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Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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O presente estudo, na busca de compreender como se criam as relações interseccionais de gênero, aponta as tecnologias digitais como artefatos poderosos nos processos de subjetivação, apostando nessas potencialidades como produtoras de uma experiência estética para a educação cívica. O capítulo termina com a proposta de uma educação feminista, tendo a interseccionalidade (CRENSHAW, 2005) como referência e leva o leitor a refletir através de uma questão de como os professores podem contrapor a resistência ao biopoder identificado.

O retrocesso da ordem neoliberal pelas redes sociais

Por que não discutir com os alunos sobre a realidade concreta à qual a disciplina cujo conteúdo ensinamos deve estar vinculada, sobre a realidade agressiva em que a violência é uma constante e em que as pessoas convivem muito mais com a morte do que com a vida. Além disso, detectamos traços da nova escola na medida em que se baseia no discurso da democracia e das escolas para todos, mas não propõe uma discussão sobre a democracia dentro dela (SAVIANI, 2012).

Figura 1 – Página virtual do Escola Sem Partido
Figura 1 – Página virtual do Escola Sem Partido

Indicadores da desigualdade de gênero

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia same-com-queda- record-de-mortes-de-mulheres-brasil-tem-alta-no-numero-de - feminicídios-em-2019.ghtml. Disponível em: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia same-com-queda- record-de-mortes-de-mulheres-brasil-tem-alta-no-numero-de-feminicidios - em-2019.ghtml.

Gráfico 2 – Rendimento mensal
Gráfico 2 – Rendimento mensal

Compreendendo a pesquisa-formação na cibercultura

Noções iniciais: a natureza da pesquisa e o papel do pesquisador

Na interface com o projeto em questão, foi fundamental a definição de Barbier (2002) de escuta sensível, para que houvesse um duplo papel de professor – que transmite a formação – e de pesquisador que se dispõe a compreender, do lado da pesquisa. da subjetividade do outro. Para ilustrar, tivemos momentos em que o outro se posicionou como vítima de racismo reverso, outros em que foi defendido o “direito” da mulher de ser submissa na relação com um homem.

Reconhecendo a pesquisa-formação na cibercultura

Por fim, estendemos o método de pesquisa-aprendizagem à cibercultura e o desenhamos como estratégia de aproveitamento das potencialidades das tecnologias digitais (SANTOS, E., 2019). Como nossa pesquisa se dá por meio da prática de múltiplas linguagens, inclui a participação de nossas alunas nas redes sociais, explorando o movimento social feminino por meio da cartografia digital, entendemos que nosso método é a formação em pesquisa em cibercultura.

As contribuições teórico-epistemológicas da Multirreferencialidade

A teoria de Paris VIII propõe uma leitura plural dos objetos, com forte aproximação à noção de complexidade de Morin, com perspectiva do heterogêneo. A esta leitura plural soma-se o conceito de autorização, negatividade e mudança, que, segundo Macedo (2015), inclui a importância de autorizar o outro, não apenas no sentido de alteridade, que reconhece o outro com suas ideias distintas, mas até mesmo para autorizar a ação do outro (mudança), mesmo quando esse outro atrapalha o jogo que lhe é imposto (negatricidade).

As contribuições teórico-epistemológicas dos estudos nos/dos/com os

Por todas estas razões, pensamos que considerar as formas de fazer as coisas dos praticantes culturais significa reconhecer a sua criatividade no sentido da sua capacidade de fazer algo com o que lhes é imposto pelo poder estabelecido, dando-lhes valor à cultura comum, que é também relacionado ao uso popular. do que a ordem estabelecida. Portanto, pode-se afirmar que o cotidiano leva em conta os modos de fazer dos praticantes da cultura, reconhecendo sua criatividade no sentido de sua capacidade de fazer algo com o que lhes é imposto pelo poder instituído, valorizando-os à cultura comum.

Os usos cotidianos das tecnologias sob a influência do positivismo

Os usos das tecnologias no Rio de Janeiro: a necropolítica como estratégia de

Através do trecho citado, salvamos imagens do Rio de Janeiro em meio à política de segurança adotada pelo atual governador. As imagens ilustram em parte a análise de Mbembe (2019) sobre a função do necropoder e condenam a ocupação militar da sociedade pelo Estado com o uso do terror, da vigilância e da repressão, com o aporte das tecnologias, para que a morte seja autorizada em nome de um Estado de emergência. Este é um cenário onde podemos perceber com maior precisão a governança algorítmica em nosso dia a dia.

Figura  7  –  Foto  do  governador  em  helicóptero numa operação policial
Figura 7 – Foto do governador em helicóptero numa operação policial

Os usos táticos para uma experiência estética na docência

Recorremos, portanto, ao conceito de estratégia formulado por Certeau (2014) – onde o lugar do poder e da vontade se torna específico, para que as relações com uma ameaça externa sejam geridas – para melhor ilustrar este perigo, que toma o seu lugar na cibercultura. reconfigurar formas de estabelecer o poder. A educação online é uma proposta que se diferencia das premissas citadas anteriormente, pois privilegia a interatividade, a coautoria entre os envolvidos, o ensino de conhecimentos na divulgação de cursos de educação, propostas educativas voltadas para a modalidade e não adaptadas à pedagogia tradicional. Foi irrefutável não olhar para o que aconteceu fora dos muros da universidade, e conscientes do diálogo entre educação e sociedade, reconhecemos que os discursos são simbióticos.

Figura 11 – Escola sem Partido: Campanha pró-Bolsonaro nas escolas
Figura 11 – Escola sem Partido: Campanha pró-Bolsonaro nas escolas

O cotidiano da construção do espaço social feminino no Facebook

A natureza tática do espaçotempo digital

O reconhecimento das “Mulheres contra Bolsonaro” como uma grande tática torna-se inegável pela natureza de sua formação, que começa na tentativa de minar ou resistir à eleição de Bolsonaro. Relacionado aos aspectos que nos levam a acreditar no próprio grupo como uma tática fantástica, nossa próxima observação consiste em vê-lo como Certeau (2014) nos legou em sua pesquisa sobre a cultura mainstream: aprofundar-se em Mulheres contra Bolsonaro seria começar por o transporte público com reportagens sobre o espaço. É um espaço determinado pelas operações, pelas ações dos sujeitos (CERTEAU, 2014), onde um grupo inicialmente de três mil conta hoje com mais de três milhões de mulheres que praticam esse espaço à sua maneira.

O poder vigilante e punitivo dos algoritmos

Uma das postagens do grupo era o vídeo de uma marcha mostrando o nacionalismo típico do fascismo, com pessoas vestidas com as cores da bandeira e cantando o hino nacional. A natureza tática do grupo é confirmada mais uma vez pelo fato de que após o ataque cibernético, outros grupos surgiram em modo secreto para fortalecer a oposição, nos quais apenas uma pessoa convidada pode participar, a saber: “Mulheres unidas pela democracia. Rejeitar tamanha riqueza no cenário em que estamos imersos seria uma tolice, por isso pensaremos nesses elementos como personagens conceituais.

Figura  13  –  Post  Twitter:  Jair  Bolsonaro  sobre  o  movimento social das mulheres
Figura 13 – Post Twitter: Jair Bolsonaro sobre o movimento social das mulheres

Letramento digital – gestos compartilhados e criações

Ou seja, estão lançando táticas para subverter a programação do espaço, fazendo com que as publicações mais recentes sejam atualizadas enquanto as demais publicações que não foram comentadas no passado ficam para trás. É por isso que vemos isso como uma forma de enfatizar a visibilidade do que a página faz. tenta desaparecer no esquecimento. Nos comentários, outro usuário se oferece para criar material informativo para compartilhar no Whatsapp e Instagram: “A ideia é ÓTIMA. Sou professor de direito constitucional e trabalhei nisso com todos os meus alunos em sala de aula.

Figura 14 – Grupo do Facebook Mulheres pela Democracia: Foto do perfil
Figura 14 – Grupo do Facebook Mulheres pela Democracia: Foto do perfil

Criações nos memes e infográficos

Interseccionalidade e o mito da democracia racial

Na figura 21 vemos um meme infográfico onde Bolsonaro aparece caracterizado como o diabo, por usar como estratégia a manipulação de informações, fazendo com que a imprensa fique desacreditada ao negar as notícias e impor sua voz como verdadeiro e legítimo portador das notícias de seu plano de governo . A interseccionalidade, como destacamos no Capítulo 1, diz respeito às intersecções entre raça, género e sexualidade, pois Crenshaw (2005) revela a necessidade de considerar múltiplas fontes de identidade, uma vez que situações de desigualdade e violência geram maior vulnerabilidade em uns do que em outros. Quando vim buscar o cartão da empresa, o funcionário já estava com ele em mãos para entregar, quando falei para ele que tinha vindo buscar o cartão, ele me disse que o cartão do benefício filho não está lá.

Figura  22  –  Grupo  do  Facebook  Mulheres  pela  Democracia!  –  Interseccionalidade
Figura 22 – Grupo do Facebook Mulheres pela Democracia! – Interseccionalidade

Mulheres são machistas?

Segundo Samira Bueno, Carolina Pereira e Cristina Neme (2019), pesquisadoras do anuário, não se trata de uma coerção sexual, mas de uma forma de dominação. Quanto ao discurso da estudante, num contexto em que se debate o movimento feminista, sabemos que é um discurso comum devido a uma espécie de reação defensiva de quem ocupa o lugar do opressor. As falas aparecem dentro de um contexto de percepção de intimidade entre as pessoas envolvidas, o que descaracteriza o crime como insulto.

Figura 23 – Grupo Mulheres contra Bolsonaro:
Figura 23 – Grupo Mulheres contra Bolsonaro:

Quero ser um homem sensível

O desconforto era visível quando eles viravam as cadeiras de bruços ou quando Edson sugeria castração ou alguma forma de castigo físico ao agressor. Na verdade, a masculinidade precisa ser afirmada numa postura sexista típica de uma sociedade patriarcal heteronormativa. Por vivermos numa sociedade sexista, pensamos que somos homens, o oposto das mulheres.

Figura 36 – Comparativo entre Mulher Maravilha e O  Homem de Aço
Figura 36 – Comparativo entre Mulher Maravilha e O Homem de Aço

Educar ou punir

Vemos pelos fatos e discursos desta passagem que também existe um poder dos meninos crescerem e afirmarem sua masculinidade numa perspectiva até tóxica, pois são obrigados pelos pais, amigos e conhecidos, numa espécie de humilhação, a reproduzir atitudes . e discursos sexistas e recusa em adotar comportamentos culturalmente considerados femininos. Continuei: “Seu raciocínio se volta contra você e contra seu direito ao seu corpo e contra sua decisão de ter um filho, porque é um argumento seletivo, elitista e higienista que limita esse direito aos mais pobres. A disputa pelo imaginário, em que os meios de comunicação de massa pressionam a população a naturalizar o castigo, agrava a situação na medida em que o castigo se torna uma fórmula mágica movida pelo medo e pela insegurança.

Oficinas para letramento digital

  • Jogo
  • Fotografia
  • História em quadrinhos/memes
  • Vídeo
  • Podcast

Vimos que num grupo a mãe de uma criança do sexo masculino é a única que se posiciona contra um simples gesto de alteridade capaz de mudar o seu próprio estado de subalternidade social. A retroalimentação do sistema que posicionou o ensino universitário como meio de mobilidade social também não poderia ser um ato formativo que dificultasse o processo de autorização em que o pesquisador, inserido em um ensino de pesquisa (JOSSO, 2004), constitui o mesmo que ele. quem se forma.. As imagens também permitiram informar aos estudantes sobre espaços conquistados por meio de protestos estudantis como o bandejão, restaurante universitário muito procurado há anos, inclusive em uma ocupação estudantil da reitoria em 2008.

Figura 39 – Momento de atividade em sala de aula
Figura 39 – Momento de atividade em sala de aula

Narrativas da Transmídia

Feminismo negro

O grupo de vídeos apresentou o tema ‘transição capilar’, que significa parar de alisar o cabelo e deixá-lo tomar seu formato natural. As mulheres negras continuam a usar perucas e a alisar os cabelos para se parecerem com as brancas, que é a referência da beleza humana. Nos países onde o governo conseguiu proibir perucas, cremes cosméticos e pentes para alisar o cabelo das nossas mulheres, estes ainda existem.

Figura 47 – Meme: Representatividade negra
Figura 47 – Meme: Representatividade negra

Do aborto à sobrecarga de trabalho

A construção da identidade negra envolve processos complexos e o cabelo é um símbolo que enfatiza esse processo de tensão na medida em que o cabelo dos negros é “ruim” e o cabelo dos brancos é “bom” (GOMES, 2019), o que indica uma forma sutil de racismo. E essa notícia dizia que elogiava Gusttavo Lima por ajudar a esposa, cuidar do filho e assim por diante. Carneiro (2019) condena a intersecção dos temas saúde e sexualidade, mencionados na LDB, por dogmas religiosos à revelia do Estado Laico.

Figura 51 – Transmídia foto: paternidade em exercício
Figura 51 – Transmídia foto: paternidade em exercício

LGBT: devemos aceitar?

Não podemos exigir ou forçar outras pessoas a se parecerem conosco ou a terem as nossas qualidades.” Não podemos exigir ou forçar outras pessoas a se parecerem conosco ou a terem as nossas qualidades. Esta explicação pode permitir-nos perceber nas entrelinhas como a escolha da frase “Não podemos exigir ou forçar outras pessoas a serem como nós ou a terem as nossas qualidades” pode indicar que a homossexualidade é tratada de forma desviante.

Figura 55 – Transmídia meme: diversidade sexual
Figura 55 – Transmídia meme: diversidade sexual

Qual o problema em ser princesa?

A matéria nos lembra a notícia42 sobre a escolha de uma atriz negra para o papel de Ariel, a Pequena Sereia e como a escolha foi criticada. Um deles chegou a comentar que durante uma das falas eu respirei fundo, mas falei com calma. Como pensar a articulação com uma rede interdisciplinar que inclui currículo, psicologia, direito, economia, medicina, sociologia, caminhos para promover a educação feminista antirracista.

Imagem

Figura 1 – Página virtual do Escola Sem Partido
Figura 2 – Facebook Escola sem Partido: Publicação Laranja Mecânica
Figura 6 – Facebook do Movimento pela Base Nacional Comum
Gráfico 2 – Rendimento mensal
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Referências

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“Foi impecável. O trabalho de tutoria não representa somente levar conteúdo ao participante, justamente porque na prática, educação a distância é uma