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Academic year: 2023

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A Planície Costeira do Amapá é uma região propícia à formação de depósitos turfosos, especialmente pela diversidade de ambientes deposicionais. A caracterização física, mineralógica e química da turfa na planície costeira do Amapá é necessária devido ao total desconhecimento do seu potencial econômico e ecológico nesta área e se justifica pela sua ampla distribuição, que ocorre em pelo menos 40% do território. estudar. território.

Figura 01: Localização da área de trabalho .
Figura 01: Localização da área de trabalho .

OBJETIVO GERAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

CLIMA

VEGETAÇÃO

Campos de Planície do Amapá

Manguezal

Segundo Herz (1991), o desenvolvimento dos manguezais está relacionado à dinâmica das águas costeiras e à redução da salinidade devido à elevada carga de água doce da Amazônia. Assim, o mangue constitui um tipo de vegetação único, que não tolera baixas temperaturas, limitado a um habitat marinho salobro, hostil à maioria das plantas devido às baixas taxas de O2 consistindo na oxidação-redução da matéria orgânica, gerada pela decomposição de folhas e biotas associadas.

GEOLOGIA

  • Depósitos de planícies flúvio-estuarina1
  • Depósitos de planícies flúvio-estuarina 2
  • Depósitos de planícies flúvio-estuarina e flúvio-marinha
  • Depósitos lacustres

Caracterizado por sedimentos lamacentos (argila e silte), de cor cinza amarelado, ricos em matéria orgânica e intensa bioturbação promovida pelas raízes na parte interna, mas na parte externa, às margens dos canais, ocorre uma estratificação plana paralela, típico de ambientes influenciados pelas marés. Caracterizam-se por sedimentações pelíticas típicas de lagos e depósitos ricos em matéria orgânica que variam de vários centímetros a centímetros métricos.

COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SEDIMENTOS

Segundo Biscaye2 (1965, apud MENDES, 1994), a região andina é apontada como fonte direta de argilominerais no litoral do Amapá.

GEOMORFOLOGIA

Devido à grande mobilização de sedimentos disponibilizados pela erosão, ajudam a formar as ilhas do baixo curso do Rio Araguari. Planícies Fluviais: Encontradas a jusante do Rio Araguari, representam áreas adjacentes à margem direita do rio.

Figura 03. Carta-imagem de localização dos cinturões lacustres. 1) Cinturão Lacustre  Oriental 2) Cinturão Lacustre Meridional 3) Cinturão Lacustre Ocidental
Figura 03. Carta-imagem de localização dos cinturões lacustres. 1) Cinturão Lacustre Oriental 2) Cinturão Lacustre Meridional 3) Cinturão Lacustre Ocidental

TURFA

  • Classificação das turfas
  • Processo de humificação
  • Turfeiras
  • Classificação ecológica das turfeiras
    • Turfeiras ombrotróficas
    • Turfeiras minerotróficas
  • Classificação geológica das turfeiras
    • Turfeiras associadas à ambiente deltaico
    • Turfeiras associadas à ambiente fluvial
    • Turfeiras associadas à ambiente estuarino

Porém, um dos principais fatores ambientais para a formação de depósitos de turfa é o nível do lençol freático. Anderson (1964, apud CAMERON et AL., 1989) postula um modelo de sedimentação para explicar o acúmulo de turfa descrito a seguir. A sedimentação contemporânea de turfa na planície e inorgânica nos diques resulta em depósitos de turfa com base ligeiramente côncava.

Quando a acumulação de turfa excede a sedimentação clástica nos diques, os depósitos de turfa assumem uma forma abobadada ou convexa, reduzindo ainda mais as inundações no interior. A deposição de turfa ocorreu em equilíbrio com a subida do nível do mar e o influxo de argila e lodo. Modelo genético: (A) Assentamento local de plantas de água doce; (B) Desenvolvimento de ilhas de turfa que acompanham a subida do nível do mar e a deposição de lodo e argila em áreas não cobertas por vegetação de água doce; (C) Expansão de ilhas de turfa – a deposição orgânica é mais rápida que a elevação de NM e o influxo de clastite; (D) Ilhas de turfa delimitando áreas de água salobra.

Figura 04. Escala para classificação das turfas pelo grau de humificação – escala  visual de von Post (modificada de CLYMO, 1973)
Figura 04. Escala para classificação das turfas pelo grau de humificação – escala visual de von Post (modificada de CLYMO, 1973)

TURFAS NO BRASIL

Geologia dos depósitos brasileiros

Da mesma forma, em termos de segmentação geográfica, Franchi et al. 2004) e Franchi (2004) agruparam as turfeiras brasileiras em costeiras e interiores, conforme descrito abaixo. Turfeiras costeiras - Semelhantes aos depósitos da costa atlântica da América do Norte, as turfeiras costeiras brasileiras fazem parte do contexto das mudanças climáticas e das flutuações do nível do mar no final do Quaternário.

Figura 15. Seção típica de um depósito litorâneo.
Figura 15. Seção típica de um depósito litorâneo.

Turfas no Amapá

A distribuição da turfa estende-se para além dos limites da Faixa Sul, onde emerge e confere ao sistema lacustre como um todo um nível crítico de fragilidade e sensibilidade ao fogo (SILVEIRA & SANTOS, op cit). Como a presença de turfa nesta região é significativa, considerou-se conveniente adotar as seguintes áreas geográficas: área de Maracá (A), área de Macarry (B), área de Sucuriju (C), área de tabaco (D) e a área com linha seca (E) conforme mostrado na figura 19 abaixo. Granlund (1926, apud CLYMO, 1983) baseia-se no grau de decomposição do material vegetal que chega, que consiste em pressionar manualmente uma amostra de turfa fresca no campo e observar o material que flui entre os dedos.

A classificação de acordo com o grau de decomposição da turfa foi realizada em laboratório, uma vez que as amostras já haviam sido coletadas, conforme explicado anteriormente. A determinação do percentual de cinza total foi feita pesando o material remanescente no cadinho na balança de fumaça citada acima, após resfriamento em dessecador. Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) – MPEG foi utilizado para auxiliar na composição mineralógica das cinzas de turfa.

Figura 16: Substituição de vegetação resultante de episódios de fogo. Antiga  área de açaizais submetida à ação do fogo em 2002, substituída por aningais  em solo turfoso em 2004
Figura 16: Substituição de vegetação resultante de episódios de fogo. Antiga área de açaizais submetida à ação do fogo em 2002, substituída por aningais em solo turfoso em 2004

CLASSIFICAÇÃO DAS TURFAS SEGUNDO O GRAU DE

Apesar da grande espessura, as amostras não apresentaram variação de acordo com o nível de decomposição em profundidade, todas foram classificadas como H3, turfa fibrosa representando os estágios iniciais de decomposição. A amostra PC18 está localizada na margem esquerda do rio, a uma profundidade de 80 cm e possui nível de decomposição H4. Na margem direita encontra-se a amostra PC19, também com estágio de decomposição H4, localizada a 130 cm de profundidade.

A amostra F03 apresentou grau de decomposição de H5, enquanto F02 não pôde ser classificada por falta de umidade. As amostras PT44, PT5, PT37 e PT35 estão localizadas às margens do Igarapé do Tabaco; para as amostras PT44 e PT35 obteve-se o grau de decomposição H2. As amostras de turfa da planície costeira do Amapá consideradas neste trabalho apresentam um grau de decomposição entre os tipos fibroso e hêmico, mas não se pode excluir a possibilidade de ocorrência dos tipos sápricos na região, pois a ocorrência de turfa é significativa.

SALINIDADE

Em geral, as turfas tropicais encontram-se em estágio avançado de decomposição, porém, podem apresentar participação significativa de fibras resistentes, o que lhes confere a falsa impressão de turfa fibrosa, em estágios iniciais de decomposição. As turfas da região de Sucuriju são aquelas que apresentam ambos os tipos, fibrosas e hêmicas, podendo-se supor que façam parte de um mesmo depósito, que se apresenta em diferentes estágios de decomposição. De acordo com Lenz (op. cit.), a estratificação é impulsionada por sucessivas gerações de vegetação que se transforma em turfa, e a taxa de decomposição geralmente aumenta em direção à base do depósito.

Toda a turfa das áreas de Maracá e Macarry estava mais degradada em relação às demais áreas e também com camadas insignificantes. Uma das explicações é que a taxa de decomposição depende do tipo de vegetação e também do clima, que, por ser tropical, favorece grande disponibilidade de massa vegetal e promove decomposição acelerada, resultando na diminuição da quantidade. de material a ser fossilizado como turfa (LENZ, op cit.). Outro fator relevante associado à geomorfologia das áreas de Macarry e Maracá é o fato de suas turfeiras estarem localizadas justamente em locais de paleodrenagem, talvez o fator predominante para altos níveis de degradação (comunicação verbal da Dra. Odete Silveira).

UMIDADE TOTAL

Segundo Miranda (2009), o Canal do Varador, que divide a parte continental da Ilha de Maracá, apresenta amplitudes de 10 metros nas marés vivas. As amostras da área de Macarry apresentam salinidade média de 12±7,8, o que mostra que também recebem ou receberam influência marinha, pois as amostras estão localizadas entre 150 e 400 cm de profundidade. Na zona de Tabaco, a salinidade foi determinada apenas nas amostras PC03, com salinidade 10, e PT07, com salinidade zero; Nas demais amostras essa medição não foi realizada, mas sabe-se que são fortemente influenciadas pela água doce da região do lago.

No Igarapé do Tabaco as marés chegam aos lagos, porém não há chegada de água salgada durante as marés normais e, até o momento, não foi verificada a entrada de água salgada nos lagos durante as marés de equinócio. Isto provavelmente se deve à sua posição geográfica, topograficamente mais elevada e afastada das águas dos rios, sofrendo apenas a influência das águas pluviais (comunicação verbal da Dra. Odete Silveira). As amostras que não foram classificadas quanto ao grau de decomposição, por falta de umidade, não foram consideradas nas estatísticas deste parâmetro.

Ao correlacionar os valores médios de pH obtidos para as diferentes áreas, percebe-se que os valores mais básicos são encontrados nas zonas costeiras de Maracá e Sucuriju, mostrando que há uma contribuição da água marinha no seu pH, o que atua no sentido de neutralizar o pH ácido característico da turfa, pois na composição da água do mar existem cátions que, segundo Shotyk6 (1988 apud FRANCHI, 2004), neutralizam os ácidos resultantes da decomposição da matéria orgânica e o pH de sua águas. torna-se relativamente elevado (6 a 8). O fato de termos encontrado valores de pH ácidos em algumas amostras da área de Sucuriju se deve ao seu isolamento das águas marinhas por sedimentos depositados após sua origem, e portanto a produção de compostos orgânicos ácidos não pode ser neutralizada não se torna

CARBONO ORGÂNICO, NITROGÊNIO E C/N

Os primeiros compostos orgânicos a serem decompostos são as proteínas, mas uma pequena parte do nitrogênio presente nas proteínas pode ser retida, fornecendo à turfa uma pequena porcentagem desse elemento (FUCHSMAN, 1980), o que justifica os percentuais de nitrogênio obtidos para as amostras de turfa. neste trabalho. .

CINZAS

CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DO MATERIAL

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Composição química nas cinzas das turfas após ataque

Os grupos funcionais identificados pareciam estar presentes em quase todas as amostras da região (figuras 29 e 30). Uma banda larga em torno de 1280-1220 cm-1, provavelmente devido ao estiramento C-O de ésteres e/ou grupos carboxila. As amostras PC3 e T3-a apresentam menor absorção na banda de 3400 cm-1, estiramento O-H de ligações de hidrogênio em O-H de álcoois e/ou fenóis e/ou ácidos carboxílicos.

Amostras de trufas apresentam, na área correspondente à queima de matéria orgânica, as duas formas descritas a seguir. As alterações apareceram de acordo com a intensidade das bandas de absorção atribuídas às diferentes concentrações de matéria orgânica e materiais como os ácidos húmicos presentes na turfa. Os resultados da análise térmica diferencial da turfa mostraram o primeiro pico endotérmico entre 60 e 1000C, que é característico de todas as amostras analisadas e corresponde à perda de água do material.

Tabela 16. Variações e médias da composição química para Na 2 O, K 2 O, CaO,  MgO e P 2 O 5  em % nas diferentes áreas
Tabela 16. Variações e médias da composição química para Na 2 O, K 2 O, CaO, MgO e P 2 O 5 em % nas diferentes áreas

ESPECTROMETRIA DE INFRAVERMELHO – IV

ANÁLISE TÉRMICA DIFERENCIAL – ATD

As amostras Pta Garrote PT68, Macarry P3, T1-a, T2-a e T3-a (Figura 31) na mesma faixa de temperatura correspondente à combustão da matéria orgânica apresentam dois picos endotérmicos. Comparando as amostras com seus respectivos teores de cinzas, vemos que as amostras que obtiveram apenas um pico endotérmico são turfas consideradas muito puras, com baixíssimo teor de cinzas, enquanto as amostras que apresentam dois picos são turfas com alto teor de substâncias inorgânicas. material. Os resultados obtidos neste trabalho permitem distinguir dois tipos de turfas na planície costeira do Amapá: fibrosas com influência principalmente de ambientes fluviais e lacustres encontradas nas áreas de Tabaco e Linha Seca;

Os grupos funcionais identificados foram recorrentes em praticamente todas as amostras analisadas para a região, aqui representados por betume, ácidos húmicos, carboidratos e substâncias fenólicas. Dissertação (Mestrado em Geologia e Geoquímica) – Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica, Departamento de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 1994. Tese (Doutorado em Geologia e Geofísica Marinha) – Curso de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica Centro de Geofísica Marinha, Geociências Centro, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006.

Figura 30. Termograma da amostra LS.
Figura 30. Termograma da amostra LS.

Imagem

Figura 01: Localização da área de trabalho .
Figura 02: Unidades morfoestruturais do Estado do Amapá. Modificado de Lima,  Bezerra e Araújo (1991) por Silveira (1998)
Figura 03. Carta-imagem de localização dos cinturões lacustres. 1) Cinturão Lacustre  Oriental 2) Cinturão Lacustre Meridional 3) Cinturão Lacustre Ocidental
Figura 04. Escala para classificação das turfas pelo grau de humificação – escala  visual de von Post (modificada de CLYMO, 1973)
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Referências

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Ao analisar o fator de possível influência das áreas de estudo (ou seja, entre as diferentes disciplinas de serviços ofertadas) percebe-se que os estudantes que cursam