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SHEYLA SOARES REIS COSTA.pdf

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Academic year: 2023

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PERFIL SOCIOECONÔMICO E EPIDEMIOLOGIA DE INDIVÍDUOS QUE VIVEM COM HIV/AIDS NO MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DE JESUS. Perfil socioeconômico e epidemiológico dos indivíduos que vivem com HIV/AIDS notificados no município de Santo Antônio de Jesus-Ba no período de 2007 a 2014.

OBJETIVOS

Portanto, este estudo tratará principalmente da AIDS, discutindo a doença, sua história, transmissão, diagnóstico e tratamento da infecção. E posteriormente analisaremos os processos de mudança do perfil socioeconômico e epidemiológico da infecção no município de Santo Antônio de Jesus, abordando as novas configurações da epidemia a partir dos resultados encontrados.

JUSTIFICATIVA

HIV/AIDS

  • Histórico da AIDS
  • Vírus da Imunodeficiência Humana: Estrutura E Ciclo
  • Diagnóstico
  • Estratégias Terapêuticas no Combate à AIDS

Decreto nº. A Portaria 34/SVS/MS, de 28 de julho de 2005, regulamenta a utilização de testes rápidos para determinação da infecção pelo HIV. Com a terapia antirretroviral, as manifestações clínicas decorrentes da infecção pelo HIV tornaram-se menos frequentes, levando a uma melhora significativa no prognóstico do paciente (PINTO et al., 2007).

VULNERABILIDADE

Origem do Conceito de Vulnerabilidade

A adoção dessa medida, além do tratamento dos portadores do HIV, é vista como mais uma estratégia preventiva da infecção pelo HIV, uma vez que a realização da terapia antirretroviral reduz o número de cópias virais no organismo do indivíduo e, consequentemente, reduz a sua transmissibilidade. O surgimento da epidemia de AIDS aumentou a necessidade de pesquisadores e profissionais de saúde repensarem conceitos de risco e avançarem nas discussões sobre a vulnerabilidade dos indivíduos. No caso da AIDS, estudos epidemiológicos que identificavam grupos populacionais com maiores chances de contrair a doença do que a população em geral tornaram-se “instrumentos de prevenção” de forma quase mecânica, e o risco identificado nessas populações passou a ser abordado de forma concreta através do condicionamento. esses indivíduos ao rótulo.

Caso o indivíduo se reconhecesse como integrante de um dos grupos de risco, era-lhe proposto aderir à abstinência sexual, não doar sangue e não fazer uso de drogas injetáveis. Estes activistas, graças ao seu envolvimento em campanhas de educação e esclarecimento para a saúde, enfatizaram as práticas sexuais de menor risco, propondo o uso do preservativo, não como método contraceptivo como era principalmente utilizado, mas como forma de prevenir a transmissão do VIH - evitando trocas. de fluidos corporais, e estimulando não só a população HSH, mas toda a população, no sentido de que o indivíduo se reconheça como atuante no processo de prevenção. Este cenário de lutas sociais relacionadas às mudanças comportamentais no setor saúde favoreceu a instrumentalização de um novo conceito para práticas preventivas: o Comportamento de Risco.

Este novo paradigma altera a ideia de identidade de grupo para identificar comportamentos favoráveis ​​à exposição ao vírus, permitindo universalizar a preocupação com a SIDA, assumindo que qualquer pessoa que se envolva em comportamentos de risco se exporá à infecção, minimizando a estigmatização dos grupos. com maior incidência. Contudo, embora tenha sido um avanço na compreensão das medidas preventivas, o conceito de comportamento de risco mostrou-se limitado diante da culpabilidade individual, ou seja, atribuir ao indivíduo total responsabilidade pela infecção por não ter adotado comportamento seguro.

Avaliação Estrutural de Vulnerabilidade

Com a constatação dos novos rumos que a epidemia tomou, foi proposto um novo instrumento de compreensão e possíveis intervenções para esse cenário. Então, em 1990, por meio da iniciativa denominada “Global AIDS Policy Coalition”, surgiu a análise da Vulnerabilidade à AIDS. . A infecção pelo VIH/SIDA responde à percepção de que a possibilidade de as pessoas estarem expostas ao VIH e contraírem a SIDA não resulta de uma série de aspectos individuais, mas também colectivos, contextuais, que levam a uma maior susceptibilidade à infecção e à doença. , e, de forma indissociável, maior ou menor disponibilidade de recursos de todos os tipos para se defender de ambos (PARKER, 1994; SZWARCWALD, 2000; PARKER E CAMARGO JÚNIOR, 2000). A vulnerabilidade programática está intimamente relacionada à redução das vulnerabilidades individuais e sociais, como mostram Silva et al. (2010), ao abordar as potencialidades e dificuldades da estratégia Saúde da Família em relação à atenção ao HIV/Aids, de modo que a FME tem contribuído significativamente para a redução da vulnerabilidade ao HIV/Aids ao incorporar sistematicamente novas tecnologias de trabalho, baseadas na ação. Este trabalho trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com abordagem quantitativa, realizado por meio da análise de dados secundários obtidos por meio de fichas de notificação da Vigilância Epidemiológica dos casos de AIDS notificados em Santo Antônio de Jesus no período de 2007 a 2014.

O lócus da pesquisa foi o Controle Epidemiológico municipal, no setor do programa DST/Aids e Hepatites Virais, onde estão arquivadas todas as fichas de notificação do HIV/Aids. A população do estudo foi composta por todos os indivíduos com diagnóstico confirmado de HIV/AIDS cadastrados no município de Santo Antônio de Jesus-Bahia entre 2007 e 2014. Este trabalho é um recorte do projeto de pesquisa Estratégias de Combate à Feminização do HIV/AIDS em Santo Antônio de Jesus-Bahia, referente ao programa de educação pelo trabalho (PET) para a subárea de saúde/controle sanitário (regulamentado pela Portaria Interministerial MS/MEC nº submetida e aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da União Federal Universidade do Recôncavo da Bahia, com protocolo 191.710 (ANEXO B) 18 de fevereiro de 2013.

Com todas as mudanças no perfil da infecção pelo HIV, incluindo o processo de heterossexualização, feminização, empobrecimento e internalização, a epidemia de AIDS se espalhou dos grandes centros e metrópoles para municípios médios e pequenos, onde a prestação de serviços de HIV, prevenção, diagnóstico e tratamento de pessoas com VIH/SIDA colocam desafios relevantes. Este estudo analisará o perfil socioeconômico e epidemiológico das pessoas que vivem com HIV/AIDS em Santo Antônio de Jesus-Ba.

PERFIL SOCIOECONÔMICO

Dentre os casos, 102 notificações relacionadas a pessoas residentes em Santo Antônio de Jesus, correspondendo a uma prevalência de 0,1%, e 238 casos relacionados a indivíduos residentes em outras cidades do Recôncavo da Bahia, dentre as cidades destacamos: Valença, Nazaré das Farinhas , Cruz das Almas, Amargosa e Muritiba. Fonte: Banco de dados do projeto de pesquisa Estratégias para o Enfrentamento da Feminização das DST/HIV/AIDS em Santo Antônio de Jesus. Fonte: Banco de dados do projeto de pesquisa Estratégias para o Enfrentamento da Feminização das DST/HIV/AIDS em Santo Antônio de Jesus. n=3) registros não continham esses dados.

Entre os casos com informação sobre escolaridade, observou-se que os homens tinham níveis de escolaridade mais elevados que as mulheres. 41,4% (n=55) dos homens tinham anos de estudo equivalentes entre o ensino médio incompleto e o ensino superior completo, enquanto para as mulheres 30,8% (n=28) tinham o mesmo nível de escolaridade. Por outro lado, ao analisar o nível de escolaridade mais baixo, as mulheres ficaram à frente dos homens.

De meerderheid van de aangemelde personen, 70% (n=238), woonde in andere steden in Recôncavo Baiano (Amargosa, Cruz das Almas, Nazaré das Farinhas, Valença, Muritiba, Maragojipe, Sapeaçu, Cachoeira, Laje, Tancredo Neves, Conceição do Almeida , Governador Mangabeira, Muniz Ferreira, Jaguaripe, Aratuipe, Itatim, Mutuipe, Castro Alves, Milagres, Salinas das Margaridas, Santa Terezinha, São Roque do Paraguaçu, São Miguel das Matas), en 30% (n=102) woonde in Santo Antônio de Jesus, waar de meldingen plaatsvonden. Enkele van de geïdentificeerde locaties in het landelijke gebied van Santo Antônio de Jesus zijn: Povoado do Cocão en Mino do Sapé.

Figura 1: Incidência de HIV/AIDS notificados em Santo Antônio de Jesus entre 2007 a 2014 .
Figura 1: Incidência de HIV/AIDS notificados em Santo Antônio de Jesus entre 2007 a 2014 .

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

PERFIL SOCIOECONÔMICO

Embora a AIDS seja uma das doenças sobre as quais mais estudos foram realizados durante sua descoberta, a maioria deles analisou informações consolidadas nacional e/ou regionalmente, especialmente a região Sudeste, mais especificamente o eixo São Paulo-Rio de Janeiro, berço do epidemia no país. Brasil (GRANGEIRO et al., 2010). A intersecção dessas duas abordagens pode fornecer respostas sobre quem são essas mulheres, muitas vezes invisibilizadas pela condição de grande vulnerabilidade em que se encontram (AYRES et al., 2002). Além disso, falar sobre práticas sexuais seguras e uso de preservativo implica ameaça à confiança entre o casal quando vem à tona a possibilidade de relações extraconjugais (MAIA et al., 2008; TAQUETTE, 2010).

Librelotto et al., 2012 realizado em municípios da Região Sul, atingindo quase 90% das notificações em alguns casos. Outro dado importante é a relação entre os sexos, embora hoje a infecção entre homens e mulheres seja praticamente igual, mas ainda relativamente maior entre os homens, nesta faixa etária a situação se inverte, com mais meninas do que meninos infectados a uma taxa de 10: 6, que enfatiza que o processo de feminização é mais intenso nessa faixa etária (TAQUETTI et al., 2011). O nível de escolaridade é amplamente utilizado como indicador socioeconômico devido ao impacto que tem na saúde, que se mostra estável ao longo da vida do indivíduo e sofre poucas alterações mesmo sob interferências cíclicas ou do próprio processo de doença ( Fonseca et al., 2012)).

Estudos ecológicos, como os realizados por Ferreira et al., (2011), Piere e Laurenti, (2012) sobre a dinâmica da epidemia, indicam uma mudança nas condições socioeconómicas dos indivíduos que vivem com VIH/SIDA, com uma propagação mais progressiva para classes com menos vantagens. Esse problema no trabalho não causa apenas problemas financeiros, mas também leva à falta de subsídios para o próprio tratamento (FERREIRA et al., 2011).

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

Neste estudo constatou-se que 20,3% dos indivíduos com HIV/AIDS residiam na zona rural de seus respectivos municípios. Neste contexto, a situação em que vivem as mulheres reportadas afectadas pelo HIV/SIDA realça a importância das questões relacionadas com o género e a posição social que contribuem desfavoravelmente para o enfrentamento da infecção. Antirretrovirais altamente eficazes usando dados de dispensação farmacêutica de um centro de referência microrregional de DST/HIV/Aids.

Uma análise das políticas de combate ao HIV/AIDS na perspectiva da interseccionalidade de raça e gênero. A internalização da epidemia de HIV/AIDS e o fluxo intermunicipal de internações na Zona da Mata, Minas Gerais, Brasil: uma análise espacial. Diretório de recomendações práticas da OIT sobre o VIH/SIDA e o mundo do trabalho / Organização Internacional do Trabalho, [Programa de.

Um estudo das relações de género e da sexualidade no processo de feminização e envelhecimento da epidemia do VIH/SIDA. Título da pesquisa: Estratégias para lidar com a feminização do HIV/AIDS em Santo Antônio de Jesus, Bahia. 34; Determinação da vulnerabilidade à infecção pelo HIV/AIDS entre as mulheres de Santo Antônio de Jesus; -Avaliação da distribuição de insumos para prevenção do HIV/AIDS entre as mulheres de Santo Antônio de Jesus; - Acompanhar o percurso dos cuidados às mulheres com doenças sexualmente transmissíveis; - conhecer as estratégias de conscientização para implementação de testes sorológicos para diagnóstico de HIV/AIDS entre mulheres de Santo Antônio de Jesus";.

34; Os resultados deste estudo podem fornecer maior suporte para o desenho de estratégias de combate à feminização do HIV/AIDS, que contribuam para a redução do número de casos de morbidade e mortalidade em mulheres, que reconheçam as situações de vulnerabilidade das mulheres à infecção pelo VIH/SIDA.

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Figura 1: Incidência de HIV/AIDS notificados em Santo Antônio de Jesus entre 2007 a 2014 .
Figura 2: Evolução das notificações HIV/AIDS segundo sexo, em Santo Antônio de Jesus entre  2007 a 2014
Tabela 1: Perfil socioeconômico dos indivíduos que vivem com HIV/AIDS em Santo Antônio  de Jesus- Ba de 2007 a 2014.
Tabela 2: Perfil epidemiológico dos indivíduos que vivem com HIV/AIDS em Santo Antônio  de Jesus- Ba de 2007 a 2014

Referências

Documentos relacionados

A programação do evento inclui o lançamento oficial do 6º CBEU, seguido de uma palestra sobre o tema do encontro, proferida pela filósofa Kátia Mendonça, professora da Universidade