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Ricardo Tiago Deeke.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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DILEMA NAS COOPERATIVAS DE SANTA CATARINA: estudo de casos múltiplos de conflitos entre princípios cooperativos, pressões de mercado e. O objetivo geral foi identificar e compreender os principais dilemas de duas das principais cooperativas da UNIMED em Santa Catarina quanto aos possíveis conflitos entre os princípios da cooperação, o mercado e as pressões político-institucionais. Identificar e analisar os principais dilemas das cooperativas UNIMED de Santa Catarina quanto aos possíveis conflitos entre os princípios de cooperação, as pressões de mercado e as político-institucionais;

METODOLOGIA DA CIÊNCIA E DA PESQUISA

Metodologia da ciência

  • Discussão sobre paradigmas
  • Paradigma da complexidade
  • Teoria da delimitação dos sistemas sociais

Segundo Guerreiro Ramos (1981), os sistemas sociais atuais falham porque se concentram mais na sociedade do que no indivíduo, relegando a racionalidade substantiva para segundo plano. A tabela a seguir apresenta uma síntese conceitual e características declaradas de cada modelo desenhado por Guerreiro Ramos. Guerreiro Ramos (1984) observa que qualquer modelo de homem pode ser associado às dimensões da razão.

Figura 1: Tetragrama da dialógica entre termos  Fonte: Morin (2007, p. 204).
Figura 1: Tetragrama da dialógica entre termos Fonte: Morin (2007, p. 204).

Metodologia da pesquisa

  • O problema de pesquisa
  • O método de investigação
  • A delimitação de pesquisa
  • O delineamento da pesquisa e a coleta de dados
  • Limitações da pesquisa

Quanto ao método de coleta de dados, é importante ressaltar, segundo Godoi et al. 2006), que a pesquisa qualitativa é por excelência multimétodo e utiliza diferentes fontes de informação. Coleta de dados – buscamos o maior número de dados e informações sobre as cooperativas e o ambiente em que atuam. Para a realização de entrevistas e pesquisas bibliográficas e documentais, foi solicitada autorização à diretoria de cada UNIMED para ser pesquisada.

Figura 6: Delimitação de pesquisa  Fonte: Adaptado pelo autor.
Figura 6: Delimitação de pesquisa Fonte: Adaptado pelo autor.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA, DILEMAS E PRESSÕES

O cooperativismo e as pressões mercadológicas e político-institucionais

  • O cooperativismo no mundo
  • O cooperativismo no Brasil
  • Os princípios cooperativistas
  • Os dilemas cooperativistas atuais
  • Pressões mercadológicas e político-institucionais

24 As operadoras de planos de saúde são empresas e entidades que atuam no setor de saúde complementar e oferecem planos de saúde aos consumidores. De acordo com essa lei, os contratos firmados entre consumidores e prestadores de planos de saúde possuem garantia de assistência para todas as doenças reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), determinada pela tabela mínima de cobertura (Lista de procedimentos médicos27), além de prevenir a limitação do número de consultas e internações, entre outras garantias do consumidor. O problema surge quando a utilização dos planos de saúde atinge um nível em que os prémios mensais não conseguem cobrir os custos dos cuidados gerados (e devem ser repassados ​​aos prestadores).

Nas unidades integrantes do Sistema Único de Saúde - SUS, que possuam contratos diretos com prestadores privados de saúde, prevalecerão as condições estabelecidas nesses contratos (Resolução - RDC nº 18, de 30 de março de 200030). Outro abono existente para as operadoras é o adicional de saúde, pelo qual as operadoras pagam o equivalente a R$ 2,00 (dois reais) por ano registrado na ANS. Resolução Normativa (RN) e Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) – Estabelece políticas para o setor de saúde complementar e é editada pela Diretoria Colegiada da ANS.

A Portaria 77/01 estabelece os critérios para constituição de garantias financeiras, que devem ser seguidos pelas operadoras de planos de saúde. As garantias financeiras são um conjunto de requisitos que as operadoras de planos de saúde devem cumprir para manter o plano. Estas decisões judiciais representam um pesado fardo para as operadoras, uma vez que os seus custos não são incluídos nos cálculos actuariais dos planos de saúde (entrevista informal Setembro de 2007).

Alfredo Cardoso, diretor da ANS, destaca que a batalha jurídica se agravou com a falência do sistema público de saúde.

Figura 8: Estrutura do sistema cooperativista
Figura 8: Estrutura do sistema cooperativista

A legislação do cooperativismo brasileiro

  • A síntese histórica da regulamentação do
  • A Lei 5764/71 e o novo Código Civil

Durante a fase intervencionista descrita por Perius (2001), dentro do período de renovação das estruturas estabelecido por Bulgarelli, foi aprovada a Lei 5.764/71. A Lei 5.764/71 prescreve o controle e a fiscalização das cooperativas que, não sob pena de intervenção, não poderão atuar fora dos padrões por ela estabelecidos, pelos documentos oficiais da OCB e pelas resoluções da CNC (OLIVEIRA, 2006), que teve suas atividades estão suspensas pela Constituição de 1988 até que outra lei do cooperativismo nacional seja elaborada e promulgada. Em 2002, vale destacar a promulgação da Lei 10.406, que instituiu o novo Código Civil Brasileiro, que não revogou a Lei 5.764/71, mas dedicou quatro artigos ao cooperativismo, o que contribuiu para o entendimento.

Oda (2001) entende que, com a Lei 5.764/71, a gestão cooperativa assume caráter de autogestão, haja vista que a reunião de todos os cooperados em assembleia geral é o órgão máximo de decisão, dentro dos limites legais e estatutários , com poderes para decidir sobre os assuntos da sociedade. Após o encerramento do exercício social da cooperativa, nos primeiros três meses de cada ano, conforme estipula o artigo 44 da lei 5.764/71, a assembleia geral ordinária (AGO) deverá ser convocada para prestar contas, entre outras coisas, do ano anterior . e definir a destinação dos excedentes ou das perdas. Com o intuito de estabelecer em linhas gerais as normas que caracterizam o associativismo cooperativo, ao mesmo tempo em que enfatiza a validade da Lei 5.764/71, o novo Código Civil introduziu interpretações e normas.

Assim, o regime jurídico das cooperativas exige um esforço hermenêutico preciso, o que é consequência da sobreposição entre o novo Código Civil e a Lei 5.764/71 (KRUEGER, 2003). Metodologias comparativas da Lei 5.764/71 e do novo Código Civil para definição do novo regime jurídico das cooperativas: A posição da OCB é que nas matérias que não conflitem com os artigos 1.094 e 1.095, a Lei 5.764/71 permanece em vigor. O número mínimo de associados para constituição de cooperativas individuais: A Lei 5.764/71 em seu artigo 6º, I, determina rigorosamente o número mínimo de 20 associados para constituição de cooperativa.

No entendimento da OCB, não é necessário aceitar o unilateralismo na interpretação dos dispositivos do novo Código Civil, mas sim harmonizá-lo com a Lei 5.764/71, tendo em vista que o Código Civil não pretendeu reformar esta lei.

A assistência médica no Brasil

  • A regulamentação suplementar no Brasil
  • O funcionamento do setor da saúde suplementar hoje

Em 1966, foi fundada a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) para unir e representar as empresas privadas que já prestavam serviços de saúde. Com a regulamentação do texto constitucional, em 1990, a Lei Orgânica da Saúde estabeleceu as normas de gestão e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). 70 de 1991, e, com a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), criada pela Lei 9.311/96, que, em tese, destinará os recursos exclusivamente ao Ministério da Saúde, especificamente ao Fundo Nacional de Saúde (CASTRO, 2003 ) ).

Em 1990, a Lei de Defesa do Consumidor ainda podia ser vista como uma tentativa de regulamentar os cuidados de saúde suplementares, mas levou a exigências de acção judicial para emitir liminares favoráveis ​​ao atendimento dos seguros de saúde e dos clientes dos seguros. Dessa forma, Fonseca (2004) argumenta que a regulamentação dos planos e seguros privados de saúde tem sido exigida tanto por órgãos de defesa do consumidor, como o IDEC45, quanto por entidades médicas e setores governamentais ligados ao espaço econômico. Segundo Fonseca (2004), os planos de saúde foram inicialmente regulados por um modelo bipartite.

Segundo Fonseca (2004), a sua missão institucional é a defesa do interesse público nos cuidados de saúde complementares, a regulação dos actores sectoriais (incluindo as suas relações com prestadores e consumidores) e a contribuição para o desenvolvimento de acções de saúde no país. No entanto, a realidade frustrou as expectativas do governo em proporcionar a todos os consumidores de seguros de saúde contratos adaptados à lei: a entrevista supervisionada por médico a que o consumidor se submete ao contratar o seguro de saúde para auxílio no preenchimento da declaração de saúde.

A ANS reconhece que à medida que o indivíduo conhece melhor sua condição de saúde, aliada à potencial necessidade de tratamento, aumenta seu interesse em contratar um plano de saúde privado.

Figura 11: Modalidades de operadoras na saúde suplementar  Fonte: Adaptado pelo autor do website da ANS
Figura 11: Modalidades de operadoras na saúde suplementar Fonte: Adaptado pelo autor do website da ANS

AS COOPERATIVAS UNIMED

Aan die begin van die 1970's was daar reeds meer as 60 individuele mediese koöperasies en 3 staatsfederasies, São Paulo, Minas Gerais en Rio Grande do Sul. UNIMED Concórdia 627 Arabutã, Arvoredo, Concórdia, Irani, Ipira, Ipumirim, Ita, Jaborá , Lindóia do Sul, Paial, Peritiba, Piratuba, Presidente Castelo Branco, Seara en Xavantina. UNIMED Curitibanos 628 Curitibanos, Frei Rogério, Ponte Alta do Norte, Santa Cecília, São Cristóvão do Sul en Timbó Grande.

Araranguá, Turvo, Timbé do Sul, São João do Sul, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Morro Grande, Passos de Torres, Praia Grande, Maracajá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Ermo, Jacinto Machado dhe Meleiro. Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Aurora, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, ​​Ibirama, Imbuia, Ituporanga, José Boiteux, Laurentino, Lontras, Mirim Doce, Petrolândia, Pouso Redondo, Presidente Doreo Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Salete, Santa Terezinha, Taió, Trombudo Central, Vidal Ramos, Vitor Meireles, Witmarsun. Águas de Chapecó, Águas Frias, Caxambu do Sul, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Cunhataí, Formosa do Sul, Galvão, Guatambu, Irati, Jardinópolis, Modelo, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Pintohallozine, Nova Itaberaba, Alternativa , Santiago Sul, São Carlos, São Lourenço do Oeste, Saudades, Serra Alta, Sul Brasil, União do Oeste.

UNIMED Criciúma 198 Cocal do Sul, Criciúma, Forquilinha, Içara, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis, Treviso dhe Urussanga. Anchieta, Bandeirantes, Barra Bonita, Belmonte, Bom Jesus do Oeste, Caibi, Campo Erê, Cunha Porá, Descanso, Dionísio Cerqueira, Flor do Sertão, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Iporã do Oeste, Iraceminha, Itapirangama, Maravila, Sola, Palmitos, Paraíso, Princesinha, Riqueza, Romelândia, Saltinho, São Bernardino, São João do Oeste, São José do Cedro, São Miguel da Boa Vista, São Miguel do Oeste, Santa Helena, Santa Terezinha do Progresso dhe Trigun. UNIMED Joinville 027 Araquari, Barra do Sul, Garuva, Itapoá, Joinville, São Francisco do Sul dhe São João do Itaperiú.

Anita Garibaldi, Bocaína do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Cerro Negro, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa, Panel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici en Urupema.

Figura 13: Estrutura hierárquica das cooperativas UNIMED  Fonte: Adaptado pelo autor a partir da obra de Irion (1997)
Figura 13: Estrutura hierárquica das cooperativas UNIMED Fonte: Adaptado pelo autor a partir da obra de Irion (1997)

INTERPRETAÇÃO DOS DADOS COLETADOS

Os autores ainda sugerem que a Lei nº. 5.764/71, sob o argumento de que os princípios acabam sendo uma desvantagem competitiva para as cooperativas. Segundo o entrevistado 5x, embora um artigo da Lei (artigo 107) obrigue as cooperativas a se registrarem, este artigo foi contornado sob a alegação de que a Constituição de 88 eliminou essa obrigação quando diz que nenhuma organização é obrigada a registrar-se, associar-se ou permanecer. relacionar-se com conselhos ou entidades. O entrevistado 3y argumenta que “as cooperativas da UNIMED devem responsabilizar seus cooperados, pois a grande maioria dos cooperados acaba sofrendo as consequências de um problema causado por poucos”.

Quando um prestador no Maranhão deixa de ser credenciado, isso afetará todas as cooperativas UNIMED do sistema”. O reembolso é considerado um risco para as cooperativas por todos os entrevistados e alguns deles são mais abertos. O entrevistado 4x classifica como “prática abusiva e autoritária da ANS para aumentar seu fluxo de caixa”; O entrevistado 4y acredita que se trata de uma “forma de dupla tributação”.

Dois entrevistados, nesse sentido, acrescentaram uma crítica mais profunda à resposta, como 2y, que a classifica como “absurda”; O entrevistado 3y argumenta que “não é razoável porque você não paga só por usuário, você paga por contrato, por mudança de rede de prestador, etc.”. Todos os entrevistados afirmaram de forma unânime que os órgãos de defesa do consumidor, como o PROCON e o IDEC, acabam distorcendo a legislação com sensacionalismo e parcialidade, quando deveriam esclarecer aos consumidores, tornando-se um risco real para as cooperativas. Todos consideram a justiça um dos maiores riscos, não só para as cooperativas, mas também para a saúde suplementar.

O Entrevistado 2x interpreta esse desgaste como um risco para as cooperativas da UNIMED; O Entrevistado 4x entende que a comunidade adquire o plano de saúde pela qualidade e não pela natureza jurídica da operadora. Todos os entrevistados geralmente consideram a forma como a mídia funciona como fonte de possíveis dilemas para as cooperativas. Ao buscar uma correlação com as categorias delimitadoras de Guerreiro Ramos, fica claro que as cooperativas “X” e “Y” da UNIMED possuem mais características econômicas do que isonomia em sua orientação social.

Figura 15: A dupla natureza da cooperativa
Figura 15: A dupla natureza da cooperativa

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Figura 1: Tetragrama da dialógica entre termos  Fonte: Morin (2007, p. 204).
Figura 2: Pentágono de racionalidade
Figura 3: O macroconceito de sistema
Figura 5: Paradigma paraeconômico  Fonte: Adaptado de Guerreiro Ramos (1981).
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Referências

Documentos relacionados

De acordo com Motta (1993), a organização é um sistema de condutas institucionalizadas que são as principais responsáveis pelas formas de comportamento e de