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Academic year: 2023

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SÍNTESE DE ZEÓLITA ANALCIMA POR PROCESSO HIDROTÉRMICO E USO DE RESÍDUOS DE CAULIM COMO FONTE DE SILÍCIO E. Esta tese foi avaliada e aprovada para o título de Bacharel em Engenharia Industrial pela Faculdade da Universidade Federal do Pará.

Motivação

Importância da Pesquisa

Dos mais importantes destacam-se: a capacidade de adsorção, utilizada na purificação de gases e como trocadores de íons em detergentes. Oferecem também alta capacidade de troca catiônica, graças a essas propriedades são utilizados no tratamento de águas residuais, abastecimento de água, drenagem de minas, recuperação de energia solar e na construção civil (KALLÓ, 2001; TCHERNEV, 2001; DABROWSKI et al., 2004; DIMIRKOU , 2007; RIOS; WILLIAMS; ROBERTS, 2008).

Objetivos

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

Estrutura do Trabalho

O Caulim

  • Considerações Iniciais
  • Constituição e Estrutura
  • Produção e Utilização
  • Processo de Beneficiamento
  • Problemáticas do Resíduo

Conforme visto na Figura 2, o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) ilustra a diferença entre os papéis comuns, nos quais o mineral é utilizado como carga, e aqueles revestidos com tintas à base de caulim, água e ligantes (LUZ et al., 2005). Quando descobertos neste estado, não atendem às especificações para uso industrial, por isso o minério deve passar por um processo de beneficiamento. Basicamente existem dois processos de processamento que dependem do uso final do caulim, estes podem ser: seco ou úmido (PRASAD; REID; MURRAY, 1991; LUZ; . DAMASCENO, 1993; MONTE et al., 2001).

Segundo Barata (1998), no processo de processamento úmido, que ocorre após a mineração, o caulim é imerso em uma solução de água e dispersante. A Figura 3 apresenta, de forma simplificada, as etapas do processo de beneficiamento do caulim, destacando os dois tipos de resíduos gerados. Para tanto, o caulim gera dois tipos de resíduos: o primeiro formado por partículas grossas denominadas quartzo, que vem da etapa de extração e representa 70% do processamento total, e o segundo, que deriva da centrifugação, separação magnética, branqueamento e filtragem. . , é composto por caulinita, representa 20% do conteúdo útil e é encontrado em lagoas sedimentares (MAIA, 2011).

Segundo Maia et al., (2007), os resíduos compostos principalmente por caulim constituem um grande problema para o meio ambiente, pois ao serem despejados formam lagoas de sedimentação.

Figura 1- Formação estrutural da caulinita
Figura 1- Formação estrutural da caulinita

Metacaulim

Zeólitas

Considerações Iniciais

Estrutura e Classificação

Recentemente, o termo zeólita foi expandido e, portanto, materiais nanoporosos têm sido frequentemente usados ​​para incluir zeólitas e peneiras moleculares (FLANIGEN; BROACH; WILSON, 2010). A estrutura primária, ou PBU (Primary Building Unit), consiste em redes tridimensionais compostas por tetraedros do tipo TO₄ (T= Si, Al, P e outros) que possuem átomos de oxigênio fixados em seus vértices (LUZ, 1995). Esse processo de recompensa possibilita a formação de “cavidades abertas” nas quais moléculas de água e outros elementos (como Na, Ca², Mg² e K) com diâmetros menores que os das zeólitas, se movimentam nesse espaço intracristalino e permitem que o material transporte íons trocas (LUZ, 1995; FALCÃO e PAIVA, 2005; PAPROCKI, 2009; FLANIGEN; BROACH; WILSON, 2010).

Em estruturas secundárias ou SBUs (Unidades Construtivas Secundárias), as zeólitas são formadas a partir de combinações de tetraedros SiO4 e AlO4. Além de ser importante na localização dos cátions como contracátions, o diâmetro dos poros e também na classificação da zeólita (BRAGA; MORGAN, 2007). Para a infinidade de zeólitas existentes, são analisadas principalmente duas características básicas: a forma como os tetraedros se unem em troca com outros reagentes e o tipo de íon presente no poro.

Com base na topologia estrutural, Breck (1974) considerou as zeólitas em sete grupos, lembrando que a Tabela 2 destaca os primeiros quatro grupos.

Figura 8- Estrutura primária das zeólitas
Figura 8- Estrutura primária das zeólitas

Principais Propriedades e Usos

O processo de troca iônica é possível porque as zeólitas apresentam um “desequilíbrio de carga” estrutural que atrai cátions próximos e mantém a reação neutra (RABO, 1974; MAIA, 2011). Devido a esta propriedade, as zeólitas são utilizadas: no tratamento de esgoto (industrial e doméstico), abastecimento de água, drenagem de minas, produção de energia solar e construção (KALLÓ, 2001; TCHERNEV, 2001; DABROWSKI et al., 2004; Segundo Pace (1990). ) ) devido à sua estrutura microporosa, as zeólitas são responsáveis ​​pela seletividade de forma e se comportam como peneiras moleculares.

Possuem poros de tamanho uniforme em sua estrutura e portanto possuem capacidade de adsorção, pois separam compostos levando em consideração o tamanho e formato das moléculas (BARRER, 1978; BRECK, 1974). Segundo Guisnet e Ribeiro (2004), as zeólitas são utilizadas como catalisadores na conversão de hidrocarbonetos no refino de petróleo e também desempenham papel fundamental na proteção do meio ambiente, pois produzem de forma ecológica. Luz (1995) observa que as zeólitas sintéticas como catalisadores foram utilizadas comercialmente pela primeira vez no craqueamento, substituindo os catalisadores de sílica-alumina amorfa.

Atualmente, este setor petrolífero tem aplicações na transformação de metanol em gasolina, alquilação, polimerização e outros.

Síntese Hidrotermal

Fatores básicos de influência

No presente trabalho será possível observar que as condições de tratamento térmico da caulinita (temperatura e tempo de queima) influenciam na formação de zeólitas com relação Si/Al >1. 35 (2014), assim como a zeólita A, a metacaulinita mais reativa neste processo será aquela com alto teor de Al na coordenação tetraédrica. Portanto, zeólitas com Si/Al =1 apresentam certo comportamento diferente daquelas com relação Si/Al>.

Como confirma Pace (1990), as condições de fabricação, o estado dos reagentes e sua introdução na mistura são parâmetros utilizados para melhor controlar o processo de síntese. Além disso, Mintova et al., (1996) descobriram que o tamanho do cristal depende fortemente do tipo de fonte de sílica utilizada. c) Conteúdo de água. Para Szostak (1989) na fase líquida, o alto teor de água corresponde a baixas concentrações de silício e alumínio, o que confere uma fase menos estável.

Porém, se a quantidade de água for pequena, as concentrações dos reagentes serão altas e a fase será mais estável.

Zeólita Analcima

Analcine pode ser usado como peneira molecular, pois sua estrutura contém canais abertos que permitem o livre fluxo de moléculas de água e outros íons. À medida que o teor de sílica aumenta, a população de cátions diminui e ocorre um aumento simultâneo no número de moléculas de água. Se os íons forem grandes, eles ocupam a posição de água, por exemplo, se o íon sódio na analcima for substituído por potássio ou césio, as moléculas de água serão removidas, pois os sítios são ocupados por um íon de metal alcalino, portanto o grau de hidratação varia com a troca de íons (BRECK, 1974).

Determinou as condições de temperatura, pressão, tempo de reação, proporção de sílica, natureza da fonte de sílica, disponibilidade de sódio e realizou diversos testes, com o objetivo de identificar as influências dessas variáveis. O meio reacional aplicado que permitiu a “melhor condição” para síntese foi: relação Si/Al = 7,2, solução de hidróxido de sódio igual a 0,02 mol e 30 mL de água destilada. Após o tratamento hidrotérmico, o conteúdo da autoclave foi lavado com 1L de água destilada, filtrado a vácuo e seco em estufa a 100°C.

Para a síntese foram pesados ​​2,61 g de Metacaulim, 3,66 g de terra diatomácea Celite 545, 8 ml de solução de NaOH (5 M) e 20 ml de água destilada, esta mistura foi autoclavada e aquecida em mufla a 210°C. por 24 h No processo adotado por Saldanha (2006) na separação por filtração da zeólita analcim, a zeólita (fase sólida) e uma solução de NaOH, que continha o restante do hidróxido de sódio que não reagiu, foram obtidas por descarte do processo e tornando-se uma solução econômica e problema ambiental.

Figura 13- Representação estrutural da Analcima
Figura 13- Representação estrutural da Analcima

Materiais

Métodos

Tratamento do Resíduo

O caulim “em espécie” passou primeiramente por um processo de secagem em estufa por 4 horas a uma temperatura de 100°C (Figura 15). Para reduzir o tamanho da partícula e obter um tamanho de partícula ideal, ela foi então pulverizada em almofariz de ágata (Figura 16). Este tratamento térmico foi necessário no estudo para promover a desidroxilação da caulinita (Al₂Si₂O₅(OH)₄) por meio da liberação de água na forma de vapor, resultando na formação de metacaulim (Al₂O₃ 2SiO₂), um material não cristalino. e mais reativo que o caulim natural.

Tabela 4- Tratamento térmico do resíduo de caulim
Tabela 4- Tratamento térmico do resíduo de caulim

Processo de Síntese

Após as sínteses, os materiais foram submetidos à Difração de Raios X (DRX) e constatou-se que diversos tipos de zeólitas foram sintetizados nas quatro amostras. Na segunda série de experimentos, o tempo de síntese foi aumentado para 12 e 24 horas, porém, a quantidade da mistura reacional e outros fatores de influência permaneceram os mesmos. De forma simplificada e apresentando as alterações ocorridas, a Figura 18 destaca, através de um gráfico, as etapas do processo de síntese da segunda série experimental.

Técnicas de Caracterização

Difração de Raio X (DRX)

45 No preparo das amostras foi utilizado um suporte contendo duas partes circulares, a primeira delas foi preenchida com as amostras (Figura 19 a) e para melhor regular o preenchimento auxiliou uma corrediça e um pedaço de vidro retangular (Figura 19 b .). Por fim, a segunda peça foi acoplada à primeira e o porta-amostra girou 180°, para que as peças montadas fossem retiradas e enviadas ao difratômetro (Figura 19 c). Os dados foram obtidos utilizando o difratômetro modelo X'Pert Pro MPD (PW 3040/60), conforme mostrado na Figura 20.

Os softwares X'Pert Data Collector versão 2.1a e X'Pert HighScore versão 2.1b foram utilizados para identificar o tipo de zeólita.

Figura 19- Etapas de preenchimento do porta amostra
Figura 19- Etapas de preenchimento do porta amostra

Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)

Material de Partida

Difração de Raios X do resíduo de caulim e do metacaulim

Microscopia Eletrônica de Varredura do resíduo de caulim e do metacaulim

Processo de síntese da zeólita Analcima

Difração de Raios X da zeólita analcima

49 Na figura 25 pode-se observar que após a calcinação realizada por 2 horas a 650°C, a metacaulinita formada permanece apresentando morfologia pseudo-hexagonal. Como destacou Saldanha (2006), existem muitos parâmetros a serem estudados na síntese da zeólita analcina, no caso deste trabalho, o objetivo seria, além de reduzir a temperatura de síntese, em relação a trabalhos anteriores, também utilizar metacaulino produzido em condições mais económicas. Portanto, na próxima série experimental, foram realizadas sínteses com metacaulim preparado a 650°C/2h, visando a formação de zeólita analcima altamente cristalina.

Nesta etapa a temperatura (150°C) e a composição reacional permaneceram as mesmas da série anterior, porém o tempo de síntese foi aumentado para 12 e 24 horas. Quando o tempo de reação foi aumentado para 24 horas, não foram observadas alterações significativas, apenas a ausência de alguns picos de phillipsita. Assim, após 12 horas a analcina já estava em boas condições, mas somente em 24 horas esta zeólita tornou-se a maior fase cristalina, com pico de alta intensidade (Figura 27).

Figura 26- Difratogramas de Raio-X da primeira série de experimentos
Figura 26- Difratogramas de Raio-X da primeira série de experimentos

Microscopia Eletrônica de Varredura da zeólita analcima

Mantendo a temperatura de síntese em 150°C e variando o tempo para 12 horas, constatou-se que a morfologia da zeólita analcima era mais evidente. Neste produto (Figura 29), a forma adquirida por este cristal foi “trapezoédrica cúbica e doctaédrica”, a mesma citada por Tschernich (1992) apud Saldanha (2006). 53 A Figura 30 mostra imagens do produto formado com o aumento do tempo de síntese para 24 horas.

Foi analisado que a zeólita analcima assumiu uma morfologia de "dodecaedro trapezoédrico e cubos" e, embora não seja o único cristal formado no produto, destaca-se como sendo a maioria.

Figura 28- Micrografia da amostra sintetizada a 150℃  por 8 horas
Figura 28- Micrografia da amostra sintetizada a 150℃ por 8 horas

Conclusões

Sugestões

Tese - Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal do Pará, Abaetetuba. Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Industrial - Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal do Pará, Abaetetuba. O trabalho final do curso foi apresentado à Faculdade de Engenharia Industrial da Universidade Federal do Pará, Abaetetuba.

Tese - Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal do Pará, Abaetetuba. Dissertação de Doutorado em Geoquímica e Petrologia - Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica, Universidade Federal do Pará, Belém Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Recursos Naturais da Amazônia, ITEC, Universidade Federal do Pará, Belém.

Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica, Departamento de Geociências, Universidade Federal do Pará.

Imagem

Figura 1- Formação estrutural da caulinita
Figura 2- Aplicação do caulim para cobertura (coating) de papel
Figura 5- Extensas áreas de armazenamento residual
Figura 4- Lagoa de sedimentação
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Referências

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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE – FURG INSTITUTO DE MATEMÁTICA, ESTATÍSTICA E FÍSICA - IMEF CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO PROCESSO