiões (%)
Gráfico 3.4: Analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos segundo situação rural/urbana por regiões (%)
Tabela 3.9: Escolarização bruta dos jovens segundo faixa etária por regiões e UFs (%)
Gráfico 3.7: Escolarização adequada dos jovens de 15 a 24 anos segundo sexo por regiões (%)
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Referências

Documentos relacionados

Dentre eles, merece destaque São Francisco de Assis, que, como leitor da Escrituras, interpretou a relação entre o cristão e o mundo de forma distinta da maioria dos religiosos dos