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Rio de Janeiro 2014

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Academic year: 2023

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A combinação desses dois fatores: “Mulher” e “Pessoa com Deficiência” resulta em um risco extremamente elevado de violência contra mulheres com deficiência (FROHMADER, 2011). Portanto, a violência contra as mulheres com deficiência faz parte de uma questão mais ampla que envolve a violência contra as pessoas com deficiência. O neologismo cadeira de rodas ganhou e é cada vez mais aceito no segmento de pessoas com deficiência.

Contudo, as produções científicas sobre as consequências sociais e de saúde das situações de violência contra mulheres com deficiência física ainda são escassas devido à amplitude e complexidade desta questão. Este estudo também contribui para que mulheres com deficiência e profissionais de saúde passem a se enxergar como agentes transformadores em situações de violência que envolvem o cotidiano de pessoas com deficiência/cadeirantes.

A trajetória das pessoas com deficiência no contexto sócio-histórico-político

O significado das pessoas com deficiência para as civilizações

Vale ressaltar que com a chegada da revolução industrial e todas as suas consequências socioculturais, a ideia de deficiência e deficiência exclui sumariamente as pessoas com deficiência do novo conceito de trabalho (PEREIRA, 2009). Discussão da importância recente das pessoas com deficiência e da conquista da visibilidade e dos direitos humanos e civis para este grupo, com base na declaração. Engajado pelo movimento iniciado pelas Nações Unidas, o segmento de pessoas com deficiência passa a se organizar, pensar e discutir as questões desse grupo no Brasil.

O Relatório Mundial sobre a Deficiência, ao explicar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, até então o documento mais emblemático, afirma ser o mais recente e mais extenso reconhecimento dos direitos humanos das pessoas com deficiência – descreve os direitos civis, culturais. , político, social e económico das pessoas com deficiência. A adição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência à publicação do Relatório Mundial sobre a Deficiência pode marcar este século como uma mudança de paradigma na inclusão de pessoas com deficiência.

Perspectivas conceituais da deficiência física

O primeiro segmento é formado por pessoas com deficiência que desejam sentir que suas necessidades são atendidas em espaços projetados e construídos. Em todas as épocas e lugares, as pessoas foram questionadas sobre qual é o termo correto para uma pessoa com necessidades especiais. Os “excepcionais” eram destinados às pessoas com deficiência intelectual, quando já havia aparecido a metade oposta dos talentosos (SASSAKI, 2003).

Sob pressão de organizações de pessoas com deficiência, a ONU declarou 1981 o “Ano Internacional das Pessoas com Deficiência”. Cada pessoa com deficiência tem sua biografia e sua história de vida que devem ser consideradas nesta representação binomial: pessoa com deficiência e cadeirante.

Violência e mulheres cadeirantes

Manifestações da violência e violência à mulher

É esta visão segregadora, estigmatizante e discriminatória das mulheres que pode ser o início da construção de uma situação de violência contra as mulheres. Esta manifestação de violência pode manifestar-se na vida quotidiana e nas relações sociais dentro da comunidade e da família. A violência de género é também uma manifestação de violência interpessoal, pois pode ser uma das formas de expressão das relações de poder, envolvendo o silêncio e a subjugação das mulheres.

As formas de violência contra a mulher são inúmeras, pois constituem um ato contínuo e podem ser físicas, psicológicas, econômicas e sexuais (GOMES; MINAYO; SILVA, 2005). É fundamental destacarmos a violência sexual como uma das possíveis e mais graves manifestações da violência de género.

Violência à mulher com deficiência física e perspectivas de vulnerabilidade

Em geral, apresentam desempenho educacional inferior; As pessoas com deficiência correm maior risco de desemprego e geralmente ganham menos quando trabalham. Então podemos dizer que as pessoas com deficiência também correm maior risco de exposição à violência (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA ÚDE, 2011). As mulheres com deficiência também podem ter menores chances de se casar e ter um parceiro do que as mulheres sem deficiência (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2011).

As mulheres com deficiência, por se sentirem inadequadas aos seus parceiros íntimos, acabam rebaixando o seu padrão de escolha de parceiros e iniciam relacionamentos de alto risco. É claro que a violência contra as mulheres com deficiência faz parte de uma questão mais ampla, no que diz respeito às manifestações de violência que atingem as PcD.

A abordagem metodológica

Ao focarmos no complexo fenômeno da violência cotidiana contra mulheres em cadeiras de rodas, buscando aprofundar o tema e dar-lhe a visibilidade que merece dada sua importância e magnitude, buscamos também compreendê-lo , de acordo com Minayo (2011, p. . 21) afirmação sobre os fenômenos humanos: "como parte da realidade social, uma vez que o ser humano se distingue não apenas por agir, mas por pensar sobre o que faz e interpretar suas ações dentro e com base na realidade vivida e comum a outras pessoas" .

  • Introdução ao método Narrativa de Vida
  • A perspectiva etnossociológica
  • O cenário do estudo
  • As protagonistas sociais do estudo
  • A produção dos dados: a coleta das narrativas
  • Aspectos éticos da pesquisa
  • Análise das narrativas

Narrativa de Vida é a compreensão e compreensão da narrativa tal como ela nos é relatada e interpretada pelo sujeito que a vivencia. Tem como missão promover a qualidade de vida das pessoas com deficiência, em busca de uma sociedade justa e igualitária, através do desporto e da cultura, apoiando o desenvolvimento social e económico com ações inovadoras, valorizando a diversidade humana e fortalecendo a aceitação das diferenças individuais. CENTRO DE REFERÊNCIA GUERREIROS DA INCLUSÃO, 2012). O segundo cenário escolhido foi o Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVI-Rio), que é representativo do Movimento de Vida Independente9 na cidade do Rio.

O movimento de vida independente logo ganhou abrangência nacional e internacional, através da difusão desses centros (SASSAKI, 2012). Reiteramos que nos baseamos no princípio da diferencialidade estabelecido pelo nosso método de escolha para este estudo – a narrativa de vida de Bertaux. A coleta de dados na Narrativa de Vida consiste na elaboração de uma única questão – Pergunta Norteadora da Entrevista, geralmente iniciada pelo verbo “contar”.

Trata-se de uma pessoa que já apresentou vários graus de comprometimento funcional durante sua trajetória de vida devido a uma série de problemas de saúde associados a uma lesão medular. Na juventude, estudou psicologia e envolveu-se no Movimento pela Vida Independente, onde afirma ter aprendido sobre todas as questões que levam à vida independente. Análise na Vida A pesquisa narrativa inicia-se no que o autor chama de fase de pesquisa – descrita como a fase em que as primeiras histórias de vida servirão para identificar seu terreno.

Após essa fase inicial de construção e desconstrução do conhecimento, da familiarização com o fenômeno estudado e do surgimento das primeiras repetições, o pesquisador em Narrativa de Vida está mais preparado para iniciar a análise dos próprios relatos – uma análise comparativa. Através da comparação de narrativas de vida, percebemos a repetição das mesmas situações, ou seja, todo objeto social estudado com abordagem etnossociológica apresentará características comuns através de comparações e comparações. A partir das narrativas de vida das mulheres cadeirantes participantes e da análise aprofundada de suas falas, formaram-se duas categorias analíticas que levam em conta dois aspectos fundamentais que vieram à tona durante as fases de codificação e recodificação:

A condição de ser mulher e cadeirante: necessidades e possibilidades

Pessoas com deficiência por etiologias congênitas não precisam criar novas informações relevantes para um novo corpo. Em geral, as pessoas com deficiência ganham voz ativa e assumem o controle de suas vidas (LAGE, 2011). Contudo, é fundamental ressaltar que essa curiosidade, muitas vezes exacerbada, não pode permitir a invasão do binômio (para este estudo, indissociável) pessoa com deficiência-cadeira de rodas.

Pessoas sem deficiência podem não compreender todo o significado de um corpo deficiente. Recentemente, o processo de inclusão das pessoas com deficiência e tudo o que ele acarreta mobilizou o ambiente acadêmico. A partir dessa análise, os profissionais de educação física buscaram uma base para adequar seu conteúdo a esse novo público – as pessoas com deficiência.

Esta é a questão da invisibilidade das pessoas com deficiência na vida quotidiana dos outros. Talvez o maior benefício para as pessoas com deficiência que dispõem deste serviço seja o lugar que hoje ocupam. Em outras palavras, significa a oportunidade das pessoas com deficiência viverem suas vidas sem estarem subordinadas a nada nem a ninguém (ALONSO, 2003 e CORDEIRO, 2011).

O conceito de inclusão baseia-se no processo de integração das pessoas com deficiência na sociedade e deve ser um processo bidirecional. Cabe à sociedade remover todas as barreiras físicas e comportamentais para que as pessoas com deficiência tenham acesso a todos os tipos de serviços. O nascimento de uma criança com deficiência afeta sobremaneira a dinâmica e a estrutura emocional de toda a família, o que representa um desafio para o desenvolvimento da pessoa com deficiência.

As violências cotidianas vivenciadas pela mulher cadeirante

Crenças e superstições relacionadas aos deficientes continuaram a proliferar ao longo da história brasileira. Para sensibilizar a sociedade e transformar a atitude face à exclusão, é necessário conhecer a realidade e as situações do quotidiano das pessoas com deficiência e das suas famílias. As expressões da sexualidade são muitas e variadas tanto para pessoas com deficiência como para pessoas sem qualquer tipo de deficiência.

Desta forma, os estigmas contribuem fortemente para que as pessoas com deficiência desenvolvam sentimentos sexualmente pouco atraentes. Independentemente do que tenha sido decidido naquela audiência, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (BRASIL, 2007b) reconhece a igualdade de direitos de qualquer pessoa com deficiência. A caracterização da violência em relação às pessoas com deficiência pode ser a mesma que para as pessoas sem deficiência em diferentes áreas sociais.

Talvez, do ponto de vista legislativo, as PcD já estejam mais bem equipadas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O isolamento das pessoas com deficiência devido à falta de aceitação familiar, privando-as do convívio social, também pode ser considerado uma forma de violência. Aprender com pessoas com deficiência física sobre sua vivência nessa condição (em nosso estudo, também cadeirante) pode contribuir para a construção de formas alternativas de cuidado à saúde que sejam coerentes com a diversidade sociocultural e contextual dessas pessoas (MARTINS; BARSAGLINI) , 2011).

Aqueles que assediam aproveitam o facto de que as mulheres com deficiência estão em desvantagem. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. A Lei de Cotas para pessoas com deficiência tem 21 anos e ainda enfrenta resistência do mundo empresarial.

Pessoas com deficiência: pesquisas sobre sexualidade e vulnerabilidade. http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/diario/artigo%20publicado%20me mnon.pdf >. As pessoas com deficiência são um mercado ainda inexplorado pelas empresas. http://www.infoescola.com/sociologia/isolamento-social/ >.

Referências

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