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Sergio Araujo Martins Teixeira Tese completa.pdf

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Academic year: 2023

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Violência por parceiro íntimo e infecções sexualmente transmissíveis em gestantes na região metropolitana do Rio de Janeiro. Tese apresentada, como requerimento parcial para obtenção do título de Doutor, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Violência por parceiro íntimo e infecções sexualmente transmissíveis em gestantes da região metropolitana do Rio de Janeiro / Sérgio Araujo Martins Teixeira – 2019.

Tese (Doutorado em Ciências Médicas) – Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. O objetivo deste estudo foi estudar a relação entre a violência por parceiro íntimo e a ocorrência de três infecções sexualmente transmissíveis (HIV) HTLV e sífilis) durante a gestação, em gestantes internadas em dois hospitais da região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, Hospital Universitário Pedro Ernesto, referência para gestantes de alto risco, e Hospital Estadual da Mãe, para gestantes de baixo risco. mulheres grávidas. Violência por parceiro íntimo e infecções sexualmente transmissíveis entre gestantes da região metropolitana do Rio de Janeiro.

The aim of this study was to examine the association between intimate partner violence and the occurrence of three sexually transmitted infections (HIV, HTLV and syphilis) during pregnancy in women in labor hospitalized in two hospitals in the metropolitan region of the city of Rio de Janeiro, Pedro Ernesto University Hospital, reference for pregnant women high-risk, and the State Maternity Hospital, for low-risk pregnant women. The metropolitan area of ​​Rio de Janeiro, also known as Grande Rio, is located in the territory of Baixada Fluminense.

Violência e saúde

Tipificação da violência

Violência autoinfligida

Violência interpessoal

Violência coletiva

Natureza dos atos violentos

  • Violência física
  • Violência sexual
  • Violência psicológica
  • Violência relacionada à privação ou ao abandono

Esse tipo se manifesta na falta de cuidados e necessidades básicas para o desenvolvimento físico, social e emocional da pessoa. Como exemplo podemos citar a falta de incentivo e/ou condições para frequentar a escola, falta de cuidados de saúde necessários, falta de higiene, falta de medicamentos, etc. Cada um destes quatro atos violentos pode ocorrer em qualquer um dos tipos de violência mencionados no ponto anterior, com exceção da violência autoinfligida, como se pode verificar na Tabela 1.

Violência por parceiro íntimo

Na investigação sobre os factores que influenciaram a saúde reprodutiva e sexual (32), entre as mulheres que entram na indústria do sexo adolescente, foram destacados quatro temas: abuso sexual precoce, uso precoce de drogas ilegais, violência contínua e problemas de acesso a cuidados de saúde, saúde reprodutiva e sexual. Recto e Champion (33) enfatizaram o alto risco de sofrimento psicológico nesses adolescentes que se envolvem em comportamentos de risco, são vítimas de violência interpessoal, usam substâncias ilegais ou engravidam. Em uma instituição de ensino superior na Colômbia (34), estudantes com idade média de 20 anos responderam a um questionário autoaplicável baseado na Pesquisa de Saúde Reprodutiva da Organização Pan-Americana da Saúde.

Ainda entre os estudantes, agora numa escola secundária localizada numa região de alta pobreza (35), cerca de 20% das raparigas inquiridas entre os 14 e os 17 anos relataram um número. Num inquérito comunitário na Tanzânia (37), foram estudadas situações de violência e dificuldades no recrutamento para testes de VIH entre adolescentes e mulheres jovens. Os adolescentes foram as vítimas mais frequentes de violência doméstica, muitas vezes perpetrada por parceiros e familiares.

Num inquérito realizado a mulheres seropositivas (41), a grande maioria (89,0%) temia ou sofria violência baseada no género, com mais de metade tendo uma gravidez não planeada e 58,8% sofrendo de problemas psiquiátricos depois de descobrirem que tinham VIH. O HIV é uma grande preocupação para a maioria das mulheres em situação de violência sexual, fato que se justifica pela sua maior presença no grupo soropositivo, além de outros tipos de violência que o acompanham (43,44).

Violência na gestação

Estudo realizado por Siqueira na cidade de Recife-PE com 1.121 gestantes constatou algum tipo de violência em 33,9% delas a partir da 31ª semana. A associação entre VPI durante a gravidez e aqueles que viviam com companheiro (75,0%), que pertenciam a uma determinada religião ou culto (59,1%) e que faziam uso de álcool (61,4%) mostrou-se estatisticamente típica. Também foi demonstrada associação entre consumo de álcool e comportamento suicida, mas o apoio social teve efeito protetor sobre esse comportamento na presença de VPI quando o RR foi de 0,35 (p<.

Infecções sexualmente transmissíveis na gestação

A região com maior incidência foi a região Sul com 1,6% dos casos, embora o país com maior taxa tenha sido Mato Grosso do Sul com 2,4%, seguido pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo com 2,3% e 2,2% dos casos respectivamente. mulheres grávidas infectadas. As relações já descritas na literatura, estabelecidas entre consumo de álcool e relações sexuais desprotegidas, significam a incidência de mulheres HIV positivas. Um estudo realizado em Mombaça (67) com 400 mulheres HIV negativas mostrou associações entre transtornos por uso de álcool, incidência de sexo desprotegido em um ano, HIV e gravidez.

A prática de relação sexual durante o abuso de álcool foi mais frequente, com mais parceiros e associada ao menor uso de preservativo em comparação aos abstêmios. Torna-se, portanto, claro que o sexo desprotegido, a violência entre parceiros e a prevalência do VIH são mais elevados nas mulheres com perturbações alcoólicas, facto confirmado por Russell et al. No México, os programas nacionais de prevenção do VIH centram-se em grupos de alto risco, que não incluem as mulheres em geral.

A maior incidência está na região Sul com 0,6% das gestantes portadoras do vírus, sendo a maior taxa nacional no estado do Rio Grande do Sul de 0,9%. Na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, a prevalência encontrada em duas maternidades públicas de grande porte foi de 0,7% (75).

Violência por parceiro íntimo na gravidez e riscos associados

Ameaça de danos, privação de apoio financeiro e negação de comunicação foram as formas mais comuns de violência entre parceiros sexuais e mulheres grávidas seropositivas. Ainda neste estudo, 43,9% das mulheres relataram ter sido vítimas de outras formas de violência sexual e 22,3%. Como consequência, temos dados comprometidos pela subnotificação, embora em estudo realizado com 1.026 gestantes cadastradas na ESF de um bairro da cidade do Recife (82), estivesse presente a ocorrência de violência física por parceiro íntimo. em cerca de um quarto das mulheres, entre elas, aproximadamente metade relatou estes factos como tendo ocorrido antes de engravidar, 20,1% afirmaram que começou durante a gravidez e 30,1% delas revelaram ter sido vítimas de violência antes e durante a gravidez.

No entanto, Jahanfar et al. 88) argumentam que não foram capazes de determinar a eficácia das intervenções de violência doméstica nos resultados de morbidade e mortalidade em mães ou recém-nascidos, embora McDougal et al. Por outro lado, Shamu et al. 90) tenham descoberto que a VPI após a divulgação de positividade para o VIH durante a gravidez é elevada, mas inferior e está fortemente relacionada com a VPI antes da gravidez. O estudo apresenta dados qualitativos de mulheres atendidas em clínicas de pré-natal em Joanesburgo, e mostra como o diagnóstico do HIV durante a gravidez e a revelação ao parceiro são aspectos relevantes para a ocorrência de violência no relacionamento.

Vale ressaltar que os períodos de acompanhamento na fase gestacional, seja pré ou pós-parto, são oportunidades ímpares para o profissional de saúde identificar situações de violência e IST e assim poder prestar assistência adequada. Contudo, a identificação da ocorrência da violência nem sempre é percebida pela vítima ou mesmo pelos profissionais de saúde, que têm demonstrado despreparo para tal.

Geral

Específicos

Este estudo faz parte de uma pesquisa maior intitulada “Estudo da prevalência e transmissão vertical do HTLV, HIV e sífilis em gestantes da região metropolitana do Rio de Janeiro”, com amostra estatisticamente significativa composta por 1.204 gestantes.

População estudada

Localização e perfil

Critérios de inclusão/exclusão

Métodos

Desenho do estudo

Instrumentos

As entrevistas realizadas com as gestantes seguiram um roteiro estruturado contendo dados pessoais (idade, escolaridade, renda, entre outros), dados sociofamiliares (estado civil, condições de moradia, histórico de violência, entre outros), comportamentais (alcoolismo, etc.). tabagismo e uso de drogas), drogas), saúde sexual e reprodutiva (menarca, sexarca, parto, aborto, IST, pré-natal, exames e tratamentos realizados, entre outros). A última parte da entrevista consiste em um questionário válido sobre violência entre parceiros íntimos, instrumento criado pela Organização Mundial da Saúde, dividido em três grupos: psicológico, físico e sexual (anexo I). Comece perguntando se você foi vítima de violência por parceiro íntimo, para avaliar sua percepção da violência.

Análise dos dados

The risk of sexual violence: Perspectives and experiences of women in a hospital in the Democratic Republic of the Congo. Diagnosis and disclosure of HIV status: Implications for women's risk of physical partner violence in the postpartum period. Prevalence of HTLV-1/2 in pregnant women living in the metropolitan area of ​​Rio de Janeiro.

However, during antenatal care, labor and delivery is an excellent opportunity to identify situations of violence and propose protective measures7. In this context, other factors may appear, for example in the intervention study of Rotheram-Borus et al., where they found a significant association between alcohol over time. Partner-related domestic violence was present in the report of all married participants.

The research presents qualitative data from women attending antenatal clinics in Johannesburg, showing how HIV diagnosis during pregnancy and disclosure to a partner are important aspects of the occurrence of intimate partner violence. Oza et al., 2015, cohort 25 ♀ Explore experiences during childhood and adolescence that influenced the sexual and reproductive health of women entering the sex industry. Northridge et al., 2017 cross-sectional 149 ♀ To determine prevalence of reproductive coercion and IPV and health risks.

Baumgartner et al., 2015 Clinical trial 138 ♀ Measure IPV and examine associations between risk factors, sociodemographic factors, and HIV risk factors. Secor-Turner et al., 2013 cohort 241 ♀ Understand the interaction of multiple contexts of adolescent sexual risk behaviors. Zihindula & Maharaj, 2015 cohort 19 ♀ Explore perceptions and experiences of sexual violence risk in the Democratic Republic of Congo.

Teixeira et al., 2017 cross-sectional 681 ♀ To analyze the factors associated with the occurrence of pregnancy after the diagnosis of HIV infection. McDougal et al., 2013 cohort 582 ♀ To examine the prevalence of gestational loss among female injecting drug workers and to measure its association with physical and sexual violence. Ashaba et al., 2017, cohort 20 ♀ Explore psychosocial challenges experienced by HIV-infected women during pregnancy and postpartum.

Maman et al., 2016 transversal 1092 ♀ Investigate whether HIV increases the risk of IPV in the postpartum period and the interaction in its disclosure. Chersich et al., 2014 cohort 400 ♀ Examine purported associations between alcohol consumption, unprotected sex, and HIV infection in sub-Saharan Africa. Darak et al., 2014 cohort 460 ♀ Study women who, within the low-risk population, are potentially at higher risk for HIV infection.

The risk of sexual violence: Perspectives and experiences of women in a hospital in the Democratic Republic of the Congo.

Tabela  1  –  Distribuição  das  características  sociodemográficas  das parturientes
Tabela 1 – Distribuição das características sociodemográficas das parturientes

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Tabela  1  –  Distribuição  das  características  sociodemográficas  das parturientes
Tabela  2  –  Distribuição  das  características  sexuais  das  parturientes
Tabela 4 – Distribuição das características sociodemográficas, iniciação sexual e assistência  pré-natal das parturientes, segundo a ocorrência de IST
Tabela 3 – Distribuição da prevalência de IST das parturientes
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Referências

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