Para tanto foram utilizados três testes relacionados a 10 variáveis do questionário, a variável idade representou uma correlação negativa, portanto quanto maior a idade menor a percepção de governança corporativa, isso pode ser resultado do menor conhecimento dos idosos. conceitos de governança corporativa governança corporativa. O objetivo deste estudo é investigar a empresa credilivre - MG, agência do SICOOB no município de Manhuaçu no estado de Minas Gerais, sob o viés da GC. Pretende-se discutir, com base nos critérios da teoria da agência, a necessidade de determinar se os cooperados entendem ou não se há transparência na gestão corporativa da Credilivre - MG.
The methodology determined for the formulation of this conclusion work was obviously based on the analysis of the quantitative information obtained from the application of the questionnaire in the company in question. To do this, three tests were applied that were correlated with the 10 variables in the questionnaire. The age variable was presented with a negative correlation, so the higher the age, the lower the perception of corporate governance. This may be due to the fact that older people have less knowledge of the concepts of corporate governance.
INTRODUÇÃO
Considerando diversos estudos que tratam de métodos de governança corporativa, esta pesquisa é importante porque analisa como se dá a abordagem de GC em cooperativas de crédito, coletando e analisando dados internos dessas cooperativas, para que através desses dados seja encontrado o melhor método de governança. deve ser aplicado. Esta pesquisa tem possibilidades de ampliar o número de unidades analisadas, formando assim um amplo cenário para discussões a respeito da prática de Governança Corporativa nas cooperativas de crédito.
Governança Corporativa
- Governança Corporativa no Brasil
Para Lodi (2000), governança corporativa é um novo nome para o sistema de relacionamento entre acionistas, auditores independentes e gestores de empresas liderado pelo conselho de administração. Carvalho (2002) descreve a Governança Corporativa como um conjunto de mecanismos pelos quais os parceiros têm a garantia de que terão um retorno adequado sobre os investimentos realizados. A prática da governança corporativa incentiva as empresas a adotarem uma política de maior divulgação ao público investidor, o que favorece o funcionamento do mercado de capitais (GALLON et al., 2006).
Esse conceito de governança corporativa pode ser identificado detalhadamente pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A governança corporativa é um sistema no qual as empresas e outras organizações são dirigidas, controladas e incentivadas, envolvendo relações entre sócios, conselho de administração, órgãos de administração, fiscalização e controle de outras partes interessadas (IBGC, 2018). O Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa foi elaborado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) como uma contribuição para a melhoria da governança corporativa das empresas no Brasil.
Cooperativismo de Crédito
A divulgação ou divulgação torna-se fundamental para reduzir a assimetria informacional, bem como o conflito de agência, de tal forma que as empresas devem fornecer declarações e relatórios tempestivamente aos usuários da informação, proporcionando assim maior proximidade com os acionistas, o que por sua vez acompanhará o crescimento e desenvolvimento do empresa (CHEUNG, JIANG e TAN, 2010). Para Cuevas e Fischer (2006), existem dois tipos principais de conflitos de agência que dominam as cooperativas de crédito. Os autores afirmam ainda que deve ser fundamental zelar pelos interesses tanto dos poupadores como dos devedores e, assim, evitar que a direção seja controlada pelos interesses dos devedores.
Seguindo a mesma ideologia dos autores anteriores, Westley e Branch (2000) investigam que existe uma tendência dos mutuários influenciarem os rumos da cooperativa e geri-la de acordo com os seus interesses. Este incidente faz com que as pessoas busquem a adesão à cooperativa para obter empréstimos mais baratos e não contribuir com recursos, levando ao aumento da inadimplência. Branch e Baker (2000) observam que as diferentes visões dos membros sobre a cooperativa gerarão comportamentos diferentes.
Os associados que aderirem com o objetivo de depositar as suas poupanças terão como foco a segurança da instituição e os que aderirem com o objetivo de obter empréstimos estabelecerão taxas mais baixas para empréstimos e depósitos. Cuevas e Fischer (2006) mostram que este tipo de instituição financeira apresenta claras vantagens sobre as demais, mas também apresenta fragilidades que não podem ser ignoradas. Tendo o mutualismo como princípio básico, o cooperativismo pode ser definido como a associação de pessoas que unem esforços para satisfazer necessidades económicas, sociais e culturais comuns.
Segundo Mendes (2014), uma cooperativa de crédito é uma instituição financeira privada, que através de personalidade jurídica própria se especializa no âmbito dos serviços e serviços prestados aos seus associados, que pertencem naturalmente ao segmento. Cooperativa de crédito é uma instituição financeira constituída por uma associação de pessoas que presta serviços financeiros exclusivamente aos seus associados. Os cooperados são proprietários e usuários da cooperativa, participam de sua gestão e usufruem de seus produtos e serviços (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2018).
METODOLOGIA
Os questionários foram aplicados diretamente pelo autor do trabalho no órgão central do CREDILIVRE na cidade de Manhuaçu, sendo aplicados 133 questionários e selecionados aleatoriamente que eram homogêneos com a população pesquisada.
ANÁLISE DE DADOS
Estratificação
- Análise Gráfica do perfil dos entrevistados Pessoa Física
- Análise Gráfica do perfil dos entrevistados Pessoa Jurídica
- Análise Gráfica das variáveis Pessoa Física
- Análise Gráfica das variáveis Pessoa Jurídica
No gráfico 8 é possível verificar se os associados possuem investimento na cooperativa ou não, nota-se que 77% dos associados não possuem investimento na cooperativa e apenas 23% possuem investimento, o que comprova que a cooperativa tem um baixo taxa de investidores cooperativos. O Gráfico 11 representa se os cooperados estão relacionados ou não com o quadro de funcionários da cooperativa, é perceptível que 14% dos cooperados estão. No gráfico 14 há a demonstração se os associados corporativos possuem ou não candidatura na cooperativa, observa-se que 70% dos associados corporativos não possuem.
Diante destes resultados, chama a atenção que grande parte dos cooperados entende que a cooperativa possui auditorias internas, mas ainda há uma percentagem significativa de associados que não tem conhecimento deste tema. O Gráfico 22 mostra que há uma diferença mínima entre o número de membros que responderam no Nível 2, sendo que 31% representa a taxa de resposta. O Gráfico 23 ilustra que 37% dos cooperados responderam no nível 2, que corresponde à resposta NÃO SEI, seguido do nível 4, que responde à resposta SEI que SEI, com 21%, e no nível 1, que corresponde para responder responda: NÃO SEI NADA.
Verifica-se que a maior parte dos associados inquiridos não conhece as atribuições do conselho fiscal da cooperativa. O Gráfico 25 mostra que a maioria dos cooperados pesquisados entende que a cooperativa tem gestão democrática, de forma que 66% responderam o nível 5, que corresponde à resposta SEMPRE, enquanto uma parte menor respondeu o nível 1 com 5%, que representa a resposta NUNCA. . O Gráfico 26 mostra a predominância do nível 5, onde 74% representa a resposta SEMPRE, enquanto uma parte menor respondeu o nível 1, onde 4% representa a resposta NUNCA, percebe-se que a cooperativa adota boas práticas de governança corporativa para a grande maioria dos respondentes participantes.
O Gráfico 27 mostra que 51% das cooperativas responderam o nível 5, que representa a resposta SEMPRE, seguido do nível 3 com 18% respondendo ÀS VEZES. O Gráfico 31 explica que a maioria das cooperativas sabe que a cooperativa possui auditoria interna, atingindo o nível 4 com 33,33%, que corresponde à resposta CONHECE, seguido do nível 3 com 27,27%, que corresponde à resposta CONHECE PARCIALMENTE. . Analisando o gráfico 33, percebe-se que há predomínio do nível 2 com 42,42% representando a resposta DESCONHECIDO, seguido do nível 4 com 21,21%.
No gráfico 34 verifica-se que o número de pessoas jurídicas integrantes que respondem ao nível 5 é de 66,67%, o que SEMPRE representa a resposta, seguido do nível 3 com 18,18%, que ÀS VEZES corresponde à resposta, o nível 4 com 12,12%. Olhando para estes dados em linha com os dados do Gráfico 25, é claro que a maioria dos membros da cooperativa concorda que a cooperativa tem uma governação democrática.
Estatística Inferencial – Regressão Linear com Múltiplas Variáveis
Para os associados da PF apresentados no gráfico 27, a mesma resposta ficou com maior pontuação, o que significa que a cooperativa se preocupa com os riscos que seu associado possui e cumpre seu papel informando sempre sobre os mesmos riscos. As variáveis idade e tempo de cooperado também apresentam certo grau de estabilidade estatística, porém a variável idade apresenta correlação negativa, ou seja, quanto maior a idade, menor é a relação com a variável dependente Governança Corporativa. Devido ao tamanho da amostra, quanto mais variáveis explicativas utilizadas, maiores seriam os graus de liberdade, reduzindo ainda mais a capacidade da equação ser explicada pelo R² e também a robustez da própria amostra com valor P. e Prob > F, Por conta disso, a variável segmento foi excluída do modelo, considerando que algumas variáveis relacionadas ao segmento deveriam ser criadas em formato dummy.
Percebe-se que os resultados utilizando a dummy de gênero feminino apresentaram resultados diferentes daqueles obtidos com a variável dummy de gênero masculino, ao analisar os resultados do R2, que é de 5,44% e o Prob > F de 0,0544, bem como os resultados com na amostra feminina, foram mais robustos. Os resultados do teste T apresentam comportamento válido para uma distribuição normal bilateral padrão, onde os testes obtidos são válidos, mas no teste do valor P apenas as variáveis explicativas (I) Aplicação, (II) e (III) membro o tempo apresenta significância estatística para o modelo, mas a idade apresenta correlação negativa e o tempo de inscrição e o tempo de adesão apresentam relação positiva. Portanto, quanto maior o tempo de adesão e o investimento financeiro, maior será o conhecimento de que a cooperativa tem governança corporativa e mais velho será o associado. , menor compreensão da governança corporativa. Embora o valor P não seja robusto, a variável género feminino apresenta uma correlação negativa com a Governança Corporativa, ao contrário do género masculino.
No teste com pessoa jurídica, para um grau de liberdade 7, com R2 4,83%, ou seja, o modelo tem baixa capacidade de explicar o comportamento da variável dependente, e com P>F 0,5034, ou seja, com pouca estatística robustez, mas no teste T todas as variáveis apresentam resultados válidos para. Tal como acontece com outros testes, a idade, o uso e o tempo de cooperado apresentam maior robustez estatística.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Análise da relação entre a divulgação nos relatórios de administração e o nível de governança das empresas Bovespa. Fatores explicativos da divulgação voluntária das empresas públicas brasileiras sob a ótica da governança corporativa e da estrutura acionária, 2014. Leal, Ricardo Pereira Camara; Ferreira, Vicente Antônio de Castro; Silva, André Luiz Carvalhal da; Governança corporativa no Brasil e no mundo.
Os efeitos da adoção de conceitos e práticas de governança corporativa na transparência das informações demonstradas pelas empresas brasileiras do setor. SENA, Denilson César; Governança Corporativa: estudo comparativo do desempenho econômico e financeiro das empresas nacionais participantes do mercado de ações (BOVESPA).