O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA COMO PROPOSTA DE EMANCIPAÇÃO: efeitos educativos de um programa em uma escola pública do município de Mãe do Rio, Rio - PA. Diante desse entendimento, o objetivo deste trabalho é evidenciar os efeitos educacionais causados pelo programa Bolsa Família em uma escola pública do município de Mãe do Rio-PA.
O município de Mãe do Rio está localizado no leste do estado do Pará, na mesorregião do nordeste paraense, a microrregião do Guamá, no norte do país.
Instrumentos da pesquisa
Os sujeitos e a aplicação dos instrumentos
Lócus da pesquisa
Tratamento dos dados
Aspectos teóricos da pesquisa
A Política Social no Estado capitalista
Os Antagonismos do Estado Capitalista Neoliberal
O Estado brasileiro e as políticas neoliberais
A pobreza como consequência nefasta do sistema econômico capitalista e as lutas sociais
Contudo, nos moldes do desenvolvimento do Estado capitalista, estas exigências e necessidades quase sempre passaram despercebidas ou mesmo ignoradas devido à acumulação de rendimentos para as elites proprietárias do capital. Contudo, é preciso tentar analisar como o Brasil agiu diante da obrigação de oferecer políticas sociais antes de aderir ao neoliberalismo. Com base nas afirmações, pode-se dizer que o governo brasileiro nesse período, ainda preso na transmissão dos ideais escravistas, não era obrigado a oferecer política social às classes menos desenvolvidas.
Essa manifestação, que agora tratava de programas de transferência de renda, teve como defensor Antonio Maria Silveira. Com base nesta incompatibilidade de ideologias entre políticas sociais e neoliberais, este governo, como afirma o autor, também priorizou políticas neoliberais em detrimento de políticas sociais que o Estado diferiu em oferecer. É possível, segundo as afirmações supracitadas, dizer que este governo, apesar de priorizar os ideais econômicos do neoliberalismo em detrimento da política social, acabou ganhando importância significativa em relação aos resultados das políticas sociais.
O autor afirma ainda que, pelo seu porte e publicidade, esses programas, apesar de terem nascido de forma estritamente seletiva com relação ao público-alvo, foram, sem dúvida, o que aumentou a atenção do Estado para as políticas de transferência de renda no Brasil após a CF de 1988. Contudo, em meio aos conflitos e lutas que ocorreram na história do PTR, vale destacar a identificação de movimentos pioneiros para implementar essas políticas de transferência de renda no Brasil. Como pode ser observado, o governo Lula não apenas deu continuidade às políticas de transferência de renda implementadas pelo governo FHC, mas também as unificou, ampliando assim o público afetado.
Os Programas de Transferência de Renda como política social do estado brasileiro
Nessa direção, em que os PTRs têm se desenvolvido com a criação de novos programas, apesar da atenção significativa à manutenção, reforma e expansão desses programas desde o momento em que foram implementados, chegamos ao quinto e último momento que em 'outro Desde que articulados numa política económica que promova o crescimento, a redistribuição de rendimentos e níveis mais elevados de emprego. Nesse momento, iniciado em 2003, também foi enfatizada a necessidade de construção de uma proposta de unificação dos programas de transferência de renda, representada pela instituição do programa Bolsa Família, lançado em 2003.
Nessa direção, o que marcou esse momento foram, sem dúvida, as ações que uniram os PTRs além de ampliarem o público atendido por essa política, trazendo assim uma política de transferências com perfil mais amplo. Mas para fundamentar os bons resultados que os PTRs trouxeram após a sua unificação, precisamos reconhecer a maior parte desses programas como Programas de Transferência Condicionada de Renda (PTRC), algo um pouco diferente do que Suplicy propôs com seu projeto. Segundo Soares e Sátyro, diferentemente do que foi proposto pelo projeto Suplicy em relação à oferta do PGRM, os programas de transferência condicionada de renda (PTRC) foram oferecidos inicialmente no Brasil em 1995.
Enquanto o PGRM visava apenas transferir receitas sem taxas ou condições do seu público destinatário, o PTRC tentou transferir receitas para que os seus destinatários cumprissem as condições exigidas pelos programas. Através da transferência de rendimentos para crianças dos 7 aos 15 anos, Peti procurou salvá-las de trabalhos que eram perigosos para as suas vidas ou que as exploravam de tal forma. Envolveu um repasse de R$ 50,00 para famílias cuja renda por habitante não chegava a meio salário mínimo.
O Programa Bolsa Família
- Os critérios para seleção dos beneficiários
- Os tipos de benefícios do PBF
- As Condicionalidades do PBF
- Características sobre o bolsa família em Mãe do Rio
A primeira refere-se ao Suplemento de Renda – onde as famílias recebem mensalmente uma transferência de renda do governo federal para ajudar a aliviar sua situação de pobreza. A segunda destaca o Acesso aos Direitos – esses direitos correspondem ao cumprimento de condições que o programa direciona às famílias. Nesse sentido, podem ser auxiliadas pelo programa: “Todas as famílias com renda por pessoa de até R$ 89,00 por mês;.
Repercutido às famílias que recebem valores mensais de até R$ 178,00 por pessoa, além de crianças e adolescentes de 0 a 1.511 anos. Vinculado às gestantes Repercutido às famílias que recebem valores mensais de até R$ 178,00 reais por pessoa e que possuem gestantes em sua composição familiar. Associado ao Nutriz Repassado famílias que recebem mensalidades de até R$ 178,00 por pessoa e que possuem filhos de 0 a 6 meses.
É repassado às famílias que recebem valor mensal de até R$ 178,00 por pessoa e que tenham na família adolescentes entre 16 e 17 anos, como condição de frequência estudantil. É repassado às famílias que, mesmo após receberem outros benefícios, continuam com renda per capita mensal inferior a R$ 89,00. Garantir que o governo forneça eficazmente serviços de educação e saúde à população em situação de pobreza e pobreza extrema; Identificação de fragilidades entre as famílias que têm dificuldade de acesso a estes serviços públicos; Encaminhar as famílias para a rede socioassistencial, a fim de superar a vulnerabilidade e voltar a cumprir seus compromissos; e Contribuir para o desenvolvimento saudável das crianças e para que os alunos das famílias do Bolsa Família concluam o ensino básico, tendo melhores condições para superar o ciclo da pobreza (BRASIL, 2015, s/p).
O PBF na perspectiva dos sujeitos
Nas questões que abordaram a concepção dos sujeitos sobre o programa, encontramos respostas que demonstram não apenas conhecimento, mas também consciência da importância de investir os rendimentos recebidos na educação. Na categoria dos estudantes beneficiários, questionada sobre o entendimento sobre o PBF, a estudante Laura destacou que o Bolsa Família “é um programa do governo que ajuda as pessoas a se sustentarem com renda e alimentação. Para estudantes, o Bolsa Família é um programa criado para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Então, meu entendimento é que é uma forma de distribuição de renda que realmente ajuda as pessoas mais pobres, então ainda hoje acho que é algo importante que ajuda a diminuir as preocupações sobre o que vestir, como alimentar seus filhos, a segurança de ter amanhã, no próximo mês Para sua família. Acho que essa é uma forma de distribuir renda para quem realmente precisa. Como você pode perceber, a compreensão dos sujeitos revela seu conhecimento sobre o programa e sua importância na vida de seus beneficiários.
Para a maioria dos beneficiários, o programa foi caracterizado como algo bom e indispensável para pessoas carentes, de grande valia para despesas domésticas, alimentação e educação. Nesse sentido, percebe-se nas falas dos sujeitos os objetivos do PBF em termos de inclusão social nos serviços sociais mínimos daqueles que, sem renda do programa, por um lado, tinham direito ao acesso à escola, mas, por outro, por outro lado, a falta de assistência para ajudar essas pessoas a permanecerem no ambiente escolar. Como é possível observar, podemos ainda não ter igualdade de condições por meio da transferência de renda do PBF, mas tem possibilitado avanços significativos para a população na aquisição de materiais, alimentos e manutenção da estrutura habitacional como auxílio para o crescimento econômico .
O PBF e o impacto na formação escolar
Eu acho que é bom porque tem pais que não levam os filhos para a escola, então às vezes os colocam no trabalho infantil. Pelo lado positivo, alguns enfatizam a importância destas condições como forma de reduzir o trabalho infantil que muitas famílias fazem para complementar a renda necessária da família no final do mês para ajudar nas despesas domésticas. Muito bom, minhas filhas sempre foram estudiosas, mas essa condição as ajuda a serem mais responsáveis ao frequentar a escola, pois isso é o melhor para o futuro delas.
Além de ajudar a aumentar a responsabilidade dos jovens em termos de frequência escolar, para esta mãe, a adesão ao PBF também possibilitou o acesso à formação profissional oferecida pelo CRAS13 aos beneficiários, o que para a mãe é uma forma de combinação entre a formação educacional e o trabalho autônomo que pode permitir ao sujeito obter renda de forma legal. Porque da escola que fala que tem que frequentar, eles ajudam a educar as crianças, eu procuro ser boazinha. Acho que é bom porque ajuda a gente a ser mais saudável, ajuda a saúde das pessoas.
Acho que a educação é boa porque ajuda a criança a ter um futuro melhor quando crescer. Quanto ao trabalho informal, que é o caminho para a superação das necessidades básicas, orientou os pais desde a infância a direcionarem seus filhos para o caminho do trabalho infantil como alternativa de sobrevivência. Acho que isso é bom porque o aluno não pode faltar à escola e vai ajudar mais na educação para que quando ele progredir possa ser uma boa pessoa na vida.
Impactos do PBF para além da escola
Até nisso, até no Bolsa Família, há indiferença, e essa indiferença não poderia ser porque não atingimos um patamar único. Portanto, pode-se dizer que mesmo que os objectivos do programa visem a melhoria social e económica dos pobres e esteja a trabalhar nesse sentido, deveria ser dada mais atenção às políticas e serviços sociais como a educação, dado que a ideia é promovida a partir de do ponto de vista da inclusão social. Isto se confirma quando são implementadas políticas semelhantes às da década de 1990, como políticas de privatização, aumento do desemprego, redução do investimento em serviços sociais, de saúde e educacionais16 e, se falarmos especificamente do PBF, entre 2017 e 2018 foram excluídos cerca de 940 mil famílias. do programa.
Mudou porque podíamos ter casa própria, minha mãe comprava as coisas da casa que ela não tinha com o dinheiro do programa. A segunda diz respeito à possibilidade de estudar fora da escola pagando com a renda do programa, como no caso do aluno Antônio. Nestes momentos em que os menores são os que mais sofrem, procuramos analisar como o PBF influenciou a educação de Mãe do Rio.
Porém, a escola tem demonstrado que não consegue dialogar com os objetivos do programa porque o programa obriga o aluno a ir para a escola, mas a escola não consegue cumprir o seu papel na presença do aluno. Disponível em: